sábado, 17 de março de 2012

Estranha postura da SEMAM

Estranha esta postura da SEMAM/ Secretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano de Fortaleza...o Caixa Cultural/ Centro Cultural da Caixa Economica Federal, em obras de instalação no presente, teve sua análise "realizada"se não me engano por uns 4 anos. O RIST/ Relatório de Impacto sobre o Sistema de Tráfegofoi feito e refeito várias vezes..e durante este período de análise nao foi concedida nenhuma autorização provisoria para que a obra se iniciasse. Houveram até questionamentos da SEMAM, se este equipamento deveria se instalar no prédio da antiga Alfandega de Fortaleza.

Mais um protesto contra o Acquario do Ceará

O Movimento “Quem dera ser um peixe” realiza, a partir das 15 horas deste sábado, protesto contra o projeto Acquario do Ceará.O ato ocorrerá na Praia de Iracema, altura da ponte metálica. Para o grupo, aquário só de peixinho mesmo. Esses ambientalistas avaliam que o gasto – R$ 250 milhões poderia ter outra prioridade.

Fonte: Blog do Eliomar de Lima

sexta-feira, 16 de março de 2012

Morre em SP, o Prof. Aziz Ab'Saber

Morreu na manhã desta sexta-feira (16) Aziz Nacib Ab’Saber, um dos mais respeitados geógrafos do País. Ab’Saber tinha 87 anos era presidente de honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP).

Nascido em São Luís do Paraitinga, em 1924, Ab'Saber desenvolveu centenas de pesquisas e tratados nas áreas de ecologia, biologia evolutiva, fitogeografia, geologia, arqueologia e geografia. Foi presidente da SBPC de 1993 a 1995 e desenvolveu trabalhos no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA/USP) até ontem.

Aos 87 anos, continuava atuante nas questões da Ciência do país era combativo em relação ao novo Código Florestal, chegando a defender a criação do Código da Biodiversidade para contemplar a preservação das espécies animais e vegetais.

Fonte: Portal IG

quarta-feira, 14 de março de 2012

IPHAN alega irregularidade na licença ambiental do Acquario

A licença ambiental emitida pela Secretaria do Meio Ambiente (Semace) para o projeto Acquario Ceará pode apresentar irregularidade, segundo a superintendente regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Juçara Peixoto. A questão foi levantada durante reunião acontecida na segunda-feira (12) entre o Iphan e integrantes do movimento “Quem dera ser um peixe”, que questiona a obra.

Ainda de acordo com Juçara, no Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) não contém estudos arqueológicos obrigatórios, que devem ser analisados e aprovados pelo instituto. A Superintendência do Iphan informou que até o momento não recebeu nenhum comunicado oficial sobre o projeto Acquario do Ceará. A informação foi confirmada pelos técnicos Ramiro Beserra e Verônica Viana.

O conhecimento do início das obras do Acquário caberia ao Iphan o direito de emitir ao Governo do Estado um pedido de suspensão das obras até que a licença ambiental seja devidamente regularizada.

Fonte: Jangadeiro Online

O Jangadeiro Online entrou em contato com a Semace, que informou não ter conhecimento da falta dessas análises. “Está tudo dentro dos trâmites legais e, pelo porte do investimento, geralmente os estudos arqueológicos já estão incluídos nos relatórios. Mesmo assim, o órgão se compromete em averiguar a denúncia”, comunicou a assessoria.

Tatu-bola será mascote da Copa 2014

O tatu-bola será o mascote da Copa de 2014. A notícia da escolha do animal, feita pela Fifa, deixou surpresa a Associação Caatinga, ONG cearense que lançou a campanha no início de fevereiro. O anúncio oficial será em outubro, em evento organizado pelo COL, comitê organizador do mundial.

Dedicada à causa ambiental há 13 anos, a entidade entregou, no fim daquele mês, um dossiê aos representantes do Ministério do Esporte. O tatu-bola ganhou simpatia imediata da Fifa. A ONG já trabalha os desdobramentos da escolha, que levará o "animalzinho que vira bola" para o centro das atenções.

A espécie, ameaçada de extinção, disputava com outros símbolos, como a onça pintada, a arara, o jacaré e o Saci Pererê. Natural da caatinga e do cerrado, o animal só existe no Brasil.

"É a possibilidade real de, pela primeira vez, a Copa do Mundo deixar um legado ambiental, não só para o tatu-bola, mas para todas as espécies ameaçadas de extinção na caatinga e no cerrado", frisa o biólogo Rodrigo Castro, secretário executivo da Associação Caatinga.


A expectativa é de que, com a visibilidade que a espécie terá com o mundial, haja a transferência de recursos para projetos e investimentos na valorização, conservação e uso sustentável do bioma caatinga, em sua totalidade. Rodrigo Castro informa que, se nada for feito, o tatu-bola pode ser extinto em dez anos.

Campanha

A Associação lançou o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) como mascote por ser um animal que só existe no Brasil e que tem a habilidade de curvar-se sobre si mesmo para se proteger quando ameaçado, ficando no formato de uma bola.

"Durante o mês de fevereiro, após a campanha ser lançada virtualmente, tivemos muitas adesões. A ideia se projetou de forma rápida pela internet, nos sites e redes sociais. É um exemplo de como uma ideia se espalhou com uma capilaridade incontrolável. A escolha, então, foi uma emoção incrível", diz Castro.

Segundo ele, a escolha do tatu-bola como mascote da Copa vai aliar a paixão brasileira pelo futebol à preocupação com o meio ambiente. Ele acredita que a espécie também exalta e divulga para o mundo algumas das qualidades do povo brasileiro, como a criatividade, a irreverência e o senso de humor.

Apesar de a escolha já ter sido feita, a Fifa ainda precisa registrar o desenho do tatu-bola no OHMI, instituição que trata de patentes na Europa. A Fifa e outras marcas internacionais costumam registrar logos oficiais e desenhos na organização.
Os desenhos e um vídeo com a mascote em movimento já foram produzidos por uma agência de publicidade contratada pela Fifa. O verde será a cor predominante do tatu-bola.

O animal mede cerca de 50 centímetros, tem hábito noturno e alimenta-se de cupins, formigas, cascas e raízes de plantas, além de frutas. Essa espécie não escava buracos, mas aproveita tocas abandonadas feitas por outros tatus. As fêmeas produzem, por ninhada, um ou dois filhotes. A caça é a principal ameaça à sobrevivência da espécie.

