domingo, 30 de setembro de 2007

Sobre a EXPOECE, junto ao Riacho Alagadiço


Deu na imprensa: "Findou-se mais uma Expoece. O local continua o mesmo. Se mudou, foi para pior. Voz unânime entre expositores, pecuaristas e visitantes. A proliferação do lixo reinou. A praga de moscas foi um horror. O local não mereceu nem sequer uma mão de vassoura. Lamentável". Jornalista Alan Neto – 30/set - O POVO

O local faz parte do contexto da sub bacia do Riacho Alagadiço. A entrada principal para a Expoece se dá pelas margens do Riacho Maranguapinho, nas imediações da Rua Olavo Bilac, uma das principais ligações das Av. Bezerra de Menezes e Sargento Hermínio, e poderia ser requalificado pela proposta do Parque Rachel de Queiroz. A Prefeitura de Fortaleza e o Governo do Estado tem começar a enxergar estas potencialidades da cidade.


Imagem de satélite Google Earth, utilizada unicamente para divulgação. No centro a EXPOECE, a direita acima o Bosque e Pólo de Lazer da Sargento Hermínio, abaixo o corredor da Av. Bezerra de Menezes. Os espaços verdes são as margens do Riacho Alagadiço.

Parque da Lagoa da Maraponga


O Parque da Lagoa da Maraponga existe desde 1991, como Área de Proteção Ambiental Municipal, de acordo com a Lei 6.883/91, quando a situação foi também desapropriada, na Gestão Maria Luiza Fontenele/ PT. Sua dimensão é da ordem de 19,95 ha.
De acordo com o Programa Parque Vivo, da Universidade Federal do Ceará, o Parque Ecológico da Lagoa da Maraponga, assim como vários outros parques e pólos de lazer de Fortaleza, não dispõe de equipamentos atrativos de recreação e de esportes.
Trata-se de um dos espelhos d'água mais belos de Fortaleza, cujo sistema lacustre sofre com ocupações e poluição por águas servidas. A área em questão apresenta diferentes problemas ambientais e sociais que vêm afetando a qualidade do sistema lacustre, refletindo diretamente nos aspectos socioambientais das comunidades de baixa renda já inseridas em áreas de riscos.
A recuperação da Lagoa da Maraponga requer a adoção de medidas como: Saneamento básico das áreas de influência direta e indireta(1). Banir práticas que favorecem os processos erosivos(2). Conscientizar a população sobre a importância de preservar a vegetação ciliar(3). Retirada da população das áreas de risco de inundações(4). Promoção de eventos culturais que atraiam não só a população local, mas também de outros locais da cidade(5).
Em 2002, o Governo do Estado através da SOMA/ SEMACE e SEINFRA realizaram ações de qualificação daquela situação, que entretanto não foram suficiente para consolidar um contexto de preservação e proteção da mesma. Em Setembro/ 2003, os integrantes do PV/ Partido Verde reclamavam do abandono da área, em seu site, na coluna Opinões Verdes, através de artigo do Jornalista Francisco Gomes Segundo. Recentemente a Prefeitura Municipal de Fortaleza promoveu a limpeza da lagoa e reurbanização da área verde em torno.
Arquivo de Imagens de Ibi Tupi. Fotografia da Daniel Roman Direitos autorais reservados.

sábado, 29 de setembro de 2007

Os impactos da urbanização na Bacia do Cocó


A Bacia do Rio Cocó domina a maior parte do território municipal. Na imagem, as maiores interferencias urbanas estão com gradação de vermelho e as menores em gradação de amarelo, tendo em conta as densidades de ocupação registrada. As maiores interferências correspondem às ocupações à margem do próprio em áreas de risco no Lagamar da Aerolandia e Tancredo Neves.

O desenho do Parque Raquel de Queiroz ²


O mapa geral da proposta do Parque Rachel de Queiroz mostra claramente a inserção do parque nos bairros Alagadiço, Antônio Bezerra, Amadeu Furtado, Álvaro Weyne, Autran Nunes, Bela Vista, Carlito Pamplona, Couto Fernandes, Dom Lustosa, Genibaú, Henrique Jorge, Jóquei Clube, Monte Castelo, Panamericano, Pici, Parque Araxá, Parquelândia, Padre Andrade, Presidente Kennedy, Rodolfo Teófilo, Quintino Cunha e Vila Ellery.

A localização do Parque Rachel de Queiroz em Fortaleza

A proposta do Parque Rachel de Queiroz foi concebida para a Zona Oeste de Fortaleza, na sub bacia do Riacho Alagadiço e sub bacia do Riacho Cachoeirinha, ambas afluentes do Rio Maranguapinho. As mesmas estão inseridas no contexto urbano de 20 bairros, dentre oa mais populosos da cidade, com população acima de 420 mil habitantes. A demanda por áreas verdes e espaços públicos desta região é da ordem de 5 milhões de metros quadrados ou 500 hectares. Em toda esta situação só existe um único parque público que é o Bosque e Pólo de Lazer da Av. Sargento Hermínio.
A equipe que participou da concepção e do desenvolvimento do projeto se coloca a disposição de apresentar o mesmo a qualquer grupo da sociedade civil. Faça contato com conosco neste blogspot.

O desenho do Parque Raquel de Queiroz


O desenho do Parque Rachel de Queiroz esta vinculado três marcos conceituais: preservar os ecossistemas ambientais existentes, fortalecer a presença de vegetação de porte e facilitar o acesso da população a este novo contexto de espaços públicos e áreas de lazer. Para isto serão consolidades 20 “portas principais” do Parque a partir das principais vias urbanas.

Um segundo ponto refere-se às parcerias que são necessárias à consolidação da idéia que integraliza a participação da população usuária e das instituições existentes na proximidade, compondo um corpo de “guardiões do Parque”. E das empresas e proprietários de algumas glebas que poderão adotar partes Parque, como ações de responsabilidade social.

Imagem de satélite retirada do do Google Earth para divulgação, do Bosque e Pólo de Lazer da Av. Sargento Herminio mostrando o adensamento existente de árvores de grande porte, que por si só demonstram o equívoco do titular da Secretaria Regional I/ SER III do Município de Fortaleza, em propor a retirada das mesmas para colocação de quadra poliesportiva.

A equipe deste blogspot insiste na tecla que uma autocrítica é necessária da parte da Administração Municipal e que uma trajetória pode ser composta. Esta nova trajetória passa obrigatóriamente pela implantação do Parque Rachel de Queiroz que vai de encontro à demanda de quase meio milhão de pessoas na Zona Oeste, que demanda espaços livres para lazer, fruição da natureza, práticas esportivas e ócio.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Riacho Cachoeirinha nas imediações da Rua Coronel Matos Dourado


Uma imagem de Fortaleza do Riacho Cachoeirinha,nas imediações da Rua Coronel Matos Dourado, que poderia ser modificada se a Administração Municipal colocasse como uma de suas prioridades a consolidação do Parque Rachel de Queiroz. Este blogspot recomenda à Srª Prefeita Luiziane Lins e à Srª Secretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano Daniela Valente uma visita conjunto ao local e o reconhecimento da potencialidade que a proposição apresenta de inserção urbana e social daquela população ribeirinha. Não custa nada conhecer estes aspectos de enormes demandas de nossa cidade de Fortaleza.

Outro dado: o custo´por habitante da implantação do Parque Rachel de Queiroz é da ordem de R$ 87,14(Oitenta e sete reais e quatorze centavos) Estão estimados aproximante 30 milhões de reais para atender uma população da ordem de 420.000 pessoas, em vinte bairros onde o parque poderia ser implantado.

Imagem do Arquivo de Imagens de Ibi Tupi. Fotografia de Daniel Roman. Direitos autorais reservados.

Novas apresentações da proposta do Parque Rachel de Queiroz

Serão realizadas novas audiências de apresentação da proposta do Parque Rachel de Queiroz, em outros bairros da Zona Oeste de Fortaleza, como o Genibaú, Planalto PICI e Presidente Kennedy, por onde se estende a proposição, por solicitação das próprias comunidades e ambientalistas, que participaram da eunião de ontem, dia 27/09 no Bosque e Pólo de Lazer da Av. Sargento Hermínio, durante o próximo mês de Outubro. A coordenação destes eventos estará a cargo do grupo do bairro Ellery. Aguardem a divulgação de datas e compareçam.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Prefeita Luiziane Lins expõe metas da Administração Municipal na III Conferência das Cidades

Prefeita de Fortaleza, Profª Luiziane Lins expõe metas da Administração Municipal, para o Biênio 2007/2008, na III Conferência Estadual das Cidades, reiterando que todos os programas até aqui divulgados pela Prefeitura de Fortaleza, são compromissos que serão realizados até o fim desta gestão: CUCAs em diversas regiões da cidade, Hospital da Mulher no bairro do Jóquei Clube, Projeto Vila do Mar na orla marítima Oeste, entre o Pirambu e a Barra do Ceará.

Infelizmente, para nós todos que consideramos a preservação e proteção ambiental, uma das metas do milenio de toda a humanidade, notadamente em nossas grandes cidades, a Srª Prefeita em nenhum momento se referiu a qualquer ação ligada a preservação e proteção, nem a ampliação dos espaços públicos e áreas livres.

Aberta III Conferência Estadual das Cidades


Foi aberta, ontem no Centro de Convenções do Marina Park Hotel, em Fortaleza, a III Conferência Estadual das Cidades. O ponto alto da solenidade foi a exposição do Secretário das Cidades, Arquiteto Joaquim Cartaxo sobre o Programa de Desenvolvimento e Gestão Territorial baseado no fortalecimento dos pólos regionais existentes no interior do Estado do Cearáque objetiva promover a desconcentração espacial dos investimentos e coordenar as ações de desenvovimento endógeno local e de integração regional. Foi destacado o papel do projeto piloto do Programa Cidades do Ceará, na região do Cariri, financiado pelo Banco Mundial.


Na III Conferência das Cidades, dois temas principais orientarão o roteiro dos debates: A Política de Desenvolvimento Urbano e as Intervenções nas Cidades e A Capacidade e Forma de Gestão das Cidades.


