Deu na Folha de São Paulo
Cidades da Copa pedem R$ 20 bilhões para União
Gasto com evento pode ser R$ 7,7 bi superior ao investido na Alemanha-06. Ministro das Cidades diz que os pedidos de recursos para projetos de infraestrutura só serão aceitos se forem vinculados ao Mundial-14.A cinco anos da Copa de 2014, a estimativa de gastos do governo federal com o evento se aproxima de R$ 30 bilhões.
As cidades-sedes pleiteiam ao Planalto pelo menos R$ 20,38 bilhões para obras de infraestrutura.Somados aos investimentos de R$ 7,3 bilhões do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) nas 12 sedes, hoje, o custo somente para a União atinge R$ 27,7 bilhões. As cidades escolhidas pela Fifa não economizam nos pedidos, que vão da construção de metrôs e duplicação de ruas até a reforma de hospitais e a compra de ambulâncias e carros para a polícia. Nessa conta não estão recursos para estádios, hotelaria e demais obras que ocorrerão em PPP (com participação da iniciativa privada), como o trem-bala entre Rio e São Paulo, cujo custo estimado é de pelo menos US$ 11 bilhões.
Fortaleza é a recordista em pedidos: R$ 3,6 bilhões, distribuídos em 56 obras. Brasília tenta emplacar quatro obras, com custo de R$ 3,43 bilhões. A soma dos pleitos das duas cidades é praticamente o mesmo custo estimado pela África do Sul para a Copa do Mundo de 2010: US$ 3,5 bilhões. O valor calculado pela Folha é R$ 7,7 bilhões superior ao gasto total da Copa da Alemanha, sendo que, dos R$ 20 bilhões de investimentos naquele país, só R$ 4 bilhões saíram dos cofres públicos.
Domingo, 5 de Julho de 2009
Zoneamento Ecológico Economico da Zona Costeira do Estado do Ceará
O Projeto Zoneamento Ecológico-Econômico da Zona Costeira do Estado do Ceará visa conhecer o estado atual de ocupação e conservação da Zona Costeira do Estado do Ceará e apresentar subsídios para estabelecer novas diretrizes, parâmetros e procedimentos para ocupação ordenada e manejo sustentável da terra e recursos naturais destas áreas.
O projeto está sendo desenvolvido pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente - SEMACE e executado pelo Instituto de Ciências do Mar -LABOMAR da Universidade Federal do Ceará - UFC, através da Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura – FCPC, tendo sido realizados inicialmente 5 Fóruns Regionais para divulgação, envolvendo a participação de trinta e oito municípios, objetivando apresentar e discutir a metodologia do projeto, através de uma ação articulada e com ampla participação dos mais diversos setores da sociedade.
Informações do Portal da SEMACE.
O projeto está sendo desenvolvido pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente - SEMACE e executado pelo Instituto de Ciências do Mar -LABOMAR da Universidade Federal do Ceará - UFC, através da Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura – FCPC, tendo sido realizados inicialmente 5 Fóruns Regionais para divulgação, envolvendo a participação de trinta e oito municípios, objetivando apresentar e discutir a metodologia do projeto, através de uma ação articulada e com ampla participação dos mais diversos setores da sociedade.
Informações do Portal da SEMACE.
Sábado, 4 de Julho de 2009
Praia Limpa terá início na Praia do Futuro
A campanha educativa Praia Limpa será iniciada neste domingo, 5, na barraca América do Sol, em Fortaleza, às 9 horas. A ação, que terá o tema “Manter a natureza limpa é um dever de todos”, será realizada durante todos os finais de semana deste mês, encerrando-se no dia 26. Os trabalhos serão realizados em dez municípios praianos, envolvendo prefeituras, voluntários, estudantes e técnicos da SEMACE.
Serão realizadas blitzes educativas, palestras e a troca de materiais recicláveis por brindes institucionais como boné, blusa, mousepad, botton, ecobag e protetor solar para carro. A campanha conta, ainda, com a animação de seu mascote, o caranguejo Kaká. O objetivo da campanha é melhorar as condições de limpeza das praias cearenses, notadamente das faixas de areia prejudicadas pela constante disposição inadequada de resíduos sólidos, contribuindo para o fortalecimento de uma consciência ecológica nos diversos segmentos sociais que trabalham ou freqüentam estas praias.
Além disso, o trabalho visa contribuir com a conservação dos espaços urbanos, através de um trabalho coletivo de limpeza dos logradouros públicos, levando a população a adotar novas posturas em prol da qualidade de vida.
Fonte SEMACE.
Serão realizadas blitzes educativas, palestras e a troca de materiais recicláveis por brindes institucionais como boné, blusa, mousepad, botton, ecobag e protetor solar para carro. A campanha conta, ainda, com a animação de seu mascote, o caranguejo Kaká. O objetivo da campanha é melhorar as condições de limpeza das praias cearenses, notadamente das faixas de areia prejudicadas pela constante disposição inadequada de resíduos sólidos, contribuindo para o fortalecimento de uma consciência ecológica nos diversos segmentos sociais que trabalham ou freqüentam estas praias.
Além disso, o trabalho visa contribuir com a conservação dos espaços urbanos, através de um trabalho coletivo de limpeza dos logradouros públicos, levando a população a adotar novas posturas em prol da qualidade de vida.
Fonte SEMACE.
Amazônia perdeu 157 km² em Maio
Os dados são do relatório do Sistema de Alerta de Desmatamento(SAD), divulgado nesta sexta-feira, dia 3 de julho de 2007. Levantamento feito pela organização não governamental Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mostra que em maio a Amazônia perdeu pelo menos 157 quilômetros quadrados (km²) de floresta. Em relação a maio de 2008, quando os satélites registraram 294 km² de desmate, houve redução de 47%, de acordo com os dados do relatório do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), divulgado ontem.
O alerta oficial de desmatamento, calculado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontou 123 km² de floresta derrubados no mesmo período. De acordo com o Imazon, o Pará foi o estado que mais desmatou em maio, com cerca de 58 km² (37% do total), seguido por Mato Grosso, com 42 km² (27%) e Roraima, com 31 km² a menos de florestas (20%). A concentração de nuvens sobre a região impediu a visualização de 43% da Amazônia Legal, de acordo com o relatório. Entre as áreas mais desmatadas no período estão trechos de floresta no entorno da BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA).
O levantamento do Imazon também classifica o desmatamento de acordo com a situação fundiária da área em que foi registrado. Em maio, 67% do desmate ocorreu em áreas privadas, devolutas (ocupadas irregularmente) ou em diversos estágios de posse, 17% em unidades de conservação, 15% assentamentos da reforma agrária e 1% em terras indígenas. O desmatamento acumulado entre agosto de 2008 e maio de 2009 (dez primeiros meses do calendário anual do desmate) é de 1.072 quilômetros quadrados, 74% menor que o registrado no período anterior (agosto de 2007 a maio de 2008), segundo o Imazon. Além do corte raso (desmatamento completo), o SAD também registra áreas de florestas degradadas – “que sofreram intensa exploração madeireira e/ou fogo de várias intensidades”. Em maio, pelo menos 215 quilômetros quadrados da Amazônia sofreram degradação, a maioria (81%) em Mato Grosso.
Fonte Agencia Brasil.
O alerta oficial de desmatamento, calculado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontou 123 km² de floresta derrubados no mesmo período. De acordo com o Imazon, o Pará foi o estado que mais desmatou em maio, com cerca de 58 km² (37% do total), seguido por Mato Grosso, com 42 km² (27%) e Roraima, com 31 km² a menos de florestas (20%). A concentração de nuvens sobre a região impediu a visualização de 43% da Amazônia Legal, de acordo com o relatório. Entre as áreas mais desmatadas no período estão trechos de floresta no entorno da BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA).
O levantamento do Imazon também classifica o desmatamento de acordo com a situação fundiária da área em que foi registrado. Em maio, 67% do desmate ocorreu em áreas privadas, devolutas (ocupadas irregularmente) ou em diversos estágios de posse, 17% em unidades de conservação, 15% assentamentos da reforma agrária e 1% em terras indígenas. O desmatamento acumulado entre agosto de 2008 e maio de 2009 (dez primeiros meses do calendário anual do desmate) é de 1.072 quilômetros quadrados, 74% menor que o registrado no período anterior (agosto de 2007 a maio de 2008), segundo o Imazon. Além do corte raso (desmatamento completo), o SAD também registra áreas de florestas degradadas – “que sofreram intensa exploração madeireira e/ou fogo de várias intensidades”. Em maio, pelo menos 215 quilômetros quadrados da Amazônia sofreram degradação, a maioria (81%) em Mato Grosso.
Fonte Agencia Brasil.
Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
Ceará na Rodada de Negócios do Turismo ²

A Rodada de Negócios, uma das principais atividades do Salão do Turismo, se consolida a cada edição do evento. No ano passado foram quase 1,7 mil que renderam R$ 134 milhões em negócios. Para o presidente do Sebrae Nacional, Paulo Okamotto, essa é uma oportunidade para que o pequeno empresário conheça aquilo que a grande empresa quer e espera dele. ´É um contato direto com o mercado, ouvindo suas principais expectativas´, disse.
A realização de negócios após os contatos feitos a partir da Rodada, segundo o Sebrae Nacional, chega a 70% ou até mais, dependendo do setor para o qual se promove os encontros. Pelo acompanhamento feito com as empresas participantes de rodadas de negócios nos seis meses seguintes ao evento, pode-se aferir que 47% delas fecham negócios nesse período. Outras 23% conseguem fechar negócios até um ano depois de iniciados os contatos na Rodada.Todas as empresas que participam da Rodada foram capacitadas pelo Sebrae/CE. Houve um treinamento específico com foco na comercialização para os empresários e gerentes das empresas selecionadas. O objetivo é aumentar a competitividade das empresas no evento, gerando mais oportunidades de negócios.
A Rodada de Negócios superou a expectativa que havia em número de inscrições. Ao todo foram computadas 547 inscrições, sendo 329 de agências de turismo e 218 de meios de hospedagem. As empresas foram selecionadas por comitês formados por órgãos oficiais de turismo estaduais e unidades regionais do Sebrae. Dos inscritos, 280 foram selecionados.
A realização de negócios após os contatos feitos a partir da Rodada, segundo o Sebrae Nacional, chega a 70% ou até mais, dependendo do setor para o qual se promove os encontros. Pelo acompanhamento feito com as empresas participantes de rodadas de negócios nos seis meses seguintes ao evento, pode-se aferir que 47% delas fecham negócios nesse período. Outras 23% conseguem fechar negócios até um ano depois de iniciados os contatos na Rodada.Todas as empresas que participam da Rodada foram capacitadas pelo Sebrae/CE. Houve um treinamento específico com foco na comercialização para os empresários e gerentes das empresas selecionadas. O objetivo é aumentar a competitividade das empresas no evento, gerando mais oportunidades de negócios.
A Rodada de Negócios superou a expectativa que havia em número de inscrições. Ao todo foram computadas 547 inscrições, sendo 329 de agências de turismo e 218 de meios de hospedagem. As empresas foram selecionadas por comitês formados por órgãos oficiais de turismo estaduais e unidades regionais do Sebrae. Dos inscritos, 280 foram selecionados.
A Região Cariri que tem um potencial turístico variado, com muitas manifestações populares e religiosas, também esteve na Rodada e Negócios. Imagem da Festa de Santo de Barbalha, no Sul do Estado. Arquivo de Imagens Ibi Tupi. Fotografia José Sales.
Ceará na Rodada de Negócios do Turismo

A Rodada de Negócios no maior evento do turismo brasileiro prossegue até hoje. Com expectativa de fechamento de negócios, 16 empresas cearenses de Jericoacoara, Canoa Quebrada e do Cariri encerram hoje a participação na Rodada de Negócios da 4ª edição do Salão do Turismo, em São Paulo. Na Rodada, acontecem encontros entre os fornecedores locais (agentes de turismo receptivo e meios de hospedagem) e as operadoras nacionais, com o intuito de promover a comercialização de produtos turísticos brasileiros.A idéia da Rodada é aproximar as pequenas empresas das grandes compradoras do setor de turismo para posterior venda de serviços turísticos, pacotes, meios de hospedagem, receptivos, atividades ecológicas, entre outras.
Matéria do Diário do Nordeste. Fotografia de Tiago Gaspar.
Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Bomba relógio: Estaleiro no Mucuripe
A proposta de implantar na Praia Mansa, na Ponta da Enseada do Mucuripe, um mega estaleiro naval é a mais nova bomba relógio armada contra a cidade de Fortaleza. O anúncio surpreende, já que o Complexo Pecém era cogitado como o mais provável para receber o investimento. Em reunião ontem entre o governo cearense, a Transpetro e investidores locais e de outros estados, ficou definido que o Ceará vai receber um equipamento de médio porte. Orçado em US$ 70 milhões, o projeto será encabeçado pelas empresas PJMR e SKG, ambas sócias do Estaleiro Atlântico Sul, hoje o maior do País e que está sendo instalado em Pernambuco.
Esta é a decisão mais desatrada, dentre todas que já ouvimos falar nos últimos anos. Em primeiro lugar, não há dimensões disponíveis de terreno e logística para implantação de um mega estaleiro naquela situação, já que a Praia Mansa tem somente 23 hectares e restrições de toda ordem quanto ao tráfego pesado e acessibilidade. Por ouro lado, há também um conjunto de sérias restrições ambientais à situação, discriminadas no Plano Diretor Municipal e no Projeto Orla. E por fim, a perspectiva de Fortaleza ter em algum momento sua Estação Internacional de Passageiros, como um requerimento para qualificação do Turismo internacional vai para o espaço sideral, na medida em que esta diretriz vai de encontro às recomendações do PAC COPA 2014.
Esta é a decisão mais desatrada, dentre todas que já ouvimos falar nos últimos anos. Em primeiro lugar, não há dimensões disponíveis de terreno e logística para implantação de um mega estaleiro naquela situação, já que a Praia Mansa tem somente 23 hectares e restrições de toda ordem quanto ao tráfego pesado e acessibilidade. Por ouro lado, há também um conjunto de sérias restrições ambientais à situação, discriminadas no Plano Diretor Municipal e no Projeto Orla. E por fim, a perspectiva de Fortaleza ter em algum momento sua Estação Internacional de Passageiros, como um requerimento para qualificação do Turismo internacional vai para o espaço sideral, na medida em que esta diretriz vai de encontro às recomendações do PAC COPA 2014.
Terça-feira, 30 de Junho de 2009
Combate à poluição visual em Fortaleza
A SEMAM/ Secretaria Municipal do Meio Ambiente removeu, ontem, placas e outdoors fixados irregularmente nas avenidas Santos Dumont com Desembargador Moreira e também na Avenida Bezerra de Menezes. As estruturas de propaganda visual, no total de três, estavam afixadas em locais inadequados, como o passeio, atrapalhando a passagem de pedestres. Este ano, foram retiradas mais de 60 placas da Avenida Bezerra de Menezes e 28 da Godofredo Maciel.
A primeira placa foi removida do cruzamento das avenidas Santos Dumont com Desembargador Moreira. Tratava-se de um esqueleto de estrutura instalado na calçada, mas que estava abandonado, sem nenhuma utilização. As outras duas foram removidas da Bezerra de Menezes e eram remanescentes de outra ação realizada na avenida este ano.
A retirada, de acordo com a coordenadora da Comissão de Combate à Poluição Visual da Semam, Maria Luiza Távora, faz parte das diversas ações que vêm sendo implementadas pela Prefeitura de Fortaleza há cerca de quatro anos para fazer uma limpeza visual na cidade. “Diariamente, atuamos no combate à poluição visual. Retiramos não só placas, mas cartazes, faixas, letreiros, entre outros que não estejam em conformidade com a lei”, explica.
Matéria do jornal Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.
A primeira placa foi removida do cruzamento das avenidas Santos Dumont com Desembargador Moreira. Tratava-se de um esqueleto de estrutura instalado na calçada, mas que estava abandonado, sem nenhuma utilização. As outras duas foram removidas da Bezerra de Menezes e eram remanescentes de outra ação realizada na avenida este ano.
A retirada, de acordo com a coordenadora da Comissão de Combate à Poluição Visual da Semam, Maria Luiza Távora, faz parte das diversas ações que vêm sendo implementadas pela Prefeitura de Fortaleza há cerca de quatro anos para fazer uma limpeza visual na cidade. “Diariamente, atuamos no combate à poluição visual. Retiramos não só placas, mas cartazes, faixas, letreiros, entre outros que não estejam em conformidade com a lei”, explica.
Matéria do jornal Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
Prefeita Luizianne Lins quer o novo Centro de Conveções na orla marítima central
Como uma das principais estratégias para urbanizar a orla marítima de Fortaleza, a prefeita Luizianne Lins (PT) quer que o Marina Park Hotel seja desapropriado e que, em seu lugar, seja construído o Centro de Eventos da Capital. A ideia foi lançada no programa Coletiva, da TV O POVO, que foi ao ar na noite de ontem, e já teria sido compartilhada com o governador Cid Gomes (PSB). Questionada sobre a reação de Cid ao receber a proposta, a prefeita disse apenas que sua relação com Cid é de “muita cumplicidade” e que ainda precisa ter com o governador uma discussão melhor sobre o assunto. De acordo com Luizianne, a obra que está sendo construída ao lado do Centro de Convenções, no bairro Edson Queiroz, ainda não seria o tão esperado Centro de Eventos do Ceará.
