quinta-feira, 30 de abril de 2009

Desenvolver o Cariri

Editorial do Diário do Nordeste em 30/04/ 2009

A promulgação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC), pela Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, permitindo a criação de novas regiões metropolitanas no Ceará, autoriza a elaboração de projeto de lei complementar, pelo Executivo, instituindo a Região Metropolitana do Cariri. Essa iniciativa exigirá a ampliação dos estudos técnicos para definir sua abrangência.

A idéia não deixa de ser um avanço, especialmente se forem respeitadas, como manda a legislação, as afinidades geoambientais, espaciais e socioculturais. Na prática, a integração preconizada já existe, principalmente na esfera socioeconômica, tendo Juazeiro do Norte como pólo aglutinador dos negócios do Cariri.

Maior mercado consumidor da região, com 250 mil habitantes, Juazeiro do Norte chegou nos anos 60 a dispor de um comércio atacadista bem próximo ao de Campina Grande, na Paraíba, abastecendo municípios do Ceará, Piauí, Pernambuco e da própria Paraíba. De outra parte, o comércio varejista atendia as demandas das cidades no seu entorno. As vicissitudes econômicas, especialmente o processo inflacionário e a escassez de crédito para capital de giro, provocaram o desmantelamento da forte cadeia atacadista, na qual se destacavam os distribuidores de miudezas, gêneros alimentícios, tecidos, ferragens e combustíveis.

Também a produção artesanal de ourivesaria sofreu sério abalo, provocando o fechamento de mais de 50 pequenas fábricas de alianças, brincos, anéis e braceletes. Este ciclo econômico foi substituído pela expansão desordenada do comércio ambulante, espalhado pelo centro vital de Juazeiro do Norte - a Rua São Pedro -, fazendo desaparecer sua feira aos sábados. Para compensar a queda no setor do comércio, Juazeiro ganhou inúmeras indústrias, descentralizadas pelas rodovias que ligam a cidade ao Crato e a Barbalha. A produção industrial impulsionou sua economia.

O Crato, por sua vez, situado a dez quilômetros de Juazeiro, sempre primou pelo varejo de qualidade, além de suas características de cidade cultural por excelência. Centro introdutor da educação universitária no interior, lá foi implantada, em 1960, uma Faculdade de Filosofia, embrião da Universidade Regional do Cariri.

Barbalha, também distante dez quilômetros, viu a economia agroindustrial da cana-de-açúcar tomar outro impulso com a instalação de três indústrias essenciais: uma de açúcar, outra de cimento Portland e uma terceira, de cerâmica. A crise econômica das últimas décadas só permitiu a consolidação da indústria de cimento. Barbalha se impôs como pólo de saúde por excelência.

Excluídos esses três, os demais municípios, dentre os 33 do sul do Ceará, registram crescimento aquém de suas potencialidades. Por isso, a região carece de um plano de desenvolvimento para consolidar a região metropolitana programada, capaz de espalhar benefícios gerais por todas suas cidades. A experiência do Plano Asimov, na década de 60, demonstrou como o planejamento regional transforma as áreas onde as riquezas estão latentes.

Nota Complementar do blog:

O Plano Asimov foi realizado, na década de 60, através de um convenio de cooperação técnica entre a UCLA/ Universidade da California e UFC/ Universidade Federal do Ceará e resultou em uma série de diretrizes de ação , muitas das quais aplicadas com exito na região. No Plano estavam contidas as recomendações de consolidação da URCA/ Universidade Regional do Cariri, de consolidação de um sistema viário estrutural compartilhado pelos tres polos principais e de incentivo à industrialização regional.

Com elaboração do PROURB/ CE - Projeto de Desenvolvimento Urbano e Gestão de Recursos Hídricos do Estado do Ceará, com recursos de fomento e financiamento do BIRD/ Banco Mundial foram compostos os PDR/ Planos de Desenvolvimento Regional das Regiões Estratégicas do Estado do Ceará e definidos os Termos de Referencia do PDR CARIRI, que por sua vez orientaram a feitura do Plano de Ação Regional da Bacia do Araripe - Araripe Action Regional Plan - um capítulo especial do Application Dossier for Nomination Araripe Geopark, State of Ceará, Brazil, de forma a melhor informar a UNESCO sobre o que existia quanto a diretrizes regionais de desenvolvimento.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Cariri discute fortalecimento do Turismo

Repensar o Cariri no sentido do seu desenvolvimento econômico, por meio de potencialidades como o turismo e a economia local. Com essa perspectiva, durante dois dias, técnicos do Governo do Estado e representantes e estudiosos de diversas entidades desses setores estiveram reunidos em Juazeiro, na sede do Palácio da Microempresa, durante o Seminário “Turismo e Desenvolvimento Econômico: Perspectivas para o Cariri”.

Na ocasião, vários projetos foram apresentados pelo Secretário das Cidades, Joaquim Cartaxo, direcionados para a melhoria da infra-estrutura local, já que o evento faz parte do trabalho desenvolvido por meio da pasta.A representante do Banco Mundial, Mônica Amorim, esteve presente ao evento e disse que os investimentos internacionais deverão acontecer na região a partir de setembro. Serão investidos US$ 66 milhões, juntamente com o Governo do Estado, direcionados a vários equipamentos, inclusive na estruturação do turismo, tendo como carro-chefe o projeto Geopark Araripe. O projeto, conforme os organizadores, se configura como uma alternativa estratégica que antecede a implementação do Projeto Cidades do Ceará na região.

Os debates têm a finalidade de mobilizar e sensibilizar os atores locais. Os dois eixos escolhidos pela secretaria no âmbito do desenvolvimento local foram o setor calçadista e o turismo, que está direcionado a muitas vertentes, a exemplo do religioso, mas focado no desenvolvimento sustentável.Segundo o secretário Joaquim Cartaxo, o seminário traz a oportunidade de se pensar o turismo do ponto de vista do desenvolvimento econômico. Destaca a proposta do governo de promover o desenvolvimento no Interior, desconcentrando da Região Metropolitana de Fortaleza. Ele acredita que a criação da Região Metropolitana do Cariri fortalecerá ainda mais esse processo de desenvolvimento. “Na verdade será apenas a institucionalização do que já existe de fato. O Cariri está privilegiado porque foi eleito como prioridade”, diz.

O secretário destaca a aprovação dos US$ 66 milhões para investimentos na região e os investimentos previstos na área da infra-estrutura. O secretário Adjunto do Turismo, Osterne Feitosa, destaca o potencial do turismo no Cariri e afirma ser extremamente complexo. “O projeto direcionado a esse setor é uma especialização do que a riqueza local já produziu”, diz.

Matéria da Jornalista Elizangela Santos, no Caderno Regional do Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.

Cariri discute fortalecimento do Turismo ²

Durante o evento, foram realizadas palestras de consultores nacionais da área do turismo e de gestores públicos convidados e promovido um debate sobre as experiências locais. Entre os palestrantes estiveram o Coordenador Geral do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) Nacional, Daniel Vieira Pires.

A coordenadora do Projeto Cidades do Ceará (Cariri Central), Emanuela Monteiro, afirmou que o objetivo do evento foi mobilizar e sensibilizar os empresários e a sociedade em geral para a importância do turismo como alternativa sustentável para o desenvolvimento sócio-econômico e ambiental do Cariri.O turismo na região do Cariri é um dos eixos econômicos que serão fortalecidos pela ação do Projeto Cidades do Ceará no Cariri, durante os próximos cinco anos.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Governo e aliados atacam o Meio Ambiente ³

O curioso é que, enquanto se ouviam os relatos da escabrosa armação anti-ambiental e anti-climática do governo e do Congresso, do suspeito e conivente silêncio da oposição, secretários de vários estados amazônicos mostravam as iniciativas estaduais de elaboração de políticas climáticas, combate ao desmatamento e busca de uma economia regional sustentável. Fora o governo de Rondônia, onde a desgovernança ambiental e florestal é total, os outros tinham algo positivo a mostrar.

O secretário de Meio Ambiente de Mato Grosso, Luiz Henrique Daldegan não destoou. Defendeu políticas firmes de controle do desmatamento, que o Brasil lidere em Copenhague o processo de inclusão das florestas no acordo climático e mostrou uma série de iniciativas que podem mudar o quadro de desmatamento no estado. Ele me garantiu que tudo o que disse tem o apoio do governador Blairo Maggi, também muito ativo na discussão com o o grupo de estados liderados pela Califórnia, de políticas comuns de mitigação das emissões de gases de efeito estufa. Maggi tem participado ativamente do Fórum dos Governadores da Amazônia, que quer assumir a liderança na formulação de uma política para a Amazônia sustentável.

Vou me abster de tentar compreender e explicar o reacionarismo ambiental do Governo Federal. Só me assaltam à mente explicações impublicáveis. Quanto ao Congresso, não há mistério algum. Sob o olhar complacente dos ambientalistas da base governista e com o silêncio cúmplice dos partidos de oposição, os ruralistas tomaram todos os postos-chave para controlar as decisões ambientais no Poder Legislativo. É precisar deixar claro que entre os ativistas da reação anti-ambiental há tucanos e demos. O silêncio não é, portanto, unânime. Há conivência ativa do PSDB e do DEM, também.

O governo brasileiro decidiu marchar aceleradamente na contra-mão, investindo no retrocesso. A bancada ruralista está aproveitando essa atitude palaciana e vê nela a indicação da fraqueza da área ambiental. Essa circunstância define, inegavelmente, o momento para um ataque maciço contra os fundamentos da política ambiental e a perspectiva de avanço.

Da mesma matéria do ecojornal O ECO http://www.oeco.com.br/ . De autoria do Professor Sergio Abranches, Mestre em Sociologia pela UnB, PhD em Ciência Política pela Universidade de Cornell e Professor Visitante do Instituto Coppead de Administração, UFRJ. . Reproduzida unicamente para divulgação.

Governo e aliados atacam o Meio Ambiente ²

No arsenal do ataque à política ambiental chamam atenção 18 Projetos de Decreto Legislativo que pretendem sustar ou anular, medidas administrativas de proteção do meio ambiente e de criação de terras indígenas, tomadas pelos ministérios do Meio Ambiente e da Justiça. Destaca-se, também, o projeto de lei de autoria da senadora Kátia Abreu, presidente dos ruralistas, oops, da Confederação Nacional da Agricultura, que pretende anular o Decreto 6.321/2007, peça importante do Plano de Combate ao Desmatamento da Amazônia, que cassou as autorizações de desmatamento nos municípios mais críticos da região; determinou o recadastramento das propriedades rurais nesses municípios junto ao INCRA; barrou o acesso ao crédito bancário para as atividades econômicas realizadas em imóvel rural em desacordo com a legislação ambiental; definiu a co-responsabilidade da cadeia de comercialização que transaciona com produtos oriundos de áreas embargadas pelos órgãos ambientais.


O próprio governo federal enviou ao Congresso Nacional Medidas Provisórias que contrariam os esforços para proteger a Amazônia. A MP 422/2008, ampliou o limite de 400 para 1500 hectares das terras públicas que podem ser repassadas para o domínio privado sem licitação. A MP 458/2009 que, a pretexto de promover a ordenação fundiária da Amazônia, consagrou o fato consumado para premiar a grilagem de terras públicas. No mesmo ato, privatizou 67 milhões de hectares, território equivalente à soma dos estados de Minas Gerais e boa parte de Santa Catarina, permitindo que sejam desmatados, no mínimo, 13 milhões de hectares, que equivalem aos 20% permitidos pela lei. É certo que o desmatamento será maior, porque a MP estimula a ação ilegal e predatória. A MP 450/2008, aprovada quinta-feira na Câmara, em seu artigo 17, cria uma nova categoria de usinas hidráulicas, entre 30 e 50 MW, que terão rito sumário de autorização e “sem as características de pequenas centrais hidrelétricas”, isto é, sem limites para o tamanho da área alagada. Emenda à MP 452/2008, do Deputado José Guimarães, do PT, articulada com o Planalto, fixa um prazo máximo de 60 dias para que a autoridade ambiental, como o Ibama, emita o licenciamento ambiental, ao final do qual, a licença se torna automática. Ela altera a Política Nacional do Meio Ambiente (Lei No 6.938/81), restringindo fortemente a necessária análise dos impactos ambientais e a definição de medidas mitigadoras e compensatórias em obras na malha rodoviária federal.