Imagem aérea de parte da orla marítima e entorno do Porto do Mucuripe, em Fortaleza. onde existem imensas demandas de requalificação urbana e ambiental, além de redefinição de diretrizes de desenvolvimento setorial urbano. Situação destacada pelo PROJETO LEGFOR, desenvolvido pelo DAU/ CT/UFC, através da ASTEF, como preferencial para realização da Operação Urbana Colonia Mucuripe, no Município de Fortaleza. Arquivo de Imagens Ibi Tupi. Fotografia Daniel Roman. Direitos autorais reservados.
O Professor José Sales, do Setor de Estudos PUR/ Planejamento Urbano e Regional, responsável pela coordenação do PROJETO LEGFOR, entre 2002/2004, também participante da equipe deste blogspot, esteve presente na solenidade de abertura como representante do DAU/ CT/ UFC - Departamento de Arquitetura e Urbanismo/ Centro de Tecnologia/ Universidade Federal do Ceará e delegado à III Conferência Estadual das Cidades.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

O DAU/ Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFC

O DAU/ Departamento de Arquitetura e Urbanismo do Centro de Tecnologia da UFC/ Universidade Federal do Ceará, historicamente denominado Escola de Arquitetura UFC, orienta a formação dos arquitetos e urbanistas no Estado do Ceará há mais de quarenta anos, como colabora com diversos programas da UFC.

Nesta unidade de ensino tem maior destaque a presença do LEAU/Laboratório de Estudos em Arquitetura e Urbanismo, atualmente coordenado pelo Prof. Dr. Renato Bezerra Pequeno, que realiza pesquisas e subsidia atividades docentes nas áreas de arquitetura e urbanismo, além orientar a criação de acervo documental de sua produção, que envolve também consultoria a institutições públicas ou privadas integrando-se em programas da universidade como tem feito o próprio departamento desde os anos 60, quando em nos primórdios, colaborou com estudos de ordenamento e estruturação do município, no Plano Diretor Municipal/ 1962/1964, coordenado pelos Professores Hélio Modesto e Adina Mera, denominado Plano Hélio Modesto.

Iniciando, desta forma, uma tradição que teve seguimento com atividades ligadas a elaboração do PDF/ Plano Diretor Físico/ 1975-1979, seguida da elaboração da composição do atual PDDU FOR/ 1992 e LUOS/ 1996 e, mais à frente com o quadro de realizações do PROJETO LEGFOR, que incluiu a atualização da Síntese Diagnóstica Municipal/ Versão 2002-2003 e, a formualação dos Anteprojetos do PPDUA/ Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental do Município de Fortaleza/ Versão 2004, LUOS/ Versão 2004, Código de Obras e Posturas/ Versão 2004 e Código do Meio Ambiente/ Versão 2004. Além de realização do Inventário Ambiental de Recursos Hídricos e Meio Ambiente do Município de Fortaleza, com denominação compacta de Inventário Ambiental de Fortaleza. Estas últimas atividades através da interveniência da ASTEF/ Associação Técnico Científica Eng. Paulo de Frontin.

Em data recente, já consolidado como LEAU/ Laboratório de Estudos de Arquitetura e Urbanismo, em 2002, para suporte às atividades do Mestrado Interinstitucional FAUUSP/ DAU/CT/UFC e no presente também como suporte às novas diretrizes para sua ação ligadas ao novo Doutorado Interinstitucional FAUUSP/ DAU/CT/UFC, passou a realizar relevantes pesquisas e estudos, como - Economia Política da Urbanização do Baixo Jaguaribe/ CNPQ, Alternativas de Saneamento Básico para Comunidades Carentes/ Fundação Johnson e Fundação SODIS, Projeto Prática e Diálogo: O Futuro das Cidades/ Fundação Konrad Adenauer, Observatório das Metrópoles/ IPPUR/ UFRJ; Corredor Ecológico do Rio Maranguapinho, Morfoanálise de Áreas Periféricas Metropolitanas: o caso da Região Metropolitana de Fortaleza e Novas Áreas de centralidade Urbana: O caso do bairro da Aldeota em Fortaleza.

Imagens do Patrimônio Histórico de Fortaleza


Imagens do Patrimônio Histórico de Fortaleza é uma nova série deste blogspot.

A Casa de José de Alencar é uma instituição cultural mantida pela Universidade Federal do Ceará. É imóvel tombado no âmbito federal, em 1968. O conjunto edificado abriga uma casa onde José de Alencar viveu sua infância na então cidade de Messejana.
O lugar era chamado de Sítio Alagadiço Novo e foi adquirido por José Martiniano de Alencar quando de sua primeira presidência na então Província do Ceará, que tem 9 hectares com as casas originais do conjunto e as ruinas do primeiro engenho a vapor do Ceará, onde estão abrigados o Museu da Renda e de Antropologia, Pinacoteca Floriano Teixeira e a Biblioteca Braga Montenegro está localizado na Av. Washington Soares, no Bairro do Alagadiço Novo.
Arquivo de imagens Ibi Tupi. Fotografia José Sales. Direitos autorais reservados.

Apresentação da proposta do Parque Rachel de Queiroz no Bosque da Sargento Hermínio


Na próxima 5ª feira, dia 27/10/2007 será aresentada no Bosque e Pólo de Lazer da Av. Sargento Hermínio a proposta do Parque Rachel de Queiroz que é do aproveitamento de áreas de proteção ambiental e paisagítica, de espaços públicos, de equipamentros ou áreas devolutas sub utilizados, como o Parque da Expoece, em uma dimensão que alcança 254 hectares(254.000 m²) da Sub Bacia do Açude João Lopes, Riacho Alagadiço, Açude Santo Anastácio e Riacho Corrente até o Rio Maranguapinho, os transformando em uma cadeia de 15 parques urbanos, com 12 quilometros de extensão, para lazer, pratica de esportes, fruição da natureza e ócio, da população dos bairros São Geraldo, Alagadiço, Ellery, Presidente Kennedy, Parquelandia e PICI.


A demanda de qualificação urbana desta região da cidade é de 720 hectares, segundo as recomendações da ONU, de 12m²/ habitante, para as grandes cidades contemporâneas. Em espaços públicos e área verde consolidada só temos 4 hectares, do Bosque e Pólo de Lazer Sargento Hermínio e mais uma duas ou três praças públicas e um micro parque, junto a Av. Dr. Theberge, além das margens do Açude João Lopes, tradicionalmente esquecidas pela Administração Municipal, dos últimos anos.

Imagem do Bosque e Pólo de Lazer da Sargento Hermínio. Arquivo de Imagens Ibi Tupi.

III Conferência Estadual das Cidades


Será aberta hoje, no Espaço de Convenções do Hotel Marina Park, na orla marítima central de Fortaleza, pelo Governador Cid Gomes e pelo Secretário das Cidades do Estado do Ceará, Arquiteto Joaquim Cartaxo, a III Conferencia Estadual das Cidades, realização do Governo do Estado.

Os trabalhos se desenvolverão nos dias 26 e 27 de setembro. No dia 27, a prefeita de Fortaleza Luizianne Lins falará sobre intervenções urbanas e gestão da cidade. O mesmo dia será dedicado à debates sobre temas da Conferência e a eleição dos delegados que representarão o Ceará na Conferência Nacional das Cidades, que será de 25 a 29 de novembro em Brasília. A 3ª Conferência das Cidades terá dois temas principais para nortearem os debates: A Política de Desenvolvimento Urbano e as Intervenções nas Cidades e A Capacidade e Forma de Gestão das Cidades.

Imagem do pátio da antiga Cadeia Pública de Fortaleza - Museu de Arte e Expressão Popular e Centro de Compras ENCETUR - situado na Rua Dr. João Moreira, situação que bem poderia ser composta como o corredor cultural de nossa cidade tal a presença de edificações de relevância patrimonial e espaços significativos da história urbana. Fotografia Daniel Roman para Inventário Ambiental de Fortaleza. Banco de Imagens Ibi Tupi. Direitos autorais reservados.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

A riqueza ambiental de Fortaleza


Imagem de imediações da foz do Rio Cocó com vista da margem direita e ao fundo do Parque das Dunas do Sabiaguaba, que ainda permanece quase inteiramente íntegro, por conta da presença antrópica ainda não impactante. Fotografia de Daniel Roman. Banco de Imagens Ibi Tupi. Direitos autorais reservados.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

A riqueza ambiental de Fortaleza


Imagem de vegetação ciliar e manguezal nas margens do Rio Cocó, na Rua dos Manguesais com Rua Aécio Cabral, nas imediações do Parque Adhail Barreto. Fotografia José Sales. Arquivo de imagens Ibi Tupi/ Setembro 2007. Direitos autorais reservados.

A riqueza ambiental de Fortaleza


Imagem do Açude do Sítio Colosso, nas imediações da Av. Washignton Soares e Fórum Clóvis Beviláqua, dentro de uma imensa área propriedade do Grupo Edson Queiroz, em vizinhança da área protegida do Parque Estadual do Cocó. Fotografia de Daniel Roman. Direitos autorais reservados.

domingo, 23 de setembro de 2007

Editorial do jornal O POVO comenta inexplicável corte de árvores no Parque Rio Branco

Editorial do jornal O POVO, neste domingo, comenta o inexplicável corte de quatro árvores adultas no Parque Rio Branco, inclusive de um flamboyant em floração, na véspera do Dia da Árvore, 21 de Setembro, data oficial de maior tradição no Brasil. A Administração Municipal de Fortaleza continua inexplicavelmente muda sobre tal fato.

O Titular da SER III/ Secretaria Executiva Regional III, Eng. Rogério Pinheiro, responsável pelo Parque Rio Branco e pela reforma que ali está sendo empreendida "não deu um pio sobre o assunto". As explicações do Distrito do Meio Ambiente daquela Secretaria, que o corte foi um equívoco, não correspondem a verdade dos fatos: as árvores foram, de fato, cortadas "a serra elétrica", pois estavam no caminho do redesenho da pista de caminhadas do Parque.

Enquanto isto no Parque da Av.Beira Mar, também responsabilidade da SER III, a 37ª árvore está em vias de ir ao chão, por falta de cuidados na preservação e proteção do que resta de cobertura vegetal ali. E as construções indevidas e irregulares dos barraqueiros também avançam sobre o que resta de área verde. Tem que haver um basta a esta situação.

sábado, 22 de setembro de 2007

A riqueza ambiental de Fortaleza


Imagem do encontro do Rio Maranguapinho com o Rio Ceará e a exuberância do manguezal , nas imediações do Conjunto Vila Velha, no limite entre os Municípios de Fortaleza e Caucaia. Uma situação desconhecida tanto das populações de Fortaleza e Caucaia como de suas administrações. O acesso à situação só se dá por barco a partir da foz do Rio Ceará.
Fotografia de Daniel Roman. Banco de Imagens de Ibi Tupi. Diretos autorais reservados.

O Dia da Árvore foi comemorado em diversos bairros de Fortaleza

No Bairro Maraponga, na única grande área verde pública, o Parque da Lagoa da Maraponga, recebeu a visita de estudantes para exercícios de catalogação de tipos de árvores existentes no bosque.Para os alunos da 5ª a 9ª séries da Escola Municipal João Estanislau Façanha, a aula da manhã de sexta-feira foi bem diferente.