“Na verdade, ele (Cid Gomes) está fazendo é um parque de exposição”, afirmou a prefeita. “Em vez de a gente ficar inventando lugar, tá ali um lugar maravilhoso que eu acho que pode servir a toda a comunidade de Fortaleza”, declarou. Desta forma, os caminhos estariam, em tese, livres para transformar o complexo do hotel - onde são realizadas, por exemplo, as edições do Ceará Music – em um centro de captações de eventos nacionais e internacionais.
Matéria do jornal O POVO. Vale a pena conferir.
“Na verdade, ele (Cid Gomes) está fazendo é um parque de exposição”, afirmou a prefeita. “Em vez de a gente ficar inventando lugar, tá ali um lugar maravilhoso que eu acho que pode servir a toda a comunidade de Fortaleza”, declarou. Desta forma, os caminhos estariam, em tese, livres para transformar o complexo do hotel - onde são realizadas, por exemplo, as edições do Ceará Music – em um centro de captações de eventos nacionais e internacionais.
Matéria do jornal O POVO. Vale a pena conferir.
Domingo, 28 de Junho de 2009
Devastação ambiental na Bezerra de Menezes ²
E o que nos diz disso tudo, o novo Secretário do Meio Ambiente e Controle Urbano, Advogado Deodato Ramalho, que foi tão enfático no discurso de sua posse recente? E o que nos diz o Vereador Guilherme Sampaio que segundo ele próprio afirma irá apresentar projeto de lei para requalificação dos espaços públicos e preservação do verdes nestes espaços públicos?
Editorial: Cobertura vegetal
Os executores do Programa de Transporte Urbano de Fortaleza - TRANSFOR - irão retirar as árvores do canteiro central da Avenida Bezerra de Menezes e ocupá-lo com uma ciclovia. Numa cidade com a sua cobertura vegetal reduzida a 7%, a solução atenta contra as iniciativas para aliviar a poluição do ar na cidade e tornar seu clima ameno como outrora.
O TRANSFOR é um empreendimento bancado por recursos externos, cujos organismos financiadores atentam sempre para a conservação ambiental. Concebido há uma década, o programa tem sofrido ajustes no seu encaminhamento voltado para os corredores urbanos de transportes públicos. As ciclovias são cada vez mais necessárias, pois os trabalhadores estão trocando ônibus e trens por bicicletas e motocicletas, concorrendo com o tráfego pesado. As vias exclusivas para esses transportes frágeis concorrerão para reduzir os elevados índices de acidentes com baixas consideráveis. Mas tudo isso poderia ser feito sem afetar o pouco verde da cidade.
Esta será a segunda destruição das árvores da Avenida Bezerra de Menezes, corredor de acesso e escoamento da zona oeste de Fortaleza. A primeira ocorreu na década de 70, quando da implantação dos ônibus elétricos. As árvores foram sacrificadas para possibilitar a extensão da rede aérea de eletrificação dos ônibus.
Aliás, as transformações urbanas têm concorrido para modificar, por completo, os bairros situados ao longo desse corredor de tráfego, especialmente, o Monte Castelo, Parque Araxá, São Gerardo, Amadeu Furtado, Vila Éllery e Alagadiço. Região constituída até os anos 50 por suas chácaras, onde se cultivavam pomares e amplos jardins, a área mudou o seu perfil residencial com a expansão das atividades comerciais.
A cada ano, especialmente por ocasião do Dia da Árvore, há mobilização por alguns gestores municipais para o replantio de árvores, com a distribuição de mudas e o envolvimento dos jovens nesse esforço. Entretanto, os resultados não aparecem, pois cada árvore requer cuidados especiais por, pelo menos, dois anos. Sem o acompanhamento, elas têm vida curta pela falta de água e de insumos essenciais. Em dezembro passado, Fortaleza tentou ser recordista com uma megaplantação de 65 mil fruteiras em 23 minutos, envolvendo 4,5 mil voluntários, no campus da Uece e na Fazenda Uirapuru. Adultas, elas terão o papel de neutralizar três toneladas de carbono, por ano, transformando os 40 hectares onde foram distribuídas num grande pulmão verde. A solução indicada para o Transfor vai na contramão desse esforço.
Aliás, a batalha pelo verde tem implicado até em caminhos bizarros: o Deputado Carlos Humberto Manato (PDT-ES) apresentou projeto de lei obrigando o plantio de árvores por quem se casar, se divorciar, comprar carro novo ou imóvel residencial ou comercial. As construtoras deverão plantar, por ano, 65 milhões de árvores. Como a distribuição de mudas, esse projeto não passa de uma utopia, mas nem por isso se pode descurar das medidas práticas de preservação vegetal.
Editorial publicado pelo jornal Diário do Nordeste, data de hoje, 28 de Junho de 2009.
O TRANSFOR é um empreendimento bancado por recursos externos, cujos organismos financiadores atentam sempre para a conservação ambiental. Concebido há uma década, o programa tem sofrido ajustes no seu encaminhamento voltado para os corredores urbanos de transportes públicos. As ciclovias são cada vez mais necessárias, pois os trabalhadores estão trocando ônibus e trens por bicicletas e motocicletas, concorrendo com o tráfego pesado. As vias exclusivas para esses transportes frágeis concorrerão para reduzir os elevados índices de acidentes com baixas consideráveis. Mas tudo isso poderia ser feito sem afetar o pouco verde da cidade.
Esta será a segunda destruição das árvores da Avenida Bezerra de Menezes, corredor de acesso e escoamento da zona oeste de Fortaleza. A primeira ocorreu na década de 70, quando da implantação dos ônibus elétricos. As árvores foram sacrificadas para possibilitar a extensão da rede aérea de eletrificação dos ônibus.
Aliás, as transformações urbanas têm concorrido para modificar, por completo, os bairros situados ao longo desse corredor de tráfego, especialmente, o Monte Castelo, Parque Araxá, São Gerardo, Amadeu Furtado, Vila Éllery e Alagadiço. Região constituída até os anos 50 por suas chácaras, onde se cultivavam pomares e amplos jardins, a área mudou o seu perfil residencial com a expansão das atividades comerciais.
A cada ano, especialmente por ocasião do Dia da Árvore, há mobilização por alguns gestores municipais para o replantio de árvores, com a distribuição de mudas e o envolvimento dos jovens nesse esforço. Entretanto, os resultados não aparecem, pois cada árvore requer cuidados especiais por, pelo menos, dois anos. Sem o acompanhamento, elas têm vida curta pela falta de água e de insumos essenciais. Em dezembro passado, Fortaleza tentou ser recordista com uma megaplantação de 65 mil fruteiras em 23 minutos, envolvendo 4,5 mil voluntários, no campus da Uece e na Fazenda Uirapuru. Adultas, elas terão o papel de neutralizar três toneladas de carbono, por ano, transformando os 40 hectares onde foram distribuídas num grande pulmão verde. A solução indicada para o Transfor vai na contramão desse esforço.
Aliás, a batalha pelo verde tem implicado até em caminhos bizarros: o Deputado Carlos Humberto Manato (PDT-ES) apresentou projeto de lei obrigando o plantio de árvores por quem se casar, se divorciar, comprar carro novo ou imóvel residencial ou comercial. As construtoras deverão plantar, por ano, 65 milhões de árvores. Como a distribuição de mudas, esse projeto não passa de uma utopia, mas nem por isso se pode descurar das medidas práticas de preservação vegetal.
Editorial publicado pelo jornal Diário do Nordeste, data de hoje, 28 de Junho de 2009.
Devastação ambiental na Bezerra de Menezes
Como se tem alertado há algum tempo, iniciou-se a devastação de toda vegetação arborea da Av. Bezerra de Menezes. O processo predatório se iniciou pela sua extensão a Av. Mister Hull e agora alcança a própria Bezerra e em pouco tempo não restará mais nenhuma das frondoas árvores ali existentes no canteiro central.
O Projeto TRANSFOR em sua totalmente errada proposição do que é qualificação urbana da mobilidade, acessibilidade e transportes DECRETOU que esta arborização central atrapalha a proposição em pauta de instalação de um ciclovia central.
En síntese, em nome do pseudo progresso, os canteiros centrais da Bezerra vão ser reduzidos e toda a arborização será removida a moto serras, como é usual. Mais uma agressão ao meio ambiente muncipal e ao que resta de arborização urbana em nossa cidade.
