sábado, 31 de outubro de 2009

Falta um Plano para a Amazonia


"Quando um viajante britânico passou pela região em 1911, contou que um dos moradores lhe disse: 'Governo? O que é isso? Não sabemos de governo nenhum aqui!'. O local era um paraíso para bandidos, fugitivos e caçadores de fortuna com armas na cinta, laçando onças para fugir do tédio e matando sem hesitação", escreveu sobre a Amazônia o repórter David Grann em seu livro Z - A cidade perdida, deste ano.

De lá para cá muita coisa mudou, ou não, principalmente quando o assunto é presença do governo e planejamento para a região. Especialistas, empresários, ongs e administradores públicos reunidos em Belém no último dia da terceira edição do Fórum Amazônia Sustentável apontaram que a ausência do Estado, a falta de orçamento e a inexistência de um plano global de desenvolvimento mantêm o atraso presente na Amazônia. José Eli da Veiga, da Universidade de São Paulo, comentou que falta um projeto nacional para desenvolver a região. “O PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) é o único plano que o governo tem para pôr na mesa em relação à Amazônia’’, criticou.

Segundo ele, a omissão do Estado brasileiro em relação a propostas de desenvolvimento na região deverá ser suprida em parte pelas empresas e ONGs que lá atuam. “Mesmo assim, o governo precisa estar presente e não apenas asfaltando estradas e construindo usinas”, disse o especialista.

Já Ignacy Sachs afirmou que é preciso uma revolução tecnológica a partir de investimentos maciços e estímulo à educação científica. Ele apontou para a necessidade de investimentos em pesquisa sobre biodiversidade, implementação efetiva do Zoneamento Econômico Ecológico e exigência de certificação para os produtos florestais. “Com 25 milhões de habitantes e a maior biodiversidade do planeta, a Amazônia tem condições de se tornar um laboratório para as sociedades do futuro", destacou o diretor do Centro de Estudos sobre o Brasil Contemporâneo da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris.

Para o representante do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), Rubens Gomes, tão urgente quanto isso é combater a tentativa de desmonte da legislação ambientalista que está em curso no país. “O fórum deverá se posicionar sobre isso em um documento a ser enviado ao governo”, adiantou Gomes, conforme nota distribuída pela assessoria do evento.

Fonte: Jornal O ECO http://www.oeco.com.br/salada-verde
Foto de Araquém Camara exposta na Exposição Amazonia - Brasil, em Abril/ 2008 no Pier 17/ South Street Seaport/ New York, com curadoria do Designer Gringo Cardia.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Turismo no Ceará recebe incentivos para a Copa 2014

Sete eixos estão no foco dos investimentos no Ceará para receber os jogos da Copa do Mundo de 2014, com objetivo de atrair famílias, jovens interessados em esporte e aposentados dos Estados Unidos (EUA). Para "fisgar" esse público, os recursos de US$ 100 milhões do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) Nacional Fortaleza são destinados às áreas como meio ambiente e saneamento, transporte e logística, saúde, segurança, energia e telecomunicações, além de turismo.

O Ministro do Turismo, Luiz Eduardo Barreto, e a Prefeita Luizianne Lins assinaram ontem o memorando de entendimento para a execução do Prodetur Nacional Fortaleza. Dos US$ 100 milhões, US$ 50 milhões são recursos da Corporação Andina de Fomento (CAF) e US$ 50 milhões dos ministérios do Executivo, que podem ser provenientes do Orçamento Geral da União (OGU). O prazo para aplicação dos recursos é até 2010.

A previsão é de que, em oito meses, os recursos comecem a ser liberados. Mais recursos do Prodetur devem ser direcionados à Capital. O diretor nacional do Prodetur, Edimar Gomes da Silva. Ainda não estão fechados valores, mas recursos para qualificação profissional, sinalização turística devem ser liberados. "Não foi fechado o planejamento de 2010, mas certamente teremos mais recursos. Terão diversas ações em andamento em 2010 em Fortaleza".

Fonte Jornal O POVO

New York mais verde

O governo da cidade de Nova York anunciou na última semana um plano municipal de mudanças climáticas. São 30 iniciativas com quatro áreas-alvo: prédios verdes, energias renováveis, comércio de carbono e finanças e bairros eco-friendly. Serão 7,5 milhões de dólares a serem investidos pelo governo local, mais incentivos federais.

Entre as medidas que serão adotadas estão o estabelecimento de “zonas solares”, áreas da cidade com padrões desejáveis para a implementação de equipamentos de geração de energia solar, como certos telhados; lançamento de uma “bolsa solar”, um incentivo financeiro para estimular a criação de projetos neste sentido; programas de treinamento para interessados em explorar oportunidades no comércio de carbono; criação de Green Knowledge Centers, para suprimir o déficit na demanda por qualificação profissional avançada para implementação de iniciativas verdes e o lançamento de um Guia Verde, com atualizações freqüentes de fontes de financiamento disponíveis às empresas do setor.

Nos últimos dois anos, a cidade trabalhou com mais de 20 agências, realizou 145 entrevistas e consultou diversos especialistas de toda a indústria para determinar o alcance da cidade no setor verde, identificando entre 12 mil e 14 mil postos de trabalho existentes. O objetivo do Plano, chamado PlaNYC, é diminuir em 30% as emissões de gases estufa da cidade até 2030.

Fonte O ECO http://www.oeco.com.br/blog-ecocidades

A Austrália à espera do aquecimento

O governo australiano anda dividido: com 80% de seus 21 milhões de habitantes vivendo no litoral, qual a melhor medida a ser tomada com a elevação no nível do mar causada pelo aquecimento global? Deslocar toda essa população ou construir barreiras? Relatório de uma comissão parlamentar de mudança climática lançado ontem (27) mostrou que a política do país voltada para o tema atualmente é muito fragmentada e que as autoridades precisam adotar uma política nacional urgente para coordenar os novos códigos de construção costeira, os deslocamentos e planos e evacuação.

Segundo o documento, a subida do nível médio do mar não é a principal ameaça às propriedades localizadas na costa, mas sim as tempestades freqüentes e alterações das marés, que representam maior risco. Estima-se que 711 mil casas estão a menos de 6 metros acima do nível do mar e que os impactos do aquecimento do planeta podem causar prejuízos de 150 bilhões de dólares ao país.