Fonte: Caderno Regional/ Diário do Nordeste/ Reportagem de Silvana Claudino

terça-feira, 13 de março de 2012

Há "acquarios"e Aquários e/ou Oceanários

Há “Acquarios” e há Aquários e/ou Oceanários, embora aparentemente os mesmos sejam a mesma coisa, são fundamentalmente diferentes. Em geral, um aquário e/ou oceanário é museu vivo de biologia marinha, um equipamento de pesquisa e educação ambiental ligados aos conceitos de sustentabilidade que este temas traz consigo.

Isto indica que o segmento do Turismo que o mesmo convalidará este equipamento entre nós, será desta tipologia: Turismo Científico, Cultural e de Educação Ambiental. Querem um bom exemplo: o Oceanário de Lisboa, que mostra os oceanos do nosso planeta Terra, como se dá a vida nos mesmos e por que a preservação desses ecossistemas é obrigatória no presente, para o futuro da própria humanidade. O espetáculo é então parte de um conceito: a educação ambiental das futuras gerações.

Só que nosso caso, em nenhum momento isto foi colocado em debate.Nem pelo propositor da proposta – a Secretaria do Turismo do Estado, nem pelo “cordão dos defensores do Acquário do Ceará”. Tudo fica nos números grandiosos e superfaturados “evidentemente” e nas loas e mais elogios sem nexo a um equipamento que bem que poderia fazer parte das políticas públicas da Cultura do Estado do Ceará.

Enquanto isso, o Centro Dragão do Mar agoniza, em estado de abandono “proposital”, sem manutenção, sem programas de animação de suas atividades e sem qualquer atenção por parte do Secretário da Cultura Professor Francisco Pinheiro como expôs a Coluna Vertical do O POVo nesta semana.

Ao lado, a Caixa Cultural, o novo centro cultural da Caixa Economica, que seria um equipamento da mesma cadeia de negócios da Cultura e do Turismo, se implanta a passos de tartaruga grávida. Mais adiante, o O Dragão do Mar do Bom Jardim, existe, mas não existe. E o próprio Arquivo Nirez, onde está a História de Fortaleza em fotografia, só agora entrou timidamente na pauta de apoio oficial.

E quais são as reflexões sobre tudo isso? O Acquario será mesmo este salvador da Praia de Iracema? Sei não, meus amigos.

PS: Uma observação: o Oceanário de Lisboa custou 50 milhões de euros(120 milhões de reais) e já se pagou, pois, até agora, recebeu 16 milhões de visitantes. O Aquário do Rio de Janeiro irá custar R$ 110 milhões. O Aquário do Pantanal irá custar 70 milhões de reais. O “magnífico”Acquario do Ceará irá começar a conta com R$ 250 milhões de reais. Que conta é esssa, tão estranha? Que custos são estes tão grandes, mais que o dobro do Oceanário de Lisboa, um dos mais reputados museus vivos de biologia marinha em todo o mundo?

domingo, 11 de março de 2012

Oscar Arias/ Costa Rica, na Cúpula das Américas


Palavras do Presidente Oscar Arias, da Costa Rica, na Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago, 18 de abril de 2009:

"Tenho a impressão de que cada vez que os países caribenhos e latino-americanos se reúnem com o presidente dos Estados Unidos da América, é para pedir-lhe coisas ou para reclamar coisas.

Quase sempre, é para culpar os Estados Unidos de nossos males passados, presentes e futuros. Não creio que isso seja de todo justo.
Não podemos esquecer que a América Latina teve universidades antes de que os Estados Unidos criassem Harvard e William & Mary, que são as primeiras universidades desse país.

Não podemos esquecer que nesse continente, como no mundo inteiro, pelo menos até 1750 todos os americanos eram mais ou menos iguais: todos eram pobres.
Ao aparecer a Revolução Industrial na Inglaterra, outros países sobem nesse vagão:
Alemanha, França, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e aqui a Revolução Industrial passou pela América Latina como um cometa, e não nos demos conta.
Certamente perdemos a oportunidade.

Há também uma diferença muito grande.

Lendo a história da América Latina, comparada com a história dos Estados Unidos, compreende-se que a América Latina não teve um John Winthrop espanhol, nem português, que viesse com a Bíblia em sua mão disposto a construir uma Cidade sobre uma Colina, uma cidade que brilhasse, como foi a pretensão dos peregrinos que chegaram aos Estados Unidos.

Faz 50 anos, o México era mais rico que Portugal. Em 1950, um país como o Brasil tinha uma renda per capita mais elevada que o da Coreia do Sul. Faz 60 anos, Honduras tinha mais riqueza per capita que Cingapura, e hoje Cingapura em questão de 35 a 40 anos é um país com $40.000 de renda anual por habitante.

Bem, algo nós fizemos mal, os latino-americanos.

Que fizemos errado?

Nem posso enumerar todas as coisas que fizemos mal. Para começar, temos uma escolaridade de 7 anos - essa é a escolaridade média da América Latina, e não é o caso da maioria dos países asiáticos.

Certamente não é o caso de países como Estados Unidos e Canadá, com a melhor educação do mundo, similar à dos europeus. De cada 10 estudantes que ingressam no nível secundário na América Latina, em alguns países, só um termina esse nível secundário.

Há países que têm uma mortalidade infantil de 50 crianças por cada 1.000, quando a média nos países asiáticos mais avançados é de 8, 9 ou 10.

Nós temos países onde a carga tributária é de 12% do produto interno bruto e não é responsabilidade de ninguém, exceto nossa, que não cobremos dinheiro das pessoas mais ricas dos nossos países.

Ninguém tem a culpa disso, a não ser nós mesmos. Em 1950, cada cidadão norte-americano era quatro vezes mais rico que um cidadão latino-americano.

Hoje em dia, um cidadão norte-americano é 10, 15 ou 20 vezes mais rico que um latino-americano. Isso não é culpa dos Estados Unidos, é culpa nossa.

No meu pronunciamento desta manhã, me referi a um fato que para mim é grotesco e que somente demonstra que o sistema de valores do século XX, que parece ser o que estamos pondo em prática também no século XXI, é um sistema de valores equivocado.