No lugar das carteiras, os assentos eram troncos de árvores e as explicações sobre ecologia eram dadas mostrando de perto as plantas. Além disso, cada um dos 800 estudantes da instituição levou para casa uma muda de árvore para plantar em casa ou em outro local adequado. Notícia e imagem do Diário do Nordeste, utilizadas para divulgação, por este blog.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Dia da Árvore é comemorado no Bosque da Sargento Hermínio por diversas escola


O Dia da Árvore foi comemorado no Bosque e Pólo de Lazer da Sargento Hermínio, com o plantio de diversas mudas de árvores, por alunos de diversas escolas da região Oeste de Fortaleza e também alunos do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFC. As mudas, cajueiros, mangueiras e flamboyants, foram fornecidas pela EMLURB/ PMF. Estranhamento nenhum participante da SER I compareceu as festividades, animadas por bandas de música e brincantes. Imagem do arquivo deste blogspot.

SER II comemora o Dia da Árvore cortando 4 árvores do Parque Rio Branco


A SER II "comemorou antecipadamente" o Dia da Árvore, da pior forma possível, autorizando o corte de 4 árvores no Parque Rio Branco, inclusive de um Flamboyant adulto em plena floração. Justificando, através do Distrito de Meio Ambiente da Regional, que esta ação foi um "equívoco" do pessoal da manutenção da EMBLURB. O Titular da Secretaria, Eng. Rogério Pinheiro, "não soube de nada, não viu nada e deve ter raiva de quem soube de alguma coisa". O mau exemplo da SER I, quanto às suas intenções no Bosque da Sargento Hermínio, agora se propaga por outros setores da Administração Municipal. O Ministério Público Estadual poderia mandar apurar responsabilidades por mais este crime ambiental realizado contra o patrimênio público ambiental de nossa cidade.

Fotografia de Sebastião Bisneto retirada de reportagem do Jornal O POVO, para efeito de divulgação.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

O dia da árvore também será comemorado no Bosque e Pólo de Lazer da Av. Sargento Hermínio

O Dia da Árvore também será comemorado nesta sexta-feira no Bairro Ellery, com a realização de plantio de mudas no Bosque do Pólo de Lazer da Sargento Hermínio. Árvores como Ipê, Oiti, Cajazeiro, Ata, Tamarindo e Ingá serão plantadas por crianças e jovens das escolas da região. Isso contribuirá para revitalizar e aumentar a cobertura vegetal do Pólo.

A atividade também tem como objetivo lembrar que a comunidade e os usuários do local não concordam com a construção de um ginásio poliesportivo no local, o vai causar danos ambientais e paisagísticos ao Parque. O que a comunidade defende é a revitalização da área e a implantação do Parque Raquel de Queiroz, com a implantação de um projeto paisagístico e um plano de recuperação ambiental.

O Titular da SERI/ Secretaria Executiva Regional I, Sr. Mariano de Freitas assim como a Titular da SEMAM/ Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Controle Urbano, Srª Daniela Valente, também estão convidado ou deveriam mandar um representantes. Os alunos do Departamento de Arquitetura e Urbanismo, Disciplina Projeto Urbanístico II cujo o tema é Meio Ambiente no contexto urbano de Fortaleza: a Sub Bacia do Riacho Alagadiço, do Açude João Lopes ao Açude Santo Anastácio comparecerão a esta atividade.

Informações de Liliana Uchôa/Aguinaldo Aguiar/Clarice Araújo

Dia da Árvore será comemorado na SER V pelo Distrito de Meio Ambiente

No dia 21 de setembro, o Brasil comemora o Dia da Árvore. Na Secretaria Executiva Regional (SER) V, a data será celebrada com estudantes de escolas municipais e comunidade. Já hoje, quinta-feira (20), pela manhã e à tarde, o Distrito de Meio Ambiente debaterá com os alunos das escolas E.M.I.F João Estanislau Façanha (Rua 11, s/n, Maraponga) e E.M.I.F João Hildo Carvalho Furtado (Rua Juvêncio Sales, s/n, Aracapé) a importância da arborização na prevenção do aquecimento global. Na sexta-feira (21), serão distribuídas para os estudantes, cerca de 2.000 mudas.

Também nesta sexta-feira pela manhã, haverá uma catalogação no Parque Ecológico da Maraponga. Alunos de sexta a nona séries da E.M.I.F João Estanislau Façanha, com o auxílio de dois biólogos e dois agrônomos, fixarão placas com o nome da espécie e o nome popular em 500 árvores. Para o chefe do Distrito do Meio Ambiente da SER-V, José Maria Castro, a importância dessas ações está em conhecer e valorizar o verde que faz parte dos espaços da cidade.Também dentro da programação do Dia da Árvore, a Prefeitura fará, na sexta-feira pela manhã, junto com a população do Aracapé, a plantação de 100 mudas de árvores no canteiro central da Avenida Miguel Aragão, uma das principais do bairro.

Mais informações com a Assessora de Comunicação da SER V, Lyana Ribeiro, no telefone 3433.2952. Retitrado do site da Prefeitura Municipal de Fortaleza.

Amanhã, dia 21 de setembro, o Brasil inteiro comemorará o Dia da Árvore.


Amanhã, dia 21 de setembro, o Brasil inteiro comemorará o Dia da Árvore, com o plantio de espécies, em todas as cidades do país, como é usual. Aproveitando o ensejo da data, além das comemorações de praxe, todos nós, moradores e cidadãos desta cidade de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, sugerimos que a Administração Municipal, através da SEMAM reavive as proposições contidas nas recomendações do Inventário Ambiental de Fortaleza e inicie a implantação de todos os programas ali descritos. E que também recoloque na ordem do dia a discussão do Anteprojeto de Lei do Código do Meio Ambiente de Fortaleza, no contexto do Legislativo Municipal.
Floração do Ipê, nas imediações do Conjunto José Walter Cavalcante. Fotografia de Daniel Roman para o Inventário Ambiental de Fortaleza. Direitos autoriais reservados.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Seminário na FANOR, em Fortaleza, discutirá o GEOPARK ARARIPE


Seminário na FANOR/ Faculdades do Nordeste, no Curso de Arquitetura e Urbanismo, em Fortaleza, discutirá, nesta data, o GEOPARK ARARIPE e as contribuições dos profissionais Arquitetos/ Urbanistas na concepção da proposição, em todas as suas fases e o significado profissional desta participação. Representarão a equipe o Professor/ Arquiteto José Sales/ UFC - FAUUSP 1977 e os Arquitetos Larissa Menescal - DAUUFC e Emanuel Cavalcante - DAUUFC. O convite foi da Professora/ Arquiteto Regina Lúcia Nepomuceno Costa e Silva, responsável por disciplina de Projeto Urbanístico.
Imagem do Geotope Granito, localizado na Colina do Horto, em Juazeiro do Norte. Fotografia de Daniel Roman. Direitos autorais reservados.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

A orla marítima e a planície costeira

A orla marítima de Fortaleza apresenta uma extensão de, aproximadamente, 33 km de praia banhada pelo Oceano Atlântico, e situada entre os rios Ceará e Pacoti. As características físicas e o tipo de ocupação que mudaram o aspecto natural da orla determinaram a diferenciação de 02 (duas) faixas: Norte e Leste. A Faixa Norte está localizada entre o rio Ceará e a Ponta do Mucuripe, com extensão aproximada de 17 km no sentido Oeste-Leste. A Faixa Leste localiza-se entre a Ponta do Mucuripe e a Foz do Rio Pacoti, com direção Noroeste-Sudeste.

Na imagem, as maiores interferencias urbanas estão com gradação de vermelho e as menores em gradação de amarelo. Tendo em conta as densidades de ocupação registrada, existe duas macrosituações de risco ambiental a ser corrigidas, na Faixa Norte. Na Faixa Leste, por conta de uma certa rarefação de ocupações, as situações estão localizadas tão somente nas regiões do Servluz e Foz do Rio Cocó.

Imagens da Beira Mar de Fortaleza


Estas imagens não aparecem em nenhum cartão postal de Fortaleza, mas representam o dia a dia da Beira de Fortaleza. Surgem e consolidam-se construções ilegais nesta seção da orla durante as 52 semanas do ano. A Secretaria Executiva Regional III nada vê. Registro de imagem da equipe deste blogspot, nesta data de 18/09/2007.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

O impacto da ocupação humana na costa brasileira

Segundo artigo da Coluna Ecologia do Jornal O POVO, editada pelo Jornalista Edgar Patrício, deste Domingo 16/09/2007: cerca de 70% da população brasileira está assentada nos municípios costeiros ao longo de 17 Estados brasileiros. Com isto são frequentes e intensos os impactos indesejados desta ocupação.

Para registro desta situação foi desenvolvido o Projeto "Uso e Apropriação de Recursos Costeiros" com denominação abreviada de RECOS, pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnlógico (CNPq/ MCT). O Inventário Ambiental de Fortaleza enviará a resumo de suas informações a este grupo de pesquisadores, de forma a colaborar com a iniciativa.

domingo, 16 de setembro de 2007

III Conferência Estadual do Meio Ambiente

O Governo Federal, através do Ministério do Meio Ambiente, elegeu como tema de discussão nacional as MUDANÇAS CLIMÁTICA. Um dos subtemas é a questão da preservação do meio ambiente natural, dos espaços cpúblicos e áreas livres de nossas cidades, como uma necessidade de qualificação das mesmas, frente ao acelerado aadensamento urbano das últimas décadas. A participação de todos os Municípios do Estado do Ceará é uma medida quase obrigatória. A Conferência do Meio Ambiente da Região Metropolitana de Fortaleza se dará no Município de Maranguape, em Novembro, próximo. Esperamos que a participação seja plena.

A íntegra da resposta ao Sr. Secretário Mariano de Freitas/ SER I

Ainda sobre o Pólo e Lazer e Bosque da Av. Sargento Hermínio


O Pólo Lazer e Bosque da Av. Sargento Hermínio é única grande área verde pública, sob Administração Municipal, da Zona Oeste de Fortaleza. Apesar de ter sido constituído em 1976, nunca o mesmo foi consolidado integralmente segundo sua proposição original que de quase 40 hectares. O que lá existe, como área disponível ao lazer, fruição da natureza e ócio é da ordem de apenas quatro hectares e foi implantado na Gestão Lúcio Alcântara, quando Prefeito de Fortaleza, a partir de uma primorosa proposta concebida pelo Arquiteto Otacílio Teixeira Lima Neto, da equipe do extinto IPLAM.

A demanda por espaços públicos e áreas verdes da Zona Oeste de Fortaleza é da ordem de 720 hectares, se considerarmos as recomendações da ONU para qualidade de vida nas grandes cidades. Os parques, áreas verdes e espaços livres servem para o lazer, a fruição na natureza e o ócio e são componentes obrigatórios da qualidade de vida urbana, em qualquer grande cidade do mundo.

