sábado, 7 de novembro de 2009

Ceará busca mudar seu perfil turístico

O titular da SETUR/ Secretaria de Turismo, Bismarck Maia, avalia que o Ceará está passando por um processo de transformação no que diz respeito à divulgação como destino turístico. "A promoção estava ´batendo no teto´. Muitas cidades não tinham a infraestrutura necessária não só para receber eventos, mas durante o período de feriado e férias. Não podíamos mais seguir naquele modelo sob o risco de prejudicar esses locais como destinos turísticos". Ele considera que este é um trabalho a ser feito a longo prazo, mas que deve implicar numa mudança no perfil turístico.

Segundo Bismarck Maia, um dos focos da política para o setor é descentralizar as atenções de Fortaleza e investir nas potencialidades do Interior, com promoção de eventos como o "Férias no Ceará". Ele cita falta de abastecimento de água, saneamento básico e questões de acesso como os principais problemas que dificultam a vida tanto do turista como do morador do Interior.

O secretário disse que o Estado tem investido maciçamente nessas áreas por meio do Programa de Desenvolvimento Urbano, além de construir centros de convenções, como o do Cariri (em fase de construção) e de Iguatu, realizado em parceria com as prefeituras.Com relação ao desequilíbrio entre o porte que muitas dessas festas têm e a incapacidade estrutural do município de absorver a quantidade de visitantes, Bismarck diz que também é responsabilidade dos municípios dimensionar as demandas na realização de festivais e mostras. "É preciso que os municípios e as produtoras dividam a responsabilidade".

Fonte Reportagem da Caroline Viana para o Caderno Regional do Diário do Nordeste

Falta infraestrutura para o Turismo no Ceará

Interiorizar o turismo é meta do Estado, mas cidades mostram-se despreparadas para sediar grandes eventos. Grandes eventos realizados em cidades do Interior ajudam a aquecer o turismo, descentralizar as atenções de Fortaleza e promover as potencialidades tanto para quem vive como para quem vem de fora do Ceará. Mas o que se observa durante festivais de música, festas gastronômicas e mostras de audiovisual é que a maioria das cidades não possui uma infraestrutura mínima para absorver o número de visitantes desses eventos, quando o público e a população de pequenos municípios ou distritos chega a dobrar ou triplicar.

Falhas no gerenciamento de trânsito e na segurança, utilização de água e esgoto acima da capacidade do sistema, lixo espalhado nas ruas e o próprio desrespeito dos visitantes são fatores que transformam esses locais num ambiente caótico, levando ao risco desses destinos turísticos, que mal estão se firmando, perderem força.O caso mais recente ocorreu em Guaramiranga.

Durante o feriado prolongado de Finados, foi promovida a versão cearense da Oktoberfest. Mas, mesmo com o planejamento prévio e as ações para tentar minimizar os problemas que já costumam ocorrer nestas festas, os organizadores do festival e a Secretaria de Turismo e Cultura se surpreenderam com as 20 mil pessoas que foram para Guaramiranga durante o feriado.

O trânsito ficou engessado numa cidade com apenas duas ruas principais, que também sofreu com o estacionamento indevido. Muitas pessoas reclamaram do lixo acumulado nas ruas e a presença de pessoas com carros de som na praça, ocasionando poluição sonora.O secretário de Turismo e Cultura, Potiguar Fontenele, reconhece que o município não estava preparado para o que ocorreu. "A Oktoberfest atraiu cerca do dobro de pessoas que vêm para o Festival de Jazz & Blues".

Ele afirma que não chegou a faltar água, mas que o abastecimento ficou "no limite" e faltaram produtos como gasolina e alimentos. "É um tipo de turismo insustentável", define o secretário. Uma das soluções apontadas pelo gestor seria a construção de um centro de eventos fora da cidade. "Penso que seria possível fazer isso no Campo da Batalha, que fica a cinco quilômetros de Guaramiranga", afirma ele.

Segundo Aécio Santiago, da organização da Oktoberfest, o problema é que houve uma concentração excessiva de pessoas em Guaramiranga. Ele avalia que, por um lado, mostra o sucesso do festival promovido na última semana, mas, por outro, revela a necessidade de reorganizar a estrutura do município.

"Marcamos reuniões com o Governo do Estado e a Prefeitura para elaborar um projeto para a próxima edição. Não estamos nos eximindo dos problemas, mas tentamos tornar o impacto mínimo possível. Realizamos ações para disciplinar o trânsito e todo o lixo gerado na Arena da Cerveja foi devidamente recolhido e vai para a reciclagem". A ampliação do número de leitos e a melhoria do acesso ao município são apontados por ele como os principais desafios para melhorar a absorção de turistas.

Um dos eventos mais importantes fora do circuito tradicional do Carnaval cearense, o Festival de Jazz & Blues realiza sua décima edição em 2010, em Guaramiranga. Ao enfrentar os problemas de realizar eventos num local com pouca estrutura, uma das organizadoras do festival, Rachel Gadelha, acredita que um dos segredos para realizar eventos em pequenas cidades é saber equilibrar o porte do que se pretende fazer com o contexto e a cultura locais.

Fonte Reportagem de Karoline Viana no Caderno Regional do Diário do Nordeste.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Recursos hídricos em evidência


O uso da água no cotidiano urbano e rural. A equipe da Poesia da Luz, instituição voltada à promoção de atividades audiovisuais com sede no Cariri, acaba de concluir a primeira etapa do Projeto Água pra que te quero!, um diagnóstico da utilização dos recursos hídricos nas bacias do Banabuiú, Alto Jaguaribe e Salgado. A documentação fotográfica e o mapeamento social na primeira delas, a do Banabuiú, constatam a precariedade do abastecimento de água encanada na zona rural e a falta de consciência sobre o desperdício do líquido. A maioria da população carece de orientação acerca do uso racional desse recurso natural.
Reportagem Alex Pimentel. Caderno Regional do Diário do Nordeste.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Mestre Acácio Gil Borsoi

Faleceu nesta 4a Feira , 04/Novembro, em São Paulo, um dos maiores arquitetos brasileiros da atualidade, ACÁCIO GIL BORSOI. Nascido no Rio de Janeiro/ RJ, filho, esposo, pai, avô e mestre de várias gerações de arquitetos brasileiros, Borsoi diplomou-se no final dos anos 40, na Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil.

