quarta-feira, 16 de março de 2011

Bondes elétricos estão de volta nas grandes cidades do mundo


Assim como os carros elétricos, trens urbanos viraram moda na Europa e agora começam a ser implementados também pela China

A fábrica de trens da Alstom em La Rochelle, cidade medieval na costa atlântica da França, produziu no ano passado o número recorde de 88 “tramways”, trens urbanos movidos a eletricidade e que hoje são conhecidos no Brasil pela sigla VLT (veículos leves sobre trilhos). Esses trens são, na verdade, a versão moderna dos antigos bondes, que desapareceram das cidades brasileiras há pelo menos 30 anos.

Enquanto a carteira total de pedidos do grupo francês, segundo maior fabricante de trens do mundo, caiu 8% entre abril e dezembro de 2010 como reflexo da crise na Europa e Estados Unidos, a divisão de bondes da Alstom cresce a taxas de 10% ao ano. Bernard Peille, diretor da fábrica de La Rochelle, prevê ultrapassar a marca de 100 “tramways” produzidos em 2011.

Assim como o carro elétrico virou febre entre as montadoras e tem sido a maior atração das principais feiras de automóveis, os bondes elétricos passaram a ser a sensação entre as alternativas de transporte urbano. Além de emitir quatro vezes menos monóxido de carbono do que os ônibus, os bondes elétricos atuais podem ser abastecidos por baixo, sem que seja necessário instalar fios suspensos, o que faz com que eles não interfiram na visual das cidades como acontecia antigamente.

Cidades como Bruxelas, Paris e Berlin ressuscitaram os seus “tramways” nos últimos dez anos e essa onda “verde” começa a chegar agora aos países emergentes.“Só na China, existem pelo menos 15 projetos em estudo”, afirma Pierre Gosset, responsável pela divisão de “tramways” do grupo Alstom. A multinacional francesa participará neste ano, por exemplo, de uma licitação em Pequim.

Para o ano fiscal 2010-2011, que se encerra agora em março, o grupo prevê fabricar 300 bondes, 10% a mais que no exercício anterior, com vendas de 450 milhões de euros. “Há dez anos, nossa produção não era nem a metade”, diz o Gosset, que projeta chegar a uma produção de 1 mil a 1,5 mil “trams” por ano até 2020.

A expectativa é de que essas taxas de crescimento, de dois dígitos, sejam mantidas. “Mas é difícil prever quanto iremos fabricar em 2011. Isso vai depender das licitações que ganharmos, como a de Pequim”, diz Gosset.

No Brasil, a Alstom venceu a única licitação feita no País para a instalação de uma linha de trem elétrico, realizada em Brasília. Mas o contrato foi suspenso no ano passado pelo Ministério Público, que está investigando os contratos firmados durante o governo de José Roberto Arruda, cujo mandato foi cassado por corrupção.

Segundo Gosset, a Alstom ainda não havia iniciado a fabricação dos trens para Brasília e a suspensão do contrato não causou prejuízos financeiros à companhia. A empresa se mantém à espera de uma decisão das autoridades brasileiras. Apesar dos problemas, as esperanças da Alstom de vender bondes para o Brasil não morreram. Outras cidades, como Santos, disse Gosset, também já demonstraram interesse pelo VPT (veículo pesado sobre trilhos).

A divisão, embora passe por uma fase de forte crescimento, ainda representa uma pequena parte da vendas da Alstom. A carteira total de pedidos da multinacional no setor de transportes ferroviários totalizava, em dezembro de 2010, 3,6 bilhões de euros, incluindo trens de alta e de altíssima velocidade, conhecidos pela sigla TGV e AGV, respectivamente, segmentos em que a Alstom é líder no mundo.

Claudia Facchini, enviada especial a La Rochelle (França) IG ECONOMIA

Projeto de Lei de emenda do Código de Obras e Posturas de Fortaleza

Após a polêmica da derrubada de árvores do terreno da Aldeota, o vereador João Alfredo (PSOL - CE) elaborou projeto de lei pedindo a modificação dos artigos 588 e 589 do Código de Obras e Posturas do Município.


Na alteração, para a emissão de licença especial, que autoriza a retirada de árvores, deverá haver, antes do possível corte, um parecer do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace).


Fonte: O POVO Online

Parcerias irão recuperar áreas verdes

Quatro locais da Capital vão ser recuperados por empresas da construção civil: Jangurussu, parque Rio Branco, Lagoa do Opaia e praça Clóvis Beviláqua. As áreas foram escolhidas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam), após acordo feito com três construtoras de Fortaleza. Por conta de liminar da Justiça, nenhuma empresa é obrigada a pagar medidas compensatórias por danos ambientais desde 2009, na Capital. Mesmo assim, as construtoras Rossi, Diagonal e BSPar optaram por firmar o acordo com a Semam.