Segundo o site oficial da SEMAM/ Secretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano da Prefeitura Municipal de Fortaleza - http://www.semam.fortaleza.ce.gov.br/parquesmunicipais.htm - o PÓLO DE LAZER SARGENTO HERMÍNIO está localizado na própria Av. Sargento Hermínio, no bairro Alagadiço/São Gerardo e tem área de 39.259,53 m2. Segundo Decreto Municipal Nº 4630/76 de 30/01/1976 de Declaração de Utilidade Pública para desapropriação e transformação em Zona de Preservação Paisagística. Por conseguinte, é uma área protegida segundo Legislação Urbanística municipal.

O Inventário Ambiental de Fortaleza, realizado entre os anos de 2002/ 2003, para verificação das condições dos espaços naturais, áreas livres em nosso município frente ao adensamento urbano crescente, por solicitação da própria SEMAM, registra a situação de abandono daquela área da Av. Sargento Hermínio, quanto a sua manutenção, embora o mesmo seja um equipamento de lazer bastante utilizado pela população e recomenda sua recuperação e ampliação às dimensões propostas originais.

Em seguida, em data posterior ao Inventário Ambiental de Fortaleza, foi composta a proposta do Parque Rachel de Queiroz, que objetivava transformar toda a Sub Bacia do Riacho Alagadiço, onde está o Pólo de Lazer e Bosque, em um imenso parque urbano de 254 hectares, por solicitação da própria Prefeitura de Fortaleza, originária da SEMAM, que vai de encontro a esta recomendação. Entretanto a mesma encontra-se colocada em algum arquivo morto da Administração Municipal.

As colocações do Titular da Secretaria Regional I sobre a possibilidade de destruição “a moto serra” do Bosque e Pólo de Lazer da Av. Sargento Hermínio, com retirada de árvores de porte, como uma demanda do Orçamento Participativo ou como intervenção sem maiores danos ambientais, como se isto pudesse ser de alguma justificável neste ano da graça de 2007 e como se estas demandas fossem vinculadas a qualquer diretriz urbanística ou paisagística, causa perplexidade e profunda indignação a qualquer pessoa que tenha um mínimo de bom senso, nesta cidade.

As preocupações com a preservação e proteção do meio ambiente e notadamente com a permanência e ampliação dos espaços livres e áreas verdes vem se transformando em medida obrigatória para um bom modelo de planejamento e gestão urbana, desde a segunda metade do Século XX. Não se questiona mais que a ausência do verde, de praças e parques compromete a qualidade da vida urbana. Isto é um paradigma da modelagem urbana contemporânea e muito mais em cidade de imensas demandas como a nossa. Quem quiser ter a pecha de bom gestor urbano que estude e adquira as melhores experiências que estão demonstradas nas várias cidades brasileiras que se transformaram em modelo; Curitiba, João Pessoa, Porto Alegre e outras mais.

O que nos constrange é comentar que enquanto no Plenário da Assembléia Legislativa, nos últimos dias, se discutem os parâmetros da realização da próxima III Conferência Estadual do Meio Ambiente, com o próprio Ministério do Meio Ambiente, a Administração Municipal, além de não participar como deveria, demonstra mais uma vez que desconhece o que venha a ser uma Política de Meio Ambiente para nossa cidade. Os gestores continuam a fazer propostas inadequadas e lutam para sua consolidação com “unhas e dentes”, como se em questões de preservação ambiental, um equívoco pudesse justificar outros.

A polêmica do Pólo de Lazer e Bosque da Avenida Sargento Hermínio, não “pretende subrepticiamente desfocar a grande infração ambiental que Fortaleza enfrenta neste momento: a construção de cinco torres no Parque do Cocó”, como expressa o artigo citado e sim demonstrar que Administração Municipal bem que poderia dar um melhor exemplo do que pode ser a proteção do meio ambiente e preservação dos espaços públicos em nossa cidade.

Esperamos que as avaliações da SEMAM e SEINF e do Ministério Público verifiquem a inadequabilidade da proposição em pauta e infrigencia da própria Legislação Urbanística Municipal que a mesma pretende e coloque os pingos nos iis.

Só queríamos lembrar ao Sr. Secretário, que estamos no ano de 2007, quinze anos depois do RIO ECO 92, e que no próximo ano, o Governo Federal elegeu como tema da discussão nacional as MUDANÇAS CLIMÁTICAS. Um dos subtemas é a questão da preservação do meio ambiente natural, dos espaços públicos e áreas livres, em nossas grandes cidades, como uma necessidade de qualificação das mesmas.

Cordialmente
Professor/ Arquiteto José Sales

sábado, 15 de setembro de 2007

A resposta ao Secretário Mariano de Freitas

As colocações do Titular da Secretaria Regional I sobre a possibilidade de destruição "a moto serra" do Bosque e Pólo de Lazer da Av. Sargento Hermínio, com retirada de árvores de porte, como uma demanda do Orçamento Participativo ou como intervenção sem maiores danos ambientais, como se isto pudesse ser de alguma forma justificável neste ano da graça de 2007 e como se estas demandas fossem vinculadas a qualquer diretriz urbanística ou paisagística, causa perplexidade e profunda indignação a qualquer pessoa que tenha um mínimo de bom senso, nesta cidade.

As preocupações com a preservação e proteção do meio ambiente e notadamente com a permanência e ampliação dos espaços livres, áreas verdes e locais de fruição da natureza e ócio, vem se transformando em medida obrigatória para um bom modelo de planejamento e gestão urbana, desde a segunda metade do Século XX.

Não se questiona mais que a ausência do verde, de praças e parques compromete irremediavelmente a qualidade da vida urbana. Isto é um paradigma da modelagem urbana contemporânea e muito mais em cidade de imensas demandas como a nossa. Quem quiser ter a pecha de bom gestor urbano que adquira as melhores experiências que estão demonstradas nas várias cidades brasileiras que se transformaram em modelo; Curitiba, João Pessoa, Porto Alegre e outras mais.

O que nos constrange é comentar que enquanto no Plenário da Assembléia Legislativa, nos últimos dias, se discutem os parâmetros da realização da próxima III Conferência Estadual do Meio Ambiente, a Administração Municipal, além de não participar como deveria, demonstra mais uma vez que desconhece o que venha a ser uma Política de Meio Ambiente para nossa cidade. E os nossos gestores continuam a fazer propostas inadequadas e lutam para sua consolidação com “unhas e dentes”, como se em questões de preservação ambiental, um equívoco pudesse justificar outros.

Só queria lembrar ao Sr. Secretário, que estamos no ano de 2007 e que no próximo ano o Governo Federal elegeu como tema da discussão nacional as MUDANÇAS CLIMÁTICAS. Um dos subtemas é a questão da preservação do meio ambiente natural, dos espaços públicos e áreas livres, em nossas grandes cidades, como uma necessidade de qualificação das mesmas.

Da equipe deste blogspot

A Prefeitura de Fortaleza não marcou presença no lançamento da III Conferência Estadual do Meio Ambiente

A Prefeitura Municipal de Fortaleza, capital do Estado do Ceará, estranhamente não marcou presença no lançamento da III Conferência Estadual do Meio Ambiente. A Secretária Municipal do Meio Ambiente e Controle Urbano Daniela Martins circulou rapidamente pelo Plenário da Assembléia Legislativa, não participou da formação da mesa e por isto não pode escutar as reclamações de setores ambientalistas sobre a ausência de uma efetiva Política de Proteção e Preservação do Meio Ambiente para o município.

A equipe deste blospot lema a Srª Secretária que existem recomendações do Inventário Ambiental de Fortaleza e as mesmas podem configurar diretrizes para uma Política de Proteção e Preservação do Meio Ambiente para o Município de Fortaleza. Existem vários termos de referência compostos em relação a isto.

A equipe lembra também que o Anteprojeto de Lei do Código do Meio Ambiente de Fortaleza existe e deve está bem guardado em alguma gaveta da própria SEMAM e que merecia ser reavaliado.

Em questões de preservação ambiental, um equívoco não justifica outros


O artigo do Secretário Mariano de Freitas da SER I/ Secretaria Regional I traz de novo à discussão a questão da preservação do Bosque e Polo de Lazer da Av. Sargento Hermínio só que de um ponto de vista totalmente equivocado.


Considera que aquele espaço de lazer, fruição da natureza e ócio não pode continuar desta maneira em estado de abandono e falta de manutenção. Esquece-se que ele é o responsável pela preservação e manutenção do mesmo. Esquece-se ainda que aquela singular situação de densidade arbórea além de ser única em toda a SER I/ Secretaria Executiva Regional I, é também uma área protegida, de acordo com a Legislação Urbanística Municipal, em vigor.


Sugerimos ao Sr. Secretário uma leitura atenta do Inventário Ambiental de Fortaleza e das sugestões que o mesmo traz para a aquela área. Sugerimos também uma verificação de adequabilidade do proposta do Parque Urbano Rachel de Queiroz. E sugerimos uma urgente reciclagem de seus asssessores de planejamento e gestão urbano, lembrando que estamos no ano da graça de 2007.
Imagem do calçadão do Bosque e Pólo de Lazer da Av. Sargento Hermínio. Fotografia Daniel Roman. Arquivo Ibi Tupi. Direitos autorais reservados.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Lançada a III Conferência Estadual do Meio Ambiente

Foi feito, nesta data de 14/07/ 2007, o lançamento oficial da III Conferência Estadual do Meio Ambiente, no Plenário da Assembléia Legislativa do Estaddo do Ceará, pelo Vice Governador do Estado Francisco Pinheiro, pelo representante da Ministra Marina Silva, Pedro Ivo de Souza Batista, pelo Deputado Cirilo Pimenta, Presidente da Comissão do Meio Ambiente e Semi Árido e polo Presidente do CONPAM, André Barreto Esmeraldo. Nunca o plenário e as galerias esteve com tantas presenças institucionais, do movimento ambientalista e da sociedade civil.

Este blogspot deseja sucesso à iniciativa e que as ações também tenham olhos para o nosso dia a dia, muito bem relatado no Inventário Ambiental de Fortaleza. Notadamente para a consolidação de uma política ambiental para o nosso Município de Fortaleza.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

O Anteprojeto do Código do Meio Ambiente de Fortaleza

Por conta desta miopia institucional do que devam ser as demandas contemporâneas de ordenamento e estruturação do território municipal e aprimoração da Legislação Urbanística, encontra-se em situação não localizada o Anteprojeto do Código do Meio Ambiente de Fortaleza, elaborado pelo PROJETO LEGFOR, por solicitação da própria Prefeitura Municipal de Fortaleza, através da SEINF/ Secretaria da Infraestrutura e SEMAM/ Sceretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano.

