domingo, 30 de novembro de 2008

Imagens da tragédia em Santa Catarina ²

Imagem de Blumenau. Vale do Itajaí. Fotografia de G.Morastoni. http://www.flickr.com/photos/hhelicopter/3057228526/in/photostream/ Direitos autorais preservados.

Imagens da tragédia em Santa Catarina ¹


Imagem de Blumenau. Fotografia de Arlete I Fiamontoni. http://www.flickr.com/photos/28985248@N06/3058980585/ Direitos autorais preservados.

A tragédia em Santa Catarina

Publicado pela Revista ISTO É/ Edição 2039/ 03/12/2008. Reproduzido unicamente para divulgação. Direitos autorais preservados.

Eventos sobre Arquitetura Contemporanea com Hugo Segawa

O Professor/ Arquiteto HUGO SEGAWA, Doutor em Estruturas Ambientais Urbanas do Departamento de História da FAUUSP estará aqui, em Fortaleza, entre os dias 01 a 04 de dezembro, cumprindo parte das atividades do Doutorado Interinstirucional UFC/USP. Na programação 4 palestras sobre a arquitetura européia, japonesa e latino-americana. As palestras deverão ocorrer no Departamento de Arquitetura da UFC. Apenas a do dia 3/12 será no Auditório Castelo Branco, da Reitoria.Vale conferir.

Arquiteto propõe Concurso de Projetos para Restauração do Palácio da Abolição

Deu no blog do Eliomar de Lima http://eliomardelima.blogspot.com/ em 29/ Novembro/ 2008

Um artigo do arquiteto José Sales, colaborador do bom debate neste Blog, sobre o caso da polêmica em torno da restauração do Palácio da Abolição. O Governo, inclusive, cancelou a licitação que envolvia um projeto da ordem de R$ 37 milhões. Sales propõe concurso de projeto. Confira:

"A suspensão do processo licitatório em conjunto com a revisão integral do projeto de reforma do conjunto Palácio da Abolição/Memorial Castelo Branco, decisão assumida pelo próprio governador do Estado, Cid Gomes, a qual elogiamos sem ressalvas, pode ser considerada o passo inicial da retomada de uma trajetória mais correta quanto ao trato do patrimonio histórico e cultural do nosso Estado e resgate do que possuímos como edificações de referencia e memorabilidade.

Resta saber se os procedimentos a serem adotados pelo Departamento de Edificações e Rodovias do Estado do Ceará (DER) vão estar abertos ao debate público e à aceitação de sugestões oriundas do Instituto de Arquitetos do Brasil/Departamento do Ceará e do Conselho do Patrimonio Histórico e Artístico do Estado do Ceará (IPHAN) e de outras fontes abalizadas de representações da sociedade civil.

Da nossa parte, já sugerimos que um caminho, sem nenhuma sombra de dúvida o mais qualificado, transparente e democrático, é a realização de um concurso de projetos para a restauração do conjunto do Palácio da Abolição/Monumento Castelo Branco, supervisionado pelo próprio IAB/Direção Nacional e CONPHAC, que, como pressuposto, exija soluções tanto para a preservação arquitetônica/ paisagística daquele contexto e a inclusão das adaptações necessárias demandadas pelo gabinete do governador do Estado. Um tratamento este que se estenda obrigatóriamente a toda quadra delimitada pela Avenida Barão de Studart e Ruas Tenente Benevolo, Silva Paulet e Deputado Moreira da Rocha, além da vizinhança onde estão localizados outros equipamentos públicos do Estado.

Os concursos públicos de projetos arquitetura e urbanismo devem ser instrumentos de melhoria da qualidade arquitetônica, urbanística e paisagística no Brasil. São os roteiros mais adequados de escolha da melhor proposta intelectual e da contratação justa pelo valor de mercado, do melhor serviço técnico. E esse certame (concurso) deveria ser a modalidade principal de seleção de profissionais para a contratação de projetos de obras públicas, conforme está estabelecido na Lei nº 8.666 e como se procedem na maioria dos países do mundo há quase um século. Uma das maiores referencias internacionais, em todo o mundo, é resultante de um concurso público de idéias, que é Brasília, patrimonio da Humanidade, reconhecido pela UNESCO.

Entendemos que, no caso da restauração e reforma do conjunto Palácio da Abolição/ Memorial Castelo Branco, por sua importancia e significado, cabe ao Estado do Ceará optar por solução deste porte e com este conteúdo. Arquiteto José Sales

sábado, 29 de novembro de 2008

Ainda sobre a "reforma" do Palácio da Abolição

A suspensão do processo licitatório em conjunto com a revisão integral do projeto de reforma do conjunto Palácio da Abolição/ Memorial Castelo Branco, decisão assumida pelo próprio Governador do Estado Cid Gomes, a qual elogiamos sem ressalvas, podem ser considerados os passos iniciais da retomada de uma trajetória mais correta quanto ao trato do patrimonio histórico e cultural do nosso Estado e, resgate do que possuímos como edificações de referencia e memorabilidade.

Resta saber se os procedimentos, a ser adotados pelo DER/ Departamento de Edificações e Rodovias do Estado do Ceará, vão ser realmente abertos ao debate público e à aceitação de sugestões oriundas tanto do IAB/ Instituto de Arquitetos do Brasil/ Departamento do Ceará, como do CONPHAC/ Conselho do Patrimonio Histórico e Artístico do Estado do Ceará e de outras fontes abalizadas de representações da sociedade civil.

Da nossa parte, já sugerimos que um caminho, sem nenhuma sombra de dúvida, o mais qualificado, transparente e democrático é pela realização de um Concurso de Projetos para a Restauração do Conjunto Palácio da Abolição/ Monumento Castelo Branco, supervisionado pelo próprio IAB/ Direção Nacional e CONPHAC, que como pressuposto exija soluções tanto para a preservação arquitetonica/ paisagística daquele contexto como inclua as adaptações necessárias demandadas pelo Gabinete do Governador do Estado. Tratamento este que se estenda obrigatóriamente à toda quadra delimitada pela Av. Barão de Studart e Ruas Tenente Benevolo, Silva Paulet e Deputado Moreira da Rocha, além da vizinhança.

Os concursos públicos de projetos arquitetura e urbanismo devem ser instrumentos, de melhoria da qualidade arquitetônica, urbanística e paisagística no Brasil, sendo os roteiros mais adequados de escolha da melhor proposta intelectual e da contratação justa pelo valor de mercado, do melhor serviço técnico. Este direcionamento deveria ser a modalidade principal de seleção de profissionais para a contratação de projetos de obras públicas, conforme está estabelecido na Lei nº 8.666 e como se procedem na maioria dos países do mundo há quase um século. Uma das maiores referencias internacionais, em todo o mundo, é resultante de um concurso público de idéias, que é Brasília, patrimonio da Humanidade, reconhecido pela UNESCO.

Entendemos que no caso da restauração e reforma do conjunto Palácio da Abolição/ Memorial Castelo Branco, por sua importancia e significado, que o Estado do Ceará merece um solução deste porte e com este conteúdo.

Cordialmente
Arquiteto José Sales

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O desmatamento em Santa Catarina ¹

O desmatamento — bem contado no livro O desmatamento da Ilha de Santa Catarina de 1500 aos dias atuais —de Mauro Manoel da Costa (publicado no começo do Boletim Ambiente Meimbipe) começou quando os primeiros navegadores, lá no século XVI, ali paravam para coleta de madeira para conserto de seus navios. Já a partir de 1748, com a chegada dos colonos açorianos, por cerca de 200 anos a floresta foi sendo dizimada, dando lugar a pastagens e plantações. Ninguém sabia o que era ecologia, meio ambiente e os colonos precisavam sobreviver. Informações sobre o desamatamento em Santa Catarina. Veja em http://floripaadventure.com/2007/11/13/desmatamento-e-florestas-na-ilha-de-santa-catarina/

O desmatamento foi a causa das atuais enchentes em Santa Catarina


Não dá para dizer que as enchentes em Santa Catarina, especialmente no vale do rio Itajaí, eram imprevisíveis. Há alguns anos que chegam, constantemente, alertaa para o desmatamento nas cabeceiras do rios. Segundo os técnicos, a retirada das árvores nas encostas aumenta a vazão do rio quando as chuvas pesadas caem.

No dia 25/05/2008, foi publicado no Blog do Planeta http://colunas.epoca.globo.com/planeta/ um post contando como Santa Catarina foi o estado campeão de desmatamento na Mata Atlântica. Também foram publicados vários flagrantes de desmatamento ilegal, fazendo o alerta para o risco de enchentes. E como um casal de ambientalistas está comprando áreas para conservação na bacia do rio Itajaí, justamente pensando e reduzir o risco de alagamentos.

Imagem recente de desmatamento de floresta de araucárias, nas cabeceiras do Rio Itajaí. Registro do blog do Planeta. Reprodução únicamente para divulgação.

Pela preservação do Sítio Alagadiço Novo

Convalidando as novas posturas corretamente adotadas, pelo Governo do Estado do Ceará, de de preservação de nosso patrimonio histórico, com o anuncio da suspensão da "reforma" do Conjunto Palacio da Abolição e Memorial José de Alencar, uma boa idéia também era "cair a ficha" da Administração Superior da UFC e "colocar na geladeira" o projeto da Sede do ICA, no Parque do Alagadiço Novo, onde está a Casa José de Alencar, inadequado para aquela situação.

E em continuidade a esta ação, realizar um adequado projeto de requalificação e revitalização daquele nosso importantissimo patrimonio histórico de nível nacional através de um Concurso Público Nacional de Projetos de Arquitetura. Quanto mais transparentes as posturas melhor se fará para a preservação de nossa cultura e História.

Lembrando que existem recursos no PRODETUR/ CE, discriminados pelo PDITS; Plano de Desenvolvimento Institucional do Turismo, para tal ação, que podem consolidar situação um Centro de Referencia à Memória Cearense.

Governo cede e cancela licitação da "reforma" do Palácio da Abolição

O Governo do Estado anunciou, na noite de ontem, o cancelamento da polêmica licitação para restauração do Palácio da Abolição. Com valor previsto de R$ 37,7 milhões, o projeto de reforma e ampliação foi questionado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil, seção Ceará (IAB-CE) e pela Coordenação do Patrimônio Artístico, Histórico e Cultural (Copahc), ligada à Secretaria da Cultura do Estado (Secult).