A decisão foi anunciada ontem pelo titular do órgão, Deodato Ramalho, uma semana após a polêmica derrubada de árvores no terreno na Aldeota, na esquina das avenidas Santos Dumont com Senador Virgílio Távora. “A lei (Código de Obras e Posturas do Município) já diz que, para cada árvore retirada, o empreendedor tem que plantar mais duas. É pouco. O que estamos tentando fazer é agregar algo mais”, explicou o secretário.


Para investir nas quatro áreas escolhidas, a Semam estima arrecadar R$ 1,8 milhão das empresas. Pela lei do Licenciamento Ambiental do Município (lei 8.738, de 2003), as construtoras devem pagar, no mínimo, 0,5% do custo total de empreendimentos para reparar danos ambientais. O pagamento será retroativo à 2009. Por enquanto, de acordo com Deodato Ramalho, a Semam está na fase de preparação do termo de referência dos locais que vão ser recuperados. O documento informará para as empresas o que deve ser feito em cada local. A empresa BSPar se comprometeu a seguir o cronograma anunciado pela Prefeitura.


Plano Diretor

Na próxima segunda-feira, o termo de referência do Jangurussu já deve ser entregue às construtoras. A previsão do secretário é que as quatro obras custem cerca de R$ 1,5 milhão. O restante será destinado à conclusão do Plano Diretor de Arborização Urbana de Fortaleza. Segundo Deodato Ramalho, a elaboração do plano estava emperrada por falta de recursos. Agora, o primeiro passo é fazer o levantamento de todos os espaços verdes da Capital.

Fonte: O POVO Online

Comentário da postagem: A Lei do Licenciamento Ambiental - Lei Municipal 8.738/ 2003 permite que as compensatórias ambientais sejam arbitradas pelo órgão concedente do Licenciamento, no caso a própria SEMAM, entre 0,5 e 5% do valor do empreendimento. A SEMAM em sua avaliação está arbitrando este valor em 0,5% dos valores dos terrenos e não dos empreendimentos. Um erro que precisa ser urgentemente corrigido.

Sugestões para aprimoramento de um pauta de proteção e preservação ambiental em Fortaleza

Caro Eliomar de Lima

Aproveitando o ensejo a polemica atual resultante da "arrancada"das árvores de quadra da Santos Dumont com Virgilio Távora e contribuindo para o aprimoramento da gestão ambiental de Fortaleza, seguem aí algumas sugestões:
  • que o Inventario Ambiental de Fortaleza/ 2003 seja atualizado eainda recuperado o anteprojeto do Código Municipal do Meio Ambiente, um conjunto de realizações feitas por uma equipe de professores do Laboratorio de Estudos Ambientais Urbanos do Departamento de Arquitetura e Urbanismo na UFC, nos idos de 2003. E que no mesmo pacote do mesmo seja complementado o Plano de Arborização Urbana,iniciado em 2007, mas ainda incluso até a presente data.
  • que as medidas compensatórias ambientais sejam cobradas corretamente à razão de até 5% do valor dos empreendimentos como permite a Lei Municipal do Licenciamento Ambiental No 8723/ 2003 e não somente meio por cento sobre o valor do terreno como tem praticado a SEMAM, nos ultimos anos.
  • que se implante finalmente o Parque Rachel de Queiroz, na Zona Oeste de Fortaleza, em seus 15 trechos, junto ao traçado dos Riachos Alagadiço e Cachoeirinha, como tem reinvidicado Movimento Pró Parque Rachel de Queiroz, por onde passa este traçado hídrico, que trará benfeitorias à mais de meio milhão de pessoas, em 21 bairros, de acordo com o projeto desenvolvido ainda em 2002, que hoje jaz "engavetado" na própria SEMAM.
  • que se implante de fato o Parque das Dunas do Sabiaguaba, prometido desde 2006, quando da sanção de decreto municipal que o criou.
  • e que finalmente se resolvam todas as pendencias e impedimento quanto a delimitaçao do Parque do Cocó, em conjunto com o Governo do Estado, que se arrastam desde 1989.
Cordialmente
Professor/ Arquiteto José Sales

segunda-feira, 14 de março de 2011

Foi cometido um grave crime ambiental em Fortaleza

De fato foi cometido um crime ambiental em Fortaleza, no caso do quadra da Av. Santos Dumont com Av. Virgilio Távora, mesmo que o desmatamento e remoção das mais de 100 árvores adultas e expulsão ou morte de centenas de pequenos animais tenham sido realizado em terreno particular com licenciamento ambiental aprovado e emitido pela SEMAM a partir de interpretação do já anacronico Código de Obras e Posturas do Município de Fortaleza/ 1981, este nunca alterado e/ ou revisado nestes 30 anos de vigencia, mesmo que a Legislação federal obrigue cada município a assim proceder - Estatuto da Cidade/ 2001.

Estão aí nos jornais, nos programas de TV, a expressão do sentimento de perda do que significava aquele patrimonio ambiental posicionado em uma das áreas mais construidas de Fortaleza, a sensação do aumento do aumento da temperatura e outros aspectos relacionados a qualidade de vida urbana que foram "para o beleleu" a partir da ação das motoserras e retroescavadeiras trazendo a questão ambiental para o nosso dia a dia e pra frente de nossas moradias.