Porque não pode ser que o mundo rico dedique 100.000 milhões de dólares para aliviar a pobreza dos 80% da população do mundo "num planeta que tem 2,5 bilhões de seres humanos com uma renda de $2 por dia" e que gaste 13 vezes mais ($1.300.000.000.000) em armas e soldados.

Como disse esta manhã, não pode ser que a América Latina gaste $50 bilhões em armas e soldados.

Eu me pergunto: quem é o nosso inimigo?

Nosso inimigo, presidente Correa, desta desigualdade que o senhor aponta, com muita razão, é a falta de educação; é o analfabetismo; é que não gastamos na saúde de nosso povo; gastamos em funcionários públicos. Que não criamos a infra-estrutura necessária, os caminhos, as estradas, os portos, os aeroportos; que não estamos dedicando os recursos necessários para deter a degradação do meio ambiente; é da desigualdade que temos que nos envergonhar, realmente; é produto, entre muitas outras coisas, certamente, de que não estamos educando nossos filhos e nossas filhas.

Vá alguém a uma universidade latino-americana e parece, no entanto, que estamos nos sessenta, setenta ou oitenta.

Parece que nos esquecemos de que em 9 de novembro de 1989 aconteceu algo de muito importante, ao cair o Muro de Berlim, e que o mundo mudou.

Temos que aceitar que este é um mundo diferente, e nisso francamente penso que os acadêmicos, que toda gente pensante, que todos os economistas, que todos os historiadores, quase concordam que o século XXI é um século dos asiáticos não dos latino-americanos.

E eu, lamentavelmente, concordo com eles. Porque, enquanto nós continuamos discutindo sobre ideologias, continuamos discutindo sobre todos os "ismos" (qual é o melhor? capitalismo, socialismo, comunismo, liberalismo, neoliberalismo, social-cristianismo...), os asiáticos encontraram um "ismo" muito realista para o século XXI e o final do século XX, que é o *pragmatismo*.

Para só citar um exemplo, recordemos que, quando Deng Xiaoping visitou Cingapura e a Coréia do Sul, depois de ter-se dado conta de que seus próprios vizinhos estavam enriquecendo de uma maneira muito acelerada, regressou a Pequim e disse aos velhos camaradas maoístas que o haviam acompanhado na Grande Marcha:

"Bem, a verdade, queridos camaradas, é que a mim não importa se o gato é branco ou negro; só o que me interessa é que cace ratos".

E se Mao estivesse vivo, teria morrido de novo quando disse que "a verdade é que enriquecer é glorioso".

E enquanto os chineses fazem isso, e desde 1979 até hoje crescem a 11%, 12% ou 13%, e tiraram 300 milhões de habitantes da pobreza, nós continuamos discutindo sobre ideologias que devíamos ter enterrado há muito tempo atrás.
A boa notícia é que isso Deng Xiaoping o conseguiu quando tinha 74 anos.
Olhando em volta, queridos presidentes, não vejo ninguém que esteja perto dos 74 anos.

Por isso só lhes peço que não esperemos completá-los para fazer as mudanças que temos que fazer.

Muchas gracias."

Calçadas: Fortaleza se prepara para a Copa 2014


Portadores de deficiência que querem curtir o dia na Praia do Futuro encontram dificuldades. O trajeto que percorrem do carro até as areias da praia é de difícil acesso.

Nas calçadas foram vistas diversas rampas de acesso. Contudo, a população estacionava em frente ao local, dificultando a passagem do portador de deficiência. “Não há onde estacionar e eles fazem isso”, afirmou o taxista Carlos Careca. O piso podotático (para cegos) não existe lá.

O POVO entrou em contato com a Secretaria Executiva Regional (SER) II, responsável pelo calçadão da Praia do Futuro. Segundo a assessoria, é necessário saber quais são os trechos exatos em que há buracos. Somente depois desse procedimento é que se pode enviar uma equipe ao local.

“Cadeirantes, por exemplo, só chegam à água se forem levados nos braços. Certa vez, vi uma cena dessas na Praia do Futuro. Foi o que me fez pensar a respeito. Em 2008, numa conversa informal com a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, dei a sugestão de “copiarmos” a iniciativa do Rio de Janeiro (o poder público constrói a rampa até o mar e os proprietários de barracas cuidam dela). Ela se disse interessada. Mas nada aconteceu desde então.
Agora, ao saber que os cearenses com algum tipo de limitação são em 2.340.150, segundo o IBGE, pode ser que leve o projeto adiante. Ela ou o Governo do Estado”, comentou o jornalista Bruno de Castro, autor da matéria.

Alexandre Sardinha não tem a perna direita. Para frequentar o local, vai de muletas. “Era preciso ter sinalização e estacionamento para pessoas com deficiência”, disse o servidor do INSS, Alexandre Sardinha, que deixou o carro em um estacionamento distante da barraca de praia e teve que se dirigir, de muletas, até lá.

Fonte: O POVO / Fotografia de Sara Maia

Indios vendem direitos sobre terras da Amazonia

Por US$ 120 milhões, índios da etnia mundurucu venderam a uma empresa estrangeira direitos sobre uma área com 16 vezes o tamanho da cidade de São Paulo em plena floresta amazônica, no município de Jacareacanga (PA). O negócio garante à empresa “benefícios” sobre a biodiversidade, além de acesso irrestrito ao território indígena.

No contrato, ao qual o Agencia Estado teve acesso, os índios se comprometem a não plantar ou extrair madeira das terras nos 30 anos de duração do acordo. Qualquer intervenção no território depende de aval prévio da Celestial Green Ventures, empresa irlandesa que se apresenta como líder no mercado mundial de créditos de carbono.
Sem regras claras, esse mercado compensa emissões de gases de efeito estufa por grandes empresas poluidoras, sobretudo na Europa, além de negociar as cotações desses créditos. Na Amazônia, vem provocando assédio a comunidades indígenas e a proliferação de contratos nebulosos semelhantes ao fechado com os mundurucus.

A Fundação Nacional do Índio (Funai) registra mais de 30 contratos nas mesmas bases.
Só a Celestial Green afirmou ter fechado outros 16 projetos no Brasil, que somam 200 mil quilômetros quadrados. Isso é mais de duas vezes a área de Portugal ou quase o tamanho do Estado de São Paulo. A terra dos mundurucus representa pouco mais de 10% do total contratado pela empresa.