Transferiu-se para o Recife com apenas dois anos de formado onde foi um profissional da mais alta relevância. Em Pernambuco, Borsoi participou de várias Diretorias e Conselhos do IAB-PE e foi escolhido como patrono do 19º Congresso Brasileiro de Arquitetos, uma homenagem dentre as várias manifestações de reconhecimento que já lhe foram prestadas ainda em vida. Dentre todas vale ressaltar o Colar de Ouro, comenda máxima da arquitetura brasileira, concedido pelo IAB Nacional, em 2006, pela sua contribuição para a arquitetura e urbanismo brasileiros. Borsoi vai ser velado em São Paulo onde irá ser cremado. Posteriormente as cinzas serão trazidas para Recife, em data a ser divulgada.

Várias de suas obras são referencias marcantes no panorama da Arquitetura Cearense, como a sede da Receita Federal, o Condomínio Residencial Granville, na Beira de Fortaleza, a Residencia Benedito Macedo e a Sede da Holding J. Macedo.

Vazio permeia e fantasma paira sobre 8ª Bienal de Arquitetura

ESPECIAL PARA A FOLHA

Bruno Padovano, idealizador desta edição da Bienal de Arquitetura, sonhava com uma mostra para todos os públicos. Falou até em crianças. Em parte, ele alcançou o feito: tem espaço de sobra para as crianças correrem. A exposição está rarefeita. Faltou conteúdo e curadoria: 60 dias antes da abertura, após declarar nesta Folha que nas edições anteriores "os espaços ficavam às moscas", ele foi afastado.

Sem repetir tendências, o vazio não é privilégio de nenhum andar. O visitante vai encontrá-lo já na entrada, nos estandes de empresas e livrarias. Pela primeira vez, uma empresa especializada comercializou os estandes. Nada contra, se não fosse o fato de conseguirem alugar só 1/5 do disponível. Um pouco acima, no térreo alto, o vazio continua nos ambientes governamentais. É espaço pago e sem conteúdo advindo da curadoria. Na sequência, o próximo piso é dividido pela mostra geral de arquitetos e pelas exposições dos países. Nos dois casos, há sobras e nada da curadoria. Na exposição geral, após pagar, os arquitetos apresentam o que bem entender (apenas vergonhas são barradas).

Os países também pagam, mas possuem curadores próprios que salvam a exposição. Efetivamente, só é possível ver a mão de Padovano no último piso, dividido entre estádios da Copa de 2014 e aquários para workshops estudantis (talvez o único ponto memorável do evento). Para finalizar o roteiro, a última parada é um estande de uma multinacional com 500 m2. "Entrou no final para fechar as contas", conta Mario Yoshinaga, vice-presidente da seção paulista do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil).

O clima é de feira, não de mostra cultural. Um recurso cenográfico desta edição ajuda a diminuir a impressão de vazio generalizado: como se fosse fruto de uma fogueira colorida, nuvens de tecidos com quatro cores identificam cada andar e distraem a atenção do visitante para o teto.

O vazio expressa o pecado original da bienal: ela é de responsabilidade do IAB-SP. Se no passado o instituto foi fundamental para consolidar a profissão no Brasil, hoje sua importância é quase nula. O que sobra é a Bienal -sua vedete. Mas pesa sobre os ombros da maior mostra de arquitetura do país o caráter burocrático do instituto.

Sob esta ótica, há um forte agravante nesta edição: uma disputa política rachou os profissionais do IAB-SP. A diretoria responsável por esta Bienal assumiu a gestão com a ajuda de um chaveiro que arrombou a porta. À sua frente, estava o respeitado Joaquim Guedes. Tão brilhante quanto atormentado, Guedes licenciou-se do cargo para tentar uma vaga de vereador. Antes do pleito, morreu tragicamente atropelado em frente de casa e deixou como herança uma diretoria inexpressiva. A presidente, por exemplo, é Rosana Ferrari, cujo trabalho profissional mais significativo foi o ambiente "Grill Gourmet" em um mostra de decoração de Jundiaí.

A Bienal poderia salvar sua inócua gestão, e o plano incluía Padovano, eleito curador cinco meses antes da abertura do evento. Ele falou em sustentabilidade, errou ao não montar salas especiais para "democratizar" o evento e sua única ideia levada a cabo foi expor os estádios. Um tiro no pé: políticos e empreiteiras escolheram os arquitetos das arenas sem concursos, ou seja, diferente da forma democrática proclamada pelo IAB. Para viabilizar o evento, chegaram a pedir ajuda financeira das cidades-sede. Ora, é conteúdo ou propaganda?

Resumo da ópera: esta é a mais fraca entre todas as bienais já realizadas. Pensando nisso, antes de terminar a visita, fui hipnotizado pelas nuvens coloridas. Elas me pareceram o fantasma colorido de Joaquim Guedes pairando sobre a mostra.

Fernando Serapião é arquiteto e editor-executivo da revista "Projeto Design"

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Programa Cidade do Ceará - Cariri Central

Após realizar estudos por meio de análise de agrupamentos e identificação do potencial econômico de várias regiões, o Governo do Ceará desenvolveu uma estratégia de integração regional com vistas a estimular o crescimento dos centros urbanos secundários e terciários situados fora da região metropolitana de Fortaleza.

O projeto aprovado hoje apoiará a estratégia estadual de integração regional em três áreas principais:
  • Melhoria da infraestrutura para solucionar importantes deficiências, proteger e restaurar o meio ambiente, e aperfeiçoar os serviços públicos para residentes locais e o turismo. Essas medidas abrangerão a infra-estrutura de transporte, um aterro sanitário regional, aprimoramento da drenagem em áreas ambientalmente degradadas, modernização dos centros urbanos, assim como dos espaços públicos utilizados por romeiros, saneamento ambiental e melhorias nos parques urbanos.
  • Desenvolvimento econômico local com base em agrupamentos setoriais para facilitar inicialmente o crescimento dos segmentos de turismo e de calçados, incluindo o estabelecimento do Geoparque Araripe em um importante sítio paleontológico. Outros agrupamentos setoriais serão identificados para receber apoio em uma segunda etapa.
  • Fortalecimento institucional e administrativo regional para melhorar a coordenação e a colaboração entre os municípios do Cariri Central e o governo estadual nas seguintes áreas: (I) elaboração de uma estratégia para o meio ambiente regional; (II) fortalecimento das instituições municipais nos setores de planejamento, desenvolvimento econômico local e gestão financeira, e (III) apoio à Secretaria de Estado das Cidades para a implementação de sua estratégia regional.

Comentário da postagem: o Programa Cidades do Ceará é um seguimento do Programa PROURB/ CE - Projeto de Desenvolvimento Urbano e Gestão de Recursos Hídricos, concebido em 1996 e desenvolvido entre 1998 e 2003, ano em que foram realizados também vários planos de desenvolvimento regional.