Por outro aspecto, as compensações ambientais, se é que elas deveriam ser aplicadas no caso, onde melhor se recomendaria a preservação stricto sensu da parte da exuberante vegetação existentes de frondosos cajueiros e mangueiras, as mesmas foram equivocadamente ou propositalmente subdimensionadas, considerando-se unicamente o valor do terreno e não o valor do empreendimento, ali a ser instalado, assim como os percentuais ser aplicados cuja lei permite que se situem entre 0,5 e 5% do negócio imobiliário, que superaria em pelo menos 30 ou mais vezes a referencia adotada, que passou a ser simbólica, com nítidas vantagens ao proprietário do terreno e aos empreendedores. Um pormenor que também tem que ser esclarecido pela Administração Municipal que concedeu a licença e não fiscalizou.

Entretanto o causa mesmo perplexidade a todos nós habitantes desta maltratada Fortaleza é o mutismo do Secretário do Meio Ambiente e Controle Urbano Deodato Ramalho e da própria Prefeita Municipal Luzianne Lins que nenhum simples comentário emitiram sobre os acontecimentos e o porque de tantos erros cometidos quanto a interpretação do que poderia ser feito ou não era conveniente permitir quando da concessão do "licenciamento ambiental". Isto mesmo com vários alertas prévios sobre a o que poderia ocorrer foram feitos, inclusive através dos jornais, com destaque para o que disse o Professor/ Arquiteto Romeu Duarte, quase um mês antes do cometimento do crime, a semelhança de uma crônica da morte anunciada.

Mandar dizer, através do Coordenador do Controle Urbano da SEMAN Alan Arraes, que os tramites do Licenciamento Ambiental de Fortaleza vãoi ser aprimorados é praticamente nada, depois que o crime ambiental foi cometido e desnudamento dos dos erros da concessão do licenciamento "foi pedra cantada", ao vivo, pelo Vereador João Alfredo e pelo Professor/ Arquiteto José Sales, no programa Grandes Debates O POVO, na quinta feira passada.

domingo, 13 de março de 2011

Pra não dizer que não falei de árvores

Tive a chance de entrar algumas vezes no antigo escritório do senador Tasso Jereissati, naquela enorme esquina das avenidas Santos Dumont e Virgílio Távora, para entrevista-lo, e sempre ficava admirada com a enorme área verde daquele espaço, um alívio entre tantos prédios da Aldeota. Por mais que aquele terreno seja valioso, grande e bem localizado, e que os lucros estejam acima de tudo na atividade empresarial capitalista, creio que tanto Tasso como o novo dono do terreno, Beto Studart, dois homens ricos, engajados na política partidária, perderam a oportunidade de fazer um grande bem a Fortaleza: doar aquele espaço para a cidade, para se transformar num parque da população. Certamente, se tivessem feito isso, não teriam ficado mais pobres e a cidade seria muito grata.

Fonte: Coluna Politica/ Kamila Fernandes/ O POVO Online

Paraíso perdido

A volta do Carnaval trouxe uma surpresa desagradável aos foliões que residem nas proximidades do terreno situado no cruzamento das avenidas Santos Dumont e Senador Virgílio Távora e ao fortalezense: o belo bosque ali existente, abrigo de pássaros, saguis, borboletas, cigarras e outros pequenos animais silvestres, fora reduzido a um quadrilátero de terra batida, avermelhada e poeirenta. Com ele, foram embora não apenas as árvores frondosas que humanizavam a paisagem circundante e amenizavam o clima, mas a encantadora fauna que enchia os ares com seus cantos e silvos. Para onde foram os bichos e as árvores? Ninguém sabe. Desapareceram ao som de motosserras e caçambas. Tudo, enquanto os habitantes da Cidade estavam entregues à alegria de Momo, vivendo a ilusão de um momento de euforia que parecia trazer, de volta à Terra, o Paraíso Perdido. Para muitos, contudo, a visão que restou ao chegarem em casa foi a de um pesadelo digno do Inferno de Dante.

A Prefeitura de Fortaleza mais uma vez se enrola numa questão envolvendo o meio ambiente, pois deveria ter feito, previamente, a avaliação do que redundaria para a vida da comunidade o desaparecimento de uma área verde como aquela (foto) numa região tão desprovida de árvores. Uma praça ou um parque, ali, seria um verdadeiro oásis em meio aos espigões que sufocam Fortaleza – reclamam os insatisfeitos. É difícil desculpar o poder público nesse episódio. Quanto aos empreendedores, estão no papel deles, pois não se lhes pode exigir filantropia. Já com o Município a história é diferente: cabia-lhe ter agido logo que tomou ciência do que pretendiam fazer. Se não tinha cacife para tanto, debatesse isso com a comunidade fortalezense.


