terça-feira, 25 de agosto de 2009

Fortaleza é a 26ª no ranking de saneamento


Pesquisa aponta a falta de investimento do poder público como o principal responsável pela queda no índice de cobertura. Em 2003, Fortaleza era a 5ª cidade brasileira com maior porcentagem da população atendida por redes de esgoto, considerando os municípios brasileiros com mais de 300 mil habitantes. Em 2007, segundo pesquisa do Ibope Inteligência com o Instituto Trata Brasil, a Capital cearense despencou para a 26ª posição do ranking.

De acordo com o presidente do Instituto Trata Brasil, Raul Pinho, os dados do estudo foram coletados no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis) - órgão do Ministério das Cidades - e mostram que, se não houver uma política de investimento, a maior prejudicada será a população."Foram cinco anos coletando dados para medir os avanços e retrocessos, em termos de saneamento, das cidades mais populosas do Brasil. Percebemos que, nas cidades onde não houve o investimento adequado, houve deterioração na qualidade dos serviços de esgoto", comentou.As conseqüências diretas, dessa queda na qualidade, segundo Raul Pinho, são as elevações nos índices de pessoas doentes, e o crescimento dos gastos em Saúde.

"A falta de saneamento básico influencia diretamente nas taxas de mortalidade e até na renda familiar. Geralmente, as populações da periferia são as mais afetadas. A educação das crianças também é prejudicada, pois muitas, quando têm contato com esgotos a céu aberto, contraem parasitoses com frequência", alerta.

Reportagem do jornalista Guto Castro Neto para o jornal Diário do Nordeste. Investimento no setor: a cobertura de esgotamento sanitário em Fortaleza é de mais de 51%. A previsão da Cagece é de que ela salte para 70% a 75% da área total. Foto de José Leomar.

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