O Editorial do jornal DIARIO DO NORDESTE chama a atenção quanto a isto. A Prefeitura Municipal faz ouvidos de mercador e o Coordenador do TRANSFOR, Eng. Daniel Lustosa afirma que o projeto vai ser implantado desta forma, porque esta opção é a melhor para a cidade. Sem discussão e ponto final. Uma péssima modelagem urbanística importada diretamente de São Paulo, aplicada com erros nas Avenidas Nove de Julho e Santo Amaro, que levou a degradação urbana ambiental daquelas vias. Coisa que por lá esta sendo revista, enquanto insistiremos neste gravissimo erro.
O Projeto TRANSFOR em sua totalmente errada proposição do que é qualificação urbana da mobilidade, acessibilidade e transportes DECRETOU que esta arborização central atrapalha a proposição em pauta de instalação de um ciclovia central.
En síntese, em nome do pseudo progresso, os canteiros centrais da Bezerra vão ser reduzidos e toda a arborização será removida a moto serras, como é usual. Mais uma agressão ao meio ambiente muncipal e ao que resta de arborização urbana em nossa cidade.
O Editorial do jornal DIARIO DO NORDESTE chama a atenção quanto a isto. A Prefeitura Municipal faz ouvidos de mercador e o Coordenador do TRANSFOR, Eng. Daniel Lustosa afirma que o projeto vai ser implantado desta forma, porque esta opção é a melhor para a cidade. Sem discussão e ponto final. Uma péssima modelagem urbanística importada diretamente de São Paulo, aplicada com erros nas Avenidas Nove de Julho e Santo Amaro, que levou a degradação urbana ambiental daquelas vias. Coisa que por lá esta sendo revista, enquanto insistiremos neste gravissimo erro.
Sobre a "engorda"(Aterro) da Beira Mar ²
Caro Colunista Fábio Campos
Boa tarde.
Discordando de comentário feito em sua coluna neste domingo, abro um parênteses para rememorar alguns aspectos recentes da História de nossa cidade quanto à proposição da “engorda”da Beira Mar, levada, recentemente, por grupo de vereadores à ciência do Governador Cid Gomes.
A Prefeitura de Fortaleza, tem conhecimento integral desta proposição, pois a mesma foi contratante do projeto, tanto em 2000, quanto de sua revisão mais recente agora em 2008, já sob esta atual gestão. Só que guarda estas informações trancadas por 7 chaves, não se sabe porque.
Este assunto vem sendo veiculado na imprensa há uns 6 meses, por ter sido recolocado em pauta pela Associação Amigos da Beira Mar. Foi inclusive objeto de audiência Ministério Público Federal, que estranhava o não envolvimento da Companhia Docas do Ceará nesta roteirização.
Há quase 60 anos, que periodicamente se colocam à discussão pública propostas de recuperação da orla marítima de Fortaleza, mais precisamente desde 1950, quando do aparecimento das primeiras conseqüências da implantação do quebra do Porto do Mucuripe, que resultaram na destruição integral da Praia de Iracema e parte da Praia do Meireles, inclusive de quadras fronteiriças à atual Av. Beira Mar. Parte destes registros estão no livro do Historiador Raimundo Girão Barroso, também Prefeito de Fortaleza por três mandatos – “Geografia Estética de Fortaleza”, no capítulo “A tragédia portuária” e outra parte nos arquivos da própria Companhia Docas do Ceará, colocados lá pelo Eng. Cláudio Marinho de Andrade.
De lá para cá se registram mais de 10 propostas de recuperação para a orla de Fortaleza, elaboradas por várias equipe de urbanistas e outros técnicos, todas subsidiadas por instituições de renome internacional, com base em diagnósticos e estudos científicos, como o INPH/ Instituto Nacional de Pesquisas Hidraúlicas, o LABOMAR/ Laboratório de Estudos do Mar/ UFC, a ASTEF/ UFC, o DHI/ Danish Hidraulic Institute/ Dinamarca, a Consulmar Projectistas e Consultores/ Lisboa, Hidromod/ Lisboa e outros.
Os aterros hidráulicos oceânicos ou “engordas” de praia, vem sendo utilizados em todo o Brasil, há quase 100 anos, como solução adequada a mitigação dos efeitos de destruição de orla litorâneas. Os mais famosos estão no Rio de Janeiro: Aterro do Flamengo e Aterro da Praia de Copacabana. Mas existem outros bem recentes como da orla de Maceió, aqui mesmo na nossa região.
No início de 2000, mais uma destas propostas foi desenvolvida, por técnicos locais e suporte do INPH, pretendendo com isto, prevenir a destruição integral da Av. Aquidaban, na Praia do Ideal Clube que desapareceria em meses, caso nada foi feito. Daí surgiu o atual projeto de aterro hidráulico oceânico de parte da orla marítima de Fortaleza, entre a Praia de Iracema e a Praia do Náutico, sendo parte do mesmo consolidado no Aterro do Ideal, hoje palco das maiores manifestações festivas e lúdicas de nossa cidade. Infelizmente estas obras não tiveram seguimento como programadas, pois foram suspensas por liminar do Ministério Público Federal que questionava o licenciamento ambiental das mesmas.
E se na época, a Vereadora Luizianne Lins, se colocava como uma das maiores questionadoras das mesmas, hoje a Prefeita Luizanne Lins se transformou em uma ardorosa utilizadora daquele espaço, como local de manifestações maiores de nossa cidade.
Na nossa atual Proposta haveria um “engordamento”de Praia, entre 80 e 200 metros de largura, entre a Praia de Iracema e a Praia do Náutico, para a consolidação de um novo parque da Beira Mar da ordem de 40 hectares, para uso de lazer, práticas e esportivas e fruição da natureza de população fortalezense. Em nenhum momento se pensou em abertura de vias e consolidação de quadras para desenvolvimento imobiliário. Seriam utilizados 1,5 milhões m³ dos 6 milhões retirados pela dragagem do canal de acesso e do Porto do Mucuripe.
Esta proposta recuperada pela Associação dos Amigos da Beira Mar, onde me incluo, foi reapresentada, respectivamente à Prefeitura Municipal de Fortaleza, à Coordenação de Projetos Especiais e chegou às mãos da própria Prefeita Municipal. Foi também enviada à Companhia Docas do Ceará, que coloca mil obstáculos técnicos a esta realização. Foi também encaminhada ao Ministério Publico Federal, que iniciou uma diligencia de esclarecimentos e pretende formalizar um Termo de Ajustamento de Conduta entre a Prefeitura e a Companhia Docas.
Foi também enviada à SETUR/Governo do Estado e à Comissão COPA 2014. Foi apresentada à Assembléia Legislativa e objeto de discussão em algumas sessões. E finalmente apresentada aos senhores vereadores municipais, que acharam por bem assumi-la e reapresenta-la ao Governador do Estado.
Acho que o tempo urge para que esta proposta seja novamente discutida pela sociedade em geral. E os nossos gestores coloquem as cartas na mesa, claramente e seus posicionamentos. Fortaleza merece uma Nova Beira Mar já!
Cordialmente
Boa tarde.
Discordando de comentário feito em sua coluna neste domingo, abro um parênteses para rememorar alguns aspectos recentes da História de nossa cidade quanto à proposição da “engorda”da Beira Mar, levada, recentemente, por grupo de vereadores à ciência do Governador Cid Gomes.
A Prefeitura de Fortaleza, tem conhecimento integral desta proposição, pois a mesma foi contratante do projeto, tanto em 2000, quanto de sua revisão mais recente agora em 2008, já sob esta atual gestão. Só que guarda estas informações trancadas por 7 chaves, não se sabe porque.
Este assunto vem sendo veiculado na imprensa há uns 6 meses, por ter sido recolocado em pauta pela Associação Amigos da Beira Mar. Foi inclusive objeto de audiência Ministério Público Federal, que estranhava o não envolvimento da Companhia Docas do Ceará nesta roteirização.
Há quase 60 anos, que periodicamente se colocam à discussão pública propostas de recuperação da orla marítima de Fortaleza, mais precisamente desde 1950, quando do aparecimento das primeiras conseqüências da implantação do quebra do Porto do Mucuripe, que resultaram na destruição integral da Praia de Iracema e parte da Praia do Meireles, inclusive de quadras fronteiriças à atual Av. Beira Mar. Parte destes registros estão no livro do Historiador Raimundo Girão Barroso, também Prefeito de Fortaleza por três mandatos – “Geografia Estética de Fortaleza”, no capítulo “A tragédia portuária” e outra parte nos arquivos da própria Companhia Docas do Ceará, colocados lá pelo Eng. Cláudio Marinho de Andrade.