O Anteprojeto do CMA pretendia contribuir para a organização dos objetivos, instrumentos e conceitos da Política Municipal do Meio Ambiente, organizar o Sistema Municipal de Meio Ambiente, os Instrumentos de Gerenciamento Ambiental e tratar de organizar o Sistema de Licenciamento Ambiental, a apartir ro reconhecimento dos Setores Ambientais de nossa cidade de Fortaleza. Em português claro: "botar ordem na casa".

Este trabalho foi realizado por uma equipe conjunta de professores da Universidade Federal do Ceará e funcionários municipais do antigo IPLAM/Instituto de Planejamento Municipal, através da ASTEF/ Associação Técnico Científica Paulo de Frontin.

A demanda por Sistema Municipal de Planejamento e Gestão em Fortaleza

Em 10/06/1999 foi aprovada, em primeira discussão, no Plenário da Camara Municipal de Fortaleza, conforme determinava mensagem do Prefeito Juraci Magalhães, a criação da SMDE/ Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) e a extinção do IPLAM, FORTUR e PROFITEC, ficando sob competência da nova secretaria as atribuições desses órgãos.

A extinção do IPLAM foi a pá de cal sobre no já moribundo Sistema de Planejamento Municipal, criado da década de 70, que se compunha do próprio IPLAM, da CPPD e do Fórum Adolfo Hersbter, entre outros, este último instância de debate das questões urbanas em nossa cidade.

Passamos a ser a única grande cidade brasileira e sede de região metropolitana que prescindia de um sistema de planejamento e gestão do contexto urbano, uma triste posição no ranking da maiores cidades brasileiras. Regredimos assim 25 anos em nossa trajetória de ordenamento e estruturação do território municipal, que no início dos anos 80, foi um modelo de referência, notadamente pela presença institucional da audiências públicas anuais para discussão e determinação de diretrizes para a gestão urbana: o Fórum Adolfo Herbster.

Hoje, 8 anos depois do desastre administrativo de 1999 e, 6 anos depois da promulgação do Estatuto da Cidade, a demanda de recomposição de uma sistema desta envergadura não foi ainda sanada. Continuamos a padecer de anacefalia do ponto de vista do planejamento e gestão urbana.

Os recentes debates e formulações do que deveria ser a adequação de nossa Legislação Urbanística Municipal, através da montagem de um PDM/ Plano Diretor Municipal se perdem nos aspectos relacionados à verificação academica de formas de participação, relevando aspectos primazes ligados ao ordenamento e estruturação do território municipal, proteção e preservação do que nos resta do meio ambiente natural e orla marítima, melhoria da mobilidade e dos transportes, solução da demanda de habitação social, qualificação dos espaços públicos e áreas livres e dinamização da atividade econômica sustentável.

Welcome to North West Highland Geopark

A partir do dia de hoje com extensão até 17/09 realiza-se 7th European Geopark Network Open Conference in Scotland. O North West Highland Geopark, na Escócia dá boas vindas aos participantes.

Scotland’s first European Geopark

At 3,000 million years old, the rocks at the seashore are even older than the hills - and what hills they are! Where else can you experience a skyline that compares to the ridges of Foinaven and Arkle, or classic hills like Suilven or Stac Pollaidh? In places like this it’s not just the eagles or the peregrines that soar. This is the most sparsely populated corner of Europe. Set yourself free in a place with space to spare.

Landscapes so ancient our minds cannot begin to grasp the enormity of time wrapped up in these rocks. Quiet glens, windswept summits, aquamarine waves on gilded sands. Walk away your worries. Stay far from that madding crowd.

Luxuriate in the long light of a spring evening, when night never quite falls. Feel the sting of sea-spray from wild winter waves and then take shelter by a fire with a good book and a good dram. Space for you in any season.

Informações retiradas do site oficial para divulgação. Inclusive imagem. http://www.northwest-highlands-geopark.org.uk/

III Conferência Estadual de Meio Ambiente


O Estado do Ceará faz o lançamento oficial da III Conferência Estadual de Meio Ambiente, com participação do MMA/ Ministério do Meio Ambiente, no próximo dia 14/09, às 14h, no Plenário da Assembléia Legislativa do Ceará. A III CEMA/ Conferência Estadual do Meio Ambiente, prevista para os dias 13 a 15 de Dezembro, será precedida de 12 plenárias regionais. Até o momento, 31 conferências municipais do Meio Ambiente já aconteceram no Ceará.


Este roteiro de conferências municipais e estaduais objetivam a realização da III CNMA/ Conferência Nacional do Meio Ambiente, prevista para Maio de 2008, tendo como tema central as mudanças climáticas. O tema, anteriormente restrito à comunidade científica, é hoje do domínio comum após a divulgação dos últimos relatórios do IPCC/ Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas. Atualmente, o mundo inteiro busca de soluções à mitigação dos impactos causados pelo aquecimento global.

Um dos avanços da Conferência Estadual do Ceará este ano é a sua institucionalização. O Governo do Estado, através do COMPAM/ Conselho de anunciou que publicará decreto oficializando a plenária, que este ano terá como temas principais: Atividades produtivas, Cidades, Macro-estrutura, Terra e Água e Agenda 21.

Imagem do corte da escarpa da Chapada do Araripe, na subida do Belmonte em direção à Chapada do Araripe e Floresta Nacional do Araripe, primeira unidade florestal brasileira protegida, em 1946. Fotografia de Daniel Roman. Direitos autorais reservados. Veja mais informações no blogspot http://geoparkararipe.blogspot.com/

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

A Lagoa do Papicu


A Lagoa do Papicu constitui-se, junto com os Riachos Maceió e Papicu, o principal elemento macrodrenante da Sub Bacia A-6, da Bacia de Vertente Marítima de Fortaleza. Localizado no sopé das dunas da Praia do Futuro, este conjunto está inserido em um contexto de baixa densidade ocupacional, mas que encontra-se fortemente deteriorado, apesar da tentativas de resgate empreendidas com o Projeto Sanear.


Os limites da área de preservação, assim como os passeios beira lagoa e outros equipamentos foram integralmente destruídos pela ação do tempo, pela retirada sistemática por roubo e pela ausência de manutenção por parte da Administração Municipal, que se limita periódicamente a realizar dessassoreamento da lamina d'água. Em suas margens, há uma ocupação de risco para de habitações de baixa renda e contribuições diretas de esgoto sanitário. Não existe nenhum programa ou ação de educação ambiental da comunidade usuária empreendida com recursos do Fundema na área.


Imagens do arquivo Ibi Tupi. Direitos autorais reservados.

A riqueza ambiental de Fortaleza


Imagem do Açude Guarani em Messejana, na proximidade das Ruas Padre Pedro de Alencar, Avelaneida e Ramal Guarani. Bem próximo da BR 166. Fotografia de Daniel Roman. Direitos autorais reservados.

A fauna de Fortaleza


Outra série deste blogspot será a fauna de Fortaleza. A nossa primeira imagem publicada é do pássaro Nemosia pileata, o Azedinho do Arquivo de Imagens Ibi Tupi. Direitos autorais reservados.

O Parque Parreão, no Bairro de Fátima


Este blogspot passa a divulgar a série: "Os parques que a cidade de Fortaleza não conhece" e o primeiro da mesma é o Parque Parreão, no Bairro de Fátima, consolidado em 1993, na Avenida Borges de Melo, ao lado da Rodviária João Tomé, foi concebido de acordo com a diretriz de dotar Fortaleza de novas áreas verdes e opções de recreação.

O projeto, com área aproximada de 22.000m², realizado pelos Arquitetos Maria Clara Nogueira Paes e Luís Munis Deusdará criou uma ambiência de paisagem de rara beleza e significado, além de dotação de equipamentos de lazer, pequeno anfiteatro para apresentações populares e luminotécnica urbana e além de fugir da usual proposição de canalização subterânea para o Córrego Parreão, realçando o percurso natural do curso d'água.

O parque é bastante utilizado pela população local, como equipamento de lazer e fruição da natureza, que entretanto não tem tido a manutenção adequada por parte da Prefeitura Municipal de Fortaleza. Tem sido também alvo de marginalização e são comuns as reclamações sobre a falta de segurança e registra ligações irregulares de esgotos residenciais e até industriais, comprometendo a qualidade da água do Riacho Parreão.

Imagem da atual situação do Parque Parreão. Arquivo Ibi Tupi. Direitos autorais reservados.

Praias e Terrenos de Marinha

"Praias e terrenos de Marinha" é o título do excelente artigo do Procurador da República Alessander Sales, no Jornal O POVO, desta data de hoje: 12/09/2007, sobre o uso e ocupação indevida da orla marítima de Fortaleza.

"Para a lei, praia é a área coberta e descoberta periodicamente pelas águas, acrescida da faixa subseqüente de material detrítico, até o limite onde se inicie a vegetação natural, ou, em sua ausência, onde comece um outro ecossistema. Ainda nos termos desta legislação , as praias são bens públicos de uso comum do povo, sendo assegurado, sempre, livre e franco acesso a elas e ao mar, em qualquer direção e sentidoAssim, das duas uma, ou as barracas não estão em área de praia e podem ali permanecer, ou estão em área de praia e, sendo assim, devem ser retiradas". Extraído do artigo citado.

São aproximadamente 33 quilometros de litoral integralmente ocupados indevidade pelas mais variadas atividades, segundo o Inventário Ambiental de Fortaleza. Com exceção da área do Porto do Mucuripe, necessária às suas operações, o restante está em flagrante irregularidade, inclusive em desacordo com a Legislação Urbanística Municipal.

Por outro lado, a Prefeitura Municipal de Fortaleza, continua fazendo "olhos e ouvido de mercador" para este contexto tão necessário à nossa cidade. Na Beira Mar, o ritmo de construção e intervenções é frenético a cada fim de semana e feriado prolongado.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

O Riacho Pajeú


O Riacho Pajeú, principal elemento macrodrenante de uma das principais sub bacias, da Bacia da Vertente Litorânea, apesar do todo o seu valor histórico, encontra-se bastante comprometido por canalização, soterramento, contribuições ilegais de esgotos sanitários e desvio de seu curso original.

Intensamente degradado, apresenta vários problemas de poluição que comprometem, conseqüentemente, a drenagem. Sua nascente, hoje aterrada, está provavelmente localizada nas imediações das Ruas Silva Paulet, José Vilar, Bárbara de Alencar e Dona Alexandrina. Com aproximadamente cinco km de extensão, o recurso deságua na Praia Formosa.