“Os índios assinam contratos muitas vezes sem saber o que estão assinando. Ficam sem poder cortar uma árvore e acabam abrindo caminho para a biopirataria”, disse Márcio Meira. “Temos de evitar que oportunidades para avançarmos na valorização da biodiversidade disfarcem ações de biopirataria”, reagiu a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

O principal executivo da Celestial Green, Ciaran Kelly, afirma que todos os contratos da empresa com comunidades indígenas passam por um “rigoroso processo de consentimento livre, prévio e informado”, segundo normas internacionais.

Fonte: Agência Estado

sábado, 10 de março de 2012

Cocó: um dos acessos ao parque será fechado

Um dos acessos às trilhas do Parque do Cocó será bloqueado por um portão. A entrada da Trilha das Azeitonas, que fica na continuação da rua Engenheiro Reginaldo Rangel, até o fim do mês passará a ser fechada parcialmente. O portão vai ficar aberto somente das 6 horas ao meio-dia, quando o vai-e-vem de pessoas é mais intenso. A intenção é que, depois de um período ainda não definido, o bloqueio seja total. A decisão é do Conselho de Políticas Públicas e Meio Ambiente (Conpam), órgão que, desde o ano passado, gerencia o parque.

Conforme o secretário executivo do Conpam, Iraguassu Teixeira Filho, a trilha deve ser fechada para reforçar a segurança e preservar o mangue, já que a área é classificada como uma unidade de proteção integral. A ideia é deixar o parque com apenas duas entradas: pela avenida Padre Antônio Tomás e pela avenida Sebastião de Abreu. A Trilha das Azeitonas, esclareceu ele, não será interditada. O acesso poderá ser feito pela entrada da Padre Antônio Tomás, onde o caminho tem o nome de Trilha da Lagoa. Além da mudança, o parque vai receber reforço de vigilância armada particular.

Mesmo não apresentando incidência de casos de violência, segundo informações do major Marcus Costa, comandante da Companhia de Polícia Militar Ambiental (CPMA), o espaço vai ter vigilância fixa no Centro de Referência Ambiental. E vigilância volante no entorno. Segundo Teixeira, essa última servirá para proteger os limites do parque. “Teremos uma visão maior do que está acontecendo. Quando algum carro invadir as grades, quando houver alguma ocupação, um incêndio”.

A prioridade, conforme Iraguassu, é ser uma segurança “patrimonial”. Vai complementar o trabalho da CPMA. Além do Parque do Cocó, a iniciativa estará presente em outras seis Unidades de Conservação (UCs) do Estado. Ao todo, o Ceará tem 23. O contrato já foi assinado e deve ser publicado no Diário Oficial do Estado nos próximos dias. O secretário executivo do Conpam não soube informar o valor investido no reforço. A segurança deve começar a ser implementada na próxima semana e uma licitação para contratar câmeras de segurança também está sendo preparada.

Fonte: O POVO Online

Dragão sem fogo

O Centro Dragão do Mar, um dos equipamentos de referência para a cultura cearense, está precisando ser tratado com mais carinho pelo Governo do Estado. A secretaria da Cultura anunciou que virá uma reforma, mas, até agora, nada saiu do papel. Além de precisar de banho de pintura, o equipamento enfrenta problemas crônicos, a começar pela invasão de área por moradores de rua. A iluminação no entorno é precária, o que favorece a ação dos assaltantes, mesmo havendo na antiga Capitania dos Portos um posto da Polícia Militar. A programação de eventos também anda falha e pouco se divulga o que o local oferece de cursos. Ou seja, a continuar dessa maneira, o Centro Cultural Dragão do Mar que, em passado não tão distante, foi a “menina dos olhos” das autoridades estaduais, passará a ser visto como verdadeira piaba do mar.

Coluna: Comunicado/ O POVO Online

O blues vai aos bairros

Opção para quem quer somar neste fim de semana experiências de inclusão cultural e música de qualidade. O projeto Casa do Blues vai hoje ao Bairro João XXIII, apresentando as bandas fortalezenses Bluzzeria e Blues Label (foto). É uma elogiável iniciativa de circulação artística, inteiramente gratuita ao público. Na esquina das ruas Desembargador Félix Cândido e Perdigão de Oliveira. Às 18h.

Fonte: Diário do Nordeste

quinta-feira, 8 de março de 2012

O bairro do Pici, em Fortaleza


Alunos do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Ceará, da disciplina Elementos de Análise de Arquitetura e Urbanismo, sob orientação do Prof. José Sales, irão estudar, este semestre, o bairro do Pici, onde se localiza o conhecido Campus do Pici da UFC. Imagem do belíssimo contexto ambiental do Açude Santo Anastácio e seu entorno, que se localiza no interior do Campus do Pici.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Obras do PAC 2 paradas no Estado do Ceará ²

Energia

Na área de energia, são destacadas as usinas termelétricas Maracanaú e Pecém II, que estão licitadas; e Porto do Pecém 1 e 2 e José de Alencar, que se encontram em execução. Com relação à energia eólica, existe uma usina em construção e 36 em fase de preparação para obras, no Ceará.

Metrofor

Mesmo com suas obras arrastando-se desde o governo de Fernando Henrique Cardoso, para a equipe de Dilma Rousseff, as obras da Linha Sul do Metrô de Fortaleza estão em ritmo adequado, posto que foram incluídas no rol de projetos do PAC2 recentemente. Apesar de o governo do Estado prometer a realização da operação de testes em toda a linha até o fim do ano, o relatório do Programa destaca que a conclusão das obras só ocorrerá em março do ano que vem, até quando serão empreendidos mais R$ 241,6 milhões.

Água

O balanço da segunda fase do PAC destaca ainda a conclusão do trecho IV do Eixão das Águas, que foi inaugurado em novembro do ano passado. O canal possui extensão de 33,9 quilômetros e passa por municípios como Cascavel, Pacajus, Horizonte, Itaitinga e Pacatuba, levando água do açude Pacajus ao Açude Gavião.

A quinta e última parte do projeto segue em execução e terá 55,1 quilômetros, saindo do Gavião e rumando ao Pecém, abastecendo empreendimentos como a Companhia Siderúrgica de Pecém (CSP), Refinaria Premium II e demais empresas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp).