De lá para cá se registram mais de 10 propostas de recuperação para a orla de Fortaleza, elaboradas por várias equipe de urbanistas e outros técnicos, todas subsidiadas por instituições de renome internacional, com base em diagnósticos e estudos científicos, como o INPH/ Instituto Nacional de Pesquisas Hidraúlicas, o LABOMAR/ Laboratório de Estudos do Mar/ UFC, a ASTEF/ UFC, o DHI/ Danish Hidraulic Institute/ Dinamarca, a Consulmar Projectistas e Consultores/ Lisboa, Hidromod/ Lisboa e outros.
Os aterros hidráulicos oceânicos ou “engordas” de praia, vem sendo utilizados em todo o Brasil, há quase 100 anos, como solução adequada a mitigação dos efeitos de destruição de orla litorâneas. Os mais famosos estão no Rio de Janeiro: Aterro do Flamengo e Aterro da Praia de Copacabana. Mas existem outros bem recentes como da orla de Maceió, aqui mesmo na nossa região.
No início de 2000, mais uma destas propostas foi desenvolvida, por técnicos locais e suporte do INPH, pretendendo com isto, prevenir a destruição integral da Av. Aquidaban, na Praia do Ideal Clube que desapareceria em meses, caso nada foi feito. Daí surgiu o atual projeto de aterro hidráulico oceânico de parte da orla marítima de Fortaleza, entre a Praia de Iracema e a Praia do Náutico, sendo parte do mesmo consolidado no Aterro do Ideal, hoje palco das maiores manifestações festivas e lúdicas de nossa cidade. Infelizmente estas obras não tiveram seguimento como programadas, pois foram suspensas por liminar do Ministério Público Federal que questionava o licenciamento ambiental das mesmas.
E se na época, a Vereadora Luizianne Lins, se colocava como uma das maiores questionadoras das mesmas, hoje a Prefeita Luizanne Lins se transformou em uma ardorosa utilizadora daquele espaço, como local de manifestações maiores de nossa cidade.
Na nossa atual Proposta haveria um “engordamento”de Praia, entre 80 e 200 metros de largura, entre a Praia de Iracema e a Praia do Náutico, para a consolidação de um novo parque da Beira Mar da ordem de 40 hectares, para uso de lazer, práticas e esportivas e fruição da natureza de população fortalezense. Em nenhum momento se pensou em abertura de vias e consolidação de quadras para desenvolvimento imobiliário. Seriam utilizados 1,5 milhões m³ dos 6 milhões retirados pela dragagem do canal de acesso e do Porto do Mucuripe.
Esta proposta recuperada pela Associação dos Amigos da Beira Mar, onde me incluo, foi reapresentada, respectivamente à Prefeitura Municipal de Fortaleza, à Coordenação de Projetos Especiais e chegou às mãos da própria Prefeita Municipal. Foi também enviada à Companhia Docas do Ceará, que coloca mil obstáculos técnicos a esta realização. Foi também encaminhada ao Ministério Publico Federal, que iniciou uma diligencia de esclarecimentos e pretende formalizar um Termo de Ajustamento de Conduta entre a Prefeitura e a Companhia Docas.
Foi também enviada à SETUR/Governo do Estado e à Comissão COPA 2014. Foi apresentada à Assembléia Legislativa e objeto de discussão em algumas sessões. E finalmente apresentada aos senhores vereadores municipais, que acharam por bem assumi-la e reapresenta-la ao Governador do Estado.
Acho que o tempo urge para que esta proposta seja novamente discutida pela sociedade em geral. E os nossos gestores coloquem as cartas na mesa, claramente e seus posicionamentos. Fortaleza merece uma Nova Beira Mar já!
Cordialmente
Sobre a "engorda"(Aterro) da Beira Mar
Vejam essa informação: um grupo de vereadores foi a Cid Gomes discutir com o governador a ideia de “engorda” da Beira-Mar. A ideia dos vereadores é utilizar a areia limpa proveniente da dragagem que será feita no Porto do Mucuripe - que equivaleria a cerca de 35% do material retirado do mar - para aumentar em 80 metros a faixa de praia da Beira-Mar. No novo espaço fruto do aterro, seriam construídas mais três ou quatro faixas de rua, além de quadras de esporte. O presidente da Câmara, Salmito Filho (PT), comandou a inusitada visita. Ok. A idéia não deve ser descartada. Talvez seja uma boa ideia para uma apertada Beira-Mar. O estranho é que esse projeto não existe na Prefeitura. O mais lógico seria levar a ideia primeiro para a administração municipal. Sendo acatada, a ideia viraria projeto técnico que seria então submetido aos tramites tradicionais, que envolve delicadas liberações ambientais. No entanto, os vereadores foram direto ao governador falar de uma ideia que, a priori, não lhe diz respeito. Estranho, não?
Da Coluna Politica do Jornalista Fábio Campos, Jornal O POVO, data de hoje.
Da Coluna Politica do Jornalista Fábio Campos, Jornal O POVO, data de hoje.
Rio de Janeiro assusta investimentos externos em Cultura e arquitetos estrangeiros
Nota recebida de um diplomata de importante embaixada brasileira na Europa pelo ex-Blog do César Maia.
"Há uma perplexidade geral nos maiores países europeus com a xenofobia carioca. Primeiro, proibiram o Guggenheim (aliás, sucesso como âncora revitalizadora de Bilbao). Na mesma decisão, o projeto do consagrado arquiteto francês, Jean Nouvel, com obras de grande destaque na Europa, foi impedido. O Cirque du Soleil havia decidido ter uma base permanente no Rio. A demora e o desinteresse da empresa portuária foi de tal ordem que desistiram. Agora, com a crise econômica, será difícil convencê-los.
Então veio o caso da Cidade da Música, criando enorme constrangimento para o maior arquiteto de salas de concerto e ópera do mundo todo, Christian de Portzamparc, com obras consagradas, como a Cité de la musique, em Paris, e La Philharmonie Luxembourg, a mais sofisticada do mundo, até a Cidade da Música do Rio, segundo ele.
Agora, li nos jornais que o IED/ Instituto Europeu de Design, matriz mundial do design, depois de um contrato assinado e obras em execução (pagas por ele), no abandonado Cassino da Urca, terá essas obras interrompidas porque a escola afetará o trânsito. Não haverá solução? Imagino esse critério aplicado ao Museu do Prado, ao Louvre, ao Metropolitan Museum, ao Coliseu de Roma, ao recém inaugurado Museu da Acrópole, em Atenas. Vai ser difícil, daqui para frente, convencer os investidores culturais estrangeiros aplicarem seus recursos no Rio e a grandes arquitetos mundiais aceitarem projetos no Rio. Triste para minha querida Cidade Maravilhosa."
"Há uma perplexidade geral nos maiores países europeus com a xenofobia carioca. Primeiro, proibiram o Guggenheim (aliás, sucesso como âncora revitalizadora de Bilbao). Na mesma decisão, o projeto do consagrado arquiteto francês, Jean Nouvel, com obras de grande destaque na Europa, foi impedido. O Cirque du Soleil havia decidido ter uma base permanente no Rio. A demora e o desinteresse da empresa portuária foi de tal ordem que desistiram. Agora, com a crise econômica, será difícil convencê-los.
Então veio o caso da Cidade da Música, criando enorme constrangimento para o maior arquiteto de salas de concerto e ópera do mundo todo, Christian de Portzamparc, com obras consagradas, como a Cité de la musique, em Paris, e La Philharmonie Luxembourg, a mais sofisticada do mundo, até a Cidade da Música do Rio, segundo ele.
Agora, li nos jornais que o IED/ Instituto Europeu de Design, matriz mundial do design, depois de um contrato assinado e obras em execução (pagas por ele), no abandonado Cassino da Urca, terá essas obras interrompidas porque a escola afetará o trânsito. Não haverá solução? Imagino esse critério aplicado ao Museu do Prado, ao Louvre, ao Metropolitan Museum, ao Coliseu de Roma, ao recém inaugurado Museu da Acrópole, em Atenas. Vai ser difícil, daqui para frente, convencer os investidores culturais estrangeiros aplicarem seus recursos no Rio e a grandes arquitetos mundiais aceitarem projetos no Rio. Triste para minha querida Cidade Maravilhosa."
Grupo J Macedo: casa pode ser tombada

O primeiro jardim de Burle Marx em Fortaleza, de 1968, projeto com participação de Acácio Gil Borsoi em 10.000m² de área, referência de arquitetura moderna que une o popular e o erudito. As características da casa que já foi a sede do Grupo J. Macêdo, na Aldeota, falam por si só. Mas é preciso ir ao local para conhecer de perto o valor arquitetônico não só para o setor, mas para a cidade, o que sugere a possibilidade de tombamento.
Com base nisso, o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) realizou, ontem, na casa localizada na Rua Marcos Macêdo, um debate com estudantes e arquitetos sobre a importância do lugar. Na ocasião, os participantes visitaram as dependências do espaço e conheceram o projeto antes da 11ª Casa Cor Ceará, que será no local.