Fonte O ECO http://www.oeco.com.br

Caravana do Geoprocessamento

Técnicos do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) estão percorrendo diversos municípios amazônicos para capacitar instituições públicas para o uso do programa Terraview, do INPE, a fim de promover melhorias na gestão ambiental local. Até agora já passaram pelo curso técnicos de 35,3% dos 779 municípios da Amazônia Legal, com enfoque nos que têm maiores problemas de desmatamento.

Até o fim do ano serão treinadas mais nove turmas, que passam a ter acesso a bancos de dados com imagens de satélite de cada localidade, podendo servir de base para elaboração de diagnósticos ambientais municipais, úteis para administração pública, como mapa de aptidão agrícola, resíduos sólidos e potencial turístico ou mineral.

Fonte O ECO http://www.oeco.com.br/

Aberta Romaria dos Finados em Juazeiro

A expectativa é de que até terça-feira, a cidade receba algo em torno de 600 mil fiéis para participarem das celebrações católicas na cidade de Juazeiro do Norte, no Cariri, no Sul do Estado do Ceará. A romaria de Finados foi aberta na noite de ontem, com duas celebrações, uma na Praça dos Romeiros, presidida pelo bispo de Propiá, em Sergipe, dom Mário Rino Savieri, e outra pelo bispo diocesano, dom Fernando Panico, no Santuário dos Franciscanos, às 19 horas, reunindo milhares de pessoas de diversos estados do Nordeste. A perspectiva da igreja é que a cidade até terça-feira receba cerca de 600 mil fieis.

Este ano, a romaria da esperança, em memória de finados, tem como tema das celebrações, com missas até a terça-feira nos Franciscanos, Basílica de Nossa Senhora das Dores e Capela do Socorro, onde estão sepultados os restos mortais do padre Cícero, "Mãe das Dores, Padre Cícero e São Francisco: Caminho de Paz e Justiça para Cristo. Este ano, a romaria de Finados será uma das mais simples e também com menos dias de realização.

A partir de hoje, serão realizadas, sempre às 18 horas, saindo da Capela do Socorro até a Basílica, procissões que vão até o dia primeiro, dia de Todos os Santos. Nesta data, também Dia do Romeiro, em Juazeiro, será realizada no início da noite procissão com imagens de santos, levados pelos próprios fieis. Ontem pela manhã já se registrava a chegada de grande número veículos de vários estados, principalmente de Sergipe e Pernambuco. Nesta romaria, é comum a participação de pernambucanos. Também de caminhões paus-de-arara.

A reorganização do comércio informal nas proximidades do Santuário dos Franciscanos tem facilitado o tráfego na área, uma das mais movimentadas na romaria. É tradição a chegada dos carros e três voltas com buzinaço em torno da imagem de São Francisco. O passeio das almas, uma breve caminhada numa passarela sobre os arcos do Santuário, é também uma parte obrigatória do ritual de quem chega ao local neste período do ano. Durante a celebração na praça dos romeiros, o padre Paulo Lemos, administrador da Basílica, saudou os romeiros que começavam a chegar na cidade, destacando esse como um dos momentos fortes das romarias de Juazeiro do Norte. "É com alegria que recebemos cada romeiro" , disse.

Uma programação paralela às celebrações foi preparada pela administração, dentro das comemorações a caminho do centenário da cidade, em 2011. Na manhã desta sexta-feira, a beata Maria de Araújo, que protagonizou o milagre de Juazeiro, ganha placa no local onde nasceu no dia 24 de maio de 1863. A solenidade será às 9 horas com as presenças do prefeito Manoel Santana e do diretor adjunto dos Correios, Francisco de Assis Marques.

Reportagem de Elisangela Santos para o Caderno Regional do Diário do Nordeste.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

MPF/ CE quer agora a paralisação total das obras do parque eólico de Aracati

O Ministério Público Federal no Ceará recorreu, por meio de agravo de instrumento, ao Tribunal Regional Federal da 5ª região, com sede no Recife, pedindo a reformulação da última decisão dada pela Justiça Federal, no sentido de não apenas impedir a instalação de novos aerogeradores, mas de determinar a imediata paralisação das obras do Parque Eólico de Aracati, situado no Distrito de Cumbe/Canavieiras, de responsabilidade da empresa Bons Ventos Geradora de Energia S/A. Para o MPF, o retorno das atividades do Parque Eólico de Aracati somente se dará após o Estudo de Impacto Ambiental – EIA-RIMA.

Em 26 de outubro, a Justiça Federal apreciou o pedido do Ministério Público Federal, mas o juiz apenas acatou em parte, determinando à empresa responsável pelo dano ambiental que suspendesse as obras de construção das torres dos aerogeradores cujos os procedimentos de implantação ainda não tiveram início, no caso, são apenas três torres de um total de 67 torres das Usinas Eólicas. Para o procurador da República Luiz Carlos Oliveira Júnior a decisão foi restritiva, com isso a sua reformulação se faz necessária por ser suscetível de causar lesão grave e de difícil reparação.

Segundo o procurador da República em Limoeiro do Norte, Luiz Carlos Oliveira Júnior é necessária a observação quanto aos laudos existentes no processo, que atestam, com a existência dos aerogeradores das Usinas Eólicas, os graves danos causados ao meio ambiente e ao patrimônio cultural, que são os sítios arqueológicos, nas dunas móveis e fixas das Praias do Cumbe/ Canavieiras, resultando em terraplanagem do local, desmonte de dunas e desmatamento da vegetação protetora do ecossistema.”

Fonte Site MPF/CE

Floresta Zero: Camara prepara uma superanistia para o desmatamento


A Comissão de Meio Ambiente da Câmara vota nesta quarta-feira (28) um projeto de lei que anistia mais de 35 milhões hectares de desmatamento ilegal no país. A área corresponde a cerca de sete vezes o estado da Paraíba, nove vezes o estado do Rio de Janeiro ou 18 vezes a área de Sergipe, cujo território tem o tamanho de Israel.


A proposta, que não precisa passar pelo Plenário, é um substitutivo ao Projeto de Lei 6424/05, do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA). Batizado pelos ambientalistas de “FLORESTA ZERO”, o texto foi preparado pelo deputado ruralista Marcos Montes (DEM-MG). Na prática, o projeto isenta de multas ambientais proprietários de áreas desmatadas ilegalmente e dispensa a obrigatoriedade de recompor florestas degradadas. Veja a íntegra do substitutivo ao PL 6424.