O Executivo acabou aceitando a argumentação dos dois órgãos, que apontavam a descaracterização do edifício com as mudanças que estavam previstas. A reforma também era questionada pelo fato de o prédio estar em processo de tombamento como patrimônio histórico. Em nota oficial, o Governo do Estado comunica que o projeto será enviado de volta para o Departamento de Edificações e Rodovias (DER) para que sejam feitas as mudanças necessárias.

A nota informa ainda que o Governo é favorável ao tombamento, processo que está paralisado desde 2005, em função de o terreno não estar, até hoje, registrado como propriedade estadual. Por isso, ainda segundo o comunicado, foi determinado que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) tome providências para regularizar o terreno e permitir o tombamento do Palácio e de seus jardins.

"Tão logo o terreno esteja regularizado e o projeto de restauração, refeito, uma nova licitação para a restauração do Palácio da Abolição será lançada", conclui a nota. Além dos questionamentos da IAB-CE e do Copahc, o deputado estadual Heitor Férrer (PDT) também havia entrado com representação contra a reforma no Ministério Público Estadual (MPE). Além de questionar as mudanças estruturais pelas quais passaria um prédio em processo de tombamento, o parlamentar questionava o valor da obra.

Inaugurado em setembro de 1970, na administração de Plácido Castelo, o Palácio da Abolição foi sede dos governos de César Cals (1971-75), Adauto Bezerra (75-78), Valdemar Alcântara (78-79), Virgílio Távora (79-82), Manoel de Castro Filho (82-83) e Gonzaga Mota (83-87). Com a reforma, o Governador Cid Gomes (PSB) planeja levar a sede do Executivo de volta para o local.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Jaime Lerner analisa: residencias no Centro beneficiarim comércio


Arquiteto afirma que ações de requalificação devem ser tomadas pelo poder público em parceria com comércio e sociedadeAs relações entre o comércio e as cidades foi o tema da palestra realizada ontem pelo arquiteto paranaense Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná, que encerrou o Ciclo de Palestras 50 anos CDL Fortaleza. Ele acredita que a solução adequada para, por exemplo, revitalizar e requalificar o Centro de Fortaleza e melhor sua divisão espacial é o retorno das residências no bairro e a instalação de instituições de ensino no local.


“É essencial que se volte a morar no Centro porque é só com gente vivendo que traz essa revitalização. Também é muito importante trazer o jovem pra cá, através de instituições de ensino.A área central da cidade tem uma atividade comercial muito forte, mas passa 14 horas sem nenhuma movimentação. Uma ação neste sentido precisa ser realizada pelo poder público, em parceria com o comércio, entidades civis e quem for necessário para formar equação de co-responsabilidade”, argumentou Lerner.


No Brasil, após a metade do século passado, os moradores das grandes cidades se afastaram dos centros. Agora, segundo o arquiteto, o que se percebe é um movimento de retorno. “No Rio de Janeiro, por exemplo, estão trazendo a vida noturna de volta ao Centro, com programações culturais. As cidades européias são modelo para o mundo todo porque preservaram as casas no Centro”. Lerner descarta qualquer possibilidade de disputa de espaço entre comerciantes e moradores, caso houvesse parte da população de Fortaleza retornasse ao bairro. “Sempre houve uma boa convivência entre comércio e residências. O retorno das casas não atrapalharia os lojistas, pelo contrário, os estabelecimentos ficariam abertas por mais tempo”, garantiu.

O Arquiteto Lerner também sugeriu em sua palestra, que no Centro de Fortaleza sejam instaladas instituições de ensino superior, pois estas seriam outras novas ancoras de requalificação deste setor da cidade.

Combate à desertificação no Nordeste, tem promessa de R$ 80 milhões

"O combate à desertificação, a preservação da caatinga, dos recursos hídricos e o Nordeste são prioridade”. A declaração proferida ontem pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, na I Conferência Regional sobre Mudanças Climáticas: Implicações para o Nordeste, veio acompanhada da notícia de que já foi aprovada a emenda que garante R$ 80 milhões para o combate à desertificação. Aguardamos todos estas ações programadas.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Capa do Diário do Nordeste


Prof. Alisson Barbieri, o coordenador dos estudos

O coordenador, Prof. Alisson Barbieri — economista, mestre em Demografia, doutor em Planejamento Urbano e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) — destaca que os dados acima podem ser traduzidos na dura realidade que se avizinha, de que pessoas com menor nível de educação e renda têm menos chances de emigrar e, ao permanecerem onde residem, sofrerão um impacto maior das mudanças no clima: “O padrão seletivo da migração desenhará um cenário ainda mais desigual no Nordeste”, ressalta.

Diante desse cenário, Barbieri alerta para a necessidade de investimento na capacidade adaptativa das populações, com melhor planejamento da ocupação do espaço, investimento em cultivos resistentes e readaptação econômica.

Os mais atingidos pelo efeitos do aquecimento global

O aquecimento global – que vem sendo intensamente discutido no meio acadêmico e divulgado na mídia – atingirá mais intensamente pessoas simples e sofridas como Francisco José dos Santos Sousa, que não imagina a tendência de que suas condições de vida piorem por causa de um fenômeno que ele, muito provavelmente, não compreende bem.

Nascido em Fortaleza há 39 anos onde passou a trabalhar, aos 10 anos, como catador de lixo, praticamente sem estudar, tentou, por mais de uma década, viver em Cascavel, a 56 quilômetros de Fortaleza, onde trabalhou no corte da cana-de-açúcar. Achou a atividade difícil e desgastante e, há cinco anos, retornou à Capital, trazendo, depois, a família.Francisco José mora numa ocupação relativamente recente da Cidade, às margens do Canal do Lagamar, intitulada “Cidade de Deus”.

Lá — embora as três filhas freqüentem a escola, sejam beneficiadas por programas de vacinação e assistenciais do governo, como o Bolsa Família — a vida não é fácil como na maior parte das favelas brasileiras. A moradia é precária, sem saneamento e é difícil conseguir atendimento médico especializado, sem contar com a insegurança que aflige também quem quase não tem o que ser tirar, a não ser o pouco de dignidade.

Matéria da Jornalista Maristela Crispim, do Jornal Diário do Nordeste, com data de hoje, 26/11/2008. Reprodução únicamente para divulgação.

O Ceará é o estado brasileiro mais vulnerável ao aquecimento global

Pesquisa revela as vulnerabilidades do Nordeste, com destaque para o Ceará, diante das mudanças climáticasO cenário construído para o Nordeste, considerando o aquecimento global, é preocupante. A redução de terras agricultáveis será mais drástica no Ceará (-79,6%), seguido pelo Piauí (-70,1%), Paraíba (-70,1%) e Pernambuco (-64,9%).

A forte articulação da agropecuária com outros setores da economia intensifica o efeito negativo dessa projeção, feita com base no cenário A2 do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), pelo qual a temperatura média do Nordeste do Brasil deve subir quatro graus celcius até 2070.Outro dado negativo é o da quebra do Produto Interno Bruto (PIB), maior em Pernambuco (-18,6%), seguido por Paraíba (-17,7%) e Ceará (-16,4%), o que implica em perda de renda e, conseqüentemente, variação no consumo, que deve ser maior na Paraíba, Pernambuco, Piauí e Ceará.

Em resumo, o Índice Geral de Vulnerabilidade (IGV) —, que inclui subíndices, como saúde (doença de chagas, dengue, calazar, leptospirose, esquitossomose e mortalidade infantil por diarréia e desnutrição), desertificação, economia/demografia e custos — é maior no Ceará, seguido por Pernambuco.Essas são conclusões do estudo “Mudanças Climáticas, Migrações e Saúde: Cenários para o Nordeste Brasileiro, 2000-2050”.

A pesquisa foi financiada pelo Fundo Global de Oportunidades (GOF), do Reino Unido, por meio da Embaixada Britânica no Brasil, que será apresentado hoje, na sede do Banco do Nordeste (BNB), no Passaré, em Fortaleza, onde, desde segunda-feira, pesquisadores, reunidos no “II Seminário sobre Mudanças Climáticas: Implicações para o Nordeste”, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e BNB, sistematizam uma carta de recomendações de políticas públicas baseada nas conclusões do estudo.

A "reforma" do Palácio da Abolição ²

Existem vários erros nos procedimentos adotados pela SETUR/ Secretaria do Turismo, representando o Estado do Ceará, que desnundam a fragilidade desta ação e deveriam impedir esta "reforma" de avançar.

Primeiro: o conjunto Palácio da Abolição e Memorial Castelo Branco, projeto de autoria do Arquiteto Sérgio Bernardes por ser uma obra notável, está em análise para o seu tombamento e posterior restauração, desde 2004, no COEPA, por sugestão da própria SEUR/ Secretária do Turismo e SECULT/ Secretaria do Turismo. Esta condição é obrigatória para o recebimento de recursos do PRODETUR/CE, componente do PRODETUR/NE II.

Segundo: na discriminação do Programa PRODETUR/CE existem recursos, da ordem de 7,5 milhões de reais, para obras de restauração do conjunto Palácio da Abolição e Memorial Castelo Branco, segundo justificativas constantes no mesmono PDITS/ Plano de Desenvolvimento Institucional do Turismo Sustentavel do Polo Ceará Costa do Sol, realizado por processo de contratação nacional por Ruschman Consultores. Esta roteirização e destinação de recursos foi aprovada pelo Conselho do Polo Ceará Costa do Sol, de acordo com as recomendações do BID/ Banco Interamericano de Desenvolvimento, entidade financiadora do programa e, supervisão do Minstério do Turismo e BNB. Este conselho foi instalado em 03 de março de 2004. No dia 30 de março de 2004 houve a reunião de validação do PDITS.

Terceiro: a contratação dos serviços que resultou na proposta de "reforma" e consequente descaracterização do conjunto, foi feita de forma não explicita, contrariando as recomendações da Legislação em vigor, Lei 8666/ 1993. Se desonhece qualquer edital de convocação à esta ação, por parte da SETUR ou da Comissão Central de Licitações do Estado do Ceará.

Quarto: Não existem assinaturas de autoria da proposta de "reforma" do conjunto. Os desenhos que informam a roteirização são de cidadão que se intitula arquiteto/ urbanista, e atua há mais de 30 anos nas lides da profissão, mas que não detém esta qualificação e respectivo registro legal.

Quinto: Os detentores dos direitos autorais sobre a obra, sucessores do Arquiteto Sérgio Bernardes não foram sequer consultados sobre esta proposta de "reforma" do conjunto Palácio da Abolição e Memorial Castelo Branco. Assim como não foi consultado o autor da proposta de Paisagismo do mesmo conjunto: Arquiteto Fernando Magalhães Chacel.