A proposta original de sua transformação em um parque linear urbano, de 1979, feita pelo IPLAM/ Instituto de Planejamento Municipal. que resgataria não só seu significativo percurso urbano, desde bairro da Aldeota ao Centro e daí até à Orla Marítima Central, como seu valor referencial como um dos mais significativos elementos do patrimonio histórico e paisagístico de nossa cidade, como primeiro curso d'água utilizado no contexto urbano, que possibilitou a consolidação de Fortaleza, em meados do Século XVII, na época de dominação holandesa, nunca foi implantada em sua integridade.

Só dois pequenos trechos estão implantados, com certa qualidade: o primeiro nos fundos de quadra do Paço Municipal do Palácio do Bispo, na Rua São José e o segundo junto a Rua Pinto Madeira e Av. Dom Manuel, hoje denominado de Parque das Esculturas. Um terceiro trecho, aos fundos de quadra do Mercado Central de Fortaleza carece de qualidade propositiva e tratamento paisgístico.

Imagem do Riacho Pajeú, antigo Rio Marajaik, na época da ocupação holandesa, no Século XVII, posterior Rio Ipojuca, posterior Rio da Telha e Rio Pajeú, canalizado, maltratado e comprometido nos fundos de lotes da Rua General Sampaio. Fotografia de Daniel Roman. Direitos autorais reservados.

A Reserva Parque Florestal do Cerrado, uma proposta do Inventário


Criar parques e/ou reservas de preservação florestal, visando aumentar a área verde do município, manter um banco de sementes de espécies florestais para recomposição de áreas específicas e o abrigo para fauna local e uma das mais destacadas propostas do Inventário Ambiental de Fortaleza.

A Reserva Parque Florestal do Cerrrado, consolidaria a manutenção de um notável exemplo de ecossistema existente em nosso território, ainda íntegro em sua composição. A gleba de propriedade do Ministério da Defesa/ Exército Brasileiro, nas imediações da Av. Oliveira Paiva, seria uma destas proposições.
Imagem da situação íntegra da gleba em fotografia de Daniel Roman. Direitos autorais reservados.

Para o Polo de Lazer e Bosque da Sargento Hermínio, a perspectiva de uma nova solução em vista


A Prefeitura Municipal de Fortaleza, através da SEMAM/Secretaria do Meio Ambiente e Controle e Urbano e da SER I/ Secretaria Executiva Regional I, reconhecem que a proposição da quadra poliesportiva no lugar da vegetação de porte existente é uma solução de inadequada é também ilegal do ponto da Legislação vigente, notadamente em contraponto ao PDDU/ Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e LUOS/ Lei de Uso e Ocupação do Solo. Este blog parabeniza a Administração Municipal por esta postura mais democrática e pela abertura da questão ao debate.

A sugestão deste blog e da equipe que participou do Inventário Ambiental de Fortaleza, é que a proposta original do Pólo de Lazer e Bosque do Alagadiço, composta dentro do IPLAM/ Instituto de Planejamento Muncipal de autoria do Arquiteto Otacílio teixeira Lima Neto, em 197791980 seja verificada em detalhe e no que for possível atualizada.

Da mesma forma deveriam ser levadas em conta as diretrizes e recomendações do Inventário Ambiental de Fortaleza para preservação de toda a região da Sub Bacia do Riacho Alagadiço desde o Açude João Lopes. E complementarmente deveria ainda ser avaliada a a proposição do Parque Rachel de Queiroz, naquela situação, que integra áreas de propriedade municipal e áreas de propriedade estadual. Ambos os trabalhos coordenados pelo Prof/ Arquiteto José Sales.

E ainda todas as sugestões de aprimoramento do espaço proposta pelo Movimento pela Revitalização do Pólo de Lazer da Av. Sargento Hermínio, contida em seu site http://www.bairroellery.com.br/ sejam levadas integralmente em conta, pois são fruto de uma consulta popular à população na vizinhança.

Registramos que ora existe uma atenção redobrada à esta questão do Polo de Lazer e Bosque da Av. Sargento Hermínio e, às soluções que deverão ser propostas à mesma pelos Cursos de Arquitetura e Urbanismo, em nossa cidade de Fortaleza. Só no Departamento de Arquitetura e Urbanismo/ Centro de Tecnologia/ UFC existe um grupo de estudo ativo e uma disciplina cujo o enfoque é o Meio Ambiente no contexto urbano, que verifica parte da Sub Bacia do Riacho Alagadiço, desde o Riacho João Lopes até as imediações do Açude Santo Anastácio. Está em formatação um diagnóstico da situação que envolve a questão legal, o uso e ocupação do solo na região, os espaços públicos e áreas verdes, os probelmas de preservação ambiental, as proposições existentes e a acessibilidade e o sistema viário.

Imagem das margens do Açude João Lopes. Fotografia de Daniel Roman. Direitos autorais reservados.


A Bacia de Vertente Marítima


É a única bacia hidrográfica totalmente inserida no município, compreendendo a faixa de terra localizada entre a desembocadura dos Rios Cocó e Ceará, com topografia favorável ao escoamento das águas para o mar. Sua área de contribuição é de 34,54 km².
Os principais recursos hídricos são os Riachos Jacarecanga, Pajeú, Maceió e a Lagoa do Papicu. Todos eles sofrem intensa influência do adensamento urbano, com soterramento e estreitamento de seus cursos e soluções de drenagem por vezes inadequadas e comprometedoras, por estarem em áreas ocupadas de alta densidade.

Imagem do Riacho Maceió. Fotografia Daniel Roman. Direitos autorais reservados.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

A Reserva Ecológica do Sapiranga


Nas imediações do bairro Cidade Leste, por trás da Av. Washington Soares está localizada a Reserva Ecológica de Sapiranga, mantida pela Fundação Maria Nilva Alves. Em 60 hectares, a reserva particular abriga um trecho do rio Coaçu, sangradouro da lagoa da Precabura, que se encontra com o rio Cocó e uma parte da Lagoa da Sapiranga. No manguezal existem bercários de guanhamuns, uçás e aratus. O silêncio é absoluto. O local é ponto de parada para os maçaricos, pequenos passarinhos que viajam do Ártico para a Patagônia.

Poucas pessoas já visitaram esta situação desconhecida da maioria a população da cidade, que é uma das maiores reservas ambientais particulares, em área urbana do Brasil,. Embora a mesma esteja registrada no Inventário Ambiental de Fortaleza, não se registra nenhuma ação compartilhada da Prefeitura Municipal de Fortaleza, através da SEMAM/ Secretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano, tendo em vista o fortalecimento das ações de proteção e preservação daquele ecossistema e educação ambiental empreendidas pela fundação mantenedora. Vide site http://www.fmna.org.br/

Imagem da fauna da Reserva da Sapiranga. Fotografia Daniel Roman. Direitos autorais reservados.

A Reserva Ecológica do Sapiranga

Nas imediações do bairro Cidade Leste, por trás da Av. Washington Soares está localizada a Reserva Ecológica de Sapiranga, mantida pela Fundação Maria Nilva Alves. Com 60 hectares, a reserva particular abriga um trecho do rio Coaçu, sangradouro da lagoa da Precabura, que se encontra com o rio Cocó. Parte da lagoa da Sapiranga está dentro dos limites da reserva. No manguezal, guanhamuns, uças e aratus, espreitam do lamaçal. O silêncio é absoluto. O local é ponto de parada para os maçaricos, pequenos passarinhos que viajam do Ártico para a Patagônia.

Curitiba vai recuperar espaços públicos

A capital paranaense está engrenando suas primeiras experiências com Parcerias Público-Privadas, com o objetivo de dar vida nova a locais de referência que estão em decadência ou com problemas de manutenção. Os projetos de recuperação e readequação estão sendo realizados pelo IPPUC/ Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba. A transferência das reformas para a iniciativa privada será feita por meio de contratos de permissão de uso. Um deles é a recuperação do antigo Paço Municipal, no qual o Sesc está investindo R$ 5 milhões. (Gazeta Mercantil de Sinopse Sinaenco 10/09/07).

Em Fortaleza, onde não existe mais um Sistema de Planejamento e Gestão Municipal, desde 1995, não se ouve na recomposição do mesmo, nem mais na "ressureição" do IPLAM/ Instituto de Planejamento Municipal e do FORUM ADOLFO HERBSTER, criados na mesma época do IPPUC/ Curitiba, que nos primeiros anos de existencia transformou-se rapidamente em uma instituição de referencia na pesquisa e proposição do contexto urbano local.

Ainda sobre o Polo de Lazer e Bosque da Sargento Hermínio


A partir da situação existente do Polo de Lazer e Bosque da Sargento Herminio, proposto em 1976 e consolidado a partir de 1981, existem várias outras proposições correlatas. A primeira delas vem do PROJETO SANEAR, compondo e implantando um desenho urbano de proteção toda a sub bacia do Rio Alagadiço desde o Açude João Lopes até o Campus PICI: a conhecida delimitação das "correntinhas pretas", que ainda lá está a estender o parque até as imediações da Rua Olavo Bilac.

Uma segunda proposição é do Parque Rachel de Queiroz que amplia o contexto de proteção e preservação à toda sub bacia do Riacho Alagadiço, Açude Santo Anastácio e Riacho Correte, até o Rio Manguapinho, compondo um parque linear de quase 12 quilometros de extensão, com de 15 setores de intervenção e área de 254 hectares . Este projeto foi integralmente realizado para a Prefeitura Municipal de Fortaleza, representada pela SEMAM, através do IEPRO/ UECE, a partir ce concepção e coordenação do Prof. José Sales, que o levou à verificação do MMA/ Ministério do Meio Ambiente, em Brasília, onde o mesmo foi destacado como relevante à cidade de Fortaleza.

Uma terceira proposição, foi há pouco lembrada pelo Blog Lúcio Alcantara, EM 31/08/ 2007, através de palavras do próprio blogueiro Lúcio Alcantara: "Tenho acompanhado pela imprensa a discussão sobre o Parque do Alagadiço, no Bairro Ellery, e o debate sobre a conveniência de se construir ali uma quadra coberta pela Prefeitura.O Parque foi implantado na minha gestão como Prefeito. É a única área verde pública de toda aquela região. Por ter dimensões pequenas não comporta um equipamento como o que se pretende fazer.Como governador, desapropriei o Patronato Juvenal de Carvalho, pertencente ao Instituto Rocha Lima, que somado à área fronteira, já de posse do Estado, permitirá, integrado ao terreno da Prefeitura, a expansão substancial do parque.De quebra, um belo edifício a ser preservado, que deverá ter um uso compatível com a destinação dada ao terreno. Lazer, educação ambiental, convívio com a natureza. Mãos à obra, pessoal!".