Programa Cidades do Ceará: US$ 66 milhões para a Região do Cariri

Recursos são do Banco Mundial e Governo do Estado do Ceará e, financiarão a melhoria do desenvolvimento da economia e da infraestrutura da Região do Cariri através do Programa Cidades de Ceará.

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou, nesta terça-feira (20), autorização para que o estado do Ceará contrate operação de crédito externo, no valor de US$ 46 milhões, com o Banco Mundial, com garantia da União. Os recursos, que serão liberados entre 2009 e 2013, destinam-se ao financiamento parcial do Projeto de Desenvolvimento Econômico Regional do Ceará (Cidades do Ceará - Cariri Central).

O Estado entrará, como contrapartida, com recursos da ordem de US$ 20 milhões. A mensagem do Executivo (MSN 209/09) solicitando a autorização recebeu voto favorável do relator, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE). De acordo com o relator, o financiamento é um dos assuntos mais importantes para o Ceará, pois tem por objetivo reduzir o desequilíbrio socioeconômico entre a Região Metropolitana de Fortaleza e o interior do estado.

Segundo Valadares, o Ceará terá, já considerando esse empréstimo, dispêndio médio com os serviços de sua dívida consolidada de 4,46% de sua receita corrente líquida, valor, como observou, bastante inferior ao permitido, que é de 11,5% da receita. Na defesa da proposta, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) afirmou que os recursos serão importantes para a qualidade de vida das pessoas que residem na região. A matéria seguirá para o exame do Plenário, em regime de urgência.

Diretrizes de gestão do Geopark Araripe


Alguns equívocos estão sendo cometidos na gestão do Geopark Araripe.

O primeiro deles é não considerar que nossas potencialidades são únicas e notáveis em todo o mundo. Temos a maior quantidade de registros fósseis do Período Cretáceo do planeta, sendo os Fósseis de Santana os mais íntegros documentos da História da Terra e das origens da vida. Temos agregado a isto uma Floresta Nacional, dotada de um panorama de biodiversidade desconhecido, mas integralmente mantida como tal há 60 anos. O contexto cultural, a expressão popular e amiencia religiosa da Região do Cariri nos distinguem completamente do restante do país, tanto que este patrimonio imaterial está em vias de ser considerado um dos mais relavantes do Brasil.

O segundo equívoco é desconhecer, propositalmente, que todas as realizações feitas anteriormente entre 2005 e 2006, que deram origem a outras mais extensivas a 2007/ 2008/ 2009, que levaram ao reconhecimento e credenciamento da região pela UNESCO, na 2nd Global Conference on Geoparks, em Belfast, na Irlanda indicaram que o acervo do Museu da Paleontologia da Urca, em Santana do Cariri será uma das principais ancoras deste conceito de Geopark proposto(1), que as escavações de pesquisa do Sítio Canabrava estão de acordo com as recomendações internacionais e podem se transformar em museu ao ceú aberto, a semelhança de vários outros existentes no mundo(2); que toda a informação e identidade visual dos geotopes foram feitas de acordo com rigor recomendado pela UNESCO e que material informativo tem qualidade excepcional(3) e que há necessidade expressa e obrigatoria da manutenção escritório de informações do Geopark Araripe, no Crato, como o portal de informações deste conjunto de monumentos naturais protegidos(4).

O terceiro equívoco é imaginar que a transposição de modelos de gestão europeus e notadamente portugueses, vistos na várias viagens interncionais recentemente realizadas é de alguma forma significante ao que devemos construir na nossa realidade regional, quando aqui mesmo, ao nosso lado existem experiencias notabílissimas com reconhecimento internacional, como são os casos do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Estado do Piauí, administrado há quase 30 anos pela Fundação do Homem Americano e o Parque Nacional do Arquipélago de Fernando de Noronha, administrado pelo próprio IBAMA.


Conviria aos atuais gestores do Geopark Araripe, verificar e absorver tudo o que foi feito, na trajetória recente de consolidação deste conceito, desde a exposição Araripe: Ciencias da Terra, Ciencias da Vida, na Fundação Alvares Penteado, em São Paulo, coordenada pela Fundação Araripe, que infelizmente nunca chegou até nós(1), a montagem do Aplicattion Dossier UNESCO, que levou ao credenciamento do Geopark Araripe(2); as várias exposições sobre o Geopark Araripe e Fósseis de Santana, feitas no Market Place, em Osnabrück, na Alemanha(3), no Parque de Exposições do Crato(4), no Centro de Arte e Cultura Dragão do Mar, em Fortaleza(5) e Centro de Convenções de Salvador, naquela cidade(6). Além da várias reportagens inclusive do Programa Globo Ciencia(6) e Canal Futura(7) sobre o assunto e ver direitinho o que se passa.

Verificando amiúde se esta "reinvenção da roda" tal qual está sendo proposta é adequada.

Avanços compartilhados no Litoral Leste


Os Municípios do Litoral Leste estão se articulando para revigorar o Fórum de Turismo que os congrega. O empresário José Ruy Barbosa, dirigente da Associação dos Empreendedores de Canoa Quebrada, assumiu a presidência da instância e iniciou uma série de encontros para avaliar o potencial da região. A ideia é conciliar turismo, cultural, ambiente e geração de renda.

Fonte: Coluna Comunicado do Diário do Nordeste,

Comentário da postagem: Esta é um ótima idéia. Canoa Quebrada é hoje um dos mais requsitados destinos turísticos internacionais do Estado Ceará e de quebra uma localização totalmente equipada e infraestruturada do ponto de vista urbanístico, com redes de saneamento básico e distribuição de água tratada.

domingo, 1 de novembro de 2009

Inteligencia para sobreviver

Esta semana, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que cria o Fundo Nacional sobre Mudanças do Clima. Esse fundo vai ser abastecido em boa parte com recursos da exploração do petróleo e da mineração já destinados ao Ministério do Meio Ambiente e tem como meta financiar projetos para reduzir o desmatamento e incentivar novas tecnologias ecologicamente corretas para o setor produtivo não parar.

A previsão é de captar R$ 720 milhões por ano, incluindo possíveis doações de empresas privadas. A aprovação do fundo seguiu outra questão climática discutida esta semana na Câmara, a do Plano Nacional sobre Mudanças Climáticas, que prevê que a área de plantio de arvores deve passar, até 2020, de 5,5 milhões de hectares para 11 milhões, também como meio de combater o aquecimento global. Os dois projetos agora serão analisados pelo Senado, para ainda em dezembro serem levados pelo presidente Lula a Copenhague para mostrar que o Brasil, apesar de país "em desenvolvimento", também pode fazer a sua parte nessa história.