O Ministro Mangabeira Unger tem procurado governadores, para apresentar propostas de mudanças na legislação ambiental com o objetivo de flexibilizar o processo de licenciamento. Entre elas constam a criação de um regime especial de licenciamento das obras do PAC na Amazônia, que teriam que ser licenciadas no prazo máximo de 3 meses. O argumento é que os interesses associados ao PAC superam o interesse em proteger a Amazônia, sua biodiversidade, seus serviços ambientais e suas comunidades tradicionais. Outra proposta seria a de eliminar da análise dos impactos dos empreendimentos os problemas sociais que eles causam, restringindo o exame apenas aos aspectos físicos, químicos e biológicos envolvidos. Dessa forma, as obras seriam licenciadas sem ter que resolver, por exemplo, a situação das famílias afetadas por uma hidrelétrica.

Há grande decepção entre os ambientalistas com a participação ativa do presidente Lula nessa investida contra a Amazônia e o meio ambiente. É ele quem tem o poder de assinar as MPs, ainda que o centro de onde saem as determinações seja o Gabinete Civil da Presidência da República, leia-se a ministra-candidata Dilma Roussef. Circulou pela reunião informação de que, no episódio da emenda contrabandeada na MP do Fundo Soberano, que libera de licenciamento ambiental qualquer estrada que se construa sobre até uma trilha de chão, a assessoria jurídica da Casa Civil se manifestou contrariamente, por sua evidente inconstitucionalidade. Mas foi forçada, por “determinação superior”, a aceitar a inclusão do artigo.


A ex-ministra Marina Silva, interrogada sobre o que estava acontecendo, mostrou visível constrangimento em comentar atitudes do governo a que serviu e por cujo partido é senadora pelo Acre. Disse apenas que não está entendendo o que está acontecendo, mas reconhece que há, mesmo, risco de um grave retrocesso no campo ambiental e que várias iniciativas em exame no momento pelo Congresso podem “desconstituir o arcabouço jurídico-institucional da política ambiental brasileira”.

Da mesma matéria do ecojornal O ECO http://www.oeco.com.br/ . De autoria do Professor Sergio Abranches, Mestre em Sociologia pela UnB, PhD em Ciência Política pela Universidade de Cornell e Professor Visitante do Instituto Coppead de Administração, UFRJ. . Reproduzida unicamente para divulgação.

Governo e aliados atacam o Meio Ambiente

Reunião do Fórum Amazônia Sustentável, em 17 de abril, próximo passado acabou se tornando uma oportunidade para que autoridades e lideranças ligadas ao meio ambiente fizessem um alerta à sociedade sobre ação concertada do Governo Federal e de congressistas para desmontar a frágil estrutura de regulação ambiental do país. Várias medidas provisórias, inúmeros decretos legislativos e projetos de lei, atacam por vários lados toda a arquitetura da política ambiental ainda em construção. Há, claramente, um sentido político de urgência do Planalto, em campanha ostensiva, que precisa acelerar obras de alto risco ambiental e quer se livrar do licenciamento. Urgência que faz algumas vozes levantarem a suspeita de que se trata da necessidade de ter instrumentos de financiamento de campanha.

Mas mesmo entre simpatizantes e aliados do governo Lula, há enorme desconforto com as decisões que atropelam as regras mais elementares de precaução ambiental e da política de controle do desmatamento, sem falar no plano de mudança climática. Na reunião do Fórum, à qual estavam presentes ativistas do PT, diversas ONGs, muitas próximas ao governo, autoridades estaduais da Amazônia, representantes de movimentos sociais e empresários, os alertas sobre os riscos dessa atitude tiveram muita repercussão e não se ouviu uma única palavra em defesa do Governo Federal ou do Congresso, nem qualquer justificativa. Ao contrário, formou-se consenso de que é preciso manifestar publicamente o desconforto e inconformidade com esse ataque concertado, que só interessa aos ruralistas mais radicais, aos guzeiros, à pecuária extensiva, aos carvoeiros e aos setores de alto carbono.

Deu no ecojornal http://www.oeco.com.br/. Vale a pena conferir. De autoria do Professor Sergio Abranches, Mestre em Sociologia pela UnB, PhD em Ciência Política pela Universidade de Cornell e Professor Visitante do Instituto Coppead de Administração, UFRJ. . Reproduzida unicamente para divulgação.

De novo: um buraco na avenida Leste-Oeste


De novo: um buraco na avenida Leste-Oeste está prejudicando o trânsito no local, em frente a Escola de Aprendizes de Marinheiros, como sempre. A causa do transtorno é a corrosão da tubulação de esgoto, provocada pela fuga de gases. O tráfego no sentido oeste-leste, próximo à Marinha do Brasil, estava difícil na manhã desde sexta-feira, 24. O buraco tem aproximadamente dois metros de diâmetro. Parte da avenida foi interditada pela Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC). Noticia do Jornal O POVO. Imagem do Fotografo Edilmar Soares.Reproduzida unicamente para divulgação

domingo, 26 de abril de 2009

Arquitetura e Urbanismo com foco na paisagem: Fernanda Rocha

Arquiteta e urbanista graduada pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Especialista em Paisagismo pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e em Arquitetura Paisagística pela Fundação para a Pesquisa Ambiental (Fupam) / Universidade de São Paulo (USP) / Federação Internacional de Arquitetos de Paisagismo (IFLA). Atualmente é professora da Universidade de Fortaleza (Unifor), onde coordena o grupo de pesquisa Laboratório da Paisagem. É colaboradora do grupo de pesquisa Jardins de Burle Marx da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), leciona em cursos de pós-graduação em diferentes estados do Brasil e coordena o curso de Pós-Graduação em Paisagismo em implantação na Unifor.

Fernanda Rocha ³


Quais caminhos o poder público poderia tomar para melhorar a cidade?


Essa é difícil... Eu fico imaginando se eu fosse prefeita ou governadora, por onde eu iria começar... Se eu quiser minha casa organizada, por onde eu começo? Pelo básico, pela infra-estrutura. Preciso ter água, energia. Em primeiro lugar deve-se definir o que são as prioridades para o planejamento de uma cidade que ofereça qualidade de vida aos seus cidadãos e uma visão de que só através do atendimento a este planejamento se conseguirá atender às metas inicialmente perseguidas. Tem questões mais urgentes e essas são de infra-estrutura básica. Sabemos que politicamente que não é o que aparece de imediato. Se os nossos gestores tivessem uma visão a longo prazo e colocassem para o público, saberíamos que os transtornos serviriam para a construção de algo. Até porque já estamos cansados de intervenções pontuais. A população já consegue perceber, pelo menos uma parte dela, que isso é muito pouco dentro do grande oceano de necessidades que temos; questiona que a praça é construída, mas, que falta um programa para manter.


Na perspectiva do turismo, onde estão os pontos fortes e os pontos fracos?


A cidade possui inúmeros atrativos e grandes potencialidades mas falha na gestão, com espaços públicos mal cuidados e degradados, sinalização inadequada ou inexistente, acessibilidade nula ou dificultada, apenas para citar alguns pontos mais gritantes. Eu precisei caminhar algumas quadras na Beia-Mar e fiquei imaginando que eu não viria, como turista, para essa cidade que não me dá opção de andar numa calçada segura. Lá tem desníveis de calçada que chegam a 35 centímetros, calçadas que derrapam, lixo. É o nosso cartão-postal e está nessa situação. Imagine outras áreas, que estão no Plano Diretor como prioritárias de investimento, mas que ainda não estão consolidadas. O nosso ponto forte são as praias, belíssimas; o céu, com um azul maravilhoso. Mas as condições de construção estão precisando reforçar o que a natureza nos dá.


O que poderia ser feito para ocupar áreas ociosas e evitar o avanço da cidade sobre áreas que precisam ser preservadas?


A educação da população, em primeiro lugar, e o atendimento à sua necessidade de moradia. Além disso é preciso compreender a cidade como um artefato humano e, sendo assim, não se pode pensá-la a partir de espaços intocados. Mas é preciso compreender a dinâmica dos lugares nos quais nos inserimos para poder atuar de forma sustentável, pois é através desta compreensão que poderemos chegar a soluções harmônicas. O que falta é política pública no sentido amplo.Tem havido troca significativa entre o meio acadêmico e a administração pública?Infelizmente o que vemos é o distanciamento entre o que se pensa na universidade e o que se efetiva na administração pública. É preciso estreitar laços para que as ações sejam inovadoras e agreguem valor, indo além do atendimento de urgências para influir de modo decisivo na essência urbana.

Fernanda Rocha ³

Quais caminhos o poder público poderia tomar para melhorar a cidade?

Essa é difícil... Eu fico imaginando se eu fosse prefeita ou governadora, por onde eu iria começar... Se eu quiser minha casa organizada, por onde eu começo? Pelo básico, pela infra-estrutura. Preciso ter água, energia. Em primeiro lugar deve-se definir o que são as prioridades para o planejamento de uma cidade que ofereça qualidade de vida aos seus cidadãos e uma visão de que só através do atendimento a este planejamento se conseguirá atender às metas inicialmente perseguidas. Tem questões mais urgentes e essas são de infra-estrutura básica. Sabemos que politicamente que não é o que aparece de imediato. Se os nossos gestores tivessem uma visão a longo prazo e colocassem para o público, saberíamos que os transtornos serviriam para a construção de algo. Até porque já estamos cansados de intervenções pontuais. A população já consegue perceber, pelo menos uma parte dela, que isso é muito pouco dentro do grande oceano de necessidades que temos; questiona que a praça é construída, mas, que falta um programa para manter.Na perspectiva do turismo, onde estão os pontos fortes e os pontos fracos?A cidade possui inúmeros atrativos e grandes potencialidades mas falha na gestão, com espaços públicos mal cuidados e degradados, sinalização inadequada ou inexistente, acessibilidade nula ou dificultada, apenas para citar alguns pontos mais gritantes. Eu precisei caminhar algumas quadras na Beia-Mar e fiquei imaginando que eu não viria, como turista, para essa cidade que não me dá opção de andar numa calçada segura. Lá tem desníveis de calçada que chegam a 35 centímetros, calçadas que derrapam, lixo. É o nosso cartão-postal e está nessa situação. Imagine outras áreas, que estão no Plano Diretor como prioritárias de investimento, mas que ainda não estão consolidadas. O nosso ponto forte são as praias, belíssimas; o céu, com um azul maravilhoso. Mas as condições de construção estão precisando reforçar o que a natureza nos dá.

O que poderia ser feito para ocupar áreas ociosas e evitar o avanço da cidade sobre áreas que precisam ser preservadas?A educação da população, em primeiro lugar, e o atendimento à sua necessidade de moradia. Além disso é preciso compreender a cidade como um artefato humano e, sendo assim, não se pode pensá-la a partir de espaços intocados. Mas é preciso compreender a dinâmica dos lugares nos quais nos inserimos para poder atuar de forma sustentável, pois é através desta compreensão que poderemos chegar a soluções harmônicas. O que falta é política pública no sentido amplo.Tem havido troca significativa entre o meio acadêmico e a administração pública?Infelizmente o que vemos é o distanciamento entre o que se pensa na universidade e o que se efetiva na administração pública. É preciso estreitar laços para que as ações sejam inovadoras e agreguem valor, indo além do atendimento de urgências para influir de modo decisivo na essência urbana.

Fernanda Rocha ²

Quais são as principais condições para que os centros urbanos garantam qualidade de vida à população?