O projeto original permitia apenas a reposição florestal com espécies não nativas (veja o PL original). Mas o relator aproveitou para acrescentar outras mudanças no Código Florestal (Lei 4771/1965). Marcos Montes repassa para os estados, por exemplo, a competência de definir os percentuais de reserva legal e de áreas de proteção permanente (APPs). A proposta segue na mesma direção do projeto ruralista de criação do Código Ambiental Brasileiro.

Fonte Congresso em Foco/ Blog do Eliomar de Lima

Prefeitura entrega mais um serviço à cidade: a falta de educação

Na edição de ontem do O POVO as repórteres Mariana Toniatti e Yanna Guimarães publicaram reportagem mostrando que das 21 obras consideradas prioritárias pela Prefeitura Municipal de Fortaleza – e que deveriam ser concluídas até 2008 -, apenas três foram entregues. Na edição impressa é bem mais fácil visualizar, pois há um quadro explicando o andamento de cada uma das obras.

A matéria é irretocável, baseada em fatos, dados e números – para os quais seria preciso respostas objetivas da administração pública e não simples declarações de intenções.
Pois as repórteres foram atrás dessas respostas e ouviram de Geraldo Accioly, coordenador de projetos especiais da Prefeitura, na edição de hoje:

“Vocês precisam ter mais paciência”

Isso quando ele mostrou seu lado educado, pois, por outro, disse o seguinte: “Não vou ficar aqui fazendo seminário sobre o problema dos atrasos. Vou perder muito tempo. Você vai, pega a sua matéria e diz: ‘Fui e disseram que ia terminar, não terminaram’”. Accioly foi o mesmo a dizer que os vereadores de oposição queriam "ver sangue" para obter votos, quando estes denunciaram que haveria um "afundamento" nas obras do Hospital da Mulher - e acabou recebendo uma moção de repúdio da Câmara.

Mas o negócio não ficou por aí. Rocicleide Silva, coordenadora do projeto Vila do Mar disse que prefere apresentar o projeto “em sua complexidade” a discutir “nesse nível (sic)“, conforme relata a matéria. “Até perguntei se valia a pena a entrevista”, concluiu a coordenadora.

Os administradores da Prefeitura vêm culpando a “burocracia dos contratos e licenciamentos” para o atraso das obras e, também, “a falta de dinheiro”. Quanto ao primeiro caso – se essa é a questão – eles deveriam prever esse tipo de problema. Sobre a “falta de dinheiro” é tarefa da administração consegui-lo ou saber o quanto podem gastar.Em ambos os casos uma coisa é certa e está na plena governabilidade dos administradores: eles poderiam se abster de fazer promessas que não podem cumprir.

Da administração Juraci Magalhães, os repórteres que cobriram o período se lembram, também era muito difícil obter informações; o negócio era meio caótico. A diferença é que Juracy era mais educado e mais bem-humorado.

Fonte Blog do Plínio Bortolotti http://blog.opovo.com.br/pliniobortolotti/

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Sítio Caldeirão, o Araguaia do Ceará

No CEARÁ, para quem não sabe, houve também um crime idêntico ao do “Araguaia”, contudo pior em proporções, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará no ano de 1937, contra os camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, quando através de bombardeio aéreo, e depois, no solo, com tiros de fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram mulheres grávidas, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas.

Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará foi de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO / CRIME CONTRA A HUMANIDADE é considerado IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira bem como pelos Acordos e Convenções internacionais, e foi por isso que a SOS - DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - Ceará, ajuizou no ano de 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que sejam obrigados a informar a localização exata da COVA COLETIVA onde esconderam os corpos dos camponeses católicos assassinados na ação militar de 1937.

Vale frisar que a Universidade Federal do Ceará enviou pessoal no início de 2009 para auxiliar nas buscas dos restos dos corpos dos guerrilheiros mortos no ARAGUAIA, esquecendo-se de procurar na CHAPADA DO ARRARIPE, interior do Ceará, uma COVA COM 1000 camponeses.Seria discriminação por serem “meros nordestinos católicos”?

Ao final pedimos o apoio de todos nessa luta, no sentido de divulgar o crime praticado contra os habitantes do SÍTIO CALDEIRÃO, bem como, o direito das vítimas de serem encontradas e enterradas com dignidade, para que não fiquem para sempre esquecidas em alguma cova coletiva na CHAPADA DO ARARIPE.

Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
OAB/CE 9288 – (85) 8613.1197Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS http://www.sosdireitoshumanos.org.br/

Juazeiro sediará Encontro Brasileiro de Geoparks


Está previsto para acontecer em Dezembro, neste município, o I Encontro Brasileiro de Geoparks: fortalecendo novas candidaturas. A proposta inicial do evento foi apresentada no último fim de semana, durante reunião na Universidade Regional do Cariri (Urca), com a presença da secretária adjunta da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitec), Teresa Mota, além da administração superior da instituição.Também foram convidados a participar da reunião de apresentação da proposta instituições parceiras do Programa Geopark Araripe, como o Sebrae, Fundação Casa Grande, de Nova Olinda, Fundação Araripe e o Instituto Chico Mendes.
A ideia é reunir diversos representantes de instituições junto com a Universidade, no próximo dia 30, para construir e finalizar a programação do evento reunindo também integrantes do trade turístico regional. Será um encontro preparatório. Pela manhã, será feita uma reunião interna e, à tarde, o compartilhamento e discussão das temáticas a serem apresentadas.
Para o encontro será elaborada uma rota turística incluindo os principais geotopes para apresentar aos representantes de estados visitantes, além da cultura local. Serão convidados para o encontro nacional representantes de seis Estados brasileiros. O evento irá acontecer nos dias 11 e 12 de dezembro.


O Geopark Araripe é o único do Hemisfério Sul e o objetivo deste encontro é estimular novas candidaturas de áreas que possam se tornar espaços de Geoparks junto à Unesco. No próximo ano, está previsto para acontecer na região o Encontro Panamericano de Geoparks.


Fonte Caderno Regional do Diário do Nordeste.
Imagem da Baía dos Porcos em Fernando de Noronha. O geopark brasileiro a espera de credenciamento.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Devastação de dunas por parques eólicos ganha midia nacional


“As paisagens litorâneas do Ceará têm ganhado novos componentes nos últimos tempos: altas torres brancas com enormes hélices, que captam a força dos ventos para geração de energia. Considerada uma das formas mais limpas de se produzir energia elétrica em vigor no mundo, a energia eólica, porém, tem sido questionada no Estado, onde ações do Ministério Público Federal têm denunciado diversos problemas socioambientais causados na instalação dos parques eólicos.