É engraçado que a maioria das pessoas comuns (e eu me incluo nessa relação) ainda não tenha se dado conta da gravidade da situação vivida no mundo hoje. As projeções, de tão catastróficas, acabam sendo pouco acreditadas, ainda mais quando a agenda mundial mais premente é a "recuperação da economia", o que, de quebra, significa ter de poluir mais para produzir mais
gastando menos.

Aprovar projetos com teor ambiental como esses não deixa de ser um avanço, mas não dá para acreditar que só com isso o Brasil estará fazendo de fato a sua parte. Em nome do desenvolvimento, ainda estão em curso projetos que vão exatamente na contramão desse discurso, como termelétricas e siderúrgicas a carvão, que, por mais riquezas que possam trazer, inevitavelmente jogarão no ar toneladas do tão condenado dióxido de carbono, vilão máximo do aquecimento global.

Mais uma vez, vai pra mesa o embate entre discurso e prática: de nada adianta belos projetos e pregações de que vamos contribuir para a redução dos gases maléficos para o planeta, se incentivamos esse tipo de empreendimentos. Por outro lado, não dá para acreditar que é melhor ficarmos longe do desenvolvimento, renegando termelétricas e siderúrgicas, em prol de um meio ambiente mais saudável.

Se cada um deixasse de pensar só em benefício próprio, incluindo a necesssidade de lucros estratosféricos que poucas vezes se revertem em benesses sociais, para aderir, sempre que for possível, a soluções mais inteligentes que tenham em vista o futuro da sociedade, com certeza seriam encontrados meios de se harmonizar a busca pelo desenvolvimento com o cuidado para a preservação da própria espécie humana.

Coluna Politica do Jornal O POVO por Kamila Fernandes.

Reunião Preparatória do Congresso Brasileiro de Geoparks


Transcorreu na tarde desta última 6a feira, dia 30/10, no Salão dos Atos da URCA, a primeira reunião preparatória do Congresso Brasileiro de Geoparks, que acontecerá na primeira semana de Dezembro/ 2009, no Crato, organizada pelas: Secretaria da Ciencia, Tecnologia e Ensino Superio, Secretaria das idades e Secretaria do Turismo. Presentes os Secretários Joaquim Cartaxo/ Cidades e Teresa Lenice Mota/ SCT além de outros membros do Governo, representantes de Prefeituras Municipais, ONGs, pesquisadores.

Apresentaram-se as experiencias do Geoparks Naturtejo e Arouca, ambos em Portugal, além de outras situações européias relevantes, resultados de inúmeras viagens de membros do "staff"governamental àquelas situações.

Mas o ponto alto da reunião foram os vários depoimentos ressaltaram a necessidade de urgentemente se consolidar o Geopark Araripe, dando continuidade aos trabalhos iniciados em 2006, de seleção dos principais locais de registros relevantes, de orientação e identidade visual destes geossítios, de melhorias ao Museu da Paleontologia, a necessidade de um plano de divulgação e ações de educação ambiental tendo em conta que a região do Araripe além de possuir todo este contexto geo ambiental exuberante e registros fósseis notáveis, inclusos neste caldeirão cultural que é o Cariri, aspectos reconhecido pela UNESCO, como relevantes no contexto mundial.

Houveram registros diversos que agora temos todas as condições de finalmente dar continuidade a consolidação do Geopark Araripe, este sistema de monumentos naturais e situações relevantes que muito poderá contribuir para o desenvolvimento sustentável da região do Cariri e Bacia Sedimentar do Araripe, por conta de todas as ações realizadas e notadamente pela finalização dos Levantamentos e Estudos Técnicos Científicos dos Geotopes do Geopark Araripe e do contexto onde os mesmos estão incluídos nos municípios de Santana do Cariri, Nova Olinda, Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha.

Entretanto restaram várias e várias grandes dúvidas no ar, que esperamos ver sanadas em muito breve:


  • O Museu de Paleontologia da URCA, em Santana do Cariri, apesar de todos os esforços da Universidade em requalificá-lo, desde 2005, quando foi elaborado o projeto de reforma e modernização, tem uma reforma que se arrasta há um ano e há uma imensa carencia de recursos para finalizar este conjunto de melhorias.

  • Também não existem ainda os necessários projetos Museológicos e Museográficos, de organização o seu magnífico acervo, que é um patrimonio nacional, à visitação pública, além de dotações especiais para estas ações. Este equipamento é a ancora principal do Geopark Araripe.

  • O Sítio Cana Brava, propriedade da URCA, local de pesquisas de registros fósseis em concreções - as pedras que possuem fósseis em seu interior - denominado Geotope Santana, que poderia se transformar, imeditamente, em museu a ceú aberto, de acordo com as recomendações do Prof. Gero Hillmer, um dos mais renomados paleontologos da Alemanha e durante quase duas décadas Diretor do Instituto e Museu de Paleontologia da Universidade de Hamburg. Mas as edificações de apoio e a proposta de urbanização e agenciamento da paisagem não tem concluídos os trabalhos também iniciados em 2006. Esta situação poderia ser uma segunda ancora principal do Geopark Araripe.

  • O Escritório Sede do Geopark Araripe, instalado na Praça Alexandre Arraes, na área central do Crato, que foi imaginado como o Portal do Geopark aos visitantes da região, que infelizmente permanece ainda não operando de acordo com sua proposta original, poderia ser imediatamente reatido plenamente.

  • Urge a realização urgenciada de um Plano de Negócios e Gestão do Geopark Araripe, como foi sugerido pela Secretaria das Cidades e discriminado no acordo com o Banco Mundial, como requisito básico ao Programa Cidades do Ceará - Região do Cariri Central.

Como diz o dito popular: "O tempo ruge".


Imagem área de uma das maravilhas do Cariri e Bacia Sedimentar do Araripe, que é o Canyon da Cachoeira de Missão Velha/ Geotope Devoniano, com seus quase 3 quilometros e extensão. Fotografia de Daniel Roman. Acervo Ibi Tupi.

sábado, 31 de outubro de 2009

Falta um Plano para a Amazonia


"Quando um viajante britânico passou pela região em 1911, contou que um dos moradores lhe disse: 'Governo? O que é isso? Não sabemos de governo nenhum aqui!'. O local era um paraíso para bandidos, fugitivos e caçadores de fortuna com armas na cinta, laçando onças para fugir do tédio e matando sem hesitação", escreveu sobre a Amazônia o repórter David Grann em seu livro Z - A cidade perdida, deste ano.