Fonte: Coluna Concidadania/ Valdemar Menezes/ O POVO Online

sábado, 12 de março de 2011

Fortaleza: corte de árvores será mais fiscalizado

Depois do corte de dezenas de árvores em terreno entre as avenidas Senador Virgílio Távora e Santos Dumont, na Aldeota, no domingo de Carnaval, caso que gerou muita polêmica esta semana, a Prefeitura de Fortaleza prepara mudanças no licenciamento ambiental na cidade.

O coordenador de fiscalização e controle da Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam), Alan Arrais, informou ao O POVO que o órgão deve incluir novas exigências específicas para casos de derrubada de árvores em processos de licenciamento ambiental.


O primeiro ponto a ser mudado vai ser a exigência de aviso prévio da data do corte das árvores para acompanhamento da Prefeitura. O segundo será a apresentação detalhada de croqui ou planta com indicação de todas as árvores da área a ser edificada e sua respectiva localização. “Para a gente vai ser importante uma planta para saber o que dá para preservar e o que não dá”, explica.


Outro ponto, segundo Arrais, deve ser maior exigência de preservação em áreas com grande quantidade de árvores, como do terreno da Aldeota desmatado. De acordo com ele, ainda não há prazo definido para a implantação das mudanças. As modificações devem ser incluídas em portaria da Semam ou na Lei Municipal 8.692, de 2002, que regulamenta o licenciamento ambiental em Fortaleza.


Arrais explica que casos de derrubada de grande quantidade de árvores em terrenos de construção civil, como o do quarteirão da Aldeota, são excepcionais. “Se fosse só uma torre, no centro do terreno, por exemplo, aí ficaria mais fácil você preservar as árvores”, pondera, lembrando que o empreendimento contemplará três prédios. Ele avalia que uma possível preservação das árvores poderia colocar em risco a vida de trabalhadores no canteiro de obras.


Arrais admite que há muitos processos de licenciamento ambiental em Fortaleza analisados por poucos técnicos. “O ideal é que a gente fizesse um controle mais de perto, mas são muitos (empreendimentos)”, indica o coordenador de fiscalização.


Fonte: O POVO Online


Comentário da postagem: Todos estas alterações, que segundo o coordenador de fiscalização e controle da SEMAN/ Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano Alan Arrais, foram exatamente as sugestões apresentadas pelo Vereador João Alfredo e Professor/ Arquiteto José Sales, no Grande Debate da TV O POVO, na noite quarta - feira próxima passada.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Grandes debates na TV O POVO sobre a derrubada de árvores na Aldeota

Na noite de ontem foi realizado, no programa Grandes Debates da TV O POVO, acalorada discussão sobre a derrubada de árvores em terreno particular, com autorização da SEMAM/ Secretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano de Fortaleza. Compareceram ao mesmo: o Vereador João Alfredo, o Professor/ Arquiteto José Sales e o servidor municipal representando a própria SEMAM.

As explicações dadas pela Prefeitura, através do servidor presente - na medida em que o Secretário Deodato Ramalho - não se fez presente, são fragilissimas e permitem a autorização simples para que exista quaisquer retirada de árvores em qualquer quantidade em qualquer lugar da cidade, sem o menor critério e análise. Assim nada justifica que este Município de Fortaleza não atualize a Legislação Municipal específica, notadamente o Código de Obras e Posturas Municipais(1981) e a LUOS/ Lei de Uso de Ocupação do Solo (1996)como bem recomenda o Estatuto da Cidade(2001) é administrar as Obras e Posturas esta cidade como se ela ainda tivesse uma população da ordem de 1 milhão e 300 mil habitantes e demandas relacionadas a esta.


Verba de R$ 4mi ainda não foi aplicada para recuperar Crato


As últimas chuvas caídas neste Município reacenderam o clima de medo entre os comerciantes e moradores das proximidades do canal do Rio Granjeiro. Esta semana, com uma chuva de 65mm, o canal transbordou na parte baixa, causando a interdição de uma das ruas. A população teme a repetição da tromba d´água que desabou sobre a cidade, no dia 28 de janeiro, que resultou na destruição parcial da cidade. Até agora, o Governo do Estado não aplicou nenhuma parte da verba de R$ 4 milhões, liberada pelo Ministério da Integração Nacional (MIN) para execução de um projeto emergencial de recuperação dos danos causados pela enchente nesta cidade. A única providência tomada foi a limpeza do canal e das ruas que foram cobertas de lama.

Ontem pela manhã, o secretário de Infraestrutura do Crato, José Muniz, manteve contato com as diversas Secretarias do Governo em busca de informações sobre o início das obras do projeto emergencial. As Secretarias consultadas (Cidades, Infraestrutura) e o Departamento de Edificações e Rodovias (DER), segundo José Muniz, não tinham informações. A reportagem também tentou um contato com os órgãos do Governo. O DER, por exemplo, não recebeu nenhuma ordem de serviço para executar o projeto. O gerente regional, Luiz Salviano, que se encontra em Fortaleza, disse que vem sendo cobrado todos os dias.