A SEMAM, não reconhece nenhuma destas proposições. Nem a proposta do Parque Rachel de Queiroz, justiticada pelo Inventário Ambiental de Fortaleza. E não explica porque a mesma não pode ser consolidada, embora ela tenha sido destacada como excepcional pelo corpo técnico do Ministério do Meio Ambiente e pela própria Ministra Marina Silva, quando em visita à Fortaleza.
Em tempo: na antesala da Prefeita Luiziane Lins, no Paço Municipal, na Avenida Luciano Carneiro, está exposta uma reprodução em grandes dimensões da proposição. A SER I/ Secretaria Regional I, que tem jurisdição sobre a área, desconhece qualquer trajetória de proposições e reduz o Parque Rachel de Queiroz a um item orçamentário que não aprovado pelo Orçamento Participativo Municipal, sem relevar o conteúdo da mesma.
O Movimento pela Revitalização do Pólo de Lazer da Av. Sargento Herminio questiona esta situação e o abandono institucional em que se encontra o parque e a idéia de remoção de vegetação de porte. Insiste que o parque deveria ser melhor mantido, melhor iluminado e qualificado pela própria SER I. Consulte o site http://www.bairroellery.com.br/

Imagem do Polo de Lazer e Bosque da Sargento Hermínio também conhecido como Parque do Alagadiço, com o calcadão outros equipamentos implantados há mais de 25 anos, segundo o projeto original feito pelo IPLAM/ Arquiteto Otacílio Teixeira Lima Neto.

O FUNDEMA/ Fundo Municipal de Defesa do Meio Ambiente

O Fundo de Defesa do Meio Ambiente (FUNDEMA), criado pelo art. 205 da Lei Orgânica do Município de Fortaleza, regulamentado pela Lei nº 8.287, de 07 de julho de 1999, é vinculado à SEMAM/ Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano. Tem como finalidade o desenvolvimento de Programas de Educação Ambiental, apoio à implantação da Agenda 21 Local, recuperação do meio ambiente degradado, preservação das áreas de interesse ecológico.

As esculturas de sumiram da praça... é manchete do jornal "O POVO"


Segundo o jornal "O POVO", o descaso com a manutenção dos espaços públicos e áreas livres em nossa cidade é o culpado pelo desaparecimento de várias esculturas do Parque Rio Pajeú ou Parque das Esculturas, localizado na Rua 25 de Março, em frente ao CDL. Caderno Vida e Arte, em 10/ 09/ 2007.

Segundo o site da SEMAM o PARQUE PAJEÚ, está localizado entre a Av. Dom Manuel e Rua Pinto MadeiraBairro, na área central, tem 15.335 m2. É resultado do Decreto Nº 5565/80 de 24/04/1980 – Declaração de Utilidade Pública para desapropriação, promulgado pela Gestão Lúcio Alcantara, quando Prefeito de Fortaleza. A proposta é resultante da urbanização das margens do Riacho Pajeú.

Em Maio/ 1993, a CDL/ Câmara de Dirigentes Logistas assume a manutenção do parque. Em Abril/e 1997, a CDL, em parceria com a Prefeitura Municipal de Fortaleza, transformam o Parque Pajeú no Parque das Esculturas, com obras de 16 artistas plásticos cearenses: Ascal, Patrícia Al'Kary, Sérvulo Esmeraldo, Aldemir Martins, Emília Porto, Gilberto Cardoso, Hélio Rola, Heloísa Juaçaba, José Guedes, Sérgio Lima, Sérgio Pinheiro, Roberto Galvão, José Tarcísio, José Pinto, Aderson Medeiros e José Mesquita. A partir de proposição de Sérvulo Esmeraldo.

Imagem do Parque Pajeú. Fotografia Daniel Roman. Direitos autorais reservados.

As bacias hidrográficas no Município de Fortaleza


O Município de Fortaleza, área de abrangência do Inventário Ambiental de Fortaleza, é drenado por 04 (quatro) bacias hidrográficas principais:
-Bacia Vertente Marítima;
-Bacia do Cocó;
-Bacia do Maranguapinho/Ceará;
-Bacia Pacoti.
Pela primeira vez, a Bacia do Pacoti foi considerada um componente principal. Por este enfoque, surge uma primeira recomendação, quanto a ampliação de verificações à Região Metropolitana.

Não há registro de ações de planejamento ambiental em Fortaleza


O site da SEMAM/ / Secretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano da Prefeitura Municipal de Fortaleza - http://www.semam.fortaleza.ce.gov.br/parquesmunicipais.htm - na página dedicada ao Planejamento Ambiental "incorporou" as propostas de juventude para políticas públicas de meio e não leva em conta os resultados do Inventário Ambiental de Fortaleza. Recomendamos, de novo, à SEMAM um grande seminário sobre os resultados do mesmo.

Imagem das margens do Rio Pacoti, no limite municipal entre Fortaleza, Aquiraz e Eusébio, contexto que não é reconhecido como área de interesse ambiental pela Prefeitura Municipal de Fortaleza. Fotografia de Daniel Roman. Diretos Autorais Reservados.

A cidade de Fortaleza não reconhece seus próprios parques


A cidade de Fortaleza não reconhece seus parques. No site da SEMAM/ Secretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano da Prefeitura Municipal de Fortaleza - http://www.semam.fortaleza.ce.gov.br/parquesmunicipais.htm - alguns do mais importantes e tradicionais parques de nossa cidade, não são reconhecidos como os parques: Lagoa da Parangaba, Lagoa do Porangabussú, Messejana e Beira Mar. Também não constam deste reconhecimento, toda a Orla Marítima Oeste, da Barra do Ceará ao Kartodromo, nas imediações da Escola de Aprendizes de Marinheiros, onde está o Polo de Lazer e Esportes do Kartodromo, também não reconhecido e a Praia do Futuro.

Além disso, no Inventário Ambiental de Fortaleza são propostos mais 23 novos parques, para a nossa cidade além do mega parque Rachel de Queiroz, na Zona Oeste da cidade, com seus 254 hectares e ainda 5 reservas florestais, além da resolução de todas as questões afeitas ao Parque Estadual do Cocó. Todas estas novas áreas estãoi ligadas de certa forma à presença dos recursos hídricos distribuídos de forma extensiva em nosso território. As proposições vão mais além e incluem a requalificação de todas as situações existentes.

Nossa interpretação é o Inventário de Recursos Hídricos e Orla Marítima de Fortaleza, com denominação compacta de Inventário Ambiental de Ambiental, nunca foi incorporado, em suas verificações, diagnósticos e recomendações às ações da própria SEMAM. Recomendamos então à SEMAM um grande seminário sobre os resultados do mesmo.
Imagem da Lagoa da Messejana e seu calcadão implantado pela própria Prefeitura Municipal de Fortaleza, contexto que não é reconhecido como um parque público municipal pela SEMAM. Fotografia de Daniel Roman. Diretos Autorais Reservados.

O Pólo de Lazer e Bosque da Sargento Hermínio


O Pólo de Bosque da Sargento Hermínio é única grande área verde pública da Zona Oeste da cidade de Fortaleza. Apesar de ter sido constituído em 1976, até a presente data nunca foi consolidado segundo sua proposição original de quase 40 hectares. O que lá existe é da ordem de apenas 4 hectares e foi implantado na Gestão Lúcio Alcantara, quando Prefeito de Fortaleza.

Segundo o site oficial da SEMAM/ Secretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano da Prefeitura Municipal de Fortaleza - http://www.semam.fortaleza.ce.gov.br/parquesmunicipais.htm - o PÓLO DE LAZER SARGENTO HERMÍNIO está localizado na própria Av. Sargento Hermínio, no bairro Alagadiço/São Gerardo e tem área de 39.259,53 m2 segundo Decreto Municipal Nº 4630/76 de 30/01/1976 – Declaração de Utilidade Pública para desapropriaçãoe destina como Zona de Preservação Paisagística.

Entretanto estas normas afeitas a Zona de Preservação Paisagísticas, tem sido desconsideradas pela própria Prefeitura Municipal de Fortaleza, através da Secretaria Regional I, quando esta faz uma proposição de intervenção construtiva, na situação de maior densidade arbórea, com vistas a remoção de espécies de grande porte para instalação de quadra esportiva. Segundo declarações da SER I "a retirada de dois grandes ipês adultos e em floração pode muito bem ser equacionada e os mesmos podem ser substituídos por outras espécies de menor porte, sem comprometer a qualidade da flora local e a paisagem ali consolidada".

O Projeto Quapá

O Quadro do Paisagismo no Brasil é um projeto de pesquisa de paisagismo iniciado em 1994 na FAUUSP/ Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e tem como objetivo o estudo do projeto de paisagismo no Brasil em todas as suas escalas de abrangência.

Os primeiros anos de trabalho foram dedicados prioritariamente ao alcance de dois objetivos: a criação de um painel geral sobre a evolução do paisagismo brasileiro e de um Banco de Dados sobre projetos públicos: praças, parques e calçadões.

Atualmente o projeto objetiva a análise e sistematização do projeto paisagístico contemporâneo, tanto na escala pública como privada, abrangendo o entendimento das formas de projeto e configuração paisagística de espaços livres.

Vinculado ao Laboratório da Paisagem do Departamento de Projeto, é apoiado pela FAUUSP, CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Todas as informações sobre Praças e Parques de Fortaleza estão registradas no PROJETO QUAPÁ. Consulte http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/

O situação atual do Parque Rio Branco, no bairro Joaquim Távora


Desde Maio/2006 que o Parque Rio Branco um dos espaços públicos mais utilizados pela população de nossa cidade, situado na Av. Pontes Vieira, com entradas pela Rua Capitão e Visconde do Rio Branco, está sob o jugo de obras de reforma e revitalização do Parque Rio Branco. Parte dos equipamentos lá consolidada, sob justificativa destas obras, como a pista de cooper, foi integralmente destruída e permanece desta forma. A iluminação pública passou a ser inexistente, a manutenção do espaço também.

O MOVIMENTO PROPARQUE, fundado em 1994, composto inicialmente, em sua maioria, por moradores do bairro Joaquim Távora e vizinhança, tendo como objetivo a sensibilização do poder público e da comunidade para a importância da preservação de nossas áreas verdes, que atua, a princípio, reivindicando a revitalização do Parque Ecológico Rio Branco, enquanto reserva verde e espaço de convivência saudável. tem reclamado continuamente desta condição. Nada há que a justifique tanta morosidade e falta de cuidados. As explicações também não existem sobre estes fatos da parte da Administração Municipal, representada pela Secretaria Regional I.
A revitalização previa troca de piso da pista de cooper, portões, segurança, espaço para jogos de mesa e exposições, colocação de brinquedos para crianças. Além de um projeto de reflorestamento do parque a ser feito pela EMLURB/ Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização de Fortaleza. Além de novo projeto de iluminação, respeitando as características de parque ecológico. O projeto de revitalização foi definido em Audiência Pública de 22 de março de 2006, após negociações na Comissão de Revitalização do Parque, criada pela Prefeita Luizianne Lins, em fevereiro de 2005.