Considerada uma das formas mais limpas de se produzir energia elétrica em vigor no mundo, a energia eólica, porém, tem sido questionada no CE. Progresso esperado com energia eólica não reflete realidade de comunidades do Ceará. Entre os problemas estão a devastação de dunas, o aterramento de lagoas, interferências em aquíferos, a destruição de casas e conflitos com comunidades de pescadores.

“Apresentam o projeto como se fosse ser feito numa praia deserta, mas não, há pessoas que vivem nesses lugares a vida toda e que agora sofrem uma interferência violentíssima”, disse o promotor Paulo Henrique de Freitas Trece, de Camocim (cidade localizada a 370 km de Fortaleza). “Fora isso, estamos perdendo todas as nossas dunas. É uma situação dramática.”

O Ceará hoje concentra o maior parque eólico do país, com 267,90 MW (megawatts) de energia sendo geradas pelo vento em 11 usinas já instaladas. Até o final do ano, há uma perspectiva de que sejam alcançados 518,33 MW de potência, com a inauguração de outros três grandes parques. O último parque inaugurado é o maior do Nordeste, justamente o de Camocim (onde Trece atua), na Praia Formosa. Só essa usina tem capacidade para gerar 104,1 MW de energia.

Segundo um estudo da Secretaria de Infraestrutura do Estado, com toda a capacidade instalada, o Ceará evitaria o equivalente à emissão de 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono (o maior vilão do aquecimento global) por ano, quantidade que acabaria sendo lançada ao ar se toda essa energia fosse produzida de outras formas, como pelas termelétricas.

Com o primeiro leilão de energia eólica a ser realizado pelo governo, marcado para o dia 25 de novembro, a expansão do setor deverá ser ainda mais acelerada. Em todo o país, 441 projetos se inscreveram para participar da seleção comandada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), com propostas para gerar ao todo 13.341 MW de energia. Desse total, 72% são do Nordeste. O Ceará é o segundo com maior número de projetos inscritos, 118 (com proposta de captar 2.743 MW a mais de energia) – perde apenas para o Rio Grande do Norte, que tem 134 projetos (4.745 MW).”

Fonte Portal UOL

Projeto dá oportunidade a jovens do semiárido


ONG Verde Vida desenvolve projeto social com jovens da zona rural do Crato e ganha apoio de entidade do exterior. O Nordeste seco, esturricado pelo sol causticante, é também o berço de ideias que florescem no meio do pedregulho. Assim é a catingueira, uma árvore que, apesar da adversidade, mantem-se viva no meio da Caatinga. O exemplo de resistência vem justamente do Sítio Catingueira, uma das áreas mais secas do Crato. Como a planta que se ergue altaneira, na terra árida, um grupo de jovens simples, pobres, filhos de agricultores, se destaca pela criatividade.

O Programa Ações Culturais para Povos Rurais, da ONG Verde Vida, com sede no Sítio Catingueira, foi indicado como semifinalista entre os 1.917 inscritos na oitava edição do Prêmio Itaú-Unicef 2009. A solenidade de premiação regional ocorreu no "Museu do Homem do Nordeste" em Recife, com a presença dos promotores do evento, avaliadores, integrantes das Comissões Técnicas Regionais e autoridades. O programa não conseguiu passar para a final, no entanto, para o presidente do "Verde Vida", Genivan Brasil, esta classificação abrirá portas para melhor interagir com outras instituições do gênero no País.

O projeto atende 150 crianças e adolescentes com faixa etária entre 5 e 17 anos, além do acompanhamento de 15 famílias e jovens que recebem apoio educacional. Na sede rural foram construídos uma quadra de esporte, parque infantil, refeitório e salas de aula. Tudo funciona em uma área de dois hectares, em meio a canteiros de frutas e verduras, uma pequena horta e criação de peixes ornamentais em tanques.

No Distrito de Ponta da Serra, funciona um núcleo equipado com computadores, ilha de edição, para a produção dos vídeos e suporte técnico das ações na área de comunicação. Quando a reportagem do Diário do Nordeste chegou ao local, os jovens estavam concluindo um vídeo sobre o Caldeirão do beato José Lourenço. O documentário faz parte do trabalho que é realizado na região com a finalidade de resgatar a cultura popular.

O coordenador do projeto, Marcos Antônio Xenofonte, lembra que "em 2004 estiveram na Alemanha quatro adolescentes que levaram um pouco da nossa cultura". Em 2007, foram convidadas 11 crianças e adolescentes do projeto para mais uma vez mostrarem os valores culturais, grandeza e a simplicidade de uma comunidade antes esquecida do sertão nordestino.

O "Verde Vida" recebe visitas de entidades sociais, poderes públicos e universidades, para pesquisas, estudos e intercâmbios, o que faz da ONG uma referência na ação com jovens no Cariri. Este projeto concorreu e foi selecionado em vários editais como Criança Esperança e Petrobras Cultural. Recebeu premiações como o Ponto de Mídia Livre pelo seu trabalho com comunicação e cultura.


Mais informações: Projeto Verde Vida - Ponta da Serra Crato
(88) 3521.6729(85) 3523.9262
verdevidas@yahoo.com.br

Fonte Diário do Nordeste/ Reportagem Antonio Vicelmo

domingo, 25 de outubro de 2009

Arquiteto desafia Secretário a abrir a "caixa preta" do Hospital de Mulher

O caso dos questionamentos em torno da obra do Hospital da Mulher, da Prefeitura de Fortaleza, continua rendendo. Depois de moção de repúdio aprovada pela Câmara Municipal, o secretário Geraldo Acioly é convidado a abrir a “caixa-preta” do projeto pelo arquiteto José Sales, em carta enviada para este Blog. Confira:

Caro secretário Geraldo Accioly

Meus cumprimentos.
Além de solicitar uma urgente vistoria e laudos do CREA/CE, ao mesmo tempo, a Prefeitura de Fortaleza deveria abrir a “caixa preta” do Hospital da Mulher. Com isto os desgates da gestão seriam bem menores. Se há erros, nada como uma boa e fundamentada autocrítica, de forma a roteirizar uma postura nova e uma rotina de correções a realizar. E se pelo visto não foi dada a atenção devida, seguem algumas sugestões proativas:
  • Definição da Diretoria do Hospital da Mulher que passaria a ser a responsável por todo roteiro de realizações. Contemporaneamente uma dietoria de um Hospital Geral comanda o empreendimento desde sua concepção, implantacação, equipamentação, início de operações e operações propriamente ditas.
  • Consolidar a montagem de um Programa de Necessidades Funcionais. Não existe Hospital Geral sem programa detalhado, referendado e apoiado por consultoria especializada. Existem manuais do Ministério da Saúde e modelos, além de referencias internacionais.
  • Definir parametros de revisão integral do conjunto de projetos, começando pelo Projeto de Arquitetura, que deve estar alinhado obrigatoriamente com o Programa de Necessidades Funcionais, supramencionado.
  • Definir uma nova rotina especial de acompanhamento de obras e fiscalização tanto contratuais como contábil. O projeto tem que retirado do dia a dia da SEINFRA/ Secretaria de Infraestrutura e Obras. O que temos não é uma obra de calçamento ou uma operação tapa buracos e sim um hospital de alta complexidade. Isto posto, indica que a administraçao tem que ser complexa, também.