Fonte: Caderno Regional/ Diário do Nordeste

quinta-feira, 10 de março de 2011

Lá vem o Romeu..ainda bem


A propósito da comoção diante da derrubada de árvores na quadra outrora sede do Grupo Jereissati e hoje pertencente à BSPAR - edição de ontem do O POVO - o professor do Curso de Arquitetura da UFC, Romeu Duarte, opina e faz saudáveis provocações à cidade:


''Tratei do assunto há alguns meses em sua coluna. Na oportunidade, disse que o quadro atual tinha uma grande probabilidade de acontecer e propus que o terreno servisse à construção de uma praça, ansiada por muitos. Por conta disso, recebi uma grande quantidade de e-mails furiosos e até mal educados.


Pois é, infelizmente não deu outra. Enquanto curtíamos os dias de momo, fizeram o serviço: limparam a quadra. Mais uma vez, pergunto: o que Fortaleza ganha com mais algumas torres na Aldeota? Alô, Alô, PMF, sem árvores e sombra, como fazer a Fortaleza Bela?”


E continua: “Vão dizer: ah, mas trata-se da implantação de um projeto em área privada. E eu respondo: E daí, não haveria outra solução? Quanta pobreza...nossa elite econômica parece não ter mesmo qualquer projeto para a cidade. O mais engraçado é que, já, já, candidatíssimos e verdes, alguns de seus membros, irão posar de defensores do meio ambiente e amantes da cidade, usando desgastadas fantasias de um tenebroso Carnaval de má lembrança. Ai de ti, Fortaleza, ai de nós, pobres habitantes...”


Em tempo: um importante arquiteto da cidade explica que por mais parcimoniosa que seja a ocupação de um terreno, não há como evitar a supressão vegetal (eufemismo para derrubada) por conta da necessidade de subsolo.


Fonte: Coluna Vertical S/A/ O POVO

quarta-feira, 9 de março de 2011

O Código Florestal Brasileiro

A briga para derrubar o Código Florestal Brasileiro está se acirrando no Congresso e no Governo. Por isso, O Eco reuniu alguns dos principais artigos já publicados sobre uma das nossas mais preciosas peças legislativas, feita em 1965 para proteger áreas essenciais à conservação do patrimônio natural e a própria população. Artigos de especialistas, reportagens e notícias curtas compõem este pacote, que será alimentado sempre que surgirem mais novidades sobre o tema. Boa reflexão.

terça-feira, 8 de março de 2011

Uma aventura selvagem, pela internet


O Instituto Smithsonian disponibilizou no endereço http://siwild.si.edu/ mais de 200 mil imagens obtidas através de armadilhas fotográficas, em sete projetos de pesquisa realizados ao redor do mundo. Segundo o Smithsonian, a intenção é compartilhar com o grande público o que até agora só os pesquisadores podiam ver, imagens bem próximas da vida selvagem. Nesta viagem virtual, o internauta pode ficar de frente a uma onça-pintada na Amazônia peruana ou na boca de um panda-gigante na China, além de fazer comentários e compartilhá-las através de redes sociais, como o Twitter ou o Facebook. Na página, em inglês, estão informações sobre os animais, localização e pesquisas realizadas na região.

Segundo as palavras do pesquisador da vida selvagem, William McShea, publicadas pelo site do instituto, “nem todas as fotos são bonitas, mas cada uma delas oferece informações para a conservação de animais silvestres”. As fotos não foram retocadas e estão disponíveis da maneira como os animais se apresentaram na hora do click. São fotografias e vídeos de mais de 200 espécies de mamíferos e pássaros, com links de referência para instituições como a Enciclopédia da Vida, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e Museu Smithsoniano.

O site faz parte da iniciativa Web 2.0 do Smithsonian, para tornar as pesquisas e a ciência do instituto mais acessíveis ao público. Este esforço inicial para compartilhar informações obtidas ao redor do mundo por estas câmeras, mostrando não apenas a biodiversidade, mas também a variedade da pesquisa da vida selvagem realizada pelo Smithsonian, é o primeiro passo.

Fonte: Smithsonian Institute. Imagem de onça fotografada nas matas do Peru/ Crédito Smithsonian/Divulgação. Salada Verde/ O ECO

domingo, 6 de março de 2011

Fortaleza: falta de planejamento e gestão

Extensa reportagem do Diário do Nordeste mostra que a Prefeitura de Fortaleza não cumpre nenhuma promessa quanto a entrega das grandes obras prometidas: Hospital da Mulher, Vila do Mar, Praia de Iracema, TTANSFOR, CUCAs, Estádio PV/ Presidente Vargas, Urbanização da Costa Oeste/ Aldeia da Praia/ Titanzinho e nem o minúsculo Jardim Japonês. E mais uma vez o Coordenador de Projetos Especiais do Município volta a uma nova rodada de promessas, a qual a própria população não consegue atribuir crédito mais.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Lixo será transformado em adubo orgânico em Teresina

Em uma ação que mobilizou mais de 80 homens, a Prefeitura de Teresina, por meio da Superintendência de Desenvolvimento Urbano Sudeste retirou da Horta Comunitária do Grande Dirceu cerca de duas toneladas de lixo. O motivo da grande operação de limpeza foi que nas próximas semanas os horticultores irão começar a transformar lixo em adubo orgânico que será usado nos canteiros de cebola verde, quiabo, maxixe e cheiro verde.