Contatos com com o MOVIMENTO PROPARQUE com Luísa Vaz/Coordenadora e Ademir movimentoproparque@bol.com.br e http://www.movimentoproparque.blogspot.com/

Fotografia de Amélia Farias, retirado do blog FOTOPOVO, para efeito de divulgação.

sábado, 8 de setembro de 2007

O diagnóstico das ocupações urbanas


A situação urbana e ambiental dos recursos hídricos e orla de Fortaleza, bem como suas áreas de entorno, foram avaliadas em detalhe, em um extenso diagnóstico e documentação das ocupações urbanas, que acontecem em toda a cidade, ao longo da maioria dos recursos hídricos: rios, riachos, canais de drenagem, lagoas, lagamares e açudes.
Foram considerados os impactos sofridos pelo meio ambiente natural, como o uso e as ocupações indevidas das respectivas áreas de proteção de primeira e segunda categoria dos recursos naturais, assim as alterações dos espaços públicos e consolidações promovidas pelo poder público.

Para tanto, foram analisados:
•Densidade das Ocupações;
•Grau de Integridade;
•Presença de Áreas de Risco;
•Potencialidades;
•Tratamento Urbanístico;
•Comprometimento da Situação Paisagística;
•Possibilidades de Mitigação.
Imagem do Canal do São João do Tauape, nas imediações do Lagamar da Aerolandia, esta que uma das mais densas e antigas situações de ocupação vernacular espontânea em Fortaleza. Fotografia de Daniel Roman. Direitos autorais reservados.

Levantamento batimétrico


Esta atividade determina a situação do relevo do fundo de uma área oceânica ou lacustre, fluvial.
O levantamento eco-batimétrico tem importância nos estudos de travessias fluviais e navegabilidade, delimitação de áreas para fins recreativos, instalação de dutos sub-aquáticos, linhas de energia e cabos de fibra ótica e, em especial, para determinar os níveis de assoreamento de um curso d’água, o que é o caso na maior parte de nossos recursos hídricos, tanto secundários como principais.

Imagem de um pescador no Rio Ceará, no limite entre os Municípios de Fortaleza e Caucaia, em um começo de manhã, este que um dos cursos d'água mais desconhecidos do contexto metropolitano de Fortaleza, por conta da inacessibilidade às suas margens. Fotografia de Daniel Roman. Direitos autorais reservados.

Levantamento da Fauna


Um outro capítulo do Inventário Ambiental foi o Levantamento da Fauna. Onde se registrou que Fortaleza pode ser zoneada em sete comunidades faunísticas, impostas pelas condições ambientais e antrópicas.

São elas:
•Lacustre/Ribeirinha;
•Costeira;
•Estuarina;
•Urbana/Edificada;
•Urbana/Sítios;
•Floresta Aberta;
•Floresta Densa.
Imagem de pequeno carangueijo no manguezal do Rio Ceará. Fotografia de Daniel Roman. Direitos autorais reservados

Referências históricas: a permanência do desenho holandês.

Com a reconquista portuguesa do território e a tomada posse do Forte Shoonenborch, em Maio de 1654, o Capitão-Mor Álvaro de Azevedo Barreto, como primeiro ato, mudou o nome para Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. A construção, bastante precária, iniciada com a ocupação holandesa, por conta da dificuldade de coletar pedras para os alicerces, foi alterada e remendada diversas vezes, até o ano de 1816.

Entretanto permanece o desenho holandês quanto a implantação do forte e suas extensões urbanas, às margens daquele limitado curso d'água potável, registrando que a escolha do futuro sítio urbano fora uma escolha mais acertada pelos holandeses.

Referências históricas: o desenho holandês do Marajaitiba


Em 02 de abril de 1649, em uma nova tentativa de conquista do território, uma segunda expedição holandesa chega à enseada Mucuriba. Chefiada por Capitão Mathias Beck, tinha a parte militar confiada ao Major Joris Garstman, que já estivera nesta região na primeira tentativa em 1637.

A localização escolhida foi a Colina Marajaitiba ou Dunas do Marajaitiba, onde abaixo corria o Rio Marajaik, com águas de boa qualidade para o consumo humano, configurando uma pequena várzea de densa vegetação ciliar. Imediatamente foi iniciada a construção de um forte em 10 de abril de 1649, com denominação de Forte Shoonenborch, em homenagem ao Governador do Pernambuco, dando início ao primeiro traçado urbano da cidade de Fortaleza.

O rio que os holandeses chamavam Marajaik e mais tarde, também foi denominado Ipojuca, depois e Telha, e hoje é o Pajeú. A Rua da Telha é hoje a Rua Rufino de Alencar. Provavelmente a primeira obra de arte urbana em Fortaleza, foi a passagem viária sobre o Rio Marajaik, nesta situação.

E aqui fazemos um reparo à nossa nota. O entendimento da História e notadamente do capítulo da História da Cidade de Fortaleza é um procedimento obrigatório, tanto para a composição de
qualquer diagnóstico da situação, quanto para definição de diretrizes e soluções às questões de proteção e preservação do meio ambiente no contexto urbano, como à qualificação do espaço público em nossa cidade de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção.

A cidade de Fortaleza, em meados do Século XVII, vista a partir do foz do Rio Marajaik, mais tarde Pajeú, na região da orla marítima central, onde hoje se localiza o Poço da Draga, do pintor holandês, Franz Post.

Referências históricas: a segunda tentativa de posse portuguesa

Em 1611, Martin Soares Moreno, que fora soldado de Pero Coelho, voltou à região, para tentar assegurar a posse portuguesa e ergueu no mesmo lugar o Forte de São Sebastião, nome dado em homenagem ao santo do dia.

Esta nova experiência foi também também não foi coroada de sucesso, como a anterior. O local escolhido mostrava-se inadequado tendo em vista a localização sobre as dunas móveis da Barra do Ceará e principalmente pela ausência de água potável para o consumo humano, a curta distância.

Referências históricas: a origem da cidade de Fortaleza

Segundo alguns historiadores, a origem da cidade de Fortaleza se deu em 1603. Nesta data o desbravador Pero Coelho de Sousa, que vindo da Paraíba, em busca de novas terras, construiu uma pequena fortificação na Barra do Rio Ceará, com denominação de Forte de São Tiago. Em seus planos estavam a consolidação de um novo sítio urbano com o nome de Nova Lisboa.

Entretanto não existem registros notáveis desta situação. A agressividade do meio físico, por conta da localização inadequada junto às dunas móveis da Barra do Rio Ceará, a ausência de água potável para consumo humano a curta distância, a precariedade construtiva e o assédio guerreiro dos "índios ferozes" da região levaram ao fracasso da experiência. O que restou da edificação original foi destruído pela ação do tempo.

Quase nada resta mais da paisagem original de dunas móveis da Barra do Ceará. A própria duna maior está parcialmente ocupada por moradias em área de risco. A barra do rio e a orla ribeirinha sofrem ocupação predatória e irregular de pequenas barracas. E as grandes intervenções de engenharia urbana, como a Ponte da Barra do Ceará contribuiu para comprometer o contexto paisagístico original.

O Inventário Florestal


O Inventário Florestal, estendido a todas as situações onde se concentrava algum adensamento, foi fundamentado em um sistema de amostragem aleatório, cuja unidades básicas da amostra foram parcelas individuais com áreas de 100m²(10x10m), sendo mensuradas e avaliadas as espécies da flora, e analisados os seguintes aspectos fitossociológicos:
•Composição Florística;
•Similaridade Florística;
•Análises: Estrutura Horizontal e Vertical;
•Índices: Valor de Importância e Cobertura.
Imagem fotográfica de Daniel Roman. Direitos autorais reservados.

Os inimigos do Parque Ecológico do Cocó


Uma reserva de mangue de 1.155 hectares corta ao meio a quarta maior cidade brasileira. E um rio que flui margeado pelo mangue fechado. O Parque Ecológico do Cocó resiste à expansão da cidade, mas nem sempre vence.

O parque tem inimigos, muitos deles não visíveis, escondidos pela densa vegetação, como as carvoarias clandestinas que abrem clareiras no mangue, longe das vistas daqueles que transitam na proximidade. Para transformar a madeira em carvão, a mata nativa é derrubada, uma vala é cavada na terra e um forno é improvisado. Em 2006, mais de 15 carvoarias ilegais foram fechadas no Parque do Cocó. Em 2002/2003, a equipe que realizava o Inventário Ambiental de Recursos Hídricos e Orla Marítima de Fortaleza, encontrou 16 carvoarias do mesmo tipo. Algumas destas ainda lá permanecem. Para cuidar de tudo isso, 30 homens da CPMA/ Companhia de Polícia Militar Ambiental se revezam e vasculham as áreas de mata fechada.
Imagem da mata densa do Parque do Cocó de Daniel Roman, nas imediações da Av. Murilo Borges. Direitos autorais reservados.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

A Carta de Pero Vaz de Caminha


Uma releitura da Carta de Pero Vaz de Caminha foi o "estalo" que nos levou a propor. insistente e obstinadamente, à Administração Municipal, a realização do Inventário Ambiental de Fortaleza e a inspiração para sua concepção:

“Esta terra, Senhor, me parece que da ponta que mais vimos contra o sul, até a outra ponta que vem contra o norte, de que nós deste porto houvemos a vista, será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas, por costa. Traz ao longo do mar, em algumas partes, grandes barreiras, delas vermelhas e delas brancas, e a terra por cima toda chã e muito cheia de arvoredos, de ponta a ponta é toda praia plana muito chã e muito formosa.Sobre o sertão, nos parece, do mar muito grande porque, a estender olhos, não podíamos ver senão terra e arvoredo, que nos parecia mui longa terra”

Nela até agora, não podemos saber que haja ouro, nem prata, nem nenhuma coisa de metal, nem ferro lho vimos. Mas a terra em si, é de muitos bons ares, frios e temperados como dos Entre – Doiro e Minho, porque neste tempo de agora, assim os achávamos, como os de lá. Águas são muitas, infinitas. E em tal maneira é graciosa que, querendo a aproveitas, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.”

Da Carta de Pero Vaz de Caminha a El-Rei Dom Manuel sobre o Achamento do Brasil.

Imagem da Lagoa da Precabura, a maior zona alagável do Município de Fortaleza, em seus limites com Eusébio e Aquiraz. Fotografia de Daniel Roman. Direitos autorais reservados.