Sexto: As entidades de representação profissional como o IAB/CE se posicionaram firmemente contra esta roteirização de proposta de "reforma" do conjunto do Palácio da Abolição e Memorial Castelo Branco. A Camara de Arquitetura do CREA/ CE busca saber que é o profissional responsável pela proposta em pauta.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

A "reforma" do Palácio da Abolição




Um símbolo da arquitetura moderna cearense, o Palácio da Abolição está seriamente ameaçado por uma obra de ampliação e reforma do Governo do Estado. O projeto prevê mudanças que descaracterizarão o prédio que está em processo de tombamento. O IAB-CE avaliou as intervenções e elaborou um parecer sobre elas que deverá ser apresentado na próxima reunião do Conselho Estadual do Patrimônio (Coepa), da Secretaria de Cultura do Estado, a ser realizada ainda este mês. É importante a participação de todos nessa discussão, para que o projeto não seja levado adiante de forma arbitrária e nosso patrimônio edificado, herança do arquiteto carioca Sergio Bernardes, seja destruído.




O lixo se acumula na Av. Leste Oeste, em Fortaleza

A Avenida Leste Oeste continua sendo ponto para o despejo de lixo. A Prefeitura de Fortaleza promete, como sempre, nestes últimos anos, reintera que vai fazer a vigilância por meio de câmeras e, ainda, intensificar o trabalho de educação ambiental e apreensão de carroças de entulho. E absolutamente nada é verificado. A inoperancia é total por parte da Secretaria Executiva Regional I e seu Distrito do Meio Ambiente.

A irregularidade começa nas residências e chega a calçadas e a canteiros centrais. Além de tomar o espaço público, traz riscos à saúde pública. E o problema, reconhecido pela Prefeitura de Fortaleza, é antigo e cresce a cada dia. Na avenida Presidente Castelo Branco (Leste-Oeste) é assim: o descaso com o destino de lixo e entulho fugiu ao controle dos órgãos competentes. A via, ao longo de praticamente todo o seu curso, tornou-se ponto para o despejo de resíduos sólidos. O trânsito é prejudicado. Os insetos se proliferam. O odor se mistura com o vento que sopra do oceano. O Município promete tomar uma série de medidas para coibir o fato. A vigilância por meio de câmeras é uma das providências.

Bicicletada Interplanetaria


Bicicletada Interplanetaria, em São Paulo

Objetivos da Bicicletada



  • Pedalar;
  • Divulgar, estimular, promover e criar condições favoráveis para o uso da bicicleta como meio de transporte;
  • Integrar os ciclistas da cidade e valorizar a cultura da bicicleta;
  • Conscientizar os usuários do meios de transporte motorizados da importância da bicicleta para aliviar os congestionamentos;

http://www.bicicletada.org/

A Bicicletada


A Bicicletada é um movimento no Brasil e em Portugal inspirado na Massa Crítica, onde ciclistas se juntam para reivindicar seu espaço nas ruas. Não existe um objetivo central, mais diversos objetivos sempre decididos pelos participantes. No entanto um mote em geral une os participantes. A Bicicletada serve para divulgar a bicicleta como um meio de transporte, criar condições favoráveis para o uso deste veículo e tornar mais ecológicos e sustentáveis os sistemas de transporte de pessoas, principalmente no meio urbano.

A Bicicletada, assim como a Massa Crítica, não tem líderes ou estatutos, o que leva a variações de postura e comportamento de acordo com os participantes de cada localidade ou evento. Dentre a pluralidade de motes, está o lema "um carro a menos", usado principalmente para tentar obter um maior respeito dos veículos motorizados que trafegam nas ruas saturadas das grandes cidades. Outro slogan levantado é o "Nós somos o trânsito". A idéia é deixar claro aos motoristas que a bicicleta é apenas mais um componente da mobilidade urbana e que merece o devido respeito.
Cerca de 30 ciclistas, integrantes da Bicicletada, chegaram a Ubatuba nesta sexta-feira (21). Nesta quinta-feira (20) eles partiram de São Paulo e seguem até Taubaté de onde partem às desta sexta do dia seguinte com destino a Ubatuba. A chegada em Ubatuba está prevista para às 18h.

No sábado, os ciclistas participaram de um passeio ciclístico, saindo da ciclovia do Itaguá, passando pelas ciclofaixas da rua Conceição e da avenida Professor Thomaz Galhardo e seguindo para a avenida Iperoig. A largada está prevista para às 10 horas e qualquer pessoa pode participar.

De acordo com Ana Paula Neumann, uma das participantes do movimento, a idéia é difundir a bicicleta como um meio de transporte. "A bicicleta é para nós um meio de transporte como outro qualquer, tanto é que viajamos com as nossas bicicletas. Nosso objetivo é incentivar esse meio de transporte", explicou a ciclista. Os ciclistas ficarão alojados na escola municipal Altimira Silva Abirached.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O Projeto Maranguapinho ²


O Projeto Maranguapinho iniciou-se na realidade há mais de dez anos atrás com urbanização das margens destimportante recurso hídrico da Região Metropolitana de Fortaleza, qu envolviam a remoção de habitações em areas de risco nas imediações do Genibaú e do São Miguel, delimitação das áreas de proteção de 1ª e 2ª categoria, implantação de sistema viário de acesso e dotação de infraestrutura da saneamento básico. Estas primeiras ações se deram com o apoio do Programa Habitar BID/ Banco Interamericano de Desenvolvimento e Governo Federal.
Posteriormente foi criado o Comite do Maranguapinho com diversas entidades representativas da sociedade civil organizada, Universidades e instituições estaduais e municipais, de forma a apoir todas estas ações. E mais à frente foi realizado o PDH: Plano Diretor de Habitação Social do Estado do Ceará.
Imagem atual do Rio Maranguapinho, nas imedicações do Conjunto São Miguel. Arquivo de Imagens Ibi Tupi. Fotografia José Sales

domingo, 23 de novembro de 2008

Projeto Maranguapinho

O maior programa de recuperação urbanística e ambiental da Região Metropolitana de Fortaleza foi finalmente convalidado pelo Estado do Ceará, através da Secretaria das Cidades. Originalmente concebido no Governo Lúcio Alcantara, na SDLR/ Secretaria do Desenvolvimento Local e Regional, a partir de recomendações do PDH/ Plano Diretor de Habitação Social do Estado do Ceará, foi retomado agora sob a nova denominação de Parque do Maranguapinho e inclui, entre seus itens mais destacados:
  • Limpeza, dragagem e depoluição do Rio Maranguapinho e seus afluentes diretos
  • Reassentamento populacional de famílias que vivem nas áreas de risco às margens do Rio Maranguapinho complementando obras já iniciadas do Conjunto Oscar Araripe, no Bom Jardim e outras na Av. Osório de Paiva
  • Criação do Parque do Maranguapinho com 28 quilometros de praças, parques setoriais e outros equipamentos integrando-se a obra já iniciada anteriormente
  • Contrução de barragem reguladora da vazão do Rio Maranguapinho
  • Implantação de sub rede de coleta e tratamento de esgotos em todos aqueles setores urbanos vinculados à Bacia do Rio Maranguapinho em Fortaleza, Maracanaú e Maranguape

Exposições URCA no Dragão do Mar


Continuarão no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, na Praia de Iracema, em Fortaleza, até o fim de Dezembro/ 2008, abertas ao público, com entrada gratuita,por solicitação daquela instituição, dado ao sucesso de público durante estas três primeiras semanas de Novembro, quando ultrapassou 15. 000 visitantes, as Exposições URCA - Geopark Araripe e Museu de Paleontologia de Santana do Cariri 20 anos.

Uma realização da URCA/ Universidade Regional do Cariri. Curadoria do Arquiteto José Sales. Design do Designer Henrique Baima e Arquiteta/ Designer Maira Costa. Fotografias de Daniel Roman. Apoio Centro Dragão do Mar, Banco do Nordeste e Fort Segurança.

A "nova" expansão da Universidade brasileira


Foi definida nos laboratórios do Planalto, um conjunto de medidas para a "nova" expansão da Universidade brasileira. O Programa Reuni pretende ampliar a quantidade de vagas da Universidade pública e isto implica na definição de novos campi universitários em localizações diversas, unicamente por critérios políticos, de certa forma questionáveis. Sem considerar que a Universidade tem que ser um centro de excelencia em ensino, pesquisa e se possível extensão.

Aqui no nosso caso, no Estado do Ceará, foi criada a UNILAB/ Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira, que terá sede em Redenção, município a 66 quilômetros de Fortaleza. 50% das vagas serão destinadas a alunos oriundos da África. Estamos aqui a 4 horas de Cabo Verde, nosso portão de entrada à África. Redenção a cidade escolhida pra sediar a Universidade tem aproximadamente 15.000 habitantes em um município de uns 28.000.

A escala urbana de Redenção não tem suporte físico para receber um equipamento deste porte. A iniciativa é louvavel. Finalmente o Brasil pretende criar diretrizes de integração com o continente africano e com os países de língua portuguesa ali localizados, com os quais temos uma forte identidade cultural - Cabo Verde, São Thomé e Principe, Angola e Moçambique, extensível a partes da Nigéria, notadamente à original "comunidade brasileira" de Lagos, originária de "retornados" após o ato libertário de 1888. Entretanto o mesmo vai ser colocado lá sem nenhum estudo de impacto urbano, sem se pensar na acessibilidade e mobilidade, no suporte à moradia de professores, funcionários e estudantes e outros serviços urbanos necessários.

O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Redenção - PDDU Redenção - foi feito há aproximadamente uns 10 anos atrás unicamente para cumprir uma exigencia do Banco Mundial quanto a dotação de financiamento para desenvolvimento urbano dos municípios pólo do Estado, o que infelizmente Redenção ainda não é. E da lá para cá absolutamente nada foi implantado do que se recomendou, a não ser um pequeno acesso urbanizado a um monte para peregrinação religiosas.

Hoje Redenção é um lugar de passagem a quem demanda outras situações do Estado, como as terras altas do Maciço de Baturité. Anteriormente o município foi segmentado em dois unicamente - Redenção e Acarape - unicamente para atender acertos políticos das "elites dominantes" locais. Entretanto nesta situação em estado inercial, no presente, vai ser implantada em menos de dois anos, uma Universidade com aproximadamente 10.000 alunos, o que significa um conjunto com aproximadamente 800 professores e um corpo funcional equivalente, com as exigencias de dinamica urbana e vida pessoal que estas pessoas demandarão. Metade destes alunos serão oriundos de países africanos com dificuldades de adaptação ao nosso país, por questões de cultura própria.