Foram vários os motivos para realizar esta operação, pois além de evitar a contaminação de pessoas com doenças transmitidas pelo acumulo de lixo também nas próximas semanas os horticultores irão começar a transformar o lixo em adubo orgânico que será usado nos canteiros de cebola verde, quiabo, maxixe e cheiro verde.

O pontapé da operação contou com a presença do prefeito Elmano Férrer e de representante da Superintendência de Desenvolvimento Rural - SDR. O prefeito destacou a iniciativa e afrmou que é louvável dar um destino ao lixo.

Durante a operação foram usados 15 caminhões e uma par carregadeira que juntos tiraram cerca de 250 toneladas de lixo, que além de poluir a horta deixava o bairro comvisual desagradável. Todo material recolhido foi levado para o Aterro Sanitário que fica localizado na zona Sul da cidade.

Com a limpeza do local, os horticultores que recentemente receberam orientações dosfuncionários da Superintendência de Desenvolvimento Rural de como transformar o lixo produzido por eles em adubo orgânico, irão começar a utilizar o lixo, reduzindo a compra de outros tipos de adubos.

O superintendente da SDU/Sudeste, Paulo Roberto, disse que a Prefeitura de Teresina está fazendo sua parte deixando a horta comunitária limpa, mais para que a ação tenha o efeito esperado é preciso que os horticultores e moradores que moram próximo à horta se conscientizem do perigo que o lixo acumulado em local errado pode gerar muitas doenças. "Ações como esta irão entrar no nosso cronograma de limpeza pública com a finalidade de melhorar mais ainda a limpeza das nossas ruas, praças e parques", disse.

Diariamente a Gerência de Serviços Urbanos da SDU/Sudeste está nas ruas com 80 homens que trabalham na limpeza de ruas, avenidas, praças, parques e galerias.

Fonte: Tribuna do Piauí. http://www.tribunadopiaui.com.br/

terça-feira, 1 de março de 2011

Relatora da ONU questiona déficit habitacional brasileiro

O número de imóveis desocupados atualmente no País pode abrigar a maioria da população sem teto, disse ontem a relatora especial da ONU/ Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada e urbanista da FAU-USP/Faculdade e Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - Raquel Rolnik.

Segundo ela, há cerca de 5 milhões de unidades vazias, quase o número estimado do déficit habitacional, de 6 milhões de moradias. "Será que a construção de casas é o nosso problema?", perguntou Raquel, ao participar da 3ª Jornada da Moradia Digna - O Impacto dos Megaprojetos e as Violações do Direito à Cidade, que prosseguirá até amanhã na PUC (Pontifícia Universidade Católica), em São Paulo.

O encontro reuniu durante todo o dia representantes das comunidades de baixa renda, líderes de movimentos sociais e de ONGs (organizações não governamentais) e da Defensoria Pública. O objetivo é discutir a situação das famílias ameaçadas de despejo ou remoção por causa da preparação do País para sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

De acordo com Raquel, as obras para os dois eventos resultaram em "uma intervenção urbanística nas cidades com projetos que afetam comunidades, provocando remoções e despejos, que é violação dos direitos humanos."

Raquel defende a criação de espaços para essa população nas áreas mais desenvolvidas das regiões metropolitanas, onde há melhor infraestrutura, como escolas, hospitais, entretenimento e trabalho. "Tirar as as pessoas de onde elas vivem e colocá-las a 50 quilômetros de distância é alimentar a máquina de exclusão territorial e as ocupações em áreas de risco".

Fonte: Agencia Brasil/ Diário do Grande ABC

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Licenças ambientais

A destruição predatória de significativas riquezas naturais, ao longo da história passada do País, fez surgir o movimento radical em defesa do meio ambiente. Esse tipo de reação, por sua forma impeditiva, tem criado embaraços de toda ordem à exploração racional do vasto patrimônio natural. Em parte, há razões históricas para tanto: a Mata Atlântica, outrora esparramada entre o Paraná e o Rio Grande do Norte, encontra-se reduzida a 7% da cobertura de sua flora original.

Na sequência das degradações ambientais, os rios, lagos e lagoas espalhados pelo território nacional foram as primeiras vítimas da industrialização progressiva, exatamente pela falta de compromisso dos condutores desse processo para com o meio ambiente. Costumes tradicionais também contribuíram para o desmonte do verde, como o uso da lenha para acender as cozinhas residenciais, as caldeiras das indústrias rudimentares e das composições ferroviárias até os anos 50.