De lá para cá muita coisa mudou, ou não, principalmente quando o assunto é presença do governo e planejamento para a região. Especialistas, empresários, ongs e administradores públicos reunidos em Belém no último dia da terceira edição do Fórum Amazônia Sustentável apontaram que a ausência do Estado, a falta de orçamento e a inexistência de um plano global de desenvolvimento mantêm o atraso presente na Amazônia. José Eli da Veiga, da Universidade de São Paulo, comentou que falta um projeto nacional para desenvolver a região. “O PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) é o único plano que o governo tem para pôr na mesa em relação à Amazônia’’, criticou.

Segundo ele, a omissão do Estado brasileiro em relação a propostas de desenvolvimento na região deverá ser suprida em parte pelas empresas e ONGs que lá atuam. “Mesmo assim, o governo precisa estar presente e não apenas asfaltando estradas e construindo usinas”, disse o especialista.

Já Ignacy Sachs afirmou que é preciso uma revolução tecnológica a partir de investimentos maciços e estímulo à educação científica. Ele apontou para a necessidade de investimentos em pesquisa sobre biodiversidade, implementação efetiva do Zoneamento Econômico Ecológico e exigência de certificação para os produtos florestais. “Com 25 milhões de habitantes e a maior biodiversidade do planeta, a Amazônia tem condições de se tornar um laboratório para as sociedades do futuro", destacou o diretor do Centro de Estudos sobre o Brasil Contemporâneo da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris.

Para o representante do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), Rubens Gomes, tão urgente quanto isso é combater a tentativa de desmonte da legislação ambientalista que está em curso no país. “O fórum deverá se posicionar sobre isso em um documento a ser enviado ao governo”, adiantou Gomes, conforme nota distribuída pela assessoria do evento.

Fonte: Jornal O ECO http://www.oeco.com.br/salada-verde
Foto de Araquém Camara exposta na Exposição Amazonia - Brasil, em Abril/ 2008 no Pier 17/ South Street Seaport/ New York, com curadoria do Designer Gringo Cardia.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Turismo no Ceará recebe incentivos para a Copa 2014

Sete eixos estão no foco dos investimentos no Ceará para receber os jogos da Copa do Mundo de 2014, com objetivo de atrair famílias, jovens interessados em esporte e aposentados dos Estados Unidos (EUA). Para "fisgar" esse público, os recursos de US$ 100 milhões do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) Nacional Fortaleza são destinados às áreas como meio ambiente e saneamento, transporte e logística, saúde, segurança, energia e telecomunicações, além de turismo.

O Ministro do Turismo, Luiz Eduardo Barreto, e a Prefeita Luizianne Lins assinaram ontem o memorando de entendimento para a execução do Prodetur Nacional Fortaleza. Dos US$ 100 milhões, US$ 50 milhões são recursos da Corporação Andina de Fomento (CAF) e US$ 50 milhões dos ministérios do Executivo, que podem ser provenientes do Orçamento Geral da União (OGU). O prazo para aplicação dos recursos é até 2010.

A previsão é de que, em oito meses, os recursos comecem a ser liberados. Mais recursos do Prodetur devem ser direcionados à Capital. O diretor nacional do Prodetur, Edimar Gomes da Silva. Ainda não estão fechados valores, mas recursos para qualificação profissional, sinalização turística devem ser liberados. "Não foi fechado o planejamento de 2010, mas certamente teremos mais recursos. Terão diversas ações em andamento em 2010 em Fortaleza".

Fonte Jornal O POVO

New York mais verde

O governo da cidade de Nova York anunciou na última semana um plano municipal de mudanças climáticas. São 30 iniciativas com quatro áreas-alvo: prédios verdes, energias renováveis, comércio de carbono e finanças e bairros eco-friendly. Serão 7,5 milhões de dólares a serem investidos pelo governo local, mais incentivos federais.

Entre as medidas que serão adotadas estão o estabelecimento de “zonas solares”, áreas da cidade com padrões desejáveis para a implementação de equipamentos de geração de energia solar, como certos telhados; lançamento de uma “bolsa solar”, um incentivo financeiro para estimular a criação de projetos neste sentido; programas de treinamento para interessados em explorar oportunidades no comércio de carbono; criação de Green Knowledge Centers, para suprimir o déficit na demanda por qualificação profissional avançada para implementação de iniciativas verdes e o lançamento de um Guia Verde, com atualizações freqüentes de fontes de financiamento disponíveis às empresas do setor.

Nos últimos dois anos, a cidade trabalhou com mais de 20 agências, realizou 145 entrevistas e consultou diversos especialistas de toda a indústria para determinar o alcance da cidade no setor verde, identificando entre 12 mil e 14 mil postos de trabalho existentes. O objetivo do Plano, chamado PlaNYC, é diminuir em 30% as emissões de gases estufa da cidade até 2030.

Fonte O ECO http://www.oeco.com.br/blog-ecocidades

A Austrália à espera do aquecimento

O governo australiano anda dividido: com 80% de seus 21 milhões de habitantes vivendo no litoral, qual a melhor medida a ser tomada com a elevação no nível do mar causada pelo aquecimento global? Deslocar toda essa população ou construir barreiras? Relatório de uma comissão parlamentar de mudança climática lançado ontem (27) mostrou que a política do país voltada para o tema atualmente é muito fragmentada e que as autoridades precisam adotar uma política nacional urgente para coordenar os novos códigos de construção costeira, os deslocamentos e planos e evacuação.

Segundo o documento, a subida do nível médio do mar não é a principal ameaça às propriedades localizadas na costa, mas sim as tempestades freqüentes e alterações das marés, que representam maior risco. Estima-se que 711 mil casas estão a menos de 6 metros acima do nível do mar e que os impactos do aquecimento do planeta podem causar prejuízos de 150 bilhões de dólares ao país.

Fonte O ECO http://www.oeco.com.br

Caravana do Geoprocessamento

Técnicos do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) estão percorrendo diversos municípios amazônicos para capacitar instituições públicas para o uso do programa Terraview, do INPE, a fim de promover melhorias na gestão ambiental local. Até agora já passaram pelo curso técnicos de 35,3% dos 779 municípios da Amazônia Legal, com enfoque nos que têm maiores problemas de desmatamento.

Até o fim do ano serão treinadas mais nove turmas, que passam a ter acesso a bancos de dados com imagens de satélite de cada localidade, podendo servir de base para elaboração de diagnósticos ambientais municipais, úteis para administração pública, como mapa de aptidão agrícola, resíduos sólidos e potencial turístico ou mineral.