Principalmente infra-estrutura. Primeiro abastecimento de água e coleta de esgoto, fundamentais porque é uma questão de saúde; depois o transporte, porque, dado o tamanho da cidade, não dá para se locomover a pé, não tem a situação ideal de morar perto do trabalho, da escola; o zoneamento vai distanciando as coisas. Mas é preciso transporte público de qualidade. É visível que não há tecido urbano que suporte tamanhos de vias indefinidos, com menos investimentos no público, no coletivo, deixando demandas retidas. Todo mundo compra carro, como se isso fosse resolver, e fica preso no trânsito, na velocidade de uma carruagem, de um bonde. Incorporado a isso, espaços para descanso, praça para ir na hora do almoço, com diferentes escalas, para o passeio da criança com a babá perto da casa; para o fim de semana, na praia, num parque; para a reunião de grandes públicos em eventos festivos.

Qual o papel desses espaços livres públicos numa cidade, visto que muitos terrenos destinados a praças foram ocupados em Fortaleza?

É exatamente a importância da parada no dia-a-dia. Uma música não é composta só de som. Tem o som e o não som, o silêncio. A gente tem a atividade do dia-a-dia, mas também tem que ter a parada. Nós temos a legislação com o percentual de áreas verdes dos loteamentos, mas não tem controle. Não tem um sistema de informação eficiente que envolva o cidadão. É impossível para o poder público ter o controle disso no dia-a-dia e acontecem esses desvios que não se tem como dimensionar.

Já foi feito diagnóstico da situação destes espaços?
Há um inventário ambiental feito pelo professor José Sales, um trabalho exaustivo, que muitas vezes é relegado. Esses documentos técnicos precisam compor um banco de dados. Por isso se fala da falta que faz um instituto de planejamento, que deveria ser o local de concentração dessas informações. Estamos na sociedade da informação, mas não importa informação se não se faz bom uso dela.Como a arborização pública interage com a cidade?Esse índice, de 12 metros quadrados por habitante, tão preconizado, que consta, inclusive, em algumas publicações, não tem confirmação da ONU. Quando se utiliza um índice desse é preciso saber primeiro o que é que se está chamando de área verde, que, em levantamentos que já vi, inclui cemitérios, monumentos, o verde de acompanhamento viário, rotatória no mesmo nível de praça, parque; situações distintas, com pesos distintos no cotidiano da população. Outra coisa: quais são os critérios de acessibilidade? Porque uma coisa é ter montanha, floresta junto da cidade, mas que as pessoas não têm acesso facilmente. Mas, se aquele verde estiver numa praça, tem uma outra perspectiva. Temos vários estudos, com índices que variam, em função da escala, de 15 a 55 metros quadrados. Existem parâmetros que precisam ser analisados a partir do contexto. Cada cidade tem a sua personalidade, configuração geográfica, social, física, cultural. Qual é tradicionalmente a nossa cultura? Meu avô cultivava fruteiras e sabia o nome delas. Embora conhecesse as plantas da Caatinga, como, a aroeira, o sabiá, essas não eram a plantas valorizadas, pois a preocupação era restrita ao provento, à alimentação. Hoje não se conhece as plantas usadas no dia-a-dia. Precisamos que as pessoas conheçam as coisas para que não se percam.

Qual seria o tratamento ideal para os mananciais urbanos a exemplo dos rios Cocó e Maranguapinho?

O que, a longo prazo, será mais importante? A cidade é uma construção humana e, para construir a cidade, se ocupa o território. Mas de que forma? O que existe é fundamental para a nossa sobrevivência a longo prazo? Não é possível canalizar os rios como se fazia. Taí a cidade de São Paulo, sofrendo com o Tietê quase todos os dias. O projeto do Governo do Estado para o Rio Maranguapinho é amplo; interessante porque vai fazer remoção de população para áreas próximas, com qualidade; não canaliza o rio, que permanece com seus meandros naturais; usa as vias paisagísticas como limite da faixa de preservação; prevê ligação do anel viário com a Mister Hull; prevê ligações das populações de uma margem para outra. Lógico que pode até necessitar de revisão por parte da população.

Do seu ponto de vista, quais são os principais problemas urbanísticos de Fortaleza?
O que mais incomoda é a questão do trânsito. Quando tenho que pegar o carro, me dá um desânimo. Com um transporte de qualidade, quem não vai preferir? Quando eu falo isso para os meus alunos, eles se espantam porque o padrão que a gente tem é deficiente. Precisa ter metrô, ônibus, manutenção dos espaços públicos, nos percursos. As praças melhores são as mantidas pela iniciativa privada ou pela população. O resto tem nome de praça porque está lá o quadrilátero, mas não tem nenhum tratamento e são praças importantes, como a Clóvis Beviláqua, com aquela grande laje. Naquele caso, a Cagece poderia ter uma política de contrapartida para ocupação.

Fernanda Rocha:"Estamos cansados de intervenções pontuais na cidade"


Encabeçado pela professora Fernanda Rocha, o Laboratório da Paisagem da Universidade de Fortaleza (Unifor) tem se debruçado sobre a paisagem de Fortaleza, buscando a compreensão de sua estruturação e análise crítica para fundamentação de novos parâmetros de intervenção interdisciplinar. "Não é possível tratar a paisagem apenas sob um aspecto".


"A idéia é exatamente ter uma abordagem da questão da paisagem ampla, interdisciplinar, sistêmica e não apenas focada na questão do verde, do pequeno jardim. A paisagem é uma construção múltipla; é o resultado da inserção do objeto arquitetônico; é o resultado do que não é ocupado; é composta pelos espaços livres; é resultante dessa ocupação. É o retrato, também, da sociedade, da cultura, da história do povo que vai traduzindo o espaço e acaba compondo o cenário chamado paisagem. Não é possível tratar a paisagem apenas sob um aspecto. Tem que ter um olhar menos focado para tentar perceber a tradução de todos esses elementos".


Entrevista com a Professora Fernanda Rocha, pela Jornalista Maristela Crispim, no Diario do Nordeste de hoje. Foto de José Leomar. Direitos autorais preservados. Vale a pena conferir.

Colóquios sobre a Paisagem: Geopark Araripe


A Laboratório da Paisagem da UNIFOR/ Universidade de Fortaleza, sob Coordenação da Professora Fernanda Rocha, realizará em breve, em meados de Maio/ 2009, próximo vindouro, a 3a Edição dos Colóquios sobre a Paisagem, tendo como tema o Projeto GEOPARK ARARIPE, empreendido como uma ação do Governo do Estado, através da Secretaria da Ciencia e Tecnologia e URCA/ Universidade Regional do Cariri; Secretaria das Cidades e Secretaria do Turismo.

O GEOPARK ARARIPE que está em consolidação na porção cearense da Bacia do Araripe, um dos principais sítios do Período Cretáceo da Terra. A região é especial pelos achados geológicos e paleontológicos inéditos desde os primeiros anos do Século XIX, com registros entre 110 e 70 milhões de anos, em excepcional estado de preservação e diversidade.
No Araripe está mais de um terço de todos os registros de pterossauros descritos no mundo, mais de 20 ordens diferentes de insetos e única notação da interação inseto-planta. Há similares destas mesmas espécies na África, indício de quando os continentes foram um só, na época do continente primaz Gondwanna.A proposta pretende a preservação dos locais principais, transformados em sítios de visitação e pesquisa compondo uma rede de 9 parques ou Geotopes, com registros documentais considerados imprescindíveis à compreensão da origem, evolução e atual estrutura da Terra e da vida.
Localizados nos municípios de Santana do Cariri, Nova Olinda, Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha Todos os locais são representativos de estratos geológicos e tem formações fossilíferas.
Vista aérea do Geotope Devoniano/ Canyon de Missão Velha, um dos nove geotopes do Geopark Araripe. Arquivo de Imagens Ibi Tupi. Fotografia Daniel Roman. Direitos autorais reservados. Para maiores informações consulte o blogspot http://www.geoparkararipe.blogspot.com/

sábado, 25 de abril de 2009

Metrofor ainda sem plano para o usuário

A menos de dez dias para o trem deixar de ir de Pacatuba ao Centro, Metrofor, AMC e Etufor não decidiram a melhor maneira de minimizar problemas dos milhares de passageiros usuários da linha e aos usuários do entorno da estação da Parangaba.

Ainda estão indefinidas as ações que serão tomadas para diminuir os problemas existentes com a paralisação parcial da linha de trem, que sai de Vila das Flores, em Pacatuba, ao Centro de Fortaleza. A partir do dia 3 de maio, menos de dez dias portanto, o trem irá parar na estação de Parangaba, afetando a vida de aproximadamente 15 mil passageiros.

Para Fernando Mota, assessor da presidência da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), a paralisação das obras, com previsão de término no final do ano que vem, é transtorno atualmente, mas será a solução no futuro. Entretanto, o Metrofor ainda não sabe como fazer para minimizar os problemas, como o acesso das pessoas ao terminal da Parangaba ou outra ação. “Estamos confeccionando panfletos para esclarecer aos passageiros e deveremos colocar pessoas para orientá-las que elas podem descer em outras estações e tomar o ônibus”, explica. Ontem, representantes do Metrofor, Empresa Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) e Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC) reuniram-se para encontrar uma solução. A assessoria da Etufor informou que ainda não se chegou a uma conclusão sobre o processo de implantação de mais ônibus no terminal. Já a AMC disse que vai estudar os primeiros dias para estabelecer ações.

Para o eletricista Fagner dos Santos, a mudança vai forçá-lo a sair mais cedo de casa. “Moro em Maracanaú e pego o trem para chegar no Centro, onde pego um ônibus para a Aldeota. Acordo 3h30min para chegar 7 horas no trabalho. A vantagem é que vai ser mais barato”, diz, referindo-se à redução de R$ 1,00 para R$ 0,50 a passagem no trecho.

Comentário do Blog sobre a matéria do Jornal O POVO, de hoje:

Pelo visto Diretoria do METROFOR/ Companhia Metropolitana de Transportes Públicos do Estado do Ceará, ainda não entendeu, mesmo depois de todos estes anos de existencia, que sua função é propiciar transporte público de qualidade ao usuário metropolitano e não unicamente administrar o "elefante branco" em que se transformou a interminável obra de infraestrutura urbana que se audesigna como METROFOR.

"Inventar planfeto" para orientar o usuário em como não utilizar mais o sistema de trens até que se finalize, em algum dia, as obras de implantação de um novo sistema, é uma piada de muito mau gosto para quem propaga que no futuro será a solução de transportes metropolitanos para 485 mil pessoas. O Sr. Governador do Estado Cid Gomes deveria chamar toda a Diretoria METROFOR para uma conversa séria.

Metrofor sem plano para usuários

A menos de dez dias para o trem deixar de ir de Pacatuba ao Centro, Metrofor, AMC e Etufor não decidiram a melhor maneira de minimizar problemas dos milhares de passageiros usuários da linha e aos usuários do entorno da estação da Parangaba.

Ainda estão indefinidas as ações que serão tomadas para diminuir os problemas existentes com a paralisação parcial da linha de trem, que sai de Vila das Flores, em Pacatuba, ao Centro de Fortaleza. A partir do dia 3 de maio, menos de dez dias portanto, o trem irá parar na estação de Parangaba, afetando a vida de aproximadamente 15 mil passageiros.

Para Fernando Mota, assessor da presidência da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), a paralisação das obras, com previsão de término no final do ano que vem, é transtorno atualmente, mas será a solução no futuro. Entretanto, o Metrofor ainda não sabe como fazer para minimizar os problemas, como o acesso das pessoas ao terminal da Parangaba ou outra ação. “Estamos confeccionando panfletos para esclarecer aos passageiros e deveremos colocar pessoas para orientá-las que elas podem descer em outras estações e tomar o ônibus”, explica. Ontem, representantes do Metrofor, Empresa Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) e Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC) reuniram-se para encontrar uma solução. A assessoria da Etufor informou que ainda não se chegou a uma conclusão sobre o processo de implantação de mais ônibus no terminal. Já a AMC disse que vai estudar os primeiros dias para estabelecer ações.