De acordo com o governo federal, o projeto está com 84% das obras concluidas e a entrega está prevista para junho deste ano, sendo que até abril, a execução deverá chegar a 94%. No total, o Eixão, que vai do Castanhão a São Gonçalo do Amarante, terá 255 quilômetros, e tem seu cronograma considerado em ritmo adequado.

No ano passado, foram finalizadas a Barragem Missi e o Riacho da Serra. A Barragem Fronteiras, no Sertão dos Inhamuns, ainda está em ação preparatória para o início dos trabalhos, que foi atrasado em virtude de imbróglios relacionados às desapropriações. A Barragem Figueiredo, em Alto Santo, está em execução, mas se arrasta desde 2008. Obras de irrigação inseridas no PAC2 também foram citadas, como a primeira e segunda fases do Baixo Acaraú, Araras Norte e Tabuleiros de Russas

Esgotamento Sanitário

A implantação e ampliação do sistema de esgotamento sanitário de Fortaleza para atender as bacias dos rios Siqueira e Cocó, ampliando a cobertura de coleta e tratamento de 52% para 63%, também está sendo vista com atenção pelo governo. A obra é tocada pela Cagece e deverá beneficar cerca de 150 mil famílias.

Conforme o relatório, a morosidade na aprovação de projetos e na conclusão de aditivos contratuais, entre outras ações preparatórias, atrasaram o projeto.

Até abril, o governo espera que os 30% executados evoluam para 34%.

Obras do PAC 2 paradas no Estado do Ceará

O primeiro ano da segunda fase do Programa de Aceleração do crescimento (PAC2) foi marcado pela morosidade em alguns de seus principais projetos. Obras como a Refinaria Premium II, a Transposição do Rio São Francisco e a Bacia do Maranguapinho apresentaram pouco avanço nesse período.

Estas duas últimas, inclusive, estão recebendo atenção especial do governo federal para que acelerem mais. Os detalhes sobre os projetos tocados pelo governo federal, em parceria ou não, foram detalhados no balanço do Programa, realizado nesta quarta-feira, em Brasília.

Refinaria parada

A refinaria da Petrobras, por exemplo, praticamente não é detalhada no relatório, e suas obras nem chegaram a ser classificadas. O balanço apenas afirma que a Licença Prévia para o empreendimento foi concedida pela Semace em maio, e a autorização para cercamento do terreno e supressão vegetal da área foi emitida no fim de 2011. Em contrapartida, a Premium I, no Maranhão, começa a dar sinais de avanço e tem cronograma considerado adequado.

Transposição e Maranguapinho geram alerta

O governo federal destacou que os trabalhos de integração do Rio São Francisco também merecem atenção para que possam ser acelerados. A preocupação com relação ao projeto já tinha sido evidenciado no início de fevereiro, quando a presidente Dilma Rousseff veio ao Ceará para dar início à retomada das obras, emperradas por conta das licitações.

Outro projeto que se encontra nesse estado de alerta é a Bacia do Maranguapinho, que urbanizará a área e removerá as moradias localizadas em áreas de risco de alagamento, com a construção de 6.543 unidades habitacionais, além de dragagem do rio e edificação de barragem de contenção de cheias.

Conforme o governo, o descompasso entre o reassentamento e a urbanização das margens do rio restringiu os trabalhos, que devem ser concluídos apenas em março de 2014. A expectativa é de que 24,2 mil famílias sejam beneficiadas.

A Vila do Mar, projeto tocado em parceria com a Prefeitura de Fortaleza, deverá ser finalizado até o fim deste ano e é considerado em ritmo adequado. Cerca de 4,4 mil famílias serão favorecidas com o reassentamento de famílias que vivem em áreas de risco e a urbanização da área.

Infraestrutura

A Ferrovia Transnordestina esta em ritmo "adequado", mas o trecho que sairá de Missão Velha (CE) em direção ao Pecém pouco avançou no ano passado. Até o momento, somente 4% da infraestrutura foi realizada. Já o intervalo que vai de Missão Velha a Salgueiro, em Pernambuco, está com quase a totalidade de sua infraesturutra e das obras arquitetônicas, como pontes e túneis, finalizadas, restando ainda 34% da superestrutura. Este trecho deve ser terminado ainda neste mês.

Com relação às obras portuárias no Ceará incluídas no PAC 2, o relatório destaca o Terminal de Passageiros do Porto do Mucuripe, e a dragagem do terminal, que segue em execução desde 2010. O Estado está à espera ainda da ordem de serviço para a primeira fase de ampliação e reforma do Aeroporto Internacional Pinto Martins.

Fonte: Diário do Nordeste Online

domingo, 4 de março de 2012

Cultivo de maçã ganha espaço no semiárido


O Ceará comemora a primeira safra de maçã. O que parecia impossível virou realidade. A maçã está sendo cultivada de forma significativa no semiárido nordestino, com destaque para a produção de Tianguá, Aracati e Limoeiro do Norte. A cultura da macieira apresentou bons resultados já no primeiro ano de produção, 2011, e sinaliza com mais sucesso para a safra 2012 com maçãs de excelente qualidade em tamanho e sabor. Inicialmente, irão atender ao mercado regional, mas a expectativa para o futuro é de exportação.

A constatação foi ressaltada durante o Dia de Campo sobre a Cultura da Macieira no Ceará, realizado na Fazenda Sem Fronteiras, em Tianguá, no mês passado. O Dia de Campo faz parte do Projeto de Culturas de Clima Temperado, que objetiva avaliar o desempenho agronômico de culturas como macieira, pereira e caquizeiro no Estado.

A experiência está acontecendo em oito fazendas localizadas nos perímetros irrigados do Ceará. O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Paulo Roberto Coelho Lopes, é um dos entusiastas do projeto, que começou em 2007, em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), chegou ao Ceará em 2009 e pretende, neste ano ir ao Rio Grande do Norte.

Fonte: Caderno Regional/ Diário do Nordeste Online

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Cariri é um celeiro de arte de vários matizes

Com cerca de 300 grupos e manifestações da cultura popular, a região do Cariri se configura como um "celeiro de arte" do Ceará. Com geografia favorável e associada ao processo civilizatório do Estado, que teve início a partir da região, a identidade cultural do povo caririense se sobressai com relação às demais.