A ausência de sistemas de tratamento de água potável e esgotamento sanitário, na maioria dos 5.565 municípios brasileiros, ainda hoje, concorre para poluir o lençol freático e os recursos hídricos, representando um dos maiores entraves à conquista de um padrão sanitário de qualidade. Serviços de água e esgoto são pré-requisitos para qualquer comunidade. Entre nós, nem as regiões metropolitanas conseguiram universalizar a oferta desses equipamentos essenciais.

Não será exagero afirmar-se haver um passado mais destruidor do que construtor do meio ambiente, especialmente por não ter havido grupos empenhados em preservar esse acervo natural incomum. Contudo, sua defesa não pode impedir o desenvolvimento nacional, como sugerem grupos ambientalistas. A natureza pode ser explorada racionalmente e este será o melhor caminho, tanto para as gerações atuais, como as futuras, garantia de racionalidade antes inexistente.

Nas presentes condições, não se está realizando uma convivência equilibrada, harmoniosa e construtiva. Verifica-se que, a cada empreendimento pretendido pelo poder público ou pela iniciativa privada, surgem, de imediato, as restrições ambientais quase insuperáveis, como vem ocorrendo com os projetos das novas hidrelétricas da Amazônia, da transformação dos ventos do Nordeste em energia ou até de implantação de pequenos matadouros e mercados públicos, postos de combustíveis e abertura de estradas.

Por isso, o governo federal anuncia, para breve, o enfrentamento dessas barreiras com um " choque de gestão ambiental", flexibilizando os licenciamentos obrigatórios com o objetivo de acelerar as obras de infraestrutura e de exploração do pré-sal. Uma série de decretos irá regular o licenciamento de rodovias, petróleo, portos, linhas de transmissão de energia e hidrovias. Na segunda etapa, a flexibilização alcançará as ferrovias e a mineração, segmentos ainda tolhidos no seu crescimento.

A intervenção se impõe pelos abusos, como a exigência de 12 licenças para a exploração de um poço de petróleo. Esses exageros retardam as obras, encarecem os custos e inibem os investimentos em todos os campos de atividade produtiva.

Fonte: Editorial/ Diário do Nordeste

Rios sofrem por degradação das margens

A falta de saneamento básico em grande parte de Fortaleza e nos municípios da Região Metropolitana contribui de forma decisiva para que a poluição dos Rios Ceará, Cocó e Maranguapinho e grande parte de seus afluentes. Sem tratamento, os dejetos são lançados nas águas fluviais. Além disso, as ocupações irregulares nas margens destes mananciais também deixam um rastro de destruição para com natureza.

Fonte: Cidades/ Diário do Nordeste.

Rios sofrem por degradação das margens

A falta de saneamento básico em grande parte de Fortaleza e nos municípios da Região Metropolitana contribui de forma decisiva para que a poluição dos Rios Ceará, Cocó e Maranguapinho e grande parte de seus afluentes. Sem tratamento, os dejetos são lançados nas águas fluviais. Além disso, as ocupações irregulares nas margens destes mananciais também deixam um rastro de destruição para com natureza.

Fonte: Cidades/ Diário do Nordeste.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Para Acrísio Sena, Iplanfor vai "tirar o atraso"

Em visita na noite desta sexta-feira, 25, ao Grupo de Comunicação O POVO, o prefeito em exercício de Fortaleza, Acrísio Sena (PT), disse que a recriação do Instituto de Planejamento de Fortaleza (Iplanfor) atenderá às exigências da Cidade e antecipará os desafios da Capital do Estado.

Extinto há 13 anos, o Iplanfor deverá ser recriado por projeto de lei enviado pelo Executivo esta semana à Câmara Municipal. Presidente da Casa, Acrísio está no cargo de prefeito desde a última quinta-feira - quando Luizianne Lins (PT) começou uma licença de dez dias.

"O instituto deverá tirar o atraso", afirmou o prefeito em exercício, ao O POVO Online. Acrísio admitiu que se já estivesse em funcionamento, o Iplanfor poderia ter se transformado em uma rede de discussões sobre Fortaleza, envolvendo segmentos sociais e a iniciativa público-privada.

Fonte: O POVO Online

Justiça suspende licença parcial para hidrelétrica de Belo Monte

A construção de Belo Monte foi suspendida. Pelo menos, até a próxima instância judicial. Nesta sexta feira, ação do Ministério Público Federal do Pará contra a licença que autoriza a construção da usina hidrelétrica no rio Xingu foi considerada procedente. O pedido estava há quase um mês em análise na Justiça Federal.