Detalhes: Redenção não tem um único restaurante capaz de servir mais de 150 refeições período. Possui um único posto de abastecimento de combustíveis. Não existem hospitais ou mesmo centros de resolutividade médica de qualquer porte, na cidade. E se eu não me engano, nenhuma agencia bancária. Não existe saneamento urbano na sede municipal e o abastecimento de água tem carencia de expansão para atender a demanda local.

Não existe nenhum roteiro de intervenções proposto para aquele município e o vizinho Acarape organizado pelo Governo do Estado através da Secretaria das Cidades. Mais um caso para se pensar. E convém notar que estamos sempre correndo atrás do fato consumado. Carta aberta enviada às principais colunas dos jornais locais de Fortaleza, pelo Professor/ Arquiteto José Sales. Fotografia de Carlos Malino http://www.flickr.com/photos/malinosphotos/2919480631/

sábado, 22 de novembro de 2008

Fortaleza se ilumina para o Natal

Com a entrega da chave da cidade para o papai-noel, o período natalino começou oficialmente em Fortaleza. A Praça do Ferreira acendeu na noite desta sexta-feira, 21, a iluminação da árvore de Natal que possui 26 metros de altura e este ano é feita por renda de labirinto. A árvore da Praça Portugual também foi iluminada. Ambos os projetos são do Arquiteto Luiz Deusdará e sua equipe, da empresa MD Concept.

Dentro das festividades do Ceará Natal de Luz 2008, até o dia 23 de dezembro, mudas de árvores serão oferecidas à população em troca de garrafas plásticas. A previsão será distribuir 150 mil mudas para que, em dez anos, um milhão de árvores sejam plantadas na cidade. Para a troca serão montados postos de coleta em vários espaços, como na Praça do Ferreira, Av. Beira-Mar, Shopping Aldeota e outros locais de grandes fluxos. A programação do Ceará Natal de Luz ainda inclui apresentação diária, sempre às 18h, do coral composto por 150 crianças, que ficarão nas janelas do Hotel Excelsior.

O Geopark Araripe


O GEOPARK ARARIPE que está em consolidação na porção cearense da Bacia do Araripe, um dos principais sítios do Período Cretáceo da Terra. A região é especial pelos achados geológicos e paleontológicos inéditos desde os primeiros anos do Século XIX, com registros entre 110 e 70 milhões de anos, em excepcional estado de preservação e diversidade.


No Araripe está mais de um terço de todos os registros de pterossauros descritos no mundo, mais de 20 ordens diferentes de insetos e única notação da interação inseto-planta. Há similares destas mesmas espécies na África, indício de quando os continentes foram um só, na época do continente primaz Gondwanna.

A proposta pretende a preservação dos locais principais, transformados em sítios de visitação e pesquisa compondo uma rede de 9 parques ou Geotopes, com registros documentais considerados imprescindíveis à compreensão da origem, evolução e atual estrutura da Terra e da vida.Localizados nos municípios de Santana do Cariri, Nova Olinda, Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha Todos os locais são representativos de estratos geológicos e tem formações fossilíferas.

Imagem da Mina Triunfo, localizada no Município de Nova Olinda, considerada pela classificação por Geotope Nova Olinda. Arquivo de Imagens Ibi Tupi. Fotografia de Daniel Roman. Direitos autorais preservados.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Prof. Gero Hillmer recebe o título de Cidadão Cearense

No começo da tarde de hoje, no Plenário da Assembléia Legislativa, o Prof. Gero Hillmer, do Instituto e Museu de Paleontologia da Universität Hamburg, na Alemanha, recebeu o título de Cidadão Cearense, em reconhecimento aos serviços prestados ao povo cearense e ao Estado do Ceará, na formulação do conceito de Geopark Araripe e seu credenciamento junto a UNESCO, na 2nd Conference on Geoparks, em Belfast, na Irlanda, em 2006. O Prof. Hillmer é também Doutor Honoris Causa pela URCA/Universidade Regional do Cariri.

Dono de uma extensa biografia Gero Hillmer, já prestou relevantes serviços ao Ceará, na coordenação do "Application Dossier for Nomination Araripe Geopark, State of Ceará, Brazil", resultado do Convenio de Cooperação Universität Hamburg / URCA/ DAAD.

Esse documento continha uma ampla documentação científica sobre o Araripe, análise territorial de mais de 60 situações relevantes e informações sobre o potencial de desenvolvimento sustentável da região sob os aspectos da Educação, Cultura, Turismo, Preservação do Meio Ambiente e Desenvolvimento Social e Econômico, o que levou a sua aprovação na 2ª Conferência de Geoparks da UNESCO, em Belfast, Irlanda, em 20 de Setembro de 2006.

Como consultor do DAAD/ Serviço de Intercambio Acadêmico Alemão, retornou diversas vezes ao Ceará, entre 2004 e 2005, e no último ano a convite da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (SECITECE) e da URCA veio, para participar do programa de ampliação do Museu de Paleontologia da URCA, e estudar a viabilidade de instalação de um geoparque, com o apoio da UNESCO, considerando a especificidade do Araripe.

Recentemente, o Prof. Gero Hillmer participou também como palestrante do Seminário Internacional sobre Geoparks e Geoturismo, promovido pela Secretaria das Cidades. Que teve como objetivos divulgar o programa global de geoparks da Unesco, e destacar a importância do Geopark Araripe para o desenvolvimento da região do Cariri e contribuir para a criação de novos geoparks no País e nas Américas.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Concurso de Idéias para a Beira Mar

Com o objetivo de ampliar e democratizar o processo de escolha de um projeto arquitetônico contemplando desde o aterro do Ideal ao Mucuripe (na venda de peixes), a Prefeitura de Fortaleza irá lançar, até fevereiro, Concurso Nacional de Idéias. A iniciativa vai ter a supervisão do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), contratado especialmente para divulgar e coordenador o certame em todo o Brasil.

O concurso, explica a coordenadora do Plano de Metas de Fortaleza (Plamefor), Luíza Perdigão, passa por análise e terá um Termo de Referência (TR) — com todos os critérios e parâmetros técnicos que os arquitetos concorrentes terão que respeitar. Uma comissão, formada por representantes da Prefeitura, da Gerência Regional do Patrimônio da União (GRPU), Ibama, Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam) e Procuradoria Geral da União, elabora o documento.

Justiça Federal determina a reurbanização da Beira Mar


A Prefeitura Municipal de Fortaleza tem o prazo de 120 dias prorrogáveis para 180 dias para que apresente o projeto completo de reurbanização com prazo de execução e recursos orçamentários para a obra. Jornal Diario do Nordeste, edição de 20/11/ 2008. Caderno Cidades.


Depois de anos de espera, finalmente Fortaleza terá a tão sonhada reurbanização da Avenida Beira-Mar. Para isso, a Prefeitura corre contra o tempo. Terá que, no prazo máximo de 180 dias, apresentar à Justiça Federal projeto completo com prazo de execução e recursos orçamentários definidos para a obra.
A administração municipal terá de cumprir determinação do titular da 2ª Vara da Fazenda Pública, Jorge Luís Girão Barreto, que acatou Ação Civil Pública do Ministério Público Federal. A decisão foi informada a prefeita Luizianne Lins há 15 dias. Um Termo de Compromisso foi assinado nesse sentido pela gestora municipal. Imagem da Beira Mar nas imediações da Feirinha do Náutico. Fotografia de José Leomar para o Jornal Diário do Nordeste, na data de hoje. Reproduzida unicamente para divulação. Direitos autorais preservados.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Os desafios do urbanismo contemporaneo ¹


O crescimento das cidades, em todo o Brasil, nos últimos 30 anos, nos colocou em um patamar assombroso em relação ao restante do mundo: 82% da população brasileira habita hoje nas cidades e mais da metade desta população nas grandes cidades. Um caso notável é que 10% da população nacional está localizada em uma única situação que é a Grande São Paulo.


Isto indica que as demandas por qualificação e equipamentação destas cidades vem crescendo em uma proporção geométrica e que, em contrapartida, não estão organizados a contento os roteiros de atendimento à estas demandas. Isto posto, faltam planos, projetos, desenhos para todas estas situações e arquitetos/ urbanistas e equipes interdisciplinares e multidisciplinares para trabalhar na resolutividade das mesmas.

Os exemplos são nacionais:

Em todas as cidades de médio, grande e mega porte existem populações a margem das benfeitorias que as cidades usualmente podem oferecer. Os bairros nomeados como populares ou para alguns demonimados como favelas se consolidam em espaços de tempo recorde. E as soluções urbanísticas à estas situações ainda são pontuais.

Todas as áreas centrais de maior parte das cidades brasileiras estão em processo de esvaziamento e deterioração, acelerada em alguns casos. Mudou a tipologia do comércio, com os shopping center, parte destas áreas deixou de ter qualidade habitacional e o afluxo de habitantes a estas situações foi prejudicado, por conta de alterações de rotinas do sistema de transporte.
Todas as situações ambientais remanescentes posicionadas em todas as cidades brasileiras, sem exceção são vitimadas pro pressões de desenvolvimento imóbiliário e contrapartida os planos diretores que deveriam apontar diretrizes passam por crise de identidade.

Tudo isto é um mega desafio para os urbanistas brasileiros. Além de desenhar os criticados, mas necessários e obrigatórios, banquinhos de nossas milhares de pracinhas, em todo o Brasil. São aproximadamente 5.500 municípios e provavelmente umas 25.000 pracinhas centrais que aguardam traços ordenadores e estruturadores.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Fortaleza recebe o Cariri


Depois de oito dias de maratona cultural no interior do estado, a 10ª Mostra Sesc Cariri de Cultura chega a Fortaleza. Com uma programação compacta, de hoje até sexta-feira, a cidade recebe espetáculos, teatro de rua, shows e oficinas.


São 15 espetáculos de teatro, em uma semana. Além disso, três oficinas sobre artes cênicas e uma festa de encerramento com os shows de Dr. Raiz, Dona Zefinha e a festa Patuskada, com o DJ Cícero Teixeira. Quem não pôde ir ao Cariri conferir a 10ª Mostra Sesc de Cultura, finalizada no último sábado (15), não precisa se lamentar.