A partir da instalação dos imigrantes religiosos e desbravadores vindos da Casa da Torre, na Bahia, a região foi se transformando em uma área de exploração econômica em que a contribuição ibérica fundiu-se à cultura ameríndia das tribos indígenas nativas e à cultura africana, trazida pelos escravos negros há cerca de 300 anos. Essa mistura cultural fez com que o Cariri se tornasse uma fonte ativa de matrizes culturais, disseminadas para todo o Brasil e até mesmo para o exterior.

Os folguedos, violeiros, repentistas, cordelistas, a culinária e a religiosidade são alguns dos segmentos que compõem a cultura material e imaterial da região do Cariri que permanece viva, servindo de elementos de base para o surgimento de manifestações mais contemporâneas. Todos esses elementos misturam-se entre as linguagens.

Na música, por exemplo, o repente e o hip hop mesclam-se, conquistando os públicos de idades e gostos diferentes, sem perder a identidade representada por elementos ancestrais da cultura regional.

Toda a fortaleza e ebulição cultural da região é atribuída ao pertencimento do povo pela arte. Fato que se sobressai sobre qualquer tipo de desinteresse ou irresponsabilidade dos gestores públicos quanto aos investimentos, apoio e incentivo às manifestações culturais. Todos os Municípios da região e do Estado dispõem de programas de apoio à cultura. No entanto, os recursos são insuficientes, em virtude da grande demanda de grupos.

Para o dramaturgo e folclorista Cacá Araújo, todos os segmentos e manifestações precisam ser livres. "A necessidade latente dos grupos é quanto à dignidade de seus componentes, cada um deles precisa de emprego, qualidade de vida. O ideal seria que cada um deles pudesse fazer da arte uma manifestação livre. Se todos os componentes tivessem isso, que considero o mínimo, jamais iriam bater em uma porta de prefeitura para pedir apoio, fariam a arte com seus próprios recursos", afirma.

Ainda segundo Cacá Araújo, os valores e as tradições regionais precisam estar em evidência. Para ele, a falta de visibilidade regional tem acarretado um imenso prejuízo para as tradições populares, fazendo com que alguns grupos sejam conhecidos apenas através da oralidade, sem o uso de novas tecnologias de alcance e atração maiores. De acordo com ele, para que houvesse uma democratização cultural, seria necessário que os meios respeitassem a regionalidade. "É preciso garantir espaço para as manifestações populares. Só assim teríamos um Brasil bem mais brasileiro".

Na região, a maior parte dos grupos e manifestações culturais permanece somente nos guetos das comunidades onde elas existem, sendo apresentada a públicos maiores apenas em eventos. Entre as manifestações da cultura popular do Cariri, as que mais fortemente identificam a região no cenário mundial são os folguedos e a religiosidade, já que elas demonstram vitalidade e capacidade de sobrevivência às adversidades e ainda são ajudadas por serem referência para as outras linguagens, como a música, teatro, cinema e dança.

Porém, todos os elementos representam a harmonia universal do Cariri. E, independente da vontade e da ação dos gestores públicos, a cultura regional atrai, diariamente, pessoas de todas as regiões do País e tem ocasionado o fortalecimento do crescimento dos Municípios.

Mais informações

Companhia Cearense de Teatro Brincante
Rua Dom Quintino, 913, Centro/ Crato
Telefone: (88) 8801-0897

Pedestres sofrem com calçadas esburacadas...


Calçadas incrivelmente esburacadas ou inexistentes. Essa é a situação na maior parte dos passeios de pedestres na Capital(Reportagem de hoje do Diário do Nordeste)..um retrato de Fortaleza Bela....da melhores ruas da Aldeota à periferia...e o que a "diligente" SEMAM e o "midiático"...Secretário Deodato dizem de tudo isso....o Código de Obras e Posturas de Fortaleza(1981) já obrigava a cidade a manter a qualidade de suas calçadas.....31 anos depois a situação ainda é esta......................Nós os moradores já estamos "acostumados" e os vistantes da Copa 2014.....

Fonte: Diário do Nordeste Online

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A China tem a cidade mais poluída do mundo

Linfen, na China, é poluída pela mineração de carvão
Confira a lista dos locais mais detonados do planeta, elaborada pelo Blacksmith Institute, organização ambientalista internacional:

10. PODREIRAS DO CARIBE
Onde – Haina, República Dominicana
Tipo de poluição – Chumbo
População Afetada – 85 mil pessoas
Quem acha que no Caribe só rolam praias paradisíacas e ar puro está muito enganado. Em Haina, na República Dominicana, o pessoal respira é chumbo! O ar por lá é carregado de partículas desse metal, herança de uma fábrica de reciclagem de baterias que fechou as portas em 1997.
Consequências da podreira – Sérios danos oculares e problemas neurológicos, deformidades de nascimento e até a morte.

9. BANHO FATAL
Onde – Kabwe, Zâmbia
Tipo de poluição – Chumbo e outros metais
População Afetada – 255 mil pessoas
Décadas de mineração e fundição pesada espalharam pó de chumbo e de outros metais pra tudo quanto é lado na cidade de Kabwe. Para piorar, o mesmo rio que serve de hidrovia para o transporte de resíduos da fundição é o local onde as criancinhas do lugar se banham…
Consequências da podreira – O nível de chumbo no sangue das crianças é de cinco a dez vezes mais alto do que o aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e, em muitos casos, está perto daquele considerado fatal.

8. HERANÇA SOVIÉTICA
Onde – Sumgayit, Azerbaijão
Tipo de poluição – Produtos químicos orgânicos, petróleo e metais pesados
População Afetada – 275 mil pessoas
Um dos grandes centros industriais da era soviética, a cidade de Sumgayit tinha mais de 40 fábricas de produtos químicos e agrícolas, que lançavam até 120 mil toneladas de tóxicos por ano na atmosfera. Se a maioria das indústrias fechou, a podreira continua na ativa.

Consequências da podreira – A taxa de incidência de câncer em Sumgayit é até 50% maior do que no resto do Azerbaijão, sendo que o índice de mortes pela doença é 10% mais alto. Muitos bebês nascem prematuros e com defeitos genéticos, como falta de cérebro.

7. MAZELA NUCLEAR
Onde – Chernobyl, Ucrânia
Tipo de poluição – Radiação
População Afetada – 5 milhões de pessoas

O maior acidente nuclear da história, ocorrido em 1986, em Chernobyl, literalmente bombardeou a cidade, tendo liberado uma radiação cem vezes maior do que a das bombas atômicas jogadas sobre Hiroshima e Nagasaki. Até hoje a região em volta da usina está inabitável.