Fonte: Salada Verde/ O ECO

Prefeito Acrísio Sena visita o PV

O Prefeito de Fortaleza em exercício Acrísio Sena (PT) visitou nesta sexta-feira, às 8h30min, tendo ao lado um grupo de vereadores, as obras de reforma do Estádio Presidente Vargas (PV). O ato tem por objetivo dar maior visibilidade ao petista que, na cotação de prefeituráveis, tem seu nome na lista. O Estádio Presidente Vargas está em reforma desde janeiro de 2010 e a prefeita Luizianne Lins prometeu que entregará tudo no dia 20 de março.


Fonte: Blog do Eliomar de Lima

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O futuro do lixo

Este ano, o documentário "Lixo Extraordinário" mostra o contato do artista plástico Vik Muniz com os catadores de material reciclável do Aterro do Jardim Gramacho, maior da América Latina, localizado no Rio de Janeiro. O filme está causando grande impacto e vem em um bom momento onde todos na sociedade devem considerar a questão de forma séria e pragmática.

O lixo, apesar da aprovação da lei de resíduos sólidos no ano passado, ainda não tem a devida atenção de autoridades e da sociedade. Nem é visto como uma fonte potencial de riqueza.

O desinteresse no tratamento da questão é patente. Em Brasília, por exemplo, temos uma universidade localizada ao lado de estações de lixo e de tratamento de esgoto. Estudantes já se acostumaram com o mau-cheio periódico.

No Rio, o colunista Ancelmo Góes (Globo, 23.02.11) trouxe a foto de uma creche onde as crianças usam máscaras para reduzir a exposição ao mau-cheiro exalado por um lixão no Complexo da Maré.

Muitos aeroportos do Brasil estão em permanente situação de risco por conta de urubus que proliferam em lixões. O Brasil , a frente de México e China, é o maior produtor per capita de resíduos eletrônicos entre os países emergentes, de acordo com estudo da ONU sobre o tema.

O Rio de Janeiro tem uma coleta per capita de lixo de mais de 445 quilos em 2009! Na cidade de São Paulo, das 15 mil toneladas de lixo recolhidas por dia, cerca de 35% são materiais recicláveis e menos de 1% é reciclado.

Cada paulistano produz diariamente 1,2 kg de lixo, em média, que vão para as montanhas dos lixões ou aterros sanitários. Os dois aterros sanitários de São Paulo recebem , em média, 5.000 toneladas de lixo por dia e estão com a capacidade praticamente esgotada. São quase dois milhões de toneladas de lixo por ano na cidade de São Paulo.

Leia a íntegra do artigo em O Futuro no Lixo por Murillo de Aragão é cientista político

Consumo de energia deve aumentar 4,8% ao ano até 2020


Estudo da Empresa Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, mostra que o consumo de energia elétrica no Brasil crescerá, em média, 4,8% ao ano até 2020. A pesquisa foi feita com base numa projeção de crescimento da economia brasileira de 5% ao ano.

A demanda sairá de um patamar de consumo total de 456,5 mil gigawatts-hora (GWh) no ano de 2010 para 730,1 mil GWh em 2020. Um acréscimo de 274 mil GWh, volume superior ao atual consumo de eletricidade do México e próximo ao atual consumo de eletricidade da Espanha.

O setor que mais deve crescer é o comercial, com taxa média anual de 6%, passando de 69,1 mil GWh este ano para 123,8 mil GWh em 2020. Já os setores industrial e residencial devem crescer 4,8% e 4,5% por ano, respectivamente. O máximo histórico do setor residencial de 180 kWh/mês, observado antes do racionamento de 2001, será ultrapassado por volta de 2017.

A autoprodução, isto é, o reaproveitamento de resíduos da produção industrial como combustíveis para a própria indústria (como ocorre em petroquímicas e no segmento sucroalcooleiro, por exemplo), deverá crescer 6,6% por ano.

O estudo prevê ainda ganhos de eficiência no consumo de energia elétrica, o que poderá gerar uma economia de até 33,9 mil GWh no ano de 2020, isto é, 4,5 mil megawatts (MW) médios, o que equivale à energia média gerada pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, Pará. As estimativas constam daNota Técnica “Projeção da demanda de energia elétrica para os próximos 10 anos”, produzida pela Empresa de Pesquisa Energética – EPE.

Fonte: Coluna Verde/ O ECO

Cratera põe em risco travessia na Estrada do Fio


Cratera aberta na Estrada do Fio atrapalha a passagem de veículos e pedestres no Eusébio. No local, falta de estrutura e chuvas teriam causado a queda do asfalto. O caminho que dá acesso a sítios, chácaras e fábricas no Eusébio vai ficar mais apertado. Na tarde de ontem o asfalto da Estrada do Fio cedeu, abrindo espaço para uma cratera que interditou boa parte da via. O local fica próximo à ponte sobre o Rio Coaçu, no Eusébio.

Antes mesmo que o poder público tomasse conhecimento da cratera, a população tratou de improvisar sinalização do local com placas de madeira, galhos de árvores e fitas. Ainda assim, quem vem no sentido Eusébio-Fortaleza vai precisar estar atento, pois a pista é estreita, sem acostamento e não há como pegar desvio.


Fonte: O POVO Online