Para o eletricista Fagner dos Santos, a mudança vai forçá-lo a sair mais cedo de casa. “Moro em Maracanaú e pego o trem para chegar no Centro, onde pego um ônibus para a Aldeota. Acordo 3h30min para chegar 7 horas no trabalho. A vantagem é que vai ser mais barato”, diz, referindo-se à redução de R$ 1,00 para R$ 0,50 a passagem no trecho.

Comentário do Blog sobre a matéria do Jornal O POVO, de hoje:

Pelo visto Diretoria do METROFOR/ Companhia Metropolitana de Transportes Públicos do Estado do Ceará, ainda não entendeu, mesmo depois de todos estes anos de existencia, que sua função é propiciar transporte público de qualidade ao usuário metropolitano e não unicamente administrar o "elefante branco" em que se transformou a interminável obra de infraestrutura urbana que se audesigna como METROFOR.

"Inventar planfeto" para orientar o usuário em como não utilizar mais o sistema de trens até que se finalize, em algum dia, as obras de implantação de um novo sistema, é uma piada de muito mau gosto para quem propaga que no futuro será a solução de transportes metropolitanos para 485 mil pessoas. O Sr. Governador do Estado Cid Gomes deveria chamar toda a Diretoria METROFOR para uma conversa séria.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Prefeita apresenta Ex- Prefeito do Recife como novo colaborador

Pensando nas alterações que estão por ser anunciadas no secretariado da Prefeitura de Fortaleza, a prefeita Luizianne Lins se reuniu ontem, pela primeira vez este ano, com todos os secretários e chefes dos demais órgãos da Prefeitura. Segundo Luizianne, está sendo feita uma análise minuciosa do desempenho das secretarias e órgãos, no período da primeira gestão, de 2005 a 2008. “Pra caminhar pra frente, a gente tem que olhar o caminho que já fez atrás”, justificou a prefeita. Os dados da avaliação das secretarias serão um dos elementos que justificarão as alterações no corpo de secretariado. Uma nova reunião entre Luizianne e os secretariados ficou agendada para o próximo dia 29.

A prefeita convidou o ex-prefeito do Recife (PE), João Paulo (PT), para participar da reunião. Luizianne justificou a presença de João Paulo dizendo que Fortaleza e Recife se parecem em vários aspectos: “Essas foram as únicas cidades no Brasil (entre as maiores capitais) que resolveram as eleições municipais logo no 1º turno. São cidades nordestinas, muito semelhantes. Assim como eu, o João Paulo foi vereador, foi deputado estadual e prefeito por duas vezes. Agora, ele vem trazendo a experiência de quem fez uma administração vitoriosa no Recife”. João Paulo foi prefeito do Recife entre 2001 e 2008. Na eleição do ano passado, conseguiu emplacar o sucessor: João da Costa (PT).

No último dia 16, Luizianne foi eleita e empossada vice-presidente de Relações Internacionais da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), da qual João Paulo foi presidente no período entre fevereiro de 2005 e abril deste ano. “Eu já vinha conversando sobre isso (uma parceria com João Paulo) desde quando começei a participar das reuniões da FNP, da qual ele era presidente. Agora que ele tá com a agenda mais livre (saiu da Prefeitura de Recife e da FNP), veio contribuir com a gente e eu acho isso legal”. O petista pernambucano deve contribuir com Luizianne na tarefa de analisar o desempenho das secretarias. Em entrevista, João Paulo comentou que Fortaleza e Recife possuem dificuldades e desafios semelhantes. “Luizianne me chamou pra vir um pouco mais aqui (em Fortaleza) e acompanhar um pouco mais de perto a administração. A idéia é que a gente possa intercambiar as experiências”. disse João Paulo, que confirmou presença na próxima reunião.

Deu no Jornal O POVO, de hoje.

Comentário do blog: Estranhamente, enquanto o Ex-Prefeito do Recife é convidado a ser o mais novo colaborador maior da atual Gestão Municipal, pela Prefeita Luizianne Lins, por sua reconhecida competencia em administrar Recife por dois mandatos, o nosso Vice - Prefeito Tin Gomes, "continua em sua geladeirinha", na Rua Monsenhor Bruno, no Bairro da Aldeota, onde se localiza a Vice - Prefeitura de Fortaleza.

Exposição fotográfica mostra cotidiano da Comunidades Maravilha

Durante 10 dias, em exposição na Comunidade Maravilha, o fotógrafo Gustavo Pellizzon apresenta a exposição Em Conjunto, que traz fotos de comunidades transferidas para conjuntos habitacionais. O fotógrafo vem registrando as imagens desde 2007. A mostra entra em cartaz a partir do próximo sábado, 25, no complexo esportivo do Conjunto Habitacional Maravilha. O trabalho foi selecionado pelo Edital das Artes da Prefeitura de Fortaleza. A exposição estará dividida em três partes.

A primeira delas, "Os Rastros", traz imagens das favelas em que as famílias retratadas viviam. Uma segunda parte, "Em Conjunto", mostra a nova realidade dessas famílias, enquadrando os elementos que traduzem seu dia-a-dia. Por último, a série "Da Vida" traz retratos dos moradores na hora do banho, expondo a nova relação das pessoas com a água.

Serviço: Exposição “Em Conjunto”, com fotografias de Gustavo Pellizzon
Dias: Abertura dia 25/04/09. A mostra prossegue por 10 dias
Hora: 9h da manhã
Local: Salão do Complexo Esportivo Maravilha, BR 116, s/n° - ao lado da rotatória da Avenida Aguanambi - Praça Manuel Dias Branco. São João do Tauape.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A preocupante drenagem de Fortaleza

É extremamente preocupante a situação de Fortaleza quanto à drenagem das águas pluviais, alerta o urbanista Marcus Lima. Mesmo reconhecendo o empenho da Prefeitura em limpar rios e lagoas da cidade, considera ser necessário maior rigor para fazer a população cumprir as taxas de permeabilidade previstas na Lei de Uso e Ocupação. Também defende a implementação de campanha educativa contínua mostrando ao cidadão os prejuízos para a rede pluvial quando ele coloca lixo em espaços públicos.

Professor do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Fortaleza (Unifor) e diretor do Instituto dos Arquitetos do Brasil- Seção Ceará (IAB-CE), Marcus Lima aponta que no momento não há indicativos de que a Capital venha a apresentar condições de drenagem das águas de chuva, até porque os problemas que contribuem para as dificuldades de escoamento “são antigos”.

Segundo ele, o ideal seria que as águas de chuvas fossem parcialmente absorvidas pelo solo ou canalizadas através da drenagem urbana (meio-fio, sarjeta e bueiro). “Mas quando isso não acontece, temos os transtornos que vivemos hoje em Fortaleza”, disse, explicando que boa parte dos acúmulos decorre da impermeabilidade do solo, pelo uso excessivo de cimento nas edificações ou mesmo de asfalto nas ruas.Com isso, ao invés de serem absorvidas, as águas de chuvas vão para a rede de drenagem, que é subdimensionada. E como os bueiros muitas vezes estão obstruídos pelo detritos, na quadra invernosa repetem-se, ano a ano, os transtornos dos alagamentos e os entraves na fluidez do trânsito e dos pedestres. “Basta um índice pluviométrico um pouco acima da média para o quadro se repetir”, observou o arquiteto.

Atualmente, o solo de Fortaleza está encharcado, admite o chefe da Divisão dos Estudos Básicos e Sistema de Suporte do Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente da Funceme, o geólogo Porfírio Sales Neto. Explica que o solo da região de Fortaleza é caracterizado por rochas sedimentares, e via de regra é poroso. Isso facilita o fluxo da água entre os grãos. Além disso, o lençol freático tende a ficar mais próximo da superfície pelo excesso de chuvas, acarretando alagamentos em algumas regiões mais baixas da cidade.Como o solo está saturado e a rede de drenagem de águas pluviais não atende a demanda, lagos e lagoas facilmente transbordam no período chuvoso. O elevado índice de impermeabilização do solo e de poucas áreas verdes fazem as águas escoarem de forma abundante e rápida na superfície, trazendo os transtornos dos alagamentos. Para ele, os entraves ao escoamento são agravados pela ocupação indevida em áreas ribeirinhas na Capital.

Reportagem de hoje do Diário do Nordeste. Vale a pensa conferir.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

As "obras" HABITAFOR no João Lopes

Sobre o caso do Bairro Ellery, a assessoria de imprensa da Secretaria Executiva Regional (SER) I, responsável pela área, prometeu visitar a comunidade hoje para ver o que pode ser feito com relação às famílias que moram no entorno do Açude João Lopes.A responsabilidade pela obra de urbanização do local, porém, foi atribuída à HABITAFOR/ Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza. A reportagem tentou entrar em contato com a assessoria do órgão, mas as ligações não foram atendidas.

Ontem à tarde, um dos técnicos da Defesa Civil da SER I que atendeu à ocorrência, Alexandre Lima, disse que entraria em contato com o setor de infraestrutura do órgão para solicitar a retirada de parte da laje que caiu dentro do canal do Açude João Lopes. A área destruída foi isolada para evitar outras ocorrências. O técnico reconheceu que grande quantidade de mato obstrói o canal, facilitando alagamentos.

Da mesma reportagem do Diário do Nordeste, feita pelo Jornalista Icaro Joathan.

João Lopes é parte da história da comunidade do Bairro Ellery

O Açude João Lopes faz parte da história do bairro Ellery e é um de seus principais marcos. Na década de 50, como afirmam Zoraia Nunes Dutra Ferreira e Catarina Tereza Farias de Oliveira, no trabalho de pesquisa “Movimentos Ecológicos: Novos Diálogos com a Sociedade a partir de Diferentes Interfaces Comunicativas”, os terrenos próximos ao açude começaram a ser loteados sem planejamento.

A poluição causada em parte pelos por moradores, despejo de esgoto e descaso do poder público, dizem as pesquisadoras, fizeram com que lideranças e moradores do Ellery e de bairros vizinhos, como Monte Castelo e Antônio Bezerra, mobilizassem-se em torno de um levantamento sobre a real situação do açude. Realizado em 2003, ele mostrou que “quase toda a área de proteção e preservação do açude estava afetada por ocupações irregulares, lixo e esgoto”. E um projeto de urbanização do açude foi aprovado no Orçamento Participativo.

Mais uma obra prometida e não realizada pela Administração Municipal de Fortaleza.

Açude João Lopes transborda e traz o caos ao Bairro Ellery

Obra de urbanização do local foi aprovada pelo Orçamento Participativo desde 2005, mas ainda não começou. A chuva forte que caiu sobre Fortaleza na tarde de ontem prejudicou a população em vários pontos da cidade e uUma das situações mais graves aconteceu no Bairro Ellery, onde o Açude João Lopes sangrou e inundou várias casas nas Ruas Raquel de Holanda e Almeida Filho. Um buraco aberto há cerca de 20 dias sobre o canal do açude ficou ainda maior. Placas de cimento que funcionam como calçada caíram, obstruindo a passagem normal da água e deixando moradores preocupados com a segurança dos imóveis no entorno.

Ao lado do canal, uma placa da Prefeitura, com o valor da obra orçado em R$ 5,3 milhões, confirmava a informação da líder comunitária. “Essa obra já era para estar concluída. Vamos cobrar da Prefeitura para iniciar amanhã (hoje) mesmo e tirar essas famílias para o aluguel social”, protestou.No começo da noite de ontem, técnicos da Defesa Civil do Município estiveram no local vistoriando os estragos, mas não constataram a necessidade de remover famílias dali. Os moradores foram orientados a acionar o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) caso alguma eventualidade acontecesse.

Reportagem de hoje do Jornal Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Praia de Iracema à espera da requalificação


Mesmo com policiamento, a Praia de Iracema transmite sensação de insegurança e abandono a visitantesUma pessoa que tenha estado na Praia de Iracema de pouco mais de duas décadas atrás não a reconheceria numa visita atual.


Com exceção de referências como a Ponte dos Ingleses e o Pirata Bar, quase nada do que lá existia resiste. Pelo menos não como outrora. Durante o dia, ônibus turísticos fazem passeios apressados, com apenas uma rápida parada na Ponte dos Ingleses para fotos, enquanto moradores de rua aproveitam espaços abandonados para descansar. À noite, a prostituição toma conta daquele espaço, que parece já ter sido esquecido até pelos muitos fortalezenses que outrora freqüentaram seus animados bares.