Esse ano, por conta da comemoração dos 10 anos, além de ampliar a programação na região, a mostra passa a ter uma edição compacta na capital cearense. Tudo bem que a programação não chega a ser nem a metade da realizada semana passada; mas, com os espetáculos a serem apresentados, dá para ter uma boa noção e curtir muito durante toda a semana. A cada dia, três espetáculos ocuparão lugares diferentes na cidade.


Ao contrário da mostra, não existe programação paralela, e o público pode se organizar para, caso tenha fôlego, assistir à toda programação. Os grupos da Mostra de Rua abrem o dia. Eles se apresentam na Praça José de Alencar, sempre às 17 horas. De lá, a platéia dá uma carreira para o Cine São Luiz e confere os espetáculos do Horário Bendito e da Conexão Brasil. O primeiro acontece, às 19h, na sala de multiuso de cinema. Já o segundo fica no palco do cinema mesmo e inicia às 20 horas. O público só precisa torcer para que a programação seja pontual, infelizmente, algo que não aconteceu no Cariri.


Reportagem do Jornalista Tiago Coutinho, do Jornal O POVO, no Caderno Vida e Arte, de hoje, 17 de Novembro de 2008. Fotografia da Mestra Margarida, de Junior Panela, na abertura do Teatro SESC Patativa do Assaré, no Crato. Direitos autorais preservados.

Escola na Ibiapaba cria Programa Ambiental

Alunos e professores de escola que fica em São Benedito, na Serra da Ibiapaba, criam programa de defesa do meio ambiente e ampliam para municípios vizinhos envolvendo a população
Rita Célia Faheina.

O projeto ganhou o título de "Sítio CPACO". Sítio porque é uma grande área verde onde são desenvolvidas ações educativas e de cidadania. CPACO são as iniciais do Colégio Professora Alice do Carmo Oliveira, localizado na cidade de São Benedito, na Serra da Ibiapaba, a 355 quilômetros de Fortaleza. Toda a comunidade escolar, desde a educação infantil até o ensino médio, está envolvida, há um ano, em atividades que incentivam as famílias que moram na cidade e municípios vizinhos a proteger o meio ambiente.

Uma das primeiras iniciativas foi a Campanha Papa-Pilha. Segundo explica o professor Luis Antonio Gomes, responsável pelo Projeto Sítio CPACO, foram distribuídas caixas de papelão para recolher as pilhas e baterias nos pontos comerciais, escolas, emissoras de rádio e pontos mais visitados da cidade. "A campanha arrecadou 413 pilhas, com 20 caixas de coletas espalhadas na cidade e nos sítios (zona rural). As pilhas foram doados para o Banco Real, que coleta para o Papa-Pilhas", informa.

Tão importante como a campanha, Luis Antônio cita o programa radiofônico "A Hora do Meio Ambiente" que vai ao ar, todos os sábados, no horário de 14 horas às 15 horas, com a participação de alunos de escolas públicas, professores e a população em geral. Tem ainda o Programa "Minuto do Meio Ambiente", com um minuto de duração, com dicas ambientais de preservação, campanha contra o desmatamento da Serra da Ibiapaba, consumo correto da água, reciclagem de lixo, economia de energia e outras informações relacionadas ao meio ambiente.

Os dois programas são da Rádio Tabajara FM. Campanha de preservação do verde da Serra da Ibiapaba; campanha de recolhimento do óleo de cozinha usado para doação à pessoas que reutilizam para a fabricação do sabão em pedra; campanha do consumo correto da água e de economia de energia elétrica. São iniciativas realizadas dentro do Projeto Sítio CPACO. Segundo o professor Luis Antônio, já estão agendas visitas à zona rural do município, pelos alunos e professores, "divulgando as ações que podem fazer a diferença em relação ao meio ambiente, com apresentações de slides, filmes e distribuição de material informativo sobre a preservação ambiental".

O Programa de Reciclagem do Lixo, batizado de "Recpaco", envolve a coleta seletiva e reciclagem. Inicialmente, o lixo limpo será coletado em caixas de papelão (garrafas pet, latinhas, plástico e papel) e a primeira etapa de reciclagem ocorrerá com o papel, que será reutilizado para atividades escolares. "Vamos também desenvolver campanhas do uso correto de papel dentro da escola", completa o professor Luis Antônio.

Outras ações da Recpaco são, a partir do lixo coletado, produzir jogos educativos, esculturas, brinquedos, álbum de figurinhas auto-colantes e o chamado "lanche com lixo" que seria a troca de lixo inorgânico (garrafas pet, papel, plástico) por lanches na cantina da escola. Mais um projeto é a implantação da disciplina Meio Ambiente na 9ª série e, a partir desses alunos, criar uma conscientização para a questão ambiental em todos os níveis de ensino. "Não basta apenas dizer que o aquecimento global é uma realidade, mas a compreensão, a partir da escola, de que ações concretas em prol do meio ambiente precisam ser adotadas. E, ao mesmo tempo, alertar sobre os perigos que corre o planeta diante do descaso do homem", conclui o professor Luis Antônio.

Rio de Janeiro: "O urbanismo vai voltar pautar a cidade"

Pensar num conceito de ordem para a cidade que ofereça mais qualidade de vida para o cidadão. Esse é o desafio para o engenheiro Sérgio Moreira Dias, que foi anunciado esta pelo prefeito eleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, como Secretário Municipal de Urbanismo. Já em sintonia com o prefeito eleito, Dias afirma que uma de suas prioridades será a revitalização da Zona Portuária, para onde Paes pretende transferir seu gabinete.

"O urbanismo vai voltar a pautar a cidade com as secretarias de Obras, Transportes e Habitação. O Dias vai comandar o processo das obras de maior porte dando um norte para o Rio", disse Eduardo Paes, ao lado do novo auxiliar de sua futura administração, reafirmando a proposta de implementar o projeto de revitalização do Centro.

"Algumas áreas estão muito bem consolidadas, mas outras precisam de novos investimentos e intervenções importantes, como a Zona da Leopoldina, que foi abandonada por falta de apoio do poder público", acrescentou Paes. Engenheiro formado pela UFRJ e autor do projeto Rio Orla, que reorganizou as praias e criou as primeiras ciclovias da cidade, Sérgio Dias, 61 anos, é dono de uma empresa de consultoria e já realizou projetos urbanísticos para Cabo Frio, Campos e Macaé. Foi também autor do Eco Orla e Pontal Tim Maia, quando o prefeito eleito ocupava a Secretaria municipal de Meio Ambiente.

domingo, 16 de novembro de 2008

Cem espécies de orquídeas em exposição no Dragão do Mar

Admiradores de flores podem conferir cerca de 100 espécies de orquídeas, que estão expostas, neste fim de semana, no Ateliê das Artes do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. A mostra compõe a segunda edição do FestOrquídeas de Fortaleza, onde 100 orquidófilos do Estado expõem seu acervo de flores. Além da visitação pública, o FestOrquídeas, haverá palestras e oficinas para interessados em cultivar orquídeas. A visitação é grátis.

A floresta amazonica convida


Como é a vida na Amazônia onde não chegam as queimadas, a exploração madeireira e o desmatamento? As imagens abaixo, captadas por meio de uma parceria entre a fabricante de equipamentos fotográficos Canon Europa e a rede ambientalista WWF, podem dar uma pista de como responder a essa questão. Eles registraram cenas surpreendentes ao longo dos rios brasileiros, na Guiana Francesa e no Parque Nacional do Manu, no Peru. As fotos dos animais nas margens dos rios, o pôr-do-sol nas matas da Guiana e a caçada de capivaras na ilha do Marajó também são um convite para quem planeja visitar a região para formular a própria resposta. O difícil é escolher por onde começar.

O futuro imediato do Projeto Geopark Araripe


O Projeto Geopark Araripe será uma realidade do Cariri em muito pouco tempo. Além de ter sido transformado em um Programa de Governo Estadual, como um dos principais componentes do Projeto Cidades do Ceará, conta com o apoio internacional pela Rede Global de Geoparks Nacionais - Global Network of National Geoparks - e da UNESCO. Além disso, existem 12 milhões de reais disponíveis para implantação do mesmo, depositados pelo Banco Mundial.
Corte padrão da Chapada do Araripe nas imediações de Santana do Cariri. Arquivo de Imagens Ibi Tupi Fotografia Daniel Roman. Direitos autorais reservados.

Destaque quanto a participação internacional do Seminário

Estiveram no Seminário Internacional sobre Geoparks e Geoturismo, o Geólogo Guy Martini, da Réserve Géologique de Haute Provence,na França, que participou da "invenção" em 1991 da proposição que hoje tem 59 unidades em todo o mundo, os Geoparks Nacionais, como programas de desenvolvimento sustentávelForam destaque: Dr. Armindo Jacinto do Geopark Naturtejo, em Portugal; Rosaria Modica, do Geoparparjk Madonie, do Sul da Itália; Candace Slater, da Universidade da California, uma das maiores autoridades internacionais em tradições orais, crendices populares, que há 25 anos estuda as Romarias do Padre Cícero Romão Batista, o nosso "Padim" Padre Cícero; Prof. Paulo Bongiani, dos Instituto de Geociencias da USP, além do nosso conhecidissimo Prof. Gero Hilmer do Instituto e Museu de Geologia da Universität Hamburg.
Aproximadament 350 pessoas estavam escritas no evento, que foi realizado entre os dias 13 e 14 de novembro, no Auditório Celso Furtado, do Centro Administrativo BNB Passaré,em Fortaleza.

A 10ª Mostra SESC Cariri de Cultura


A 10ª Mostra SESC Cariri de Cultura transcende fronteiras e acontece a partir entre 17 e 21/ Novembro, em vários pontos da cidade de Fortaleza - Praça José de Alencar, Jardins do Teatro José de Alencar, Centro Cultural SESC/ SENAC Praia de Iracema, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Sala Multiuso SESC Cine São Luís, . Nesta diretriz daqui a pouco teremos uma edição nacional em São Paulo, no SESC Pompéia e no Rio de Janeiro.

sábado, 15 de novembro de 2008

Ordem de Serviços do Projeto Maranguapinho


"A Secretaria das Cidades e Cagece lança, na próxima segunda-feira, o projeto Rio Maranguapinho. A obra está orçada em R$ 395 milhões e será a maior intervenção urbana do Ceará. Ao todo, 350 mil pessoas dos municípios de Fortaleza, Maranguape e Maracanaú serão beneficiadas com as obras de construção de cinco mil moradias, saneamento, construção de áreas de lazer e despoluição do rio Maranguapinho e seus afluentes. A primeira etapa do Projeto Rio Maranguapinho começa nesta segunda-feira, quando o governador Cid Gomes assinará, às 19 horas, a ordem de serviço para a construção de 576 unidades habitacionais. Elas beneficiarão parte das famílias que atualmente residem às margens do Maranguapinho.