É a lógica do processo. Não existe “hospital geral” da Gestão Municipal 2009/ 2012 e sim Hospital Geral com normas e referencias do Ministério da Saúde, OPAS/ Organização Panamericana de Saúde e OMS/ Organização Mundial de Saúde, além da NTB/ Normas Técnicas Brasileiras.

CordialmenteProfessor/ Arquiteto José Sales

POSTADO NO BLOGO DO NOBLAT

Um salto de oito mil anos atrás

Quem acha que os políticos brasileiros têm visão de curto prazo não conhece o deputado Luiz Carlos Heinze. Ele é gaúcho, engenheiro agrônomo, fazendeiro e abarca na vida pública um horizonte mais vasto que o dos campos de soja em seu estado, pelo menos quando se trata de desmontar o Código Florestal.

O Código caiu nas mãos calejadas dos ruralistas. E vai sendo levado para o abate pelo cabresto da comissão especial que prepara sua reforma na Câmara dos Deputados, o que deu a Heinze a oportunidade de provar que enxerga longe, sobretudo os assuntos mais próximos de seus interesses pessoais. Ele acredita que o Código Florestal – como a soja transgênica, que aliás Heinze defende – é essencialmente um produto importado. Está no Brasil para semear a idéia de “que os trouxas aqui têm que preservar, depois que a Europa, há oito mil anos, já desmatou o que tinha”.

Isso é que se chama visão histórica. Ou melhor, pré-histórica. A última palavra da política brasileira em matéria de competição internacional desabrochou na oratória de um deputado que, não faz muito tempo, mal conseguia avistar, do alto de seu terceiro mandato, o que acontecia no país quando ele tinha cerca de 15 anos.

Naquele tempo, o Congresso aprovou o Código Florestal. Era o segundo que o Brasil fazia para depois não usar. O primeiro, então ultrapassado, datava de 1934. E continuava mais virgem do que as florestas que tentou manter. Legisla-se há 75 anos sobre a conservação de matas no Brasil, sem contar as ordenações portuguesas e outras velharias nacionais que nunca pegaram.

Tudo com base na suposição de que as matas são bens públicos, mesmo se estão em terras privadas.Um deputado capaz de ver o que aconteceu no Velho Mundo há oito mil anos deveria ser capaz de perceber também o que houve no Brasil uns 44 anos atrás. Mas não. Ele deve estar precisando de óculos para perto, porque outro dia mesmo surpreendeu-se com o decreto 6.686 que, com quase meio século de atraso e considerável desconto em várias cláusulas, ameaça pôr em prática o que os autores do Código de 1965 puseram no papel sobre reservas legais.

Heinze reagiu ao decreto com espanto: “Se já não bastassem as inúmeras dificuldades enfrentadas pelos agricultores para sobreviver no campo, agora querem que cada um destine 20% de suas terras para preservação”, ele protestou. Seu “agora querem” soa mais anacrônico que seus “oito mil anos”.

Pena que não dê para embarcá-lo numa viagem parlamentar, com tudo pago, ao mundo de oito mil anos atrás. Ele visitaria magníficas ruinas de florestas primevas, inclusive no Crescente Fértil, onde a agricultura nascente, com a ajuda das mudanças climáticas, começava a plantar o atual deserto. Não foi à toa que foi ali a expulsão do paraíso. No caso, o paraíso das florestas de carvalho que cobriam as margens do Eufrates.

Havia queimadas para brasileiro nenhum botar defeito. “Em cada temporada de plantio, espessas fumaças cinzentas se misturavam às chamas saltitantes no embaçado céu azul”, conta o antropólogo Brian Fagan sobre a chegada da civilização neolítica à Europa. E Heinze poderia se hospedar em cavernas tão sufocadas de fumaça que “pulmões enegrecidos são comuns em corpos mumificados” daquela época, segundo o historiador John McNeill.A receita do progresso que Heinze advoga está mesmo pronta. Para tentar de novo, basta regar com suor e tragédias por oito mil anos. E, mais dia, menos dia, chegaremos aonde o mundo está.

Um artigo de Marcos Sá Correa, postado no jornal eletronico O ECO http://www.oeco.com.br/

sábado, 24 de outubro de 2009

Curso de Pós Graduação em Paisagismo


Iniciado há pouco mais de um mês, em meados de Setembro/ 2009, tem seguimento as atividades do curso de Pós Graduação em Paisagismo, na UNIFOR, a nível de Especialização, oferecido pela Vice Reitoria de Pesquisa e Pós Graduação e Divisão de Pós Graduação. Durante as próximas semanas estão sendo desenvolvidas as atividades da disciplina Planejamento da Paisagem, uma nova abordagem metodológica para a questão do Planejamento Urbano, Urbanismo, Desenho Urbano e notadamente do Planejamento da Paisagem. O curso é coordenado pela Profa Fernanda Rocha.

Imagem The Arnold Arboretum of Havard University

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

DNOCS 100 anos: uma coleção de êxitos

Faz 100 anos que o Dnocs - criado em 1909 com o nome de Inspetoria de Obras Contra as Secas (IOCS), trocado 10 anos depois para Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas (Ifocs) e substituído, nos anos 40, pelo de Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, a sigla atual -- cuida do Nordeste.

Foi o Dnocs que desenhou e implantou a malha rodoviária básica da região; foi ele que construiu as grandes e médias barragens do sertão nordestino e também suas primeiras hidrelétricas; foi o Dnocs que, pioneiramente, criou e desenvolveu no semi árido a piscicultura e a aquicultura; foi o Dnocs que trouxe e instalou aqui os primeiros projetos de irrigação; foi o Dnocs, também, que, até meados dos anos 70, juntou o maior banco de inteligências do País - seus engenheiros, todos geniais, como Guimarães Duque, Luiz Vieira e Paulo Guerra, produziam constante literatura técnica disputada e adotada pelas universidades daqui e d´alhures.