Fonte O ECO http://www.oeco.com.br/

Aberta Romaria dos Finados em Juazeiro

A expectativa é de que até terça-feira, a cidade receba algo em torno de 600 mil fiéis para participarem das celebrações católicas na cidade de Juazeiro do Norte, no Cariri, no Sul do Estado do Ceará. A romaria de Finados foi aberta na noite de ontem, com duas celebrações, uma na Praça dos Romeiros, presidida pelo bispo de Propiá, em Sergipe, dom Mário Rino Savieri, e outra pelo bispo diocesano, dom Fernando Panico, no Santuário dos Franciscanos, às 19 horas, reunindo milhares de pessoas de diversos estados do Nordeste. A perspectiva da igreja é que a cidade até terça-feira receba cerca de 600 mil fieis.

Este ano, a romaria da esperança, em memória de finados, tem como tema das celebrações, com missas até a terça-feira nos Franciscanos, Basílica de Nossa Senhora das Dores e Capela do Socorro, onde estão sepultados os restos mortais do padre Cícero, "Mãe das Dores, Padre Cícero e São Francisco: Caminho de Paz e Justiça para Cristo. Este ano, a romaria de Finados será uma das mais simples e também com menos dias de realização.

A partir de hoje, serão realizadas, sempre às 18 horas, saindo da Capela do Socorro até a Basílica, procissões que vão até o dia primeiro, dia de Todos os Santos. Nesta data, também Dia do Romeiro, em Juazeiro, será realizada no início da noite procissão com imagens de santos, levados pelos próprios fieis. Ontem pela manhã já se registrava a chegada de grande número veículos de vários estados, principalmente de Sergipe e Pernambuco. Nesta romaria, é comum a participação de pernambucanos. Também de caminhões paus-de-arara.

A reorganização do comércio informal nas proximidades do Santuário dos Franciscanos tem facilitado o tráfego na área, uma das mais movimentadas na romaria. É tradição a chegada dos carros e três voltas com buzinaço em torno da imagem de São Francisco. O passeio das almas, uma breve caminhada numa passarela sobre os arcos do Santuário, é também uma parte obrigatória do ritual de quem chega ao local neste período do ano. Durante a celebração na praça dos romeiros, o padre Paulo Lemos, administrador da Basílica, saudou os romeiros que começavam a chegar na cidade, destacando esse como um dos momentos fortes das romarias de Juazeiro do Norte. "É com alegria que recebemos cada romeiro" , disse.

Uma programação paralela às celebrações foi preparada pela administração, dentro das comemorações a caminho do centenário da cidade, em 2011. Na manhã desta sexta-feira, a beata Maria de Araújo, que protagonizou o milagre de Juazeiro, ganha placa no local onde nasceu no dia 24 de maio de 1863. A solenidade será às 9 horas com as presenças do prefeito Manoel Santana e do diretor adjunto dos Correios, Francisco de Assis Marques.

Reportagem de Elisangela Santos para o Caderno Regional do Diário do Nordeste.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

MPF/ CE quer agora a paralisação total das obras do parque eólico de Aracati

O Ministério Público Federal no Ceará recorreu, por meio de agravo de instrumento, ao Tribunal Regional Federal da 5ª região, com sede no Recife, pedindo a reformulação da última decisão dada pela Justiça Federal, no sentido de não apenas impedir a instalação de novos aerogeradores, mas de determinar a imediata paralisação das obras do Parque Eólico de Aracati, situado no Distrito de Cumbe/Canavieiras, de responsabilidade da empresa Bons Ventos Geradora de Energia S/A. Para o MPF, o retorno das atividades do Parque Eólico de Aracati somente se dará após o Estudo de Impacto Ambiental – EIA-RIMA.

Em 26 de outubro, a Justiça Federal apreciou o pedido do Ministério Público Federal, mas o juiz apenas acatou em parte, determinando à empresa responsável pelo dano ambiental que suspendesse as obras de construção das torres dos aerogeradores cujos os procedimentos de implantação ainda não tiveram início, no caso, são apenas três torres de um total de 67 torres das Usinas Eólicas. Para o procurador da República Luiz Carlos Oliveira Júnior a decisão foi restritiva, com isso a sua reformulação se faz necessária por ser suscetível de causar lesão grave e de difícil reparação.

Segundo o procurador da República em Limoeiro do Norte, Luiz Carlos Oliveira Júnior é necessária a observação quanto aos laudos existentes no processo, que atestam, com a existência dos aerogeradores das Usinas Eólicas, os graves danos causados ao meio ambiente e ao patrimônio cultural, que são os sítios arqueológicos, nas dunas móveis e fixas das Praias do Cumbe/ Canavieiras, resultando em terraplanagem do local, desmonte de dunas e desmatamento da vegetação protetora do ecossistema.”

Fonte Site MPF/CE

Floresta Zero: Camara prepara uma superanistia para o desmatamento


A Comissão de Meio Ambiente da Câmara vota nesta quarta-feira (28) um projeto de lei que anistia mais de 35 milhões hectares de desmatamento ilegal no país. A área corresponde a cerca de sete vezes o estado da Paraíba, nove vezes o estado do Rio de Janeiro ou 18 vezes a área de Sergipe, cujo território tem o tamanho de Israel.


A proposta, que não precisa passar pelo Plenário, é um substitutivo ao Projeto de Lei 6424/05, do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA). Batizado pelos ambientalistas de “FLORESTA ZERO”, o texto foi preparado pelo deputado ruralista Marcos Montes (DEM-MG). Na prática, o projeto isenta de multas ambientais proprietários de áreas desmatadas ilegalmente e dispensa a obrigatoriedade de recompor florestas degradadas. Veja a íntegra do substitutivo ao PL 6424.

O projeto original permitia apenas a reposição florestal com espécies não nativas (veja o PL original). Mas o relator aproveitou para acrescentar outras mudanças no Código Florestal (Lei 4771/1965). Marcos Montes repassa para os estados, por exemplo, a competência de definir os percentuais de reserva legal e de áreas de proteção permanente (APPs). A proposta segue na mesma direção do projeto ruralista de criação do Código Ambiental Brasileiro.

Fonte Congresso em Foco/ Blog do Eliomar de Lima

Prefeitura entrega mais um serviço à cidade: a falta de educação

Na edição de ontem do O POVO as repórteres Mariana Toniatti e Yanna Guimarães publicaram reportagem mostrando que das 21 obras consideradas prioritárias pela Prefeitura Municipal de Fortaleza – e que deveriam ser concluídas até 2008 -, apenas três foram entregues. Na edição impressa é bem mais fácil visualizar, pois há um quadro explicando o andamento de cada uma das obras.