Consequências da podreira – De 1992 a 2002, na Bielo-Rússia, Rússia e Ucrânia, mais de 4 mil casos de câncer na tireoide foram diagnosticados entre crianças e adolescentes. Males como lesões de pele, doenças respiratórias, infertilidade e defeitos congênitos eram rotina nos anos seguintes ao acidente, e estima-se que os danos se propagarão para as gerações futuras.

6. AR PESO PESADO
Onde – Norilsk, Rússia
Tipo de poluição – Metais pesados no ar
População Afetada – 134 mil pessoas
Norilsk tem o maior complexo de fundição de metais pesados do mundo. Já o ar local tem odor de enxofre, e a expectativa de vida dos operários das fábricas é dez anos mais baixa do que a média no país. Tudo por causa das 500 toneladas de óxido de cobre e níquel e 2 milhões de toneladas de dióxido de enxofre lançados por ano na atmosfera!

Consequências da podreira – Altas taxas de câncer de pulmão, doenças respiratórias e nervosas, além de elevados índices de aborto. O ar poluído responde por quase 40% das mortes entre as crianças.

4. CHUMBO GROSSO
Onde – La Oroya, Peru
Tipo de poluição – Cobre, chumbo e zinco
População Afetada – 35 mil pessoas

Desde 1922, os moradores de La Oroya penam com os resíduos da mineradora americana Doe Run Corporation. A situação é tão grave que, vira e mexe, o governo local adota planos emergenciais aconselhando a população a não sair de casa até que o ar esteja minimamente respirável.

Consequências da podreira – 99% das crianças locais têm o nível de chumbo no sangue maior que os limites estabelecidos pela OMS, sofrendo, entre outras coisas, de sérios anos de desenvolvimento mental.

3. VALE DA MORTE
Onde – Sukinda, índia
Tipo de poluição – Cromo e outros metais
População Afetada – 2,6 milhões de pessoas

Com 97% dos depósitos de minério de cromita da Índia, o vale de Sukinda é quase uma mineração a céu aberto, com várias minas operando sem plano de gestão ambiental. O resultado: mais de 30 milhões de toneladas de resíduos de cromo e outros metais pesados são excretadas nas zonas vizinhas e às margens do rio Brahmani, única fonte de água “potável” dos moradores.

Consequências da podreira – Sangramento gastrointestinal, tuberculose, asma, infertilidade, defeitos congênitos e abortos.

2. HEAVY METAL
Onde – Tianying, China
Tipo de poluição – Chumbo e outros metais pesados
População Afetada – 140 mil pessoas

Tianying é uma das maiores bases produtoras de chumbo da China, sendo responsável por metade da produção total do país. Só que o baixo nível tecnológico, operações ilegais e a falta de medidas de controle ambiental levaram a uma situação calamitosa. A concentração média de chumbo no ar e solo é até dez vezes maior que os padrões aceitáveis!

Consequências da podreira – QI mais baixo, dificuldade de crescimento, problemas auditivos e visuais, dores de estômago, irritação do cólon, disfunção renal, anemia e danos cerebrais.

1. CARVÃO ASSASSINO
Onde – Linfen, China
Tipo de poluição – Mineração de carvão
População Afetada – 3 milhões de pessoas

O desonroso primeiro lugar da lista do Blacksmith Institute fica com a cidade chinesa de Linfen, um dos maiores centros de produção de carvão do planeta. O volume de pó de carvão no ar é tão grande que os moradores chegam a engasgar quando respiram! Para piorar, grande parte das minas não é regulamentada e desvia os escassos recursos hídricos da região para usar na mineração.

Consequências da podreira – Bronquite, pneumonia, lesões de pele, doenças vasculares, hipertensão e altas taxas de incidência de câncer. A arsenicose, doença causada pela ingestão de arsênio na água, está em níveis dramáticos na área.

Fonte: Planeta sustentavel.abril.com.br

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Porto do Recife vai ganhar Memorial a Luiz Gonzaga


O Porto do Recife vai ganhar Memorial a Luiz Gonzaga...A proposta do Projeto Porto Novo, do Porto do Recife, tem como pano de fundo as experiências de Puerto Madero, em Buenos Aires e da Estação das Docas, em Belém. E é assim que vai ser. Pelo menos em parte. O projeto previa a recuperação e reforma dos armazéns e num deles será instalado o novo Memorial de Luiz Gonzaga.

Luiz Gonzaga: Unidos da Tijuca é campeã no Rio


Com enredo sobre a vida de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, a Unidos da Tijuca foi a vencedora do Grupo Especial das escolas de samba do Rio de Janeiro. O Salgueiro, que trouxe a literatura de cordel, e a Vila Isabel, que levou para a avenida a história e a cultura de Angola, ocuparam o segundo e o terceiro lugar, respectivamente.

O presidente da Tijuca, Fernando Horta, só comemorou quando a vitória já era irreversível. Em vários momentos, a Tijuca teve o Salgueiro e a Vila Isabel bem próximas da pontuação máxima. "A emoção é muito grande. É inexplicável. O carnaval foi muito duro. Todas as nossas coirmãs estão de parabéns. Este foi o desfile mais perfeito que a Tijuca fez nos últimos anos", desabafou Horta.

A criatividade, marca registrada do carnavalesco Paulo Barros, foi decisiva para a liderança da escola. Outro integrante da Unidos da Tijuca que teve participação decisiva na vitória foi o mestre de bateria Luiz Calixto Monteiro, o Mestre Casagrande.

A Tijuca mostrou no sambódromo a vida do pernambucano Luiz Gonzaga, juntamente com características culturais que marcam a cultura nordestina, como os bonecos de barro do Mestre Vitalino e o famoso Mercado de Caruaru.

Além da história do Rei do Baião, a Tijuca levou para a avenida outros artistas considerados reis na sua especialidade: Elvis Presley, rei do rock, Michael Jackson, rei do pop e as rainhas do rádio. Dom Pedro I, imperador do Brasil e o leão, o rei da floresta, também foram personagens da história.