O rio está localizado na zona leste da região Metropolitana de Fortaleza e corresponde a uma das áreas mais pobres e com maior densidade populacional.Para a construção do primeiro residencial (total de oito), serão investidos R$ 14.379.962,45, e o prazo de execução da obra é de 18 meses. Já para as obras de esgotamento sanitário, serão dadas três ordens de serviço que beneficiarão cerca de 28 mil famílias de doze bairros de Fortaleza, ao longo da Bacia do Maranguapinho. Para essas obras, serão investidos R$ 43.597.603,11."
Poluição no Conjunto São Miguel, as margens do Rio Maranguapinho. Arquivo de Imagens Ibi Tupi. Inventário Ambiental dos Recursos Hídricos e Orla Marítima de Fortaleza. Fotografia Daniel Roman. Direitos autorais reservados

Réserve Géologique de Haute Provence


The "Reserve Geologique de Haute Provence" acts in association with local enterprises that work together for a systematic development of tourism in zones which have so far been ignored by the public. An example has been the establishment of footpaths in three different valleys with the support of the LEADER II program. Wherever the visitor goes in the "Reserve Geologique de Haute-Provence", the history of the Earth over the last 300 million years is well illustrated.


The geological reserve covers an area of 200.000 hectares of the south¬ern Alps in France, incorporating a to¬tal of 55 communities. It can also be regarded as Europe's biggest geolog¬ical open-air museum with numerous fossil-rich sites and fascinating rock formations. Sign-posted discovery trails around the different sites can be reached from a series of interpretive centres within the reserve. Fossilised footprints of birds can be found in the reserve as well as fossilised plants.


An extraordinary monument can be found within the attractive, wooded area of Saint BenoTt, two kilometres north of Digne. Here a huge rock shelf is covered with ammonites. More than 1550 ammonites are preserved on a limestone wall 320 square metres in size. Guided tours are provided to sites where, for example, the skeleton of an Ichthyosaurus can be found while the Verdon gorge offers the opportunity to discover the beautiful landscape of Haute Provence. Verdon is the most spectacular of the French canyons with a length of 21 kilometres and cliffs of up to 700 metres in height. On discovery tours and educational trips, students learn about the need for, and the meaning of, geological heritage and protection.


Information centres and exhibitions also offer guided tours and special publications for all visitors. The museums in Digne les Bains, Sisteran and Castellane are widely used and also act as places where art and science meet. Frequent exhibitions are organized illustrating how themes of contemporary art are influenced by the relation of the artists to the natural environment.
Ammonite image.

Os conceitos do Prof. Guy Martini

"O conceito de geopark, não é um conceito acabado e sim uma idéia em construção, que envolve o imaginrio das populações envolvidas em cada situação e em cada sítio patrimonial a ser preservado. Temos assim uma visão etnológica e uma visão etnocultural interagindo e definindo um roteiro para cada caso ".

Estas palavras do Prof. Guy Martini, Coordenador da Reserva Ecológica da Alta Provença - Geopark Réserve Géologique de Haute Provence - na França, um dos principais autores da concepção do Programa Geoparks Naturais, que deu origem a Rede Global de Geoparques Naturais - Global Networks of National Geoparks, sensibilizaram todos os participantes do Seminário Internacional sobre Geoparks e Geoturismo. Isto significa praticamente os fundamento deste roteiro buscado de como consolidar o Geopark do Araripe.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Seminário Internacional sobre Geoparks e Geoturismo ²



Prossegue hoje, no Auditório Celso Furtado, no Centro Administrativo BNB Passaré, o Seminário Internacional sobre Geoparks e Geoturismo. As ausencias FUMDHAM/ Fundação do Homem Americano, que administra o Parque Nacional da Serra da Capivara e de representantes do Arquipelago de Fernando Noronha foram foram bastante comentadas.

A importancia de ambas as situações para a consolidação de uma rede nacional de Geoparks, com se pretende, é básica e essencial. Muito já foi realizado em ambas as situações e ambas são reconhecidas pela UNESCO como patrimonio da Humanidade.

As séries geologicas de vulcanismo que deram origem ao próprio arquipélago são unicas em todo
o planeta. Por outro lado, a grande biodiversidade existente em Noronha, levaram a que pesquisadores e cientistas ilustres tenham visitado o arquipélago em diversas épocas, como o naturalista Charles Darwin, pai da Teoria da Evolução das Espécies, em 1832. e levantaram dados sobre o meio ambiente, descrevendo-o em trabalhos memoráveis. Também no século XIX, artistas como os franceses Debret e Laissaily registraram em tela a ocupação humana.

Imagem de Sandrix Basco http://www.flickr.com/photos/sandrablasco/2818659930/ Direitos autorais preservados.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Pelo menos 101 imóveis jogam esgoto na orla de Fortaleza

Levantamento da Secretaria do Meio Ambiente do Município e Cagece identificou 101 imóveis que não estão ligados à rede de esgoto. Os dejetos acabam sendo levados para as praias da Capital. Mais este número pode ser muitas vezes maior. Na realidade não existe um controle da situação e a própria Prefeitura quer se isentar desta responsabilidade.

Há 21 anos, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública cobrando informações sobre as ligações clandestinas de esgoto que poluíam áreas como a avenida Beira Mar, Praia de Iracema e o Caça e Pesca. Levantamentos da Secretaria do Meio Ambiente do Município (Semam) e Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) - ambas atendendo a uma determinação judicial - já vistoriaram, desde julho do ano passado, mais de 4,8 mil residências, hotéis e outros imóveis que poderiam estar poluindo a orla marítima. Do total, 289 imóveis não estavam ligados à rede de esgoto, segundo dados da Semam.

Mas após um trabalho de acompanhamento, 188 regularizaram a situação e 101 mantiveram as irregularidades. Um risco à saúde para quem inadvertidamente toma banho de mar. É que a água poluída é canalizada para muitas das 19 galerias pluviais existentes na Beira Mar e Praia de Iracema, despejando o esgoto diretamente na praia. Nesta época do ano, essas galerias deveriam estar limpas, já que o período atual não é de chuvas.

Fernando de Noronha: uma abordagem obrigatória


O Arquipélago de Fernando de Noronha deveria ser mais uma abordagem obrigatória neste Seminário Internacional sobre Geoparks e Geoturismo, por ser um contexto geológico único, um patrimonio natural reconhecido pela UNESCO, 500 anos de história, que tornam este Arquipélago, além de um verdadeiro conjunto patrimonial histórico que merece ser visitado e, sobretudo, preservado.


Imagem da Baía dos Porcos, em Fernando de Noronha. Fotografia panoramica de Jim Skea. Direitos autorais preservados

O macrocontexto: a Ecorregião do Complexo Ibiapaba Araripe


A Ecorregião do Complexo Ibiapaba Araripe é o macrocontexto onde se inclue a Bacia Sedimentar do Araripe, conteúdo matriz que deu origem a proposição do Geopark Araripe. São mais 20 unidades de conservação com várias classificações que poderão convalidar uma proposição de uma rede de Geoparks Nacionais no Nordeste brasileiro


Esta situação que se estende do Planalto da Ibiapaba, a Oeste, na fronteira dos Estados do Ceará e Piauí à Serra da Capivara e extensão desta a Serra das Confusões em direção ao Suldeste do Estado do Piauí, defletindo em direção ao Leste e incorporando toda a Chapada e Bacia do Araripe, estendendo-se por todo o limite entre os Estados do Piauí, Pernambuco, Ceará e Paraíba.
Imagem do Salão Rosa da Gruta de Ubajara. situada no Parque Nacional de Ubajara, na "cuesta" do Planalto da Ibiapaba, um dos possíveis contextos classificáveis como um geopark nacional, segundo esta avaliação. Arquivo de Imagens Ibi Tupi. Fotografia José Sales.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Serra da Capivara: uma aula de geoturismo


O maior atrativo do Parque é a densidade e diversidade de sítios arqueológicos portadores de pinturas e gravuras rupestres pré-históricas. É um verdadeiro Parque Arqueológico com um patrimônio cultural de tal riqueza que determinou sua inclusão na Lista do Patrimônio Mundial pela UNESCO.

Durante milênios as paredes dos sítios foram pintadas e gravadas por grupos humanos com diferentes características culturais que se refletem nas escolhas gráficas que aparecem nos sítios. O visitante pode hoje observar um produto gráfico final que foi realizado gradativamente e que pela sua narratividade evoca fatos da vida cotidiana e cerimonial da vida em épocas pré-históricas.

A esse interesse antropológico se soma uma rara beleza e qualidade artística das obras que apesar de traços similares às pinturas pré-históricas das cavernas da França e da Espanha, abrigos sob rocha da Austrália, apresenta um perfil típico, único na região do Nordeste do Brasil.
A densidade dos sítios arqueológicos e paleontológicos permitiu o desenvolvimento de pesquisas constantes há 3 décadas, fornecendo informações sobre a origem do homem na região, a evolução climática e as transformações da paisagem nos últimos 100.000 anos.

Esses sítios arqueológicos estão localizados num contexto geológico igualmente diversificado, que retraça o processo de formação da região há 240 milhões de anos com o levantamento do fundo do mar. A cuesta que hoje delimita o parque arqueológico, um paredão de arenito de imponentes proporções, configura uma paisagem de grande beleza natural. Sobre a planície do escudo brasileiro existem afloramentos kársticos com cavernas e lagos subterrâneos. Uma paisagem de serra e de planície se estende com ‘inselbergs’ esparsos.

O clima da região é hoje semi-árido. A vegetação é a caatinga, com ilhas de floresta tropical úmida que se conservam em boqueirões estreitos. Entre novembro e maio, estação das chuvas, a vegetação apresenta uma surpreendente exuberância de flores e tonalidades de verde. Em junho as folhas da maior parte das espécies, amarelecem e caem. A paisagem se transforma numa floresta de troncos cinza e de ramas densamente entrelaçadas. É o período da cor homogênea, um manto malva cobre áreas extensas de uma vegetação que espera o retorno das chuvas para repetir o rito da metamorfose e da explosão de vida e cores.

Fauna está em processo de recuperação, animais de diversas espécies atravessam os caminhos, podendo ser observados pelos visitantes. Atualmente é possível ver onças, macacos, caitetus, veados, jacús, águias chilenas, cotias, preás, serpentes, iguanas, lagartos, periquitos, andorinhas e outras espécies de aves, em profusão.