As obras da Prefeitura de Fortaleza, de recuperação do calçadão e do tradicional Estoril, parecem paradas. O calçadão deveria ter sido entregue em agosto de 2008. Ele faz parte da primeira obra licitada do Macroprojeto de Requalificação da Praia de Iracema, que inclui, segundo a Secretaria Executiva Regional (SER) II, a reforma do espigão e a contenção de pedra em faixa de praia, a restauração do Pavilhão Atlântico e a reforma do Boulevard Almirante Tamandaré. Já a obra do Estoril, pela placa, deveria ter ficado pronta em dezembro de 2008.


Ninguém dá mais crédito à Administração Municipal de Fortaleza. São oito meses de atraso e nada indica que qualquer novo prazo sea cumprido. Excelente reportagem da Jornalista Maristela Crispim para o Diário do Nordeste. Fotografia de Patrícia Araújo. Vale a pena conferir.

Buracos se espalham nas ruas de Fortaleza

Não adianta contar quantos buracos existem em Fortaleza. Até o mais intrépido cidadão iria perder as contas. “São centenas”, diriam os mais otimistas. “São milhares”, afirmam os mais que mais sofrem com eles: motoristas de táxis, vans, ônibus e mototaxistas. O pior é que muitos se formaram há meses e até anos sem que providências concretas tenham sido adotadas para resolver o problema. Em alguns, moradores colocam cartazes, pneus indicando o perigo.

O problema é tão sério que, de tanta indignação, transforma esta reportagem em uma experiência ainda mais interativa. “É muito buraco!”, grita um motorista. “É pra bater foto, é? Bate aí!”, diz outro. “Filma aquele outro buraco ali”, pede uma dona-de-casa. “Bota no jornal!”, brada um passageiro.

A Administração Municipal de Fortaleza está totalmente omissa e desacreditada.
Reportagem do Jornal Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.

Caatinga um bioma ameaçado

De origem indígena, a palavra Caatinga significa ´mata branca´ ou ´floresta branca´, pelo fato da vegetação ostentar um aspecto esbranquiçado ou mesmo prateado, em virtude da perda das folhas durante o período de estiagem. Bioma único no planeta, a Caatinga é um conjunto de ecossistemas que ocupa 11% do território nacional (844.453 quilômetros quadrados) , numa área que abrange parte do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e o norte de Minas Gerais. Na Caatinga também pode ser encontrada uma grande diversidade de espécies, com 932 tipos de plantas, 148 mamíferos e 510 aves. A degradação ambiental e a falta de um convívio sustentável colocam o bioma em risco de desertificação.

Da mesma matéria especial do Caderno Regional do Diário do Nordeste elaborada pela Jornalista Caroline Viana. Vale a pena conferir.

Semana da Caatinga

Consta ainda da programação a distribuição de mil mudas de plantas nativas da região, palestras e assinatura de convênio entre o Conpam e a Prefeitura Municipal de General Sampaio de doação de equipamentos a serem usados pelas brigadas em caso de incêndios, naquela cidade. Em Crateús, além da distribuição e plantio de mudas nas escolas e no 40º Batalhão da Infantaria e do curso de multiplicadores em Educação Ambiental, haverá também a reunião do Pacto Ambiental dos Inhamuns e Sertão de Crateús, seguida da palestra e exposição “O Surpreendente Mundo da Caatinga”.

A semana será encerrada, no dia 28 de abril, no Dia Nacional da Caatinga, na Assembléia Legislativa do Ceará. A solenidade será aberta com a apresentação dos sanfoneiros Ítalo e Renno. Em seguida, a presidente do Conpam fará exposição sobre o Projeto Mata Branca e entregará a Medalha Ambientalista Joaquim Feitosa, instituída pelo decreto governamental de nº 27.781, de 26 de abril de 2005, a um agricultor escolhido pelo Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga que tenha uma experiência bem sucedida com o convívio sustentável do bioma.Haverá também homenagem aos idealizadores do Projeto Pingo D’Água, lançado no município de Quixeramobim, que este ano completa uma década em execução.

Durante o encerramento da Semana, também será apresentada, pela procuradora do Patrimônio e Meio Ambiente do Estado, Lúcia Teixeira, mensagem de lei para a criação do Sistema Estadual de Unidades de Conservação (Seuc). O objetivo do sistema é promover a gestão e a fiscalização integradas das reservas federais, estaduais, municipais e particulares existentes no Ceará.De acordo com Tereza Farias, outra meta importante para a conservação da Caatinga será o aumento do percentual de áreas tanto de proteção integral quanto de uso sustentável no Estado. A expectativa é que projetos como Mata Branca e outras iniciativas nos municípios elevem a extensão dessas áreas em 8% num prazo de cinco anos.

Matéria especial do Caderno Regional do Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.

Aumento de áreas de proteção da Caatinga

Promover a convivência sustentável e a preservação de um bioma único no mundo, mas constantemente ameaçado pelo risco de desertificação. Esta é a meta da Semana Estadual da Caatinga, que acontece entre os dias 22 e 28 de abril. O evento é uma parceria entre o Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), a Assembléia Legislativa do Estado e o Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga.

A programação prevê eventos na Capital e em cinco municípios: Tauá (dia 22), Quixeramobim (dia 23), Crateús (dia 24), General Sampaio (dia 25) e Sobral (dia 27). O final do evento, que ocorre no Dia Estadual da Caatinga, o plenário da Assembléia Legislativa do Ceará receberá palestras e exposições, além de ser promovida a entrega da Medalha Ambientalista Joaquim Feitosa.

Segundo a presidente do Conpam, Tereza Farias, o diferencial da edição deste ano é a participação de entidades governamentais e da sociedade civil de todo o Estado. “Esperamos que este encontro sirva para que, em parceria com a sociedade civil, possamos implementar políticas públicas descentralizadas e incentivar a proteção do bioma”.

Na próxima quarta-feira, será inaugurado em Tauá o escritório do Projeto Mata Branca, que dará suporte ao trabalho desenvolvido por técnicos do governo e sociedade civil. O projeto vai atuar inicialmente em seis municípios da Região dos Inhamuns, onde se busca junto ao homem do campo a convivência sustentável com o semi-árido e a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural.

Matéria especial do Caderno Regional do Diário do Nordeste sobre a Semana da Caatinga.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Lobby tenta inviabilizar UNILAB

O jornal O Povo de Fortaleza publicou em 18 de abril de 2009 matéria sobre tentativa de inviabilização da Universidade da Integração Luso-Afro-Brasileira - UNILAB por deputados da Região Sudeste liderados por Lobbe Neto, do PSDB de São Paulo, na Comissão de Educação da Câmara de Deputados, em Brasília. A UNILAB é um projeto de importância fundamental para o desenvolvimento do Maciço de Baturité e de todo o Ceará. Em nosso sítio www.olharaprendiz.com.br transcrevemos na íntegra a matéria de Giselle Dutra, em O Povo.

Enquanto o Acquario não vem

Este monturão que transborda dos contêineres e toma conta da calçada é parte da paisagem atual do antigo prédio do Dnocs, na Praia de Iracema. É lá onde o Governo do Estado planeja construir o Acquario Ceará. A obra, segundo os defensores, não será apenas indutora da requalificação, mas da ressurreição daquela região. A imagem não demonstra apenas as deficiências da coleta de lixo na cidade, o que, a bem da verdade, se vê em diferentes locais. Mais do que isso, representa a situação de abandono de um dos bairros mais tradicionais da cidade. E fique certo: ainda bem que foto não reproduz cheiro.

Nota na Coluna Comunicado do Diário do Nordeste de hoje. Vale a pena conferir.

Moradia social em Fortaleza: uma utopia

Quase uma semana depois de terem ocupado um prédio na Rua General Bezerril, no Centro, as cerca de 200 famílias instaladas ali ainda não dão qualquer sinal de quando pretendem sair. Uma das reivindicações do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), responsável pelo ato, era a retomada das obras de construção do conjunto Bárbara de Alencar II, no bairro Curió, prevista para hoje, após três meses de paralisação.

Mesmo assim, de acordo com a coordenadora Nacional do MLB, Ana Virgínia Ferreira, a ocupação vai continuar. Ela explica que a pauta do movimento ainda não foi totalmente contemplada. Ela ressalta que ainda não há um posicionamento definitivo sobre um possível apoio, através do pagamento do aluguel social, enquanto as famílias cadastradas esperam a entrega do Bárbara de Alencar II, prevista para outubro deste ano, e nem sobre outras 500 à expectativa de novas moradias.

“Além disso, queremos a inserção dessas pessoas nas frentes de serviço da Prefeitura. Seja construindo casa, nas obras do Transfor (Programa de Transporte Urbano de Fortaleza) ou limpando canal”, declarou Virgínia. “Enquanto não sentar e definir as coisas, não vamos sair daqui”, argumenta Ana Virgínia.

O MLB é um dos movimentos populares que compõem a Rede Nuhab (Núcleo de Habitação e Meio Ambiente) da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), também composta pela Federação de Bairros e Favelas, Movimento dos Conjuntos Habitacionais, Central dos Movimentos Populares e Comunidades Eclesiais de Base .A presidente da Fundação Habitacional de Fortaleza (Habitafor), Olinda Marques, disse esperar que as famílias desocupem o prédio o quanto antes, tendo em vista o reinício das obras no Curió, conforme solicitavam. Para ela, as reivindicações são justas desde que o Movimento compreenda as dificuldades típicas de um momento de crise como o atual.

Quanto às famílias não beneficiadas pelo Conjunto Residencial Bárbara de Alencar II, Olinda ressaltou que deverão ser incluídas no programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, que vai construir 1 milhão de moradias para famílias que recebem até 10 salários mínimos.

Sobre a possibilidade do pagamento do aluguel social, a presidente da Habitafor lembrou que esse dispositivo não está previsto por lei e que um projeto nesse sentido ainda tramita na Câmara Municipal. “Aí, eles precisam pressionar os vereadores, a Caixa Econômica e o Governo Federal”, rebateu Olinda. “O que está ao nosso alcance, estamos fazendo. Temos pressa em entregar essas casas”, assegurou. Sobre as chances de as famílias serem retiradas à força do prédio, Olinda não soube responder. “Não depende de nós, o prédio é da União”.

Matéria do Jornalista Felipe Palácio para o Jornal Diário do Nordeste, na data de hoje. Reprodução unicamente para divulgação.

domingo, 19 de abril de 2009

Dia do Índio

Hoje, data em que é comemorado o Dia do Índio, uma etnia na região do Cariri ainda mantém seus costumes. “A minha avó foi pegada a ‘dente de cachorro’ no pé da serra do Crato”. A afirmação de Raimundo Aniceto, líder da Banda Cabaçal “Irmãos Aniceto”, é uma das mais fortes lembranças da presença dos índios Cariri na região. As origens dos integrantes da banda são confirmadas por historiadores, entre os quais, Pablo Assumpção Barros Costa, autor do livro “Aniceto, Quando os Índios Dançam”.

“Mais do que isso: o biotipo, as danças, trejeitos, lendas, crendices, usos e costumes dos nossos ancestrais estão presentes no dia-a-dia dos caririenses”, diz a arqueóloga Roseane Limaverde, diretora da Fundação Casa Grande Memorial Homem Cariri, uma Organização Não Governamental, que estuda a origem do Homem Cariri. Roseane garante que a música e a coreografia da Banda Cabaçal têm raízes nos costumes indígenas.

Na verdade, a história oficial pouco fala sobre os Cariri. A Igreja da Sé, por exemplo, no Crato, foi construída sobre um cemitério indígena, em um desrespeito contra um direito de todas as sociedades humanas: a prerrogativa de enterrar, com dignidade, seus entes queridos.Hoje, quando se comemora o Dia do Índio, os pesquisadores correm atrás do prejuízo histórico. Os últimos remanescentes dos índios Cariri foram localizados no Sítio Poço Danta, a 25 quilômetros da cidade. A comunidade Cariri é formada por 50 famílias que mantém hábitos semelhantes aos de seus ancestrais.