A escola havia vencido o campeonato pela última vez em 2010, com o enredo É Segredo. Na sequência, o placar ficou com Beija-Flor em quarto, Grande Rio em quinto, Portela em sexto, Mangueira em sétimo, União da Ilha em oitavo, Mocidade em nono, Imperatriz em décimo e São Clemente em décimo-primeiro. A Porto da Pedra, em décimo-segundo, e a Renascer de Jacarepaguá, em décimo-terceiro, foram rebaixadas para o Grupo de Acesso A em 2013.

Fonte: Diário do Nordeste Online

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A redescoberta do prazer da folia em Fortaleza


O fortalezense fez as pazes com a folia em sua casa. Há muito, a Capital cearense não brincava um Carnaval como este que passou. Quer seja nas ruas do Benfica, pela avenida Domingos Olímpio ou na Praia de Iracema, a impressão que se tem é que Fortaleza e Carnaval voltaram a conviver harmoniosamente numa mesma frase.

“O Carnaval de Fortaleza está crescendo. Estou sentindo isso na estrutura e na organização”, aponta o artista plástico Zé Tarcísio.

O médico Vitor Araújo concorda. “Já é um Carnaval que as pessoas estão valorizando e ficando na cidade. Inclusive músicos que antes viajavam para lugares como Olinda e Rio de Janeiro, agora estão ficando e montando blocos aqui mesmo”, argumenta.

Este fenômeno da reaproximação da cidade com o Carnaval, que é resultado tanto de políticas públicas específicas quanto de iniciativas privadas, requer cuidado para se perenizar.

Caberá ao próximo gestor de Fortaleza, a ser eleito este ano, a responsabilidade de alimentar a vocação festeira da Cidade e consolidar esta tendência. Mas não só a ele. A própria Fortaleza também terá que abraçar esta causa. “Quando não tinha isto aqui (os blocos), poucos bares e restaurantes arriscavam a abrir. Agora melhorou demais. Tem cliente para todo mundo, até para a gente”, brinca a ambulante Maísa Pontes, referindo-se aos blocos Sanatório Geral e Luxo da Aldeia.

Ao se dispor a enfrentar o desafio de se carnavalizar, Fortaleza precisa estar atenta para os deslizes cometidos na folia deste ano e que podem ser evitados nas próximas edições da festa. “O Carnaval de Fortaleza está bem mais organizado e com estrutura. Está bem melhor do que antes. Mas ainda é pouco o policiamento. O bom é que também melhorou a consciência de quem está vindo brincar. Não tem briga nem confusão. Mas ainda falta mais organização”, avalia o diretor de marcação Sílvio Queiroz.

“O que está faltando é o suporte, como mais banheiros químicos e serviço de venda de bebidas por ambulantes cadastrados”, indica o aposentado Tarcísio Teixeira.

A pouca quantidade de banheiros químicos, aliás, é campeã nas reclamações dos foliões deste Carnaval, juntamente com queixas sobre a falta de segurança e solicitação da diversificação da festa. “Acho que o Carnaval deveria ser mais espalhado, em vários bairros”, sugere o mecânico Antônio José Soares.

Para a cineasta Jane Malaquias, não é estrutura o que falta ao Carnaval de Fortaleza e, sim, leveza, digamos assim. “Ainda falta o povo se soltar mais”, ri-se.


Fonte: O POVO Online

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Sede do Geopark Araripe aguarda inauguração


A nova sede do GeoPark Araripe, construída recentemente pelo Governo do Estado, em parceria com o Ministério da Integração Nacional, nesta cidade, ainda não foi inaugurada. A previsão era de que, após a conclusão da obra, o prédio fosse entregue oficialmente até o dia 20 de dezembro passado. Mas incompatibilidades entre as agendas de eventos dos governos Federal e Estadual impediram a abertura oficial do novo espaço. No entanto, desde agosto de 2011, os 13 servidores do GeoPark já estão trabalhando no local. Até agora, não há data definida para a inauguração.

A sede do GeoPark conta com auditório com capacidade para 120 pessoas, salão de recepção e quatro salas técnicas. O GeoPark coordena as ações e projetos no território que envolve, principalmente, educação ambiental, geoconservação de patrimônio geológico e produção do turismo e desenvolvimento regional no Cariri. O projeto de construção da sede, que custou R$ 386.077,53, previa, além do prédio, a instalação de equipamentos de informática e a compra de um veículo para a realização das expedições. Tudo já foi entregue. Logo após a conclusão do projeto, o Governo do Estado autorizou o início das atividades do programa. Antes, o GeoPark funcionava em um prédio alugado.

Buscando uma maior autonomia, a meta do programa para os próximos anos é a institucionalização. Além das melhores acomodações, a produtividade aumentou com a expansão das ações. O programa ainda possui dois equipamentos, o Museu de Paleontologia, em Santana do Cariri, e o Centro de Interpretação e Educação Ambiental, em Crato. A expectativa é abrir novos centros nos outros seis Municípios onde há geossítios. Hoje, o programa realiza ações de limpeza das trilhas ecológicas. Todo o mato que está impedindo a passagem de turistas está sendo retirado. As trilhas são feitas conforme o programa de agendamento dos visitantes.

Fonte: Caderno Regional/ Diário do Nordeste Online

Bloco Sanatório Geral agita o Benfica


É o Carnaval de Rua se fortalecendo em Fortaleza, apesar da falta de apoio municipal.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Grandes eventos em 2012, em Fortaleza

O Fortaleza Convention & Visitors Bureau (FC&VB) listou para a Coluna a relação dos mais importantes eventos, captados pela entidade, que irão acontecer este ano na capital cearense. São eles: em junho - BPW Brasil 2012 – Congresso das Mulheres de Negócios, para mil pessoas, no Marina Park; agosto – 15° Congresso Brasileiro de Enfermagem – COFEN, para 7 mil pessoas, no novo Centro de Eventos; setembro – IV Congresso Internacional de Odontologia , para 7 mil pessoas, no Centro de Eventos, e Congresso Genival Veloso de França – Medicina Legal, para 2 mil participantes, na Fábrica de Negócios (centro de eventos do hotel Praia Centro); outubro – XIX Congresso Brasileiro de Cancerologia, para 3 mil pessoas, no Centro de Eventos; no mês de novembro o XVI Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva , para 5 mil pessoas, no Centro de Eventos, e a XI Semana Brasileira do Aparelho Digestivo, para 6 mil participantes, também no Centro de Eventos.

Fonte: Coluna Vertical S/A. O POVO Online