De acordo com o presidente do IAB Departamento Ceará, Custódio Santos, a casa é uma das grandes obras da arquitetura moderna e marca período, a partir dos anos 1960, em que esse tipo de projeto era valorizado nas residências. Portanto, também tem valor histórico.“A possibilidade de esse espaço se transformar em um prédio é grande.
Cabe ao IAB levantar esse debate”, sugere o presidente, a exemplo do que a entidade fez em favor da preservação do Palácio do Abolição. A diferença é que, como a casa é imóvel particular, há forte apelo imobiliário.Na opinião do professor do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Ceará (UFC), Romeu Duarte, a casa deveria ser referencial não só para o setor, mas para a cidade. “Pelo seu relevante valor artístico, o local deveria ser tombado”, defende Duarte.
Conforme ele explica, não necessariamente o poder pública deveria se apropriar do lugar, mas apoiar uma conscientização no sentido de transformar a casa, por exemplo, numa fundação do Grupo. “Será que isso aqui é um pedido de socorro?”, questiona. “Mesmo que se venda, que se preserve o jardim, as obras de arte. A casa principal pode virar área de lazer do condomínio. Não precisa destruir tudo”.
Segundo uma das organizadoras da Casa Cor Ceará, Neuma Figueirêdo, a estrutura da casa não será modificada. “Nenhuma parede vai ser derrubada”, garante. As obras começam no próximo dia 13, e o evento acontece de 30 de setembro a 10 de novembro.
Com base nisso, o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) realizou, ontem, na casa localizada na Rua Marcos Macêdo, um debate com estudantes e arquitetos sobre a importância do lugar. Na ocasião, os participantes visitaram as dependências do espaço e conheceram o projeto antes da 11ª Casa Cor Ceará, que será no local.
De acordo com o presidente do IAB Departamento Ceará, Custódio Santos, a casa é uma das grandes obras da arquitetura moderna e marca período, a partir dos anos 1960, em que esse tipo de projeto era valorizado nas residências. Portanto, também tem valor histórico.“A possibilidade de esse espaço se transformar em um prédio é grande.
Cabe ao IAB levantar esse debate”, sugere o presidente, a exemplo do que a entidade fez em favor da preservação do Palácio do Abolição. A diferença é que, como a casa é imóvel particular, há forte apelo imobiliário.Na opinião do professor do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Ceará (UFC), Romeu Duarte, a casa deveria ser referencial não só para o setor, mas para a cidade. “Pelo seu relevante valor artístico, o local deveria ser tombado”, defende Duarte.
Conforme ele explica, não necessariamente o poder pública deveria se apropriar do lugar, mas apoiar uma conscientização no sentido de transformar a casa, por exemplo, numa fundação do Grupo. “Será que isso aqui é um pedido de socorro?”, questiona. “Mesmo que se venda, que se preserve o jardim, as obras de arte. A casa principal pode virar área de lazer do condomínio. Não precisa destruir tudo”.
Segundo uma das organizadoras da Casa Cor Ceará, Neuma Figueirêdo, a estrutura da casa não será modificada. “Nenhuma parede vai ser derrubada”, garante. As obras começam no próximo dia 13, e o evento acontece de 30 de setembro a 10 de novembro.
Fotografia Alex Costa para o jornal Diário do Nordeste.
Mestre Noza de Juazeiro do Norte

Mestre Noza, ou Inocêncio Medeiros da Costa ou Inocêncio da Costa Nick, como ele gostava de chamar-se, nasceu em Pernambuco no ano de 1897, vindo a mudar-se para Juazeiro do Norte em 1912, aonde chegou como romeiro, após caminhar cerca de 600 km, desde o município de Quipapá, PE, local onde foi criado. Foi soldado de polícia, funcionário da estrada de ferro Rede Viação Cearense e funileiro até a partir de 1930, tornar-se conhecido como artista popular, santeiro e xilogravurista. Sua primeira escultura foi um São Sebastião e sua primeira xilogravura, uma capa de literatura de cordel encomendada por José Bernardo da Silva para ilustrar o folheto de José Pacheco A propaganda de um matuto com um balaio de maxixe. Foi o primeiro a esculpir uma imagem do Padre Cícero e conta que quando a levou para o próprio padre analisar, este havia dito: “Eu sou assim, tenho essa corcunda assim?”. A partir daí fez milhares de imagens do Padre Cícero. Conta a lenda que havia se encontrado com Virgulino, o Lampião, e que havia tomado cerveja com o mesmo e que por pouco não havia entrado para o bando do chefe cangaceiro, não fazendo por medo mesmo.
Mestre Noza se tornaria o precursor da xilogravura decorativa, e seu trabalho foi alvo de estudo de várias universidades, inclusive européias, tendo participado de diversas exposições com obras de escultura e xilogravura em todo o país e até em Paris – França. Mestre Noza morreria no ano de 1983.
Atualmente situa-se em Juazeiro do Norte o Centro de Cultura Popular e Esculturas Mestre Noza, concentrando obras; esculturas principalmente; de artistas de toda a região do Cariri, sul do Ceará. Os artistas integram a Associação dos Artesãos do Padre Cícero.
O I Seminário Cariri Cangaço, promoverá durante o evento visita ao Centro de Cultura Popular e Esculturas Mestre Noza, tudo isso em setembro no cariri do Ceará. No Centro Cultural Mestre Noza teremos a oportunidade de conhecer mais de perto a talentosa arte e criatividade dos muitos artistas anônimos de nossa terra; quando se adentra ao Centro Mestre Noza se é transportado para o mundo da mais pura e tradicional cultura de nosso nordeste. Seja Bem Vindo ao Cariri Cangaço.
Matéria de Severo Barbosa e postagem de Kaika Luiz no Blog do Crato http://blogdocrato.blogspot.com/
I SEMINÁRIO CARIRI CANGAÇO, entre 22 a 26 de Setembro de 2009 no Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha. Iniciativa é da SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, e das Prefeituras municipais de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, com o apoio da URCA e do ICC.
Mestre Noza se tornaria o precursor da xilogravura decorativa, e seu trabalho foi alvo de estudo de várias universidades, inclusive européias, tendo participado de diversas exposições com obras de escultura e xilogravura em todo o país e até em Paris – França. Mestre Noza morreria no ano de 1983.
Atualmente situa-se em Juazeiro do Norte o Centro de Cultura Popular e Esculturas Mestre Noza, concentrando obras; esculturas principalmente; de artistas de toda a região do Cariri, sul do Ceará. Os artistas integram a Associação dos Artesãos do Padre Cícero.
O I Seminário Cariri Cangaço, promoverá durante o evento visita ao Centro de Cultura Popular e Esculturas Mestre Noza, tudo isso em setembro no cariri do Ceará. No Centro Cultural Mestre Noza teremos a oportunidade de conhecer mais de perto a talentosa arte e criatividade dos muitos artistas anônimos de nossa terra; quando se adentra ao Centro Mestre Noza se é transportado para o mundo da mais pura e tradicional cultura de nosso nordeste. Seja Bem Vindo ao Cariri Cangaço.
Matéria de Severo Barbosa e postagem de Kaika Luiz no Blog do Crato http://blogdocrato.blogspot.com/
I SEMINÁRIO CARIRI CANGAÇO, entre 22 a 26 de Setembro de 2009 no Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha. Iniciativa é da SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, e das Prefeituras municipais de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, com o apoio da URCA e do ICC.
Sábado, 27 de Junho de 2009
Potencial Energético: Power Future 2009
Evento sobre energias alternativas e renováveis será realizado em Fortaleza e está com inscrições abertas.Com expectativa de esperam atrair 10 mil pessoas, a quarta edição do Power Future – Exposição Internacional e Seminários das Energias Alternativas e Renováveis –, acontece em Fortaleza, entre os dias 29 de junho a 1º de julho, no Centro de Convenções do Hotel Praia Centro.
As inscrições estão abertas com valores diferenciados até 20 de junho.O evento reunirá investidores, empreendedores, fabricantes de turbinas eólicas, empresas de serviços, fornecedores de equipamentos, empresas geradoras, transmissoras e distribuidoras de energia, instituições governamentais, agências ambientais, representantes de ONGs, profissionais e estudantes ligados com o setor.
Para o empresário Armando Abreu, Presidente de Honra do Power Futre 2009, o evento é uma vitrine para todos os que estão em atividades na área de geração de energia por meio de fontes renováveis.
“Além de ser um espaço onde será discutido e se apresentado o que há de mais recente e moderno no setor, esta edição do Power Future tem o diferencial de ser realizada num momento em que o Ceará se consolida como o Estado com a maior potência instalada na fonte eólica, uma vez que estão sendo concluídas as 14 usinas eólicas do Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica)”, explica Abreu. Estes parques serão responsáveis pela produção de 550 MW (megawatts), que representam metade de toda a energia que é precisa para mover o Estado.