Eles vivem da pesca tradicional no Açude Thomás Osterne e da agricultura de subsistência, sendo que o milho continua como base da alimentação. Produzem também objetos de cipó (cestos, balaios), utensílios de barro (potes, panelas) e remédios tradicionais utilizados em seu dia-a-dia. Muitos deles, derivados da imburana, da quinaquina, do alecrim, da malva-corama, da erva cidreira, entre outras espécies.

A Fundação Casa Grande ainda não fez nenhum estudo sobre esta provável comunidade indígena. A diretora Roseane Limaverde, que tem um trabalho sobre os índios do Cariri, disse que ainda não teve oportunidade de conhecer a comunidade, no entanto, lembra que a Fundação Casa Grande encontrou inscrições rupestres em Santa Fé, o que indica, segundo ela, a presença de índios naquela região.

Reportagem do Jornalista Antonio Vicelmo para o Caderno Regional do Diário do Nordeste, data de hoje, quando se comemora o Dia do Indio. Vale a pena conferir. Reprodução unicamente para divulgação.

Sede do IAB/CE contribuirá para a renovação do Centro de Fortaleza

Para o espaço, está prevista além da própria sede social, salão de exposições e bilbioteca, a instalação de um restaurante aberto ao público, um jardim para eventos e um auditório. Mais um passo em direção à desejada revitalização do Centro da cidade foi dado ontem pela manhã.

É que a nova sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil - Departamento do Ceará, localizada no cruzamento das ruas Dr. João Moreira com Floriano Peixoto, em uma edificação histórica de quase 150 anos, integralmente restaurada com recursos da Lei Rouanet, já está pronta para receber novos usos. Um café da manhã com a presença do Presidente do Instituto, Antônio Custódio dos Santos Neto, e da Comissão de Abertura da Nova Sede, coordenada por José Sales, celebrou o momento de apresentação das instalações, que também vão abrigar também o Museu da Indústria do Ceará, que será implantado pelo Convenio SESI/ FIEC.

“Queremos que que esse prédio tenha vida e participe do dia-a-dia do Centro. Já estamos montando um calendário com cursos, debates e discussões sobre a cidade”, explica o Presidente Custório. Entre as ações, está prevista a abertura de um restaurante aberto ao público e um jardim para eventos, além de um auditório grande, com capacidade para 250 pessoas, e um menor, que comporta 85. A idéia é integrar o espaço a outros equipamentos culturais da cidade, como o TJA e o Dragão do Mar.

Segundo o Presidente Custódio, ainda se planeja incentivar as visitas guiadas à Arquitetura do Centro, em parceria com o Instituto do Ceará. Também existirá uma biblioteca aberta ao público, com acervo sobre a história da cidade, também compõe o rol de iniciativas planejadas para o local. A inauguração oficial do prédio deve acontecer dia 25 de junho. No momento, ainda faltam ser concluídos o jardim e a instalação do mobiliário dos espaços internos.

Quando o assunto é arquitetura, também não falta planejamento. “Também temos o desejo de revitalizar o Fórum Adolfo Herbster, que faz uma discussão sobre os problemas urbanos, fazer a reedição dos 20 anos de participação do Ceará no prêmio de arquitetura “Ópera Prima”, participar da Rede de Equipamentos Culturais do Centro de Fortaleza - Theatro José de Alencar, Casa José Lourenço, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultural, Centro Cultural BNB, CC Severiano Ribeiro/ SESC, Museu do Ceará, SESC Praia de Iracema - prevê José Sales, da Comissão de Abertura da Nova Sede IAB/CE.

Sobre a integração do edifício ao Plano Habitacional para Reabilitação da Área Central de Fortaleza, que terá seu segundo fórum no dia 29, na CDL, Antônio Custódio reconhece que somente é possível habitar a área se houver equipamentos, no bairro, para atrair as pessoas novamente. “Necessitamos, por exemplo, que as Secretarias do Estado e Município, como a de Cultura, por exemplo, voltem a ter sede aqui”, reivindica.

O intuito do IAB/CE ao voltar a se instalar no Centro Histórico, é contribuir firmemente para impulsionar o entorno do Passeio Público e Rua Dr. João Moreira, com a restauração de edifícios vizinhos, como a Associação Comercial, requalificar o conjunto Cadeia Pública/ Encentur e a reabertura do Teatro Carlos Camara, além da instalação do CC Banco do Brasil na Estação João Felipe, Museu Nacional Antonio Bandeira/ CC Caixa Economica e a criação do Museu da Cidade de Fortaleza na própria Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, projeto original de Silva Paulet, dos anos 20 do Século XIX. A cidade precisa destes equipamentos referenciais.

Deu no Jornal Diário do Nordeste, edição de hoje. Reprodução unicamente para divulgação. Vale a pena conferir.

sábado, 18 de abril de 2009

Entidades ambientalistas protestam contra proposta do Deputado José Nobre Guimarães

As organizações abaixo assinadas manifestam-se totalmente contrárias à tentativa de extinguir o licenciamento ambiental para pavimentação de estradas abertas conforme previsto no projeto de Lei de Conversão da Medida Provisória 452/2008 aprovado ontem (14/04) pela Câmara dos Deputados. A proposta pretende burlar a Constituição Federal, uma vez que é notório que o impacto maior ocorre após a pavimentação.

Do mesmo modo consideramos inaceitável o asfaltamento da BR 319, obra sem viabilidade ou justificativa comprovadas, desconectada de qualquer projeto de desenvolvimento regional. A prioridade dada a essa estrada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) atende interesses outros que não a ligação entre duas capitais do norte do país. O asfaltamento da BR 319 servirá apenas para abrir a região mais remota e preservada da Amazônia à ocupação desordenada, além de deteriorar, via forte pressão migratória, a qualidade de vida da cidade de Manaus.

A pavimentação de estradas é o maior vetor de desmatamentos na Amazônia. Historicamente 75% dos desmatamentos da região ocorreram ao longo das rodovias pavimentadas, como ocorreu na Belém-Brasília (BR 010), na Cuiabá-Porto Velho (BR 364) e no trecho matogrossense da Cuiabá-Santarém (BR 163) .

O simples anúncio do asfaltamento já é suficiente para estimular o desmatamento e a grilagem, como ocorreu na BR 163, apontada como modelo deimplementaçao de infra-estrutura viária na Amazônia, mas, ainda assim, uma das regiões onde o desmatamento mais cresceu nos últimos anos. Essas iniciativas ameaçam a sustentabilidade da região e põem em risco as metas de redução de desmatamento assumidas pelo governo brasileiro no Plano Nacional de Mudanças Climáticas.

Amigos da Terra - Amazônia Brasileira
Conservação Internacional
Greenpeace
Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM)
Instituto Centro de Vida (ICV)
Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON)
Instituto Socioambiental (ISA)
The Nature Conservancy (TNC)
WWF Brasil

IAB/CE faz pré abertura de sua sede no "cuore" de Fortaleza

O Instituto dos Arquitetos do Brasil, Departamento do Ceará, vai apresentar neste sábado, a partir das 09:00 hs, durante café da manhã, sua nova sede para a imprensa. O local ganhou novo auditório, biblioteca, restaurante, jardim de eventos. A nova sede está situada no Centro de Fortaleza, no cruzamento das ruas Doutor João Moreira e Floriano Peixoto, em frente ao Passeio Publico.O IAB quer assim se engajar de fato ao processo de requalificação do Centro, em uma edificação que faz parte da história urbana de Fortaleza.

O local abrigou originalmente a antiga Sociedade da União Cearense, o Hotel do Norte e os Correios Gerais, além de outras instituições no decorrer dos quase 150 anos.A entidade promete ser mais um elo da cadeia da rede de equipamentos culturais do Centro - Theatro José de Alencar, Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura, Casa José Lourenço, CC BNB Fortaleza, Museu do Ceará, CC Severiano Porto/ SESC, SESC/ Praia de Iracema e outros.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Vazios urbanos em Fortaleza


Segundo pesquisador da PUC-Campinas, Capital está cheia de áreas vazias porque existe processo de segregação socialDepois de um sobrevôo por Fortaleza: “O que chamou muito a atenção foi a quantidade de espaços livres particulares, como terrenos sem construção nenhuma, deixando uma urbanização superesparsa. Há muitos espaços vazios, sem aproveitamento”.


Foram essas as palavras do pesquisador Jonathas Magalhães, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), durante mais um Colóquio sobre a Paisagem, que termina hoje, na Universidade de Fortaleza (Unifor).


Sobre a Capital, o pesquisador da PUC destacou que essa realidade tem como conseqüência custos altíssimos para levar infra-estrutura a esses espaços. “É muito dinheiro para levar esgoto, água etc para um território enorme, mas todo espalhado”. Por outro lado, contrapôs, tal cenário permite um potencial de interferência do poder público para qualificar o sistema de espaços livres desse território. Numa cidade já completamente consolidada, exemplificou, seria bem mais difícil.


A percepção de Magalhães vai compor — somada a outras tantas de representantes da Unifor, do poder público, entre outros da sociedade civil organizada — a 15ª Oficina de Quadros da Paisagem, que também será concluída hoje. Para entender, a oficina está sendo desenvolvida durante a segunda edição dos Colóquios sobre a Paisagem. Ela é um dos muitos instrumentos que estão sendo usados para a pesquisa nacional. “Os sistemas de espaços livres e a constituição da esfera pública contemporânea no Brasil: um processo de investigação em rede nacional”.


A exemplo do que está acontecendo em Fortaleza, oficinas já foram e vão ser desenvolvidas em muitas outras regiões do País. Sorocaba, Curitiba, Belém e Rio de Janeiro são alguns dos exemplos de cidades que já sediaram a oficina.Os dados, as soluções apontadas, as discussões e outras observações vão compor um completo banco de informações sobre os espaços livres do Brasil. E a UNIFOR está ajudando nisso, realizando um colóquio específico sobre o assunto. Mas claro, dando enfoque à situação de Fortaleza.


Para Magalhães, a Capital está assim, cheia de vazios, porque existe, como em todo o País, um processo de segregação social. Isso, acrescentou, tem feito com que muitas pessoas passem a morar na periferia, que é, como o próprio conceito mostra, a região mais afastada do centro urbano. Em geral, carente em infra-estrutura e serviços urbanos, e que abriga os setores de baixa renda da população. Na avaliação do pesquisador, é muito mais difícil trabalhar espaços livres quando se tem desigualdades sociais como essa.


Sobre soluções para a situação que se apresenta, Magalhães disse não ter respostas prontas. “Por isso momentos como esse aqui na Unifor são importantes. Para que experiências sejam trocadas, soluções construídas e aí sim postas em prática. “Amanhã (hoje), o terceiro dia da oficina vai permitir isso, esse intercâmbio de informações com os mais diversos setores da sociedade organizada”. De acordo com a coordenadora do colóquio, a Professora/ Arquitera Fernanda Rocha, os pesquisadores fizeram visitas de campo a lagoas e praças da cidade e sobrevoaram as principais bacias hidrográficas da Capital, como a do Cocó.


Excelente matéria da jornalista Ludmila Wanbergna do jornal Diário do Nordeste. Fotografia de José Leomar. Direitos autorais preservados.

Falta de Planejamento: Calçadão da Praia de Iracema ainda não inaugurado e já destruído

Em reforma há mais de um ano e obras quase finalizadas há menos de dois meses, um trecho do calçadão da Praia de Iracema terá de ser reconstruído. Segundo a coordenadora do projeto de requalificação da área, a Arquiteta Lia Parente, a nova obra estará pronta em três meses. O piso será adaptado para suportar o movimento de veículos pesados.

O problema surgiu depois que o calçamento colocado recentemente sofreu estragos em função da passagem de caminhões que carregam material para shows e outros eventos públicos que vêm ocorrendo no local. É o que dizem trabalhadores e frequentadores do local. Foram verificados rachaduras, quebras e pequenos desníveis no início desta semana, após o show musical que comemorou o aniversário de Fortaleza no último domingo, dia 12.