A matéria é irretocável, baseada em fatos, dados e números – para os quais seria preciso respostas objetivas da administração pública e não simples declarações de intenções.
Pois as repórteres foram atrás dessas respostas e ouviram de Geraldo Accioly, coordenador de projetos especiais da Prefeitura, na edição de hoje:

“Vocês precisam ter mais paciência”

Isso quando ele mostrou seu lado educado, pois, por outro, disse o seguinte: “Não vou ficar aqui fazendo seminário sobre o problema dos atrasos. Vou perder muito tempo. Você vai, pega a sua matéria e diz: ‘Fui e disseram que ia terminar, não terminaram’”. Accioly foi o mesmo a dizer que os vereadores de oposição queriam "ver sangue" para obter votos, quando estes denunciaram que haveria um "afundamento" nas obras do Hospital da Mulher - e acabou recebendo uma moção de repúdio da Câmara.

Mas o negócio não ficou por aí. Rocicleide Silva, coordenadora do projeto Vila do Mar disse que prefere apresentar o projeto “em sua complexidade” a discutir “nesse nível (sic)“, conforme relata a matéria. “Até perguntei se valia a pena a entrevista”, concluiu a coordenadora.

Os administradores da Prefeitura vêm culpando a “burocracia dos contratos e licenciamentos” para o atraso das obras e, também, “a falta de dinheiro”. Quanto ao primeiro caso – se essa é a questão – eles deveriam prever esse tipo de problema. Sobre a “falta de dinheiro” é tarefa da administração consegui-lo ou saber o quanto podem gastar.Em ambos os casos uma coisa é certa e está na plena governabilidade dos administradores: eles poderiam se abster de fazer promessas que não podem cumprir.

Da administração Juraci Magalhães, os repórteres que cobriram o período se lembram, também era muito difícil obter informações; o negócio era meio caótico. A diferença é que Juracy era mais educado e mais bem-humorado.

Fonte Blog do Plínio Bortolotti http://blog.opovo.com.br/pliniobortolotti/

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Sítio Caldeirão, o Araguaia do Ceará

No CEARÁ, para quem não sabe, houve também um crime idêntico ao do “Araguaia”, contudo pior em proporções, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará no ano de 1937, contra os camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, quando através de bombardeio aéreo, e depois, no solo, com tiros de fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram mulheres grávidas, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas.

Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará foi de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO / CRIME CONTRA A HUMANIDADE é considerado IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira bem como pelos Acordos e Convenções internacionais, e foi por isso que a SOS - DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - Ceará, ajuizou no ano de 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que sejam obrigados a informar a localização exata da COVA COLETIVA onde esconderam os corpos dos camponeses católicos assassinados na ação militar de 1937.

Vale frisar que a Universidade Federal do Ceará enviou pessoal no início de 2009 para auxiliar nas buscas dos restos dos corpos dos guerrilheiros mortos no ARAGUAIA, esquecendo-se de procurar na CHAPADA DO ARRARIPE, interior do Ceará, uma COVA COM 1000 camponeses.Seria discriminação por serem “meros nordestinos católicos”?

Ao final pedimos o apoio de todos nessa luta, no sentido de divulgar o crime praticado contra os habitantes do SÍTIO CALDEIRÃO, bem como, o direito das vítimas de serem encontradas e enterradas com dignidade, para que não fiquem para sempre esquecidas em alguma cova coletiva na CHAPADA DO ARARIPE.

Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
OAB/CE 9288 – (85) 8613.1197Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS http://www.sosdireitoshumanos.org.br/

Juazeiro sediará Encontro Brasileiro de Geoparks


Está previsto para acontecer em Dezembro, neste município, o I Encontro Brasileiro de Geoparks: fortalecendo novas candidaturas. A proposta inicial do evento foi apresentada no último fim de semana, durante reunião na Universidade Regional do Cariri (Urca), com a presença da secretária adjunta da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitec), Teresa Mota, além da administração superior da instituição.Também foram convidados a participar da reunião de apresentação da proposta instituições parceiras do Programa Geopark Araripe, como o Sebrae, Fundação Casa Grande, de Nova Olinda, Fundação Araripe e o Instituto Chico Mendes.
A ideia é reunir diversos representantes de instituições junto com a Universidade, no próximo dia 30, para construir e finalizar a programação do evento reunindo também integrantes do trade turístico regional. Será um encontro preparatório. Pela manhã, será feita uma reunião interna e, à tarde, o compartilhamento e discussão das temáticas a serem apresentadas.
Para o encontro será elaborada uma rota turística incluindo os principais geotopes para apresentar aos representantes de estados visitantes, além da cultura local. Serão convidados para o encontro nacional representantes de seis Estados brasileiros. O evento irá acontecer nos dias 11 e 12 de dezembro.


O Geopark Araripe é o único do Hemisfério Sul e o objetivo deste encontro é estimular novas candidaturas de áreas que possam se tornar espaços de Geoparks junto à Unesco. No próximo ano, está previsto para acontecer na região o Encontro Panamericano de Geoparks.


Fonte Caderno Regional do Diário do Nordeste.
Imagem da Baía dos Porcos em Fernando de Noronha. O geopark brasileiro a espera de credenciamento.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Devastação de dunas por parques eólicos ganha midia nacional


“As paisagens litorâneas do Ceará têm ganhado novos componentes nos últimos tempos: altas torres brancas com enormes hélices, que captam a força dos ventos para geração de energia. Considerada uma das formas mais limpas de se produzir energia elétrica em vigor no mundo, a energia eólica, porém, tem sido questionada no Estado, onde ações do Ministério Público Federal têm denunciado diversos problemas socioambientais causados na instalação dos parques eólicos.

Considerada uma das formas mais limpas de se produzir energia elétrica em vigor no mundo, a energia eólica, porém, tem sido questionada no CE. Progresso esperado com energia eólica não reflete realidade de comunidades do Ceará. Entre os problemas estão a devastação de dunas, o aterramento de lagoas, interferências em aquíferos, a destruição de casas e conflitos com comunidades de pescadores.

“Apresentam o projeto como se fosse ser feito numa praia deserta, mas não, há pessoas que vivem nesses lugares a vida toda e que agora sofrem uma interferência violentíssima”, disse o promotor Paulo Henrique de Freitas Trece, de Camocim (cidade localizada a 370 km de Fortaleza). “Fora isso, estamos perdendo todas as nossas dunas. É uma situação dramática.”

O Ceará hoje concentra o maior parque eólico do país, com 267,90 MW (megawatts) de energia sendo geradas pelo vento em 11 usinas já instaladas. Até o final do ano, há uma perspectiva de que sejam alcançados 518,33 MW de potência, com a inauguração de outros três grandes parques. O último parque inaugurado é o maior do Nordeste, justamente o de Camocim (onde Trece atua), na Praia Formosa. Só essa usina tem capacidade para gerar 104,1 MW de energia.