De 1909 a fins de 1970, o Dnocs foi um organismo técnico. Eminentemente técnico. De lá até esta data, por falta de um Plano Nacional de Desenvolvimento Regional, o Dnocs patina na areia movediça dos interesses políticos, que nada têm a ver com os arranjos institucionais próprios da boa política. Há hoje uma luta renhida dos técnicos do Dnocs, que trabalham para que sua repartição retome as suas origens. Mas para isso será necessário entender os novos desafios do Dnocs. O modelo de irrigação, por exemplo, deve ser mudado para atrair grandes investimentos privados.

Fonte Coluna Egidio Serpa/ Diário do Nordeste

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Um longo caminho para Copenhague


As emissões de CO2 do setor industrial são as que mais crescem, mas se depender dele, o Brasil terá de esperar resultados da Conferência do Clima para agir. Por Cristiane Prizibisczki. Jornal eletronico O ECO http://www.oeco.com.br/

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Denúncias contra o parque eólico de Camocim

Uma série de irregularidades no maior parque eólico do Ceará foi revelada pela Prefeitura de Camocim. Se comprovadas as irregularidades denunciadas pelo Prefeito de Camocim, Chico Vaulino e pela secretária de Turismo da cidade, Maria José Coelho de Carvalho, o maior parque eólico do Nordeste poderá ter sua licença de operação cassada.

A informação é da atual titular da SEMACE/ Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará, Lúcia Teixeira, que adiantou ao O POVO que tomará providências imediatas, entre elas o envio de fiscais ao local.

Construído pela Síif Ènergies do Brasil, com capacidade instalada de 104,1 Megawatts (MW) e investimento de R$ 500 milhões, o parque eólico, localizado na praia Formosa, obteve concessão para entrar em funcionamento com a aprovação da SEMACE e do IBAMA/ Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. No entanto, as denúncias de quebra de condicionantes previstas nas licenças começaram ainda no período do início das obras, em 2007.

As reclamações não param por aí. De acordo com o Prefeito Chico Vaulino, o empreendimento causou danos ambientais e sociais. Ele diz que duas torres impedem o acesso de pescadores que vivem exclusivamente da atividade até a cidade e que seguranças armados impedem a aproximação do terreno. "Ainda, a infraestrutura do município foi abalada, devido ao tráfego de veículos pesados e até o momento não recebemos nenhum tipo de contrapartida financeira ou para a população", afirmou.

Vaulino também enxerga como um contrassenso que a energia gerada pela eólica seja totalmente destinada ao município de Sobral, enquanto as pequenas residências localizadas a menos de 100 metros do parque vivem às escuras. Lúcia Teixeira disse que este tipo de situação é "um absurdo" e que, constatadas as irregularidades, a empresa será notificada a resolver imediatamente o problema, sob risco de perda da licença ambiental. "É por casos como este que só aprovaremos novos projetos após uma avaliação detalhada. Não vai passar nada sem uma varredura complexa do projeto e dos impactos que ele causará", avisou.

A avaliação a que Lúcia Teixeira se refere ocorre através do EIA/ RIMA/ Estudo e do Relatório de Impacto Ambiental , bem mais elaborados do que o procedimento anterior. Ela também afirma que falhas na fiscalização podem ocorrer por falta de pessoal e que, por isso, a Semace abriu seu primeiro concurso público de sua história. "Serão 122 vagas para fiscais e já recebemos mais de oito mil inscrições", quantificou.

O Diretor Presidente da Síif Ènergies do Brasil, Marcelo Picchi, responde às denúncias de maneira objetiva. Segundo ele, toda e qualquer obra de grande porte acaba ocasionando impactos. "É impossível imaginar um empreendimento do porte do parque em Camocim sem que ocorram problemas. Não é nosso desejo, longe disto, mas infelizmente acontece". Lúcia Teixeira concorda e diz que toda atividade econômica gera problemas junto à comunidade, mas explica que "o ideal é que o saldo seja de mais ganhos do que perdas".

Fonte O POVO. Reportagem Carlos Henrique Coelho.

Beira Mar: coopistas fazem campanha para tirar ciclistas do passeio

O Grupo Amigos da Beira Mar faz campanha e abaixo assinado pela fiscalização dos ciclistas que insistem em trafegar no calçadão. Segundo os coopistas, há perigo de acidentes no passeio. Pela avenida e pelo calçadão, passa de tudo. O tráfego na Beira Mar de Fortaleza é uma disputa intensa por espaço, um pouco aliviada depois da retirada de parte dos vendedores ambulantes. Ainda assim, por ela se passa a pé, de patins, skate, patinete, carrinho de bebê e bicicleta.

Os coopistas pedem mais espaço e mais fiscalização da legislação de trânsito que proíbe os ciclistas de circularem pelo passeio. As placas ao longo do trajeto confirmam a proibição. "Estamos numa campanha ferrenha. Nós vamos fazer cumprir a lei", diz Tadashi Enomoto, coordenador do Amigos da Beira Mar, grupo que reúne cerca de 600 coopistas. Desde a última sexta-feira, ele reúne assinaturas em apoio à retirada das bicicletas. Até agora, são mais de 500. Segundo Enomoto, os conflitos entre coopistas e "bicicleteiros" estão crescendo, assim como os acidentes, enquanto a fiscalização é pontual.

Fonte O POVO.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Energia Limpa no BNB

Em 2010, o BNB terá R$ 3,5 bilhões para financiar projetos de geração de energia elétrica. Terão prioridade os projetos que utilizarem fontes renováveis, como a eólica, produzida pela força dos ventos. É uma montanha de dinheiro para um único exercício. Nos últimos seis anos, o BNB aplicou R$ 5,6 bilhões em financiamento para todo o setor da infraestrutura regional, sendo 58% para a área de energia.

Fonte Coluna Egidio Serpa/ Diário do Nordeste.

domingo, 18 de outubro de 2009

Caminhada pelo clima no Rio de Janeiro

A Campanha Brasil no Clima, que visa cobrar dos governos e da sociedade civil atitudes em defesa do clima do planeta,vai realizar caminhada neste domingo, dia 18, pelas ruas da zona norte carioca.O grande Méier foi o local escolhido para essa próxima mobilização em função de sua importância econômica, ecológica e social, representando toda amplitude desta região do Rio que integra a chamada Ap3 (zona norte), área de maior déficit per capta na arborização pública urbana. O encontro terá início a partir das 10h de domingo, na Praça Agripino Griecco, no começo da Rua Dias da Cruz (Pista de Lazer fechada ao trânsito de veículos) e seguirá até a esquina com a Rua Magalhães Couto, em frente ao shopping do Méier.