O trecho a ser refeito fica localizado entre as ruas Ildefonso Albano e Arariús, próximo à Caixa D’água dos Peixinhos. “O piso atual será retirado e, em seu lugar, será construída uma estrutura de concreto armado coberto por piso industrial, como o acesso já existente na Rua Rui Barbosa (ao lado do aterro)”, informou Lia Parente. As pedras e as lajotas quebradas estão sendo repostas no decorrer da obra e alguns danos já foram reparados.

A rampa de acesso para cadeirantes no trecho está sendo reformada, em decorrência dos estragos deixados pelos caminhões de equipamentos que subiram por ali, de acordo com o relato do taxista Raimundo Ribeiro. Segundo ele, pelo menos dois caminhões usaram a rampa e outros passaram pela rua lateral. Raimundo disse que chegou a ligar seis vezes para a AMC/ Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC), para denunciar a presença dos veículos no calçadão na sexta-feira, 10. “Eles disseram que estavam mandando uma equipe, mas ninguém veio”, afirmou.

A AMC informou, por meio de sua assessoria, que não encontrou registro de qualquer notificação do caso, na data referida, nem pedido de autorização formal para o estacionamento. Sem autorização da Autarquia, a presença dos caminhões ali era irregular. O taxista, que trabalha no local há quatro anos, relata que, sempre que ocorrem shows, a situação se repete.

Matéria em destaque no Jornal O POVO desta data da Jornalista Roberta Félix. Vale a pena conferir.

IAB/CE faz pré abertura de sua sede no "cuore" de Fortaleza

Caros amigos

O IAB/ Instituto dos Arquitetos do Brasil/ Departamento do Ceará fará amanhã um pré - abertura de sua nova Sede aos veículos de comunicação da imprensa local. Neste Sábado, 18 de Abril de 2009, às 9:00hs, estaremos de portas abertas, com café da manhã-encontro, para mostrar a todos nosso novo contexto de trabalho - Sede Social/ Auditório/ Biblioteca/ Restaurante/ Jardim de Eventos -em pleno "cuore" da cidade de Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção.

Queremos mostrar à toda a nossa população que iremos nos instalar no Centro de Fortaleza, no cruzamento das Ruas Dr. João Moreira e Floriano Peixoto, em frente ao Passeio Publico, contribuindo para a trajetória de sua requalificação, em uma belissima edificação que faz parte da própria História de Fortaeza, que abrigou originalmente a antiga Sociedade da União Cearense, o Hotel do Norte e os Correios Gerais, além de outras instituições,no decorrer dos quase cento e cinquenta anos de existencia.

Um risco original que teve a contribuição do nosso primeiro urbanista, o Engenheiro Militar Adolfo Herbster, que aqui entre nós,
aportou na década do Século XIX e realizou nossos primeiros Planos Urbanísticos.

Nossa pretensão, dentre outras,é ser mais um elo da cadeia da Rede de Equipamentos Culturais do Centro de Fortaleza - Theatro José de Alencar, Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura, Casa José Lourenço, CC BNB Fortaleza, Museu do Ceará, CC Severiano Porto/ SESC, SESC/ Praia de Iracema e outros.

Aguardamos a presença de todos.
Cordialmente

Arquiteto José Sales
Da Comissão da Nova Sede do IAB/CE

Restaurante na Beira-Mar é autuado pela Justiça Federal

O restaurante Beira Mar Grill, localizado na avenida Beira Mar, foi condenado pela Justiça Federal a reparar danos ambientais, demolindo ou aterrando as construções que teriam sido feitas em desacordo com projetos originais da Prefeitura de Fortaleza. A decisão é do juiz decisão do juiz Luís Praxedes Vieira da Silva, da 1ª Vara da Justiça Federal, e atende a um pedido do MPF/ Ministério Público Federal no Ceará.

De acordo com a ação civil pública ajuizada, em 2001, pelo procurador da República Alessander Sales, o estabelecimento promoveu aterramento de praia e construção de um muro cercado que impede a passagem de quem transita pela praia e tolhe o acesso público à faixa litorânea. O procurador informou que no decorrer da ação foi determinado que o espaço do restaurante não fosse mais ampliado, e, segundo ele, a decisão foi descumprida.

Alessander Sales disse ainda que à decisão cabe recurso, que deve ser impetrado no Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Segundo o MPF-CE, as irregularidades foram confirmadas por laudo do IBAMA/ Instituto Brasileiro Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e por uma perícia realizada por um engenheiro civil a serviço da Justiça Federal. O laudo atesta que a área ocupada pelo restaurante poderia ser destinada a outros três permissionários.

A sentença da Justiça Federal determina que o estabelecimento passe a ocupar o espaço 1/4 da área atual. A proprietária do estabelecimento, Valdênia Arruda, informou que ainda não foi notificada oficialmente e que ficou sabendo da decisão judicial por meio da imprensa. A administração do estabelecimento pretende recorrer da decisão e está contatando advogados.

Noticia do Jornal O POVO. Reportagem de Lusiana Freire em Redação O POVO Online.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Fundação Casa Grande se torna referencia nacional

A Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Kariri passa a ser referência nacional em Educação Patrimonial, dentro das políticas públicas desenvolvidas pelo IPHAN/ Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, do Ministério da Cultura. Hoje, em Nova Olinda, a entidade recebe técnicos do Instituto, no intuito de conhecerem “in loco” todo o projeto, como foi concebido e as diretrizes de trabalho da instituição. Eles permanecerão até o domingo realizando estudos na Fundação, criada há 16 anos.

“O trabalho da Fundação Casa Grande foi considerado, pela equipe de gerência de Educação Patrimonial IPHAN, como um exemplo dos mais representativos de um trabalho educativo, no qual a valorização e a preservação do Patrimônio Cultural é a base para inclusão da cidadania, objeto fundamental das ações educativas levadas a efeito pelo IPHAN”, diz o gerente de Projetos e Educação Patrimonial, João Tadeu Gonçalves, em carta enviada ao presidente da Fundação, Alemberg Quindins. Ele estará na equipe que virá desenvolver trabalho de pesquisa na Fundação.

O IPHAN tem buscado, por meio da Coordenação Geral de Promoção, identificar as boas práticas no desenvolvimento de ações educativas, no intuito de balizar a proposta de uma política nacional no âmbito da instituição para a área de Educação Patrimonial. Em consequência desse trabalho, objetiva-se criar a Casa do Patrimônio, nos Estados do Brasil, com a finalidade não só de levar o sentido de fiscalizar, mas realizar um trabalho de conscientização social para a preservação do patrimônio.

E é na Fundação que os técnicos encontrarão, na prática, toda uma desenvoltura de crianças e adolescentes, educados dentro de um processo de preservação da memória local, do patrimônio material e imaterial. A Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Kariri, para quem teve a oportunidade de ter acesso há mais de uma década, viu crianças e adolescentes dentro de um projeto de formação educacional. Alguns deles continuam e fazem um trabalho administrativo, dentro da mesma lógica, e dessa forma se desenvolveram, foram multiplicadores de um conhecimento e continuam sendo agentes participativos de um projeto em construção.

Matéria de hoje do jornal Diário do Nordeste realizada pela jornalista Eliazangela Santos.

Parque Rachel de Queiroz em debate na UNIFOR

O PARQUE RACHEL DE QUEIROZ está na pauta de debates do Seminário Colóquios sobre a Paisagem, na UNIFOR, hoje 16 de Abril de 2009, às 15 horas, em comemoração ao Centenário de Nascimento de ROBERTO BURLE MARX, como uma atividade do Laboratório da Paisagem do Curso de Arquitetura e Urbanismo UNIFOR e do Grupo de Pesquisa QUAPA/ Quadro do Paisagismo no Brasil da FAUUSP/ Faculdade de Arquitetura e Urbanismo USP.

A apresentação do projeto e sua concepção de implantação de 254 hectares que se distribui por 21 bairros da Zona Oeste de Fortaleza, preservando e requalificando as bacias hidrográficas dos Riachos Alagadiço e Cachoeirinha e, atende às demandas de áreas verdes e espaços públicos de uma população de mais de meio milhão de pessoas, um quinto dos habitantes de Fortaleza, será do Professor/ Arquiteto José Sales/ Arquitetura e Urbanismo/ UFC, um dos autores da proposta e coordenador do projeto, que hoje jaz escondido em alguma gaveta grande da Prefeitura Municipal de Fortaleza, que definiu que o mesmo não é uma prioridade da nossa cidade.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Estudo prevê solução para o avanço do mar ²

De acordo com o diretor do INPH, os estudos são desenvolvidos desde o Rio Ceará até a praia do Icaraí, considerada a mais atingida pelo avanço marinho em todo o Nordeste. A intenção, segundo Acceta, é verificar o tipo de movimento do mar, a perda de sedimentos e quais as implicações futuras do trabalho de contenção a ser implantado naquela área. Além disso, ele assegura que serão realizadas várias pesquisas para saber como devem ser construídos os espigões e quais os formatos que podem ter para evitar que a contenção do mar no Icaraí não prejudique as praias da Tabuba e Cumbuco.

“As embarcações utilizadas nas pesquisas vão fazer o levantamento das profundidades ao longo da costa, a variação do mar, o estudo de energia da onda. Depois disso, em até dois meses, teremos um estudo científico”, salienta. Além disso, Acceta lembra que as pedras colocadas no litoral não é a solução mais adequada, mas foi a prévia encontrada para que o avanço das ondas não ocasionasse mais estragos.Com uma análise prévia, o diretor do INPH avalia que os espigões terão o formato semicurval, diferente dos espigões fixados na Praia de Iracema. Para o secretário de Infraestrutura de Caucaia, Lúcio Bonfim, a Prefeitura está do lado dos comerciantes e espera que possa contribuir ainda mais para que a situação possa ser revertida. “Avaliamos um projeto feito no litoral de Alagoas para ver a viabilidade da mesma ação ser efetuada na Praia do Icaraí”.

Enfim ele reconhece que não é apenas colocar os espigões no mar, mas solucionar o problema enfrentado pelos comerciantes das barracas de praia. “Para executar a obra vamos fazer um levantamento e verificar se a solução vai resolver isso mesmo ou se o problema será empurrado para a frente”.PrejuízosFinalmente, os comerciantes do litoral do Icaraí recebem uma satisfação sobre a possível contenção do avanço do mar. Para a gerente da barraca Peixe Frito, Eunice do Nascimento, localizada na Avenida Litorânea, é mais uma esperança das inúmeras não concretizadas ao longo de cinco anos.

A diferença é que, agora, ela está mais confiante, por ver de perto os estudos serem realizados no local. “Nunca vi mergulhador aqui, fazendo a avaliação do mar, das ondas, do avanço. Espero que agora saia alguma solução”, disse, um pouco aliviada. A sua maior preocupação é com relação aos profissionais que foram demitidos. Somente na barraca em que ela gerencia, 30 profissionais tiveram que voltar para casa, o equivalente a 50% do efetivo do local, exigindo um reordenamento da folha de pagamentos. “Quando voltar tudo ao normal, espero recontratar os garçons novamente”, acredita. E completa, salientando que sempre os comerciantes estiveram reunidos para evitar que o mar destruísse totalmente os estabelecimentos. “É uma luta desleal, sempre a gente sai no prejuízo”, reconhece ela.

Matéria do Jornalista Maurício Vieira.

Estudo prevê solução para o avanço do mar

Cenário de destruição domina diferentes trechos na Praia do Icaraí, onde o mar continua provocando estragos após cada maré cheia
Os estudos relacionados ao avanço do mar em Icaraí, litoral de Caucaia, já foram iniciados. No prazo de até dois meses os resultados serão apresentados aos comerciantes e à população, como também ao gestor do município. A informação foi anunciada ontem, pelo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), Domenico Acceta. Ele esteve em Caucaia para “dar uma satisfação” aos comerciantes, moradores e ao Prefeito de Caucaia, Washington Gois, sobre os estudos de contenção do avanço do mar.