O céu azul profundo e claro na época seca, corresponde a períodos em que as noites são frias, podendo o termômetro descer a 10 graus C. Ao invés, grandes tempestades elétricas, nuvens pesadas, chuvas torrenciais acontecem entre outubro e maio.

Atualmente os sítios preparados para a visitação atingem o número de 128 dos quais, 16 oferecem os serviços de acesso para as pessoas com dificuldade de locomoção.

Informações da FUMDHAM http://www.fumdham.org.br/turismo.asp Imagem de pinturas rupestres. Arquivo de imagens Ibi Tupi.

Serra da Capivara: fronteira ecológica


O Parque Nacional Serra da Capivara, encravado na caatinga, é fruto de uma história geológica, climática e biológica complexa. A diversidade da vida presente hoje, só foi possível graças a variabilidade dos relevos e aos múltiplos habitats escavados em milhares de anos pela força das águas.

As condições climáticas, permitiram que a floresta tropical úmida ocupasse até o Piauí há cerca de 60.000 anos. Com a retração das florestas úmidas imposta pelo início do ressecamento, por volta dos 18.000 anos, algumas espécies desapareceram, outras se retrairam com seus ambientes originais, algumas resistiram encravadas em refúgios mais úmidos (os boqueirões ou canyons) e são os testemunhos vivos desta história. As espécies que permaneceram foram, cada uma de sua maneira, animais e plantas, se adaptando aos diversos ambientes da caatinga. Hoje estas espécies são novas espécies, típicas dos novos tempos.

Espécies testemunhos das épocas úmidas podem ser ainda encontradas na região como uma população relictual de jacarés amazônicos da espécie Cayman crocodilus que vive na Fazenda Veneza (nos limites do Parque) e constitui o limite de ocorrência, a sudeste, desta espécie no país. Duas espécies de louro, Ocotea fasciculata e Poutteria reticulata, árvores tipicamente amazônicas ainda estão presentes no Parque.

Informações da FUMDHAM http://www.fumdham.org.br/pnatural.asp

Imagem da pedra furada. Arquivo de Imagens Ibi Tupi.

Parque Nacional da Serra da Capivara


O Parque Nacional Serra da Capivara está localizado no sudeste do Estado do Piauí, ocupando áreas dos municípios de São Raimundo Nonato, João Costa, Brejo do Piauí e Coronel José Dias. A superfície do Parque l é de 129.140 ha e seu perímetro é de 214 Km. A cidade mais próxima do Parque Nacional é Cel. José Dias, sendo a cidade de São Raimundo Nonato o maior centro urbano. A distância que o separa da capital do Estado, Teresina, é de 530 Km.

A criação do Parque Nacional Serra Capivara teve múltiplas motivações ligadas à preservação de um meio ambiente específico e de um dos mais importantes patrimônios culturais pré-históricos. As características que mais pesaram na decisão da criação do Parque Nacional são de natureza diversa:


  • Culturais - na unidade acha-se uma densa concentração de sítios arqueológicos, a maioria com pinturas e gravuras rupestres, nos quais se encontram vestígios extremamente antigos da presença do homem (100.000 anos antes do presente). Atualmente estão cadastrados 912 sítios, entre os quais, 657 apresentam pinturas rupestres, sendo os outros sítios ao ar livre (acampamentos ou aldeias) de caçadores-coletores, são aldeias de ceramistas-agricultores, são ocupações em grutas ou abrigos, sítios funerários e, sítios arqueo-paleontológicos;

  • Ambientais - área semi-árida, fronteiriça entre duas grandes formações geológicas - a bacia sedimentar Maranhão-Piauí e a depressão periférica do rio São Francisco - com paisagens variadas nas serras, vales e planície, com vegetação de caatinga ( o Parque Nacional Serra da Capivara é o único Parque Nacional situado no domínio morfoclimático das caatingas), a unidade abriga fauna e flora específicas e pouco estudadas. Trata-se, pois, de uma das últimas áreas do semi-árido possuidoras de importante diversidade biológica;- turísticas - com paisagens de uma beleza natural surpreendente, com pontos de observação privilegiados.

  • Turísticas, pois esta área possui importante potencial para o desenvolvimento de um turismo cultural e ecológico, constituindo uma alternativa de desenvolvimento para a região.

Em 1991 a UNESCO, pelo seu valor cultural, inscreveu o Parque Nacional na lista do Patrimônio Cultural da Humanidade. Em 2002 foi oficializado o pedido para que o mesmo seja declarado Patrimônio Natural da Humanidade.O Parque Nacional Serra da Capivara é subordinado à Diretoria de Ecossistemas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), tendo sido concluída a sua demarcação em 1990.


Em torno do Parque foi criada uma Área de Preservação Permanente de dez quilômetros que constitui um cinto de proteção suplementar e na qual seria necessário desenvolver uma ação de extensão. Em 1994 a FUMDHAM assinou um convênio de co-gestão com o IBAMA em 2002 um contrato de parceria com a mesma instituição.

Uma ausencia registrada: Profª Niede Guidon


No Seminário Internacional sobre Geoparks e Turismo, uma ausencia deve ser registrada, da Profª Niede Guidon, da FUMDHAM/ Fundação do Homem Americano, que há mais de 30 anos trabalha, com sua equipe multidisciplinar, na consolidação do Parque Nacional da Serra da Capivara, Patrimonio Cultural e Natural da Humanidade, desde 1991, por designação da UNESCO. http://www.fumdham.org.br/parque.asp

Sem sombra de dúvidas, o Parque Nacional da Serra da Capivara é a experiencia nacional, reconhecida internacionalmente, em todo o mundo, que mais se aproxima do conceito do geoparque nacional, difundido pela UNESCO, que gerou o aparecimento da Rede Global de Geoparks Nacionais. Esta experiencia não deveria ficar fora do debate que se inicia amanhã.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Entenda o processo


1992 Começa a vigorar o atual Plano Diretor de Fortaleza que tem 16 anos. Portanto, encontra-se defasado, uma vez que a legislação determina que a lei seja revista de dez em dez anos. A revisão do atual Plano deveria ter sido realizada em 2002.

2003 Foram iniciadas as discussões para a elaboração de um novo projeto de Plano Diretor para Fortaleza. Ficou com o encargo de coordená-las um grupo de profesores do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFC, que contou com a participação de alguns especialistas convidados e do corpo técnico da própria Prefeitura Municipal de Fortaleza.

2004 No final do ano, o então prefeito Juraci Magalhães apresentou à Câmara Municipal novo Anteprojeto de Plano Diretor, que constava de um conjunto de 7 leis básicas. Um destaque era o inédito Código do Meio Ambiente Municipal.

2005 O projeto apresentado, no ano anterior, foi retirado da Câmara Municipal sob alegativa de falta de registro da participação popular, conforme alegou a nova administração municipal.

2006 Começa o processo de discussão para a elaboração de um novo Plano Diretor de Fortaleza, que na realidade, seria uma revisão do Plano de 1992. Foi cometido um dos maiores equívocos da coordenação da SEPLA/ Secretaria do Planejamento e Gestão do Município de Fortaleza ao abrir mão de sua capacidade gerencial e contratar o Instituto Pólis/ São Paulo para assumir esta função. Por outro lado, todos os resultados anteriores foram colocados de lado.

2007 Segundo a Prefeitura, o projeto ficou pronto, mas a sociedade civil pediu mais tempo para discutir, sendo realizado o congresso do Plano Diretor. O projeto passou mais de um ano na Procuradoria Geral do Município (PGM) para ser formatado juridicamente, isto é, ser transformado em projeto de lei.

2008 Finalmente, o projeto do Plano Diretor é enviado à Câmara, no início do ano, e começa a ser discutido e votado. A partir de maio, começaram as audiências públicas, realizadas às quintas-feiras, no auditório da Câmara das 14h30 às 17h. Só que a participação da sociedade e dos vereadores é pequena.

Em algumas, apenas um vereador compareceu.2008 O projeto inclui 323 artigos, dos quais foram votados, em plenário, até o artigo 49, referente ao capítulo 7, que trata da política de proteção do patrimônio cultural. Ao todo, já foram realizadas 20 audiências públicas, sendo discutido até o capítulo 314 . A 21ª e última audiência está prevista para a próxima quinta-feira, quando serão votados do capítulo 315 até o 323.

A proposta de um Plano Diretor foi pela primeira proposto à cidade de Fortaleza pelo Prof./ Arquiteto Nestor Figueredo, ainda no ínicio da década de 30, a luz das recomendações de ordenamento e estruturação da cidade contemporanea àquela época, definidas pelos CIAM/ Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna que resultaram na elaboração da Carta de Atenas.
Em parte retirado de matéria do Jornal Diario do Nordeste, edição de 10/ Novembro/ 2008. Beira Mar do Pirambu. Arquivo de Imagens Ibi Tupi. Fotografia Daniel Roman. Direitos autorais reservados.

O Plano Diretor vai além de zonear a cidade


O Plano Diretor não tem a função apenas de organizar a expansão urbana, concepção que vigorava na construção do planejamento das cidades desde o século XIX, mas que agora mudou. Hoje, a função do Plano Diretor é ser um dos principais elementos para discutir o desenvolvimento urbano.

A análise é do sociólogo e professor da Universidade de Fortaleza (Unifor), Eduardo Gomes Machado, explicando que a função do Plano Diretor não é apenas definir a expansão urbana através de delimitação de zonas, ou tipologia de uso de solo e padrões de construção.Nesse contexto, o zoneamento era um elemento importante. Pela política urbana atual, uma das finalidades do Plano é minimizar os conflitos e as contradições que ocorrem na cidade, onde múltiplos interesses estão em jogo.

Assim, o Plano Diretor entra como um elemento de “caráter técnico e político” a fim de encontrar um denominador comum para os conflitos que surgem, em especial, em torno da terra.“A cidade é um campo de lutas sociais”, afirma, justificando a relevante participação dos movimentos sociais no processo de elaboração do Plano Diretor. “A terra se tornou uma mercadoria”, explica o professor, além de significar poder e moeda de troca.

A situação fica mais difícil porque o Brasil não conta com uma política de desenvolvimento urbano unificada entre as esferas federal, estadual e municipal. Nas últimas décadas, houve uma mudança na formulação da legislação urbana, lembrando que, na década de 1930, o estado exerceu um papel de interventor.