As inscrições estão abertas com valores diferenciados até 20 de junho.O evento reunirá investidores, empreendedores, fabricantes de turbinas eólicas, empresas de serviços, fornecedores de equipamentos, empresas geradoras, transmissoras e distribuidoras de energia, instituições governamentais, agências ambientais, representantes de ONGs, profissionais e estudantes ligados com o setor.
Para o empresário Armando Abreu, Presidente de Honra do Power Futre 2009, o evento é uma vitrine para todos os que estão em atividades na área de geração de energia por meio de fontes renováveis.
“Além de ser um espaço onde será discutido e se apresentado o que há de mais recente e moderno no setor, esta edição do Power Future tem o diferencial de ser realizada num momento em que o Ceará se consolida como o Estado com a maior potência instalada na fonte eólica, uma vez que estão sendo concluídas as 14 usinas eólicas do Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica)”, explica Abreu. Estes parques serão responsáveis pela produção de 550 MW (megawatts), que representam metade de toda a energia que é precisa para mover o Estado.
A reforma que não existe do Bosque Eudoro Correia
A Prefeitura de Fortaleza expediu sexta-feira a seguinte informação para a Imprensa: ´A reforma do Bosque Eudoro Correia, localizado em frente ao Hospital Militar, na Avenida Desembargador Moreira, entrou, segunda-feira, em sua última etapa, quando foram realizadas a cobertura do piso da quadra poliesportiva, a colocação dos alambrados e a recuperação do piso em mosaico´.
Há algo aí fora de compasso. A reportagem do Jornal Diário do Nordeste registrou em fotografias um situação totalmente diferente, uma semana após divulgado o texto. O que se vê é o que seria a quadra de esportes. Não há reforma nenhuma, não há piso nenhum, não há alambrado nenhum. A situação não é ruim só porque se trata de espaço público, mas porque existe uma informação tornada pública sem que se sustente sobre fatos.
Queríamos lembrar à Prefeita Municipal que em geral mentira tem pernas curtas.
Há algo aí fora de compasso. A reportagem do Jornal Diário do Nordeste registrou em fotografias um situação totalmente diferente, uma semana após divulgado o texto. O que se vê é o que seria a quadra de esportes. Não há reforma nenhuma, não há piso nenhum, não há alambrado nenhum. A situação não é ruim só porque se trata de espaço público, mas porque existe uma informação tornada pública sem que se sustente sobre fatos.
Queríamos lembrar à Prefeita Municipal que em geral mentira tem pernas curtas.
Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
"MP da Grilagem" é inconstitucional
Às vésperas da possível sanção por Lula, o Ministério Público Federal distribuiu uma nota onde afirma que a Medida Provisória 458/2009, batizada por ambientalistas como MP da Grilagem, tem ao menos nove pontos que batem de frente com a Constituição Federal. O texto foi aprovado no dia 3 de junho pelo Congresso e o prazo para sanção se esgotou ontem e a mesma foi assinada pelo Presidente Luís Inácio Lula da Silva.
A nota explica em nova pontos (veja aqui) porque a nova lei "atenta contra a política nacional de reforma agrária, contra a legislação de licitações e prejudica a proteção a populações tradicionais, povos indígenas, quilombolas e também posseiros pobres que foram atraídos para a Amazônia por estímulo governamental". Tudo isso para regularizar inclusive ocupantes ilegais de terras públicas.Há quinze dias, 37 procuradores da República na Amazônia assinaram um documento onde demonstravam sua preocupação com as consequências sociais da nova legislação. Do jornal eletronico O ECO.
A nota explica em nova pontos (veja aqui) porque a nova lei "atenta contra a política nacional de reforma agrária, contra a legislação de licitações e prejudica a proteção a populações tradicionais, povos indígenas, quilombolas e também posseiros pobres que foram atraídos para a Amazônia por estímulo governamental". Tudo isso para regularizar inclusive ocupantes ilegais de terras públicas.Há quinze dias, 37 procuradores da República na Amazônia assinaram um documento onde demonstravam sua preocupação com as consequências sociais da nova legislação. Do jornal eletronico O ECO.
A cidade limpa na visão do Arquiteto Romeu Duarte
Acerca das idéias de despoluição visula de Fortaleza, uma contribuição do arquiteto Romeu Duarte: “A Prefeitura Municipal de Fortaleza precisa mais do que boas intenções para executar o projeto Cidade Limpa. Nos últimos anos, falou-se demasiadamente desse assunto e nada de ações concretas. O que se faz necessário: produzir um diagnóstico das principais agressões à paisagem urbana, identificar os pontos críticos (reconhecendo que a cidade não é homogênea), produzir parâmetros aceitáveis de recuperação urbana e, efetivamente, contratar projetos afinados com essas diretrizes, que vão desde simples pavimentações de calçadas e retiradas de engenhos de publicidade ao restauro de edificações de interesse histórico-cultural.
Esse trabalho de referenciamento do problema e das soluções pretendidas poderia ser realizado pelas Regionais e demais instâncias da PMF, com o apoio de universidades e instituições de pesquisa. Os projetos de requalificação da paisagem urbana, inúmeros, deverão ser contratados junto à iniciativa privada (empresas de arquitetura), mediante licitações de técnica e preço, simples cadastros profissionais e até concursos de arquitetura e urbanismo, conforme a complexidade inerente a cada intervenção. A experiência paulistana, hoje celebrada no mundo inteiro, deu-se (dá-se) assim”.
Da Coluna Política, do Jornalista Fábio Campo, no Jornal O POVO.
Esse trabalho de referenciamento do problema e das soluções pretendidas poderia ser realizado pelas Regionais e demais instâncias da PMF, com o apoio de universidades e instituições de pesquisa. Os projetos de requalificação da paisagem urbana, inúmeros, deverão ser contratados junto à iniciativa privada (empresas de arquitetura), mediante licitações de técnica e preço, simples cadastros profissionais e até concursos de arquitetura e urbanismo, conforme a complexidade inerente a cada intervenção. A experiência paulistana, hoje celebrada no mundo inteiro, deu-se (dá-se) assim”.
Da Coluna Política, do Jornalista Fábio Campo, no Jornal O POVO.
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
Preservação ambiental: Área de Relevante Interesse Ecológico do Cocó
Com 27 votos favoráveis, foi aprovado ontem, na Câmara Municipal de Fortaleza (CMF), Projeto de Lei do vereador João Alfredo (PSOL), que determina a transformação do entorno do Cocó, em ARIE/ Área de Relevante Interesse Ecológico.
A referida matéria proíbe a construção de edifícios, vias públicas e demais equipamentos urbanos em perímetro localizado nas proximidades das avenidas Padre Antônio Tomás, Sebastião de Abreu e da Rua Magistrado Pompeu, sendo permitidas a exploração do turismo ecológico e esporte de baixo impacto ambiental.
A proposição também prevê a criação de um Conselho Gestor composto por representantes dos entes federados, universidades e sociedade civil organizada, a fim de estabelecer e fiscalizar as políticas implementadas na referida Arie.Antes da votação, discursos contrários e favoráveis à propositura foram proferidos por parte dos vereadores presentes. O primeiro deles foi o próprio João Alfredo, o qual fez questão de destacar a situação das áreas verdes da Capital cearense. Segundo ele, em 1968, Fortaleza contava com 66% de sua área coberta por vegetação. Em menos de 30 anos, esse percentual caiu para pouco mais de 7%, baseado no Inventário Ambiental Recursos Hídricos e Orla Marítima de Fortaleza. Portanto, para o parlamentar, a aprovação da matéria se tratava de um interesse da cidade.
Contrapondo os questionamento referentes à constitucionalidade do Projeto de Lei, tendo em vista que o Plano Diretor já faz menção à área beneficiada pela matéria como uma ZIA/ Zona de Interesse Ambiental, João Alfredo foi incisivo: ´estou muito a vontade quanto a constitucionalidade´. Confiança justificada pelos pareceres do Prof. Dr. em Direito, José Albuquerque Rocha e do STF/ Supremo Tribunal Federal, na pessoa do ministro Celso de Melo , o qual fez questão citar: ´ele diz que a ´atividade econômica não pode ser exercida em desarmonia com os princípios destinados a proteção efetiva do meio ambiente´. Portanto a economia se submete a ecologia e não ao contrário´, reforçou o vereador.
Excelente matéria do jornal Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.
A referida matéria proíbe a construção de edifícios, vias públicas e demais equipamentos urbanos em perímetro localizado nas proximidades das avenidas Padre Antônio Tomás, Sebastião de Abreu e da Rua Magistrado Pompeu, sendo permitidas a exploração do turismo ecológico e esporte de baixo impacto ambiental.