Mesmo com o início dos estudos, Acceta diz que ainda não é possível informar quanto será o investimento para o início das obras na praia. Mas acredita que em até um ano o litoral volte a ter a faixa de areia como antes. “Teremos uma prévia do valor somente em junho ou julho”. Sobre o retorno da faixa de areia no litoral, Acceta diz que “será possível. Será bom para os comerciantes e para a população”, garante.
Materia do Diário do Nordeste. Fotografia de Juliana Vazquez dos cenários de destruição domina diferentes trechos na Praia do Icaraí, onde o mar continua provocando estragos após cada maré cheia. Direitos autorais preservados.

Prefeitura já pretende alterar o novo Plano Diretor ²

A mais recente polêmica criada em torno do novo Plano Diretor de Fortaleza está chegando ao fim. Foi entregue ontem, na Câmara Municipal, o projeto de lei complementar que atende a três das quatro reivindicações dos movimentos sociais que contribuiram com a elaboração da lei. Desde que o Plano foi apresentado, em março, eles reclamam que os acordos que possibilitaram a aprovação, no ano passado, das normas que regulam o desenvolvimento da cidade pelos próximos dez anos não foram respeitados.

Caso a lei complementar seja homologada na íntegra pelos vereadores, o autodenominado Campo Popular poderá ficar tranquilo quanto à criação das chamadas Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), porções da cidades delimitadas pelo novo Plano Diretor que receberão atenção redobrada do poder público. Nelas, a Prefeitura irá promover regularizações fundiárias e urbanísticas, além de construir habitações populares.

Um do principais pontos que poderão ser alterados pela Câmara diz respeito à criação de Zeis do tipo 3 -onde ser construídas habitações consideradas de interesse social - nas proximidades, por exemplo, de hotéis localizados na Praia de Iracema e na Praia do Futuro. De acordo com o texto original, esse tipo de zona ficaria condicionado a regras específicas. A lei complementar apresentada ontem extingue essas regras e estabelece que, no momento da regulamentação das Zeis, “deverão ser consideradas as condições da região em que ela será implantada, visando priorizar áreas com maior segurança”.

O segundo entrave que poderá ser superado com a aprovação da lei complementar refere-se ao tempo mínimo de existência para que uma comunidade possa ser classificada como Zeis do tipo 1 e 2 - áreas já habitadas que receberão melhorias em sua infraestrutura. Na lei aprovada em dezembro, uma “ocupação consolidada” teria que possuir cinco anos, contados até a data da publicação do Plano Diretor, para poder ser transformada em Zeis.

Já a lei complementar estica o prazo até o início da vigência da lei específica que irá regulamentar as Zeis. Por fim, poderá ficar proibida a junção de lotes - que resulte em área maior que 150 m² - para a construção de qualquer empreendimento. Antes, o remembramento era vedado apenas para a construção de residências unifamiliares. Já a transformação do Lagamar em Zeis será feita através de uma outra lei. Segundo o líder da prefeita na Câmara, vereador Acrísio Sena (PT), ele mesmo poderá apresentá-la. O advogado Filomeno Abreu, que representa o chamado campo popular, diz que a lei complementar respeita o que foi acordado. Mas adverte: “Esperamos que os vereadores possam fazer uma correção que honre os acordos”. Já o presidente do SINDUSCON/ Sindicato da Construção Civil do Estado do Ceará afirma que só emitirá opinião sobre as mudanças depois que analisar a lei complementar.

Matéria do Jornal O POVO de hoje. Vale a pena conferir.

Prefeitura já pretende alterar o novo Plano Diretor

Para supresa de toda a cidade de Fortaleza, na tarde de ontem, o Presidente da Câmara Municipal Salmito Filho, recebeu ontem o anteprojeto de Lei Complementar que poderá alterar três pontos do novo Plano Diretor de Fortaleza. Um deles garante a existência de zonas para a construção de habitações populares nas proximidades de hotéis. O novo Plano Diretor de Fortaleza, em questão, foi aprovado em sessão relampago em 23 de Dezembro de 2008 e só recentemente sancionado pela Prefeita Municipal Luizianne Lins.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Lagoa do Porangabussu é reurbanizada

As obras de reurbanização da Lagoa de Porangabuçu terminaram de pois de quase seis depois de iniciadas. Cerca de 1,8 mil ligações clandestinas de esgoto foram fechadas. Também foram construídos equipamentos de esporte e lazer. Mas o vandalismo já ameaça os espaços antes mesmo da inauguração.

Um espaço urbanizado, com áreas para esporte, lazer e convívio social. A Lagoa de Porangabuçu passou por uma série de obras e, aos poucos, vai apagando o passado de poluição e abandono. De acordo com a Secretaria Executiva Regional (SER) III, 1.812 ligações clandestinas de esgoto escoadas no manancial foram fechadas. Houve ainda a limpeza do corpo hídrico.

O Município desembolsou R$ 780 mil e construiu também três quadras poliesportivas, anfiteatro, pista de skate, quiosques e playground. Os equipamentos, porém, são alvos de vandalismo antes mesmo da inauguração oficial. Segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam), a lagoa ainda é imprópria. O Distrito de Meio Ambiente da Regional III aponta que a classificação é resultado da poluição ocasionada pelos esgotos irregulares.

O chefe do setor, Arquiteto Tarcísio Prata, explica que casas, pontos comerciais e condomínios dos bairros Rodolfo Teófilo, Parquelândia, Amadeu Furtado e Parque Araxá eram os poluidores.
Segundo ele, o trabalho de mapeamento dos imóveis e fechamento das ligações ocorreu ano retrasado.

O POVO, em novembro de 2007, mostrou que o número de esgotos fechados já chegava a 827. Prata admite ainda haver problemas a resolver. O chefe comenta que uma favela e dois blocos de apartamentos próximos à lagoa seguem emitindo esgoto para o manancial. “A favela deve ter 100 moradias. Os blocos são cerca de 36 apartamentos”, completa. Segundo ele, o fato impede a lagoa de tornar a ser própria. Falta a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) corrigir falhas técnicas ou executar obras para ligar os imóveis à rede de esgoto.

De acordo com o chefe de Infraestrutura da SER III, Cláudio Arruda, as obras de reurbanização e limpeza recomeçaram em 2006 e terminaram em dezembro do ano passado. A vegetação do manancial está sendo aparada e as margens, próxima semana, serão limpas novamente. A prefeita Luizianne Lins (PT) deve inaugurar a obra oficialmente, mas não há data confirmada. Os espaços de esporte e lazer, no entanto, já estão depredados. Pichações se espalham pelas estruturas e há moradores que preferem jogar o lixo nas margens da lagoa. O chefe de Limpeza Urbana, Eráguito Passos, reclama que vândalos agem até contra plantas. “Passam e, sem motivo, quebram um galho ou arrancam. Outros resolvem pichar equipamentos”, comenta.

Do Jornalista Diego Lage. Especial para o Jornal O POVO. Reprodução unicamente para divulgação. Direitos autorais preservados.

Liceu do Ceará debate Fortaleza

Tudo pronto para o I Seminário Fortaleza - Ontem e Hoje, uma promoção que mobilizará alunos do Colégio Liceu do Ceará, a partir desta terça-feira. O evento integra-se à festa dos 283 anos da cidade e surge como mais uma contribuição ao debate por uma cidade justa e mais humana. O programa já está definido, segundo o professor Auriberto Cavalcante, coordenador-geral.

DIA 14
08:00 hs - Abertura
08:20 hs - Palestra/Debate "Fortaleza - Ontem e Hoje" por José Sales, arquiteto/ urbanista e professor da UFC; e Paulo Tadeu, jornalista, folclorista e professor UECE

DIA 14
14:00 hs - Palestra/Debate "O Passeio Público e sua Importância Histórica", com Zelito Magalhães, jornalista, historiador e escritor
15:00 hs - Palestra/ Debate "Fortaleza - Ontem e Hoje" com Miguel Ângelo de Azevedo, o Nirez.
16:00 hs - Palestra/Debate " A Política Cultural de Fortaleza" com representante da Secretaria de Cultura de Fortaleza e Auriberto Cavalcante, professor, jornalista, poeta e coordenador do Grupo Chocalho; e escritores convidados.

DIA 15
08:00 hs- Palestra/Debate "O Trânsito em Fortaleza" com Carlos Henrque, diretor de trânsito da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania de ortaleza (AMC).

14:00 hs - Palestra/Debate "Uma Visão jornalistica - Fortaleza, Ontem e Hoje com Eliomar de Lima, jornalista, professor e radialista e convidados.

DIA 16
08:00 hs - Palestra-Debate "A Educação em Fortaleza", por representantes das Secretarias da Educação do Município e do Estado, professores, estudantes e Sindicato Apeoc

14:00 hs - Palestra-Debate "A Segurança Pública em Fortaleza" por representante da SSPDS, professores, estudantes e convidados.

Colégio Liceu do Ceará (85) 9142-3195 e (85)3101- 2262
auribertocavalcante@ig.com.br

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Fortaleza 283 anos

Uma data de destaque mas muito pouco coisa para comemorar nesta cidade de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção onde as expressões planejamento, ordenamento e estruturação urbana viraram figuras de ficção para a gestão municipal.

domingo, 12 de abril de 2009

Parque Rachel de Queiroz


O Movimento Pró-Parque Rachel de Queiroz volta à carga. O motivo é a retomada da luta em defesa do parque urbano que, se implantado, vai recuperar e preservar o meio ambiente da região oeste da Capital. Uma jornada de ações vai acontecer nos meses de abril e maio cobrando a instalação do parque que beneficiaria bairros como Presidente Kennedy, Ellery, Monte Castelo, Pici e Antônio Bezerra. Um calendário de mobilização atualizado foi definido. No dia 17 de maio, a partir das 18 horas, tem encontro deliberativo, na Escola Joaquim Francisco (rua Joaquim Marques, Presidente Kennedy). Telefone (85) 8623 9077

Sobre o avanço do mar no Icaraí, em Caucaia

Du no blog do Eliomar de Lima http://eliomardelima.blogspot.com/

O caso do avanço do mar na Praia do Icaraí é bem mais sério do que se pensa. Vai muito além de se questionar a presença de barracas. A professora e ambientalista Vanda Claudino Sales (Departamento de Geografia da UFC) mandou comentário para o Blog sobre essa situação, que precisa bem mais do que reflexões: que as autoridades adotem providências abrangentes e saiam do comodismo. Confira:

Prezado Eliomar de Lima,
A situação da erosão do Litoral Oeste da Região Metropolitana de Fortaleza há muito tempo pode ser classificada como desastre ambiental de grandes proporções. As praias de Caucaia e São Gonçalo do Amarante estão em recessão catastrófica há anos, perdendo desde alguns decímetros a vários metros de faixa praial por ano. A prefeitura de Caucaia com certeza tem que intervir nesse processo.

Porém, caberia ao governo estadual adotar providências necessárias, porque as intervenções para controle da erosão no Icaraí e praias adjacentes, se não forem realizadas de acordo com um amplo projeto de mitigação do problema, em nada resultarão.

Se a intervenção for feita apenas no Icaraí, e de forma não integrada, a erosão dessa praia não irá arrefecer e, em adição, as praias a Oeste sofrerão mais ainda esse processo devastador. Isso porque as ondas, as correntes e os sedimentos que alimentam as praias deslocam-se de Leste em direção a Oeste, de maneira inexorável.

Se não for feito controle dos processos que produzem a erosão a montante, na área de Fortaleza e a Leste de Fortaleza, infelizmente, nada de bom pode resultar de uma intervenção localizada. Mas o fato é: nem o prefeito de Caucaia nem o Governo do Estado estão preocupados com isso.

O que hoje mobiliza essa turma do poder local não é controlar o problema ambiental que já existe. É criar outros...veja aí o super-aquário, a energia eólica, a carcinicultura... E por aí vai.
Abraço para você e boa Páscoa.

Vanda Claudino.