Fonte O ECO http://www.oeco.com.br/

sábado, 17 de outubro de 2009

Por um melhor projeto da Av. Beira Mar

O projeto para Beira Mar deveria ter como inspiração tudo que há de bom na praia de Copacabana. Ou seja, um aterro que seja suficiente para desafogar a congestionada praia no asfalto, na calçada e na areia. Um aterro que seja realizado com material de qualidade, que propicie ao habitante a possibilidade de praticar vários esportes a qualquer hora do dia ou da noite. Espaços separados para pratica de caminhada, cooper e ciclismo com equipamentos distribuidos por toda sua extensão.

Uma estrutura transparente de quiosques que ocupe o menor espaço possível na superfície e tenha uma estrutura de cozinha, deposito e banheiros em uma área subterrânea. Uma iluminação que propicie segurança e a pratica de esportes a noite. Um saneamento que garanta a o escoamento das águas das chuvas. Um projeto arrojado e não uma continuação da simplista urbanização da praia de Iracema com a reforma da sua calçada. Um serviço bem feito pela empreiteira (coisa rara de acontecer por aqui). Quem conhece Copacabana sabe o que estou falando, pois nem as badaladas Ipanema ou Leblon conseguem ultrapassar a sua beleza.

Postado pelo blogueiro Carneiro na Coluna Embarque do Jornal O POVO, em 08/10/2009

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Exposição Brasil Arquitetura em SP


Palestra do Prof. Roberto Martins Castelo


Responsável por obras emblemáticas em Fortaleza, entre elas a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará e o Instituto Médico Legal, Roberto Martins Castelo, formou-se pelo recém implantado Curso de Arquitetura da UnB e pode assimilar o projeto moderno daquela cidade em toda a sua plenitude, premissa esta que faz com que ele admita, sem reservas, ser um "moderno empedernido". De volta à Fortaleza, difundiu o ideário moderno entre os alunos da Escola de Arquitetura da UFC e pela cidade, em sua atividade projetiva. Do abstrato da Edição 156/Março 2007, da Revista AU.

Palestra na Semana de Tecnologia UFC, no Auditório Hélio Duarte do Curso de Arquitetura e Urbanismo, na próxima 4ª feira, 21 de Outubro de 2009, às 9 horas, coordenada pelas Professoras Beatriz Diógenes e Solange Scramm.

Praia do Futuro: Laudo aponta irregularidades


Segundo estudo pericial, não pode haver nenhuma barraca do BNB ao Caça e Pesca. Processo está na AGU. "O perito foi categórico ao afirmar que as barracas da Praia do Futuro causam danos ao meio ambiente". A informação é do procurador-chefe da República do Ministério Público Federal (MPF) no Ceará, Alexandre Meireles Marques, que antecipou, ontem pela manhã, alguns pontos contidos no laudo da perícia elaborado pelo engenheiro civil Erasmo da Silva Pitombeira sobre a demarcação da linha do preamar da Praia do Futuro.

De acordo com o procurador-chefe, além dessa constatação, o perito indicado pela Justiça para realizar o laudo também concluiu que, a partir do clube do Banco do Nordeste (BNB) até o Caça e Pesca, nenhuma barraca pode funcionar. Outro ponto do laudo, conforme Marques, mostra que algumas barracas estão localizadas no chamado "pós-praia", indicando que parte dos empreendimentos está após a linha do preamar.

"Concordamos com grande parte do laudo do perito, principalmente no que diz respeito aos danos ambientais provocados pelas barracas. Porém, não concordamos com a indicação do pós-praia", afirmou o procurador-chefe. Segundo ele, no momento, o MPF no Ceará aguarda a decisão do juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública, José Vidal Silva Neto, para indicar quais são os próximos passos. Por volta da segunda quinzena de setembro, o MPF encaminhou à Justiça Federal o laudo da perícia.

"O MPF já apresentou o laudo à Justiça. Agora, aguardamos os demais trâmites do processo. Quando sair a decisão, divulgaremos o resultado da perícia e daremos mais informações", justificou Marques.Em relação à preservação ambiental, completou o biólogo da 4ª Câmara do Ministério Público Federal, José Dias, as barracas na Praia do Futuro reúnem dois importantes aspectos contrários à sua permanência.

Fonte Diário do Nordeste

Calçadão da Av. Beira Mar vai ter piso reformado de novo

O novo projeto, no valor de R$ 30 milhões, que promete dar cara nova à Avenida Beira Mar, o principal cartão postal de Fortaleza, foi apresentado nesta semana para os hoteleiros. A exposição, no Gran Marquise Hotel, ficou a cargo do secretário da Regonal II, Francisco Bezerra.
Entre várias novidades, uma que deixa qualquer contribuinte revoltado: o piso do calçadão da Beira Mar, que já tinha sido todo trocado no ano 2000, deve ser novamente substituído.

Naquela época, essa obra mereceu muita crítica porque não resistiu às chuvas. Agora, lá vem gasto de novo e a gente que pague a conta. A Prefeitura promete até uma ciclovia na área, mas abriu concurso nacional de idéias para encontrar um modelo para a nova reforma da Beira-mar.
O secretário da Rgional II garante que os recursos para essas obras estão garantidos e até disse que toda a transformação na orla será concluída até o final de 2011. Houve hoteleiro que acreditou. Nós também vamos acreditar que é para ninguém dizer depois que torcemos contra.

Fonte Blog do Eliomar de Lima.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Eólica: Nada melhor do que regras claras

A Superintendente da Semace, Lúcia Teixeira, fala ao O POVO sobre como estão sendo concedidas as licenças ambientais para empreendimentos eólicos no Estado Reportagem de
Dalviane Piresdalviane@opovo.com.br. Vale a pena conferir.