Segundo um estudo da Secretaria de Infraestrutura do Estado, com toda a capacidade instalada, o Ceará evitaria o equivalente à emissão de 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono (o maior vilão do aquecimento global) por ano, quantidade que acabaria sendo lançada ao ar se toda essa energia fosse produzida de outras formas, como pelas termelétricas.

Com o primeiro leilão de energia eólica a ser realizado pelo governo, marcado para o dia 25 de novembro, a expansão do setor deverá ser ainda mais acelerada. Em todo o país, 441 projetos se inscreveram para participar da seleção comandada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), com propostas para gerar ao todo 13.341 MW de energia. Desse total, 72% são do Nordeste. O Ceará é o segundo com maior número de projetos inscritos, 118 (com proposta de captar 2.743 MW a mais de energia) – perde apenas para o Rio Grande do Norte, que tem 134 projetos (4.745 MW).”

Fonte Portal UOL

Projeto dá oportunidade a jovens do semiárido


ONG Verde Vida desenvolve projeto social com jovens da zona rural do Crato e ganha apoio de entidade do exterior. O Nordeste seco, esturricado pelo sol causticante, é também o berço de ideias que florescem no meio do pedregulho. Assim é a catingueira, uma árvore que, apesar da adversidade, mantem-se viva no meio da Caatinga. O exemplo de resistência vem justamente do Sítio Catingueira, uma das áreas mais secas do Crato. Como a planta que se ergue altaneira, na terra árida, um grupo de jovens simples, pobres, filhos de agricultores, se destaca pela criatividade.

O Programa Ações Culturais para Povos Rurais, da ONG Verde Vida, com sede no Sítio Catingueira, foi indicado como semifinalista entre os 1.917 inscritos na oitava edição do Prêmio Itaú-Unicef 2009. A solenidade de premiação regional ocorreu no "Museu do Homem do Nordeste" em Recife, com a presença dos promotores do evento, avaliadores, integrantes das Comissões Técnicas Regionais e autoridades. O programa não conseguiu passar para a final, no entanto, para o presidente do "Verde Vida", Genivan Brasil, esta classificação abrirá portas para melhor interagir com outras instituições do gênero no País.

O projeto atende 150 crianças e adolescentes com faixa etária entre 5 e 17 anos, além do acompanhamento de 15 famílias e jovens que recebem apoio educacional. Na sede rural foram construídos uma quadra de esporte, parque infantil, refeitório e salas de aula. Tudo funciona em uma área de dois hectares, em meio a canteiros de frutas e verduras, uma pequena horta e criação de peixes ornamentais em tanques.

No Distrito de Ponta da Serra, funciona um núcleo equipado com computadores, ilha de edição, para a produção dos vídeos e suporte técnico das ações na área de comunicação. Quando a reportagem do Diário do Nordeste chegou ao local, os jovens estavam concluindo um vídeo sobre o Caldeirão do beato José Lourenço. O documentário faz parte do trabalho que é realizado na região com a finalidade de resgatar a cultura popular.

O coordenador do projeto, Marcos Antônio Xenofonte, lembra que "em 2004 estiveram na Alemanha quatro adolescentes que levaram um pouco da nossa cultura". Em 2007, foram convidadas 11 crianças e adolescentes do projeto para mais uma vez mostrarem os valores culturais, grandeza e a simplicidade de uma comunidade antes esquecida do sertão nordestino.

O "Verde Vida" recebe visitas de entidades sociais, poderes públicos e universidades, para pesquisas, estudos e intercâmbios, o que faz da ONG uma referência na ação com jovens no Cariri. Este projeto concorreu e foi selecionado em vários editais como Criança Esperança e Petrobras Cultural. Recebeu premiações como o Ponto de Mídia Livre pelo seu trabalho com comunicação e cultura.


Mais informações: Projeto Verde Vida - Ponta da Serra Crato
(88) 3521.6729(85) 3523.9262
verdevidas@yahoo.com.br

Fonte Diário do Nordeste/ Reportagem Antonio Vicelmo

domingo, 25 de outubro de 2009

Arquiteto desafia Secretário a abrir a "caixa preta" do Hospital de Mulher

O caso dos questionamentos em torno da obra do Hospital da Mulher, da Prefeitura de Fortaleza, continua rendendo. Depois de moção de repúdio aprovada pela Câmara Municipal, o secretário Geraldo Acioly é convidado a abrir a “caixa-preta” do projeto pelo arquiteto José Sales, em carta enviada para este Blog. Confira:

Caro secretário Geraldo Accioly

Meus cumprimentos.
Além de solicitar uma urgente vistoria e laudos do CREA/CE, ao mesmo tempo, a Prefeitura de Fortaleza deveria abrir a “caixa preta” do Hospital da Mulher. Com isto os desgates da gestão seriam bem menores. Se há erros, nada como uma boa e fundamentada autocrítica, de forma a roteirizar uma postura nova e uma rotina de correções a realizar. E se pelo visto não foi dada a atenção devida, seguem algumas sugestões proativas:
  • Definição da Diretoria do Hospital da Mulher que passaria a ser a responsável por todo roteiro de realizações. Contemporaneamente uma dietoria de um Hospital Geral comanda o empreendimento desde sua concepção, implantacação, equipamentação, início de operações e operações propriamente ditas.
  • Consolidar a montagem de um Programa de Necessidades Funcionais. Não existe Hospital Geral sem programa detalhado, referendado e apoiado por consultoria especializada. Existem manuais do Ministério da Saúde e modelos, além de referencias internacionais.
  • Definir parametros de revisão integral do conjunto de projetos, começando pelo Projeto de Arquitetura, que deve estar alinhado obrigatoriamente com o Programa de Necessidades Funcionais, supramencionado.
  • Definir uma nova rotina especial de acompanhamento de obras e fiscalização tanto contratuais como contábil. O projeto tem que retirado do dia a dia da SEINFRA/ Secretaria de Infraestrutura e Obras. O que temos não é uma obra de calçamento ou uma operação tapa buracos e sim um hospital de alta complexidade. Isto posto, indica que a administraçao tem que ser complexa, também.

É a lógica do processo. Não existe “hospital geral” da Gestão Municipal 2009/ 2012 e sim Hospital Geral com normas e referencias do Ministério da Saúde, OPAS/ Organização Panamericana de Saúde e OMS/ Organização Mundial de Saúde, além da NTB/ Normas Técnicas Brasileiras.

CordialmenteProfessor/ Arquiteto José Sales

POSTADO NO BLOGO DO NOBLAT