Os planos diretores, executados antes da virada do século, não tinham o caráter participativo, eram mais urbanísticos, técnicos. Embora seja questionada, hoje, a participação da sociedade contribui para que os planos deixassem de ser feitos em gabinetes, por meia dúzia de técnicos. A Constituição Federal de 1988 lançou a discussão, referendada pelo Estatuto da Cidade, que trouxe importantes elementos para a concepção de uma nova política urbana.

“A discussão do desenvolvimento urbano passa pelo projeto de cidade que está embutido na concepção de sociedade”, explica o sociólogo. O Estatuto da Cidade propõe uma política urbana baseada em três elementos: transporte, saneamento e habitação. Sobre o projeto de Plano Diretor, diz: “Não percebi a vinculação das políticas setoriais vinculadas ao documento capazes de refletir uma visão geral da cidade”.
Imagem da Feira Noturna da Praça da Sé, no centro de Fortaleza, conhecida por "Shopping Chão".

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Fortaleza amarga o caos urbano ²


CRITICAS AO ANTEPROJETO ¹


  1. Não houve efetiva participação da sociedade no processo de discussão e elaboração do Plano Diretor e nem de arquitetos e urbanistas locais.

  2. A minuta do Plano não traz as referências e o embasamento para a compreensão da estruturação urbana e do modelo de cidade, ou seja, o que levou à alteração do zoneamento existente, como por exemplo, a definição das áreas de recuperação ambiental

  3. O microzoneamento desconsidera o bairro como unidade de planejamento. O Centro é desconsiderado como zona específica.

  4. Há dificuldade para a identificação dos critérios adotados para as três categorias de Zonas Especiais de Interesse Social propostas, uma vez que a minuta inclui trechos das áreas do Centro e da faixa litorânea e omite algumas áreas efetivamente ocupadas por populações de baixa renda, carentes de planejamento e infra-estrutura urbana.

  5. A minuta não segue a recomendação do Estatuto da Cidade no que diz respeito às referências aos vazios urbanos, equipados e com infra-estrutura e qualificação logística, que poderiam ser utilizados para realização de operações urbanas consorciadas, como o Jacarecanga e orla central.

  6. O documento não faz referência aos eixos de mobilidade (ferroviários, metroviários, rodoviários, sistema viário) e às centralidades (Antônio Bezerra, Aldeota/Meireles, Barra do Ceará, Carlito Pamplona, Benfica, Parangaba/Montese, Messejana, Seis Bocas) para a estruturação urbana.

  7. Falta integração com a Região Metropolitana.

¹ Apresentado pela SEPLA/ Secretaria do Planejamento Municipal em substituição às proposições anteriores compostas por professores do Departamento de Arquitetura e Urbanismo/Centro de Tecnologia UFC e técnicos da própria Prefeitura Municipal de Fortaleza.

Reportagem da Jornalista Iracema Sales do Jornal Diário do Nordeste, com data de hoje 10/ Novembro/ 2008. Reprodução unicamente para divulgação. Direitos autorais preservados.

Imagem das imediações do Parque Parreão, ao lado da Rodoviária. Arquivo de Imagens Ibi Tupi. Fotografia de Daniel Roman. Direitos autorais preservados.

Fortaleza amarga o caos urbano

Depois de 16 anos de espera, Câmara promete votar, este ano, o novo Plano Diretor, mas com algumas modificações. Fortaleza vive uma situação caótica no que diz respeito à ordenação urbana — construções irregulares, ruas e avenidas estranguladas dificultando o trânsito, falta de espaço para os transeuntes e o centro histórico abandonando — enquanto isso, desde 2002, está em discussão a revisão do Plano Diretor de 1992, instrumento considerado como um dos principais elementos para a elaboração das políticas públicas de uma cidade.

Depois de uma proposta de Plano Diretor ter sido retirada da Câmara em 2005, por não atender aos novos critérios que regulamentam a política urbana nacional, que determina a participação da população como determina o Estatuto da Cidade, um novo Plano Diretor começou a ser desenhado, em 2006, que deve ser votado ainda este ano, conforme promessa da presidência da Câmara dos Vereadores.

O vereador Carlos Mesquita (PMDB), presidente da Comissão Especial do Plano Diretor, admite que o documento sofrerá algumas modificações, principalmente num dos pontos mais polêmicos: a delimitação do solo urbano em zonas.No entanto, o Plano Diretor de Desenvolvimento Participativo de Fortaleza (PDDUFor) é alvo de críticas por algumas entidades, a exemplo do Instituto dos Arquitetos do Brasil seção Ceará (IAB-CE) e da Ordem dos Advogados do Brasil seção Ceará (OAB- CE). Um dos pontos mais polêmicos é quanto à falta de participação da sociedade e das entidades representativas no processo de elaboração do novo Plano Diretor.

Outra crítica ao documento, é de que o Plano Diretor foi reduzido à questão fundiária, como afirma Marcondes Araújo Lima, arquiteto, urbanista e professor do curso de Arquitetura da Universidade Federal do Ceará (UFC). Doutor em planejamento ambiental, Marcondes Lima integrou o grupo gestor do PDDP, no entanto, hoje, afirma: “Sequer considero este documento um plano diretor”, justificando que o mesmo não contempla as dimensões e as complexidades de Fortaleza. “É questionável pelo seu próprio conteúdo por não cumprir as suas funções”.O arquiteto explica que o Plano Diretor deve ser o principal instrumento de gestão municipal, para onde deve convergir todas as funções políticas, programas e projetos públicos de desenvolvimento no âmbito do município de Fortaleza. Os investimentos não ficam restritos à área municipal, mas os previstos nas esferas federal e estadual, critica.

Na queda-de-braço entre os atores sociais, cujas lutas se desenrolam no espaço urbano, cada um defendendo os seus interesses, está a população que espera que sua participação não termine servindo apenas para referendar um documento que, após ser votado na Câmara do Vereadores, acabe sendo descaracterizado.A preocupação faz sentido, uma vez que, nas audiências públicas, realizadas desde maio deste ano, sempre às quintas-feiras, das 14h30 às 17h, no auditório da Câmara Municipal de Fortaleza, é quase inexpressiva a presença de vereadores. Na última, realizada, quinta, dia 6, dos 41 vereadores, apenas três compareceram. Foi a 20ª audiência, quando foi votado até o capítulo 314, do total de 323.

A expectativa é de que na próxima semana sejam concluídas as audiências. Na última, a presença da sociedade ficou resumida aos representantes dos movimentos sociais e do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Ceará (Sinduscon-CE).O titular da Secretaria Municipal de Planejamento e Orçamento (Sepla), José Meneleu Neto, rebate as críticas afirmando que, “enquanto entidades elas não se posicionaram formalmente, são apenas posições individuais e injustificáveis”, afirma, demonstrando estranhar a posição do IAB-CE, que participou da equipe de técnica que participou da elaboração do Plano Diretor. Do ponto de vista técnico, praticamente, todas as secretarias participaram, disse.“O Plano Diretor é importante porque mexe com o solo urbano”, analisa o secretário.

Aliás, é este um dos pontos mais controversos, uma vez que algumas entidades e especialistas questionam a redução do documento a uma mera discussão fundiária. A expectativa do movimento popular é de que as Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) sejam mantidas e marcadas, como observa o advogado Igor Moreira e integrante do Movimento dos Conselhos Populares.Para José Carlos Gama, diretor adjunto financeiro da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e conselheiro do Sinduscon, a principal crítica ao Plano Diretor é não ter contado com a participação de arquitetos e urbanistas locais e também da sociedade civil. O Sinduscon apresentou mais de 150 emendas.Ele admite que não existe mais cabo de guerra entre a entidade e o movimento popular, se referindo, sobretudo, à questão fundiária. “Houve casos do Sinduscon e do movimento popular apresentarem emendas coletivas”, afirmou Gama.

Extensa reportagem da Jornalista Iracema Sales, publicada no Jornal Diário do Nordeste, com data de hoje 10/ Novembro/ 2008. Reprodução unicamente para divulgação. Direitos autorais preservados.

domingo, 9 de novembro de 2008

Seminário Internacional sobre Geoparks e Geoturismo


O Governo do Estado, por meio da Secretaria das Cidades, promove nos dias 13 e 14 de novembro o Seminário Internacional sobre Geoparks e Geoturismo. O evento, que será realizado no Banco do Nordeste, tem como objetivos divulgar o programa global de geoparks da Unesco, destacar a importância do Geopark Araripe para o desenvolvimento do Cariri e contribuir para a criação de novos geoparks no país e nas Américas.

O seminário contará com a presença de especialistas internacionais em geopark como a professora Rosário Módica, diretora do Geoapark Madonie (Itália); o diretor do Geopark Naturtejo (Portugal), Armindo Jacinto; Guy Martini, diretor do Geopark Réserve Géologique de Haute Provence (França) e o professor Gero Hillmer do Geologisch-Paläontologisches Institut und Museum der Universität Hamburg (Alemanha).

Também reunirá especialistas nacionais como o professor Paulo Boggiani, do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo; Mônica Amorim, professora da Universidade Federal do Ceará e consultora do Banco Mundial e Plácido Cidade Nuvens da Universidade Regional do Cariri (URCA). A inscrição para o evento é gratuita e pode ser feita no site da Secretaria das Cidades.
Créditos: Assessoria de Comunicação da Secretaria das Cidades

sábado, 8 de novembro de 2008

10ª Mostra SESC Cariri de Cultura ²


A Mostra SESC Cariri de Cultura chega ao seu décimo ano como um evento consolidado no calendário anual do Estado, com abrangência nacional, fortalecendo e difundindo o fazer artístico e cultural, como um acontecimento referencial na região. A edição desse ano acontece de 8 a 15 de novembro.

Reunindo artistas locais, de vários estados do País e atrações internacionais, promove o intercâmbio, o desenvolvimento e a cooperação cultural entre artistas de vários segmentos, contribuindo com a construção e difusão da identidade regional, calcada na memória histórica do fazer cultural.

Assim, a 10ª Mostra SESC Cariri de Cultura será um acontecimento com atividades culturais múltiplas, que serão desenvolvidas durante nove dias na Região do Cariri, mais especificamente nos seus dois pólos principais (Crato e Juazeiro do Norte) e em outros municípios, que recebem programações itinerantes.

Cada pólo sediará os núcleos de Artes Cênicas, Música, Literatura, Artes Plásticas e Audiovisual, que contemplam, além de apresentações, momentos de formação e reflexão sobre os caminhos da arte e da cultura, no Cariri e no mundo.
Inauguração do Teatro SESC Patativa do Assaré. Fotografia de Junior Panela. Direitos autorais preservados.