Caatinga e Cerrado na ExpoSustentat

Responsável por cerca de 10% do PIB nacional e por 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros, a agricultura familiar terá seus representantes na ExpoSustentat América Latina 2009, entre 28 e 30 de outubro, em São Paulo E mesmo ainda não reconhecidos como patrimônios nacionais, o Cerrado e a Caatinga participarão do evento com uma sala de duzentos metros quadrados montada especialmente para abrigar 20 empreendimentos que representam diretamente 5 mil famílias produtoras da agricultura familiar e indiretamente 15 mil famílias. Ano passado, o investimento para a participação na feira foi muito bem compensado. Seis meses após a feira, os agricultores já haviam concretizado um volume de negócios cinco vezes maior que o investido.

Fonte O ECO http://www.oeco.com.br/curtas

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Casa Civil veta meta ambiental mais ambiciosa

O MMA/ Ministério do Meio Ambiente faz projeções com base no crescimento do País de 4% ao ano; mas a Ministra Dilma Roussef quer de 5% a 6%. A proposta que o Brasil quer levar para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, em dezembro, esbarrou no "desenvolvimentismo" da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e expôs uma divisão no governo sobre a questão ambiental.

Durante reunião ontem entre Ministros e o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as divergências ficaram estampadas. De um lado estava o entusiasmo do Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que exibia um projeto prevendo a redução de 80% do desmatamento da Amazônia até 2020 e o congelamento nas emissões de gás carbônico (CO2) nos padrões de 2005; de outro, a exigência de Dilma para que sejam feitas previsões com cenários de crescimento do País maior do que o utilizado pela equipe de Minc.

O estudo feito pelo MMA prevê crescimento de 4% ao ano. Dilma achou pouco. E encomendou projeções para crescimentos de 5% e 6%. No novo panorama, as metas podem ficar inalteradas, mas as propostas para emissão de CO2 têm de ser recalculadas para patamares menos ambiciosos. Questionada, a assessoria da Casa Civil não soube informar por que a ministra requisitou novos estudos.

Fonte: O Estado de São Paulo

Comentário da postagem: O crescimento do Brasil previsto para este ano corrente, provavelmente será nulo ou O%(Zero por cento), contrariando todas as previsões do Ministério da Fazenda, que fez uma série de quase 10 estimativas até agora, entre 6% e 1%.

Mais uma "conversa fiada" de Prefeitura de Fortaleza

A Prefeitura de Fortaleza garante que serão investidos R$ 8 milhões na fase emergencial, segundo Roberto Gomes/ Presidente da Habitafor. Mas para a conclusão de todas as moradias os cálculos globais ainda estão sendo avaliados. Nunca abandonamos aquela comunidade. As obras ficaram suspensas durante seis meses, em vista da rescisão do contrato com a empresa Palmas. Havia discordâncias da administração municipal e, então, suspendemos o contrato de forma amigável. A retomada somente irá atender apenas 175 casas, pois o projeto é gigantesco. São 1.830 unidades, divididas em quatro etapas. Resolvemos priorizar a conclusão de 175 casas, porque há um caráter emergencial.

Ninguém na Comunidade Rosalina acredita mais nisso.

Conjunto abandonado destruído por vândalos

A Comunidade Rosalina está projetada para 1.830 habitações. Até agora, foram feitas apenas 280 unidades. No canteiro de obras, são evidentes os sinais de saques e vandalismo. As casas em construção tiveram portas e janelas furtadas por pessoas que chegaram a invadir as moradias da Comunidade Rosalina, em fase de conclusão.

No entanto, após seis meses de paralisação, segundo a Prefeitura de Fortaleza, os serviços deverão retomados, através de um contrato emergencial, a fim de entregar 175 unidades habitacionais.

Os serviços serão tocados pela Época Engenharia, que substitui a Palma Engenharia, após a rescisão do contrato com a administração municipal. Ainda ontem, foram iniciados o cadastro de pessoas da Rosalina, no Parque Dois Irmãos, bem como foram realizados os levantamentos para a organização do almoxarifado e área para a colocação de materiais, como containers, betoneiras, tijolos e areia.Segundo o engenheiro da Época Engenharia, Tristão Faria, a expectativa é que essa etapa emergencial mobilize cerca de 100 operários, sendo que boa parte da mão de obra será aproveitada entre pessoas residentes na área.

O presidente da Sociedade Comunitária Rosalina, Nertan Ribeiro Tavares, disse que não houve apoio aos invasores, porque a permanência foi motivo de apreensão e agravamento dos conflitos entre aqueles que aguardam a conclusão para se receberem os imóveis. Dentre esses, há 37 famílias que estão incluídas no programa aluguel social, que é pago pela Prefeitura de Fortaleza."Nós fomos contrários à ocupação, porque aumentou ainda mais o estigma de que a Rosalina é um lugar perigoso e sem lei. Agora, estamos aplaudindo a retomada das obras, uma vez que é grande a carência das populações de baixa renda por moradias", disse Nertan.

O abandono do conjunto habitacional já havia sido motivo de protesto na Assembleia Legislativa. Na sexta-feira passada, o deputado Fernando Hugo (PSDB) criticou a falta de cuidado da Prefeitura de Fortaleza com a Comunidade Rosalina. A comunidade Rosalina foi concebida para se dividir em quatro etapas. Os trabalhos começaram em 2006, mas somente dois depois, em 2008, foram entregues as primeiras 280 unidades habitacionais. Ao todo, o conjunto deverá reunir 1.830 habitações, entre casas e apartamentos. Os recursos são do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES).

Fonte Reportagem de Marcus Peixoto no Diário do Nordeste.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Passeio em Copenhagen ou a Olim-piada dos insensatos

A festa lulesca da Olimpiada Rio 2016 foi muito mais noticiada do que as armações em marcha para impedir que os muitos impactos ambientais e desperdícios economicos sejam desperdiçados. Um contundente artigo de José Truda Palacio Jr. no jornal eletronico O ECO http://www.oeco.com.br/

"Copenhague não é perto. Portanto, imaginar que a Presidência de Pindorama deslocará para lá o caríssimo avião presidencial estrangeiro (francês) duas vezes no mesmo ano, é desconhecer a agenda de prioridades econômicas planaltenses. Lullão Metralha não irá à conferência do clima que decidirá não só o futuro do Brasil, mas de todo o planeta. Não. A prioridade é o futuro de seus aliados na eleição de 2010, que é o máximo que o Grande Líder e sua Plastificada Musa Candidata dos Empreiteiros consegue enxergar em termos de futuro. E para isso, a complementar a bolsa-esmola, o financiamento da construção civil predatória, insustentável e anti-qualidade de vida (vejam os projetos pipocando com grana da Caixa Econômica Federal), a enxurrada de carros particulares subsidiados para aumentar o caos urbano, as Olim-