A proposição também prevê a criação de um Conselho Gestor composto por representantes dos entes federados, universidades e sociedade civil organizada, a fim de estabelecer e fiscalizar as políticas implementadas na referida Arie.Antes da votação, discursos contrários e favoráveis à propositura foram proferidos por parte dos vereadores presentes. O primeiro deles foi o próprio João Alfredo, o qual fez questão de destacar a situação das áreas verdes da Capital cearense. Segundo ele, em 1968, Fortaleza contava com 66% de sua área coberta por vegetação. Em menos de 30 anos, esse percentual caiu para pouco mais de 7%, baseado no Inventário Ambiental Recursos Hídricos e Orla Marítima de Fortaleza. Portanto, para o parlamentar, a aprovação da matéria se tratava de um interesse da cidade.
Contrapondo os questionamento referentes à constitucionalidade do Projeto de Lei, tendo em vista que o Plano Diretor já faz menção à área beneficiada pela matéria como uma ZIA/ Zona de Interesse Ambiental, João Alfredo foi incisivo: ´estou muito a vontade quanto a constitucionalidade´. Confiança justificada pelos pareceres do Prof. Dr. em Direito, José Albuquerque Rocha e do STF/ Supremo Tribunal Federal, na pessoa do ministro Celso de Melo , o qual fez questão citar: ´ele diz que a ´atividade econômica não pode ser exercida em desarmonia com os princípios destinados a proteção efetiva do meio ambiente´. Portanto a economia se submete a ecologia e não ao contrário´, reforçou o vereador.
Excelente matéria do jornal Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.
Quarta-feira, 24 de Junho de 2009
A falha de San Andreas

A Costa Oeste dos EUA, especialmente a Califórnia, é um dos lugares com a maior atividade sísmica do planeta. É ali que se encontra a conhecida falha de San Andreas, uma gigantesca rachadura visível de 1300 km de extensão que marca os limites entre as duas maiores placas tectônicas do planeta: a placa norte-americana e a placa do Pacífico.
Apesar de não perceptível aos nossos olhos, naquela região a placa norte-americana desliza 14 mm por ano em sentido sudeste enquanto a placa do Pacífico se desloca em sentido oposto a 5 mm por ano. Vez por outra a resistência entre elas aumenta e a energia do movimento se acumula até ser repentinamente liberada. Esse deslizamento entre as placas causa grande instabilidade em todo o Estado da Califórnia e foi a causa do violento terremoto que abalou a cidade de São Francisco em 1906.
A imagem vista acima retrata claramente as consequências desse movimento. A cena mostra uma parte da falha de San Andreas a oeste da Baía de San Francisco, onde a represa de Crystal Springs armazena milhões de litros de água em uma das rachaduras entre as duas placas tectônicas. Um levantamento feito em 2008 mostrou a existência de mais de 300 falhas em todo o Estado da Califórnia.
A cena também mostra a rodovia interestadual I 280, no lado esquerdo da falha e a Rota 91, que cruza desde o topo direito até o centro esquerdo da foto. A Baía de San Francisco é vista no topo direito da cena.
A imagem foi capturada através do radar de abertura sintética UAVSAR a bordo da aeronave Gulfstream III da Nasa, em novembro de 2008. A campanha de sensoriamento tem o objetivo de mapear a mesma região repetidamente com o objetivo de criar uma coleção de mapas em três dimensões do local sobrevoado. Com as imagens os cientistas pretendem visualizar micro deformações topográficas de apenas 3 centímetros, o que pode indicar os pontos da superfície em que as placas estão se tocando.
De acordo com o Instituto de Pesquisas Geológicas dos EUA, USGS, o Estado da Califórnia tem mais de 99% de chances de ser atingido, nos próximos 30 anos, por um grande terremoto superior a 6.7 graus 46% de possibilidades para a ocorrência de um poderoso abalo de 7.5 graus, que os habitantes chamam de "Big One", capaz de sacudir a cidade de Los Angeles com graves consequências. No entender de especialistas, um abalo de grande intensidade poderá causar a separação da Califórnia do resto do continente americano.
Nova Beira Mar
Várias cidades costeiras em todo o mundo, tem recuperado suas faixas de orla, com projetos de requalificação urbana e ambiental. Os melhores exemplos vem do Rio de Janeiro, que tem entre seu patrimonio ambiental o Aterro do Flamengo e a Praia de Copacabana.
Esta proposta que na realidade vem desde a Administração Municipal anterior é plenamente realizável e tem suporte técnico do INPH e LABOMAR/ UFC. Parte da mesma foi realizada com o Aterro do Ideal Clube. Outra parte ficou inclusa a espera de novas oportunidades como esta de dragagem do Porto do Mucuripe, com volume da ordem de 6 milhões de m³, dos quais só 1,2 milhões seriam utilizados nesta "engorda"de praia, que poderia ser de 250 mts de largura, em algumas situações, entre a Praia de Iracema e as imediações da Volta da Jurema.
Esta proposta que na realidade vem desde a Administração Municipal anterior é plenamente realizável e tem suporte técnico do INPH e LABOMAR/ UFC. Parte da mesma foi realizada com o Aterro do Ideal Clube. Outra parte ficou inclusa a espera de novas oportunidades como esta de dragagem do Porto do Mucuripe, com volume da ordem de 6 milhões de m³, dos quais só 1,2 milhões seriam utilizados nesta "engorda"de praia, que poderia ser de 250 mts de largura, em algumas situações, entre a Praia de Iracema e as imediações da Volta da Jurema.
Vereadores pedem apoio para a "engorda"da Beira Mar
Um grupo de vereadores deixou o Palácio Iracema por volta das 20h30min da noite desta terça-feira. Eles se reuniram com o governador, Cid Gomes (PSB), para discutir a proposta da “engorda” da Beira-Mar.
A ideia dos vereadores é utilizar a areia limpa proveniente da dragagem que será feita no Porto do Mucuripe - que equivaleria a cerca de 35% do material retirado do mar - para aumentar em 80 metros a faixa de praia da Beira-Mar. A dragagem vai aumentar a profundidade do porto de 11 metros para 14 metros.No espaço aberto seriam construídas mais “três ou quatro” faixas de rua, além de quadras de esporte.
“A intenção é aproveitar. Já que vai tirar areia, em vez de colocar a areia limpa lá dentro do mar, colocar aqui pra aumentar a Beira-Mar de Fortaleza”, disse o presidente da Câmara Municipal, Salmito Filho (PT). Segundo o vereador, a comissão vai apresentar o projeto à Secretaria de Patrimonio da União, à Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Seman), à Secretaria Executiva Regional (SER) II e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
“O primeiro que nós vamos procurar é logo o Ibama, para ver se tem impacto ambiental. (Para ver) Se o Ibama pode apresentar um parecer prévio autorizando. Se houver um parecer favorável do Ibama e desses órgaos de proteção ao meio ambiente, o Governo do Estado já se comprometeu em ajudar”, afirmou Salmito.
Compareceram à reunião, além do presidente da Câmara, os vereadores Luciram Girão (PSL), Gelson Ferraz (PRB), Iraguassu Teixeira (PDT) e Carlos Dutra (PSDB). Ainda não há previsão de quanto custaria a obra nem de quando ela seria finalizada.
A ideia dos vereadores é utilizar a areia limpa proveniente da dragagem que será feita no Porto do Mucuripe - que equivaleria a cerca de 35% do material retirado do mar - para aumentar em 80 metros a faixa de praia da Beira-Mar. A dragagem vai aumentar a profundidade do porto de 11 metros para 14 metros.No espaço aberto seriam construídas mais “três ou quatro” faixas de rua, além de quadras de esporte.
“A intenção é aproveitar. Já que vai tirar areia, em vez de colocar a areia limpa lá dentro do mar, colocar aqui pra aumentar a Beira-Mar de Fortaleza”, disse o presidente da Câmara Municipal, Salmito Filho (PT). Segundo o vereador, a comissão vai apresentar o projeto à Secretaria de Patrimonio da União, à Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Seman), à Secretaria Executiva Regional (SER) II e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
“O primeiro que nós vamos procurar é logo o Ibama, para ver se tem impacto ambiental. (Para ver) Se o Ibama pode apresentar um parecer prévio autorizando. Se houver um parecer favorável do Ibama e desses órgaos de proteção ao meio ambiente, o Governo do Estado já se comprometeu em ajudar”, afirmou Salmito.
Compareceram à reunião, além do presidente da Câmara, os vereadores Luciram Girão (PSL), Gelson Ferraz (PRB), Iraguassu Teixeira (PDT) e Carlos Dutra (PSDB). Ainda não há previsão de quanto custaria a obra nem de quando ela seria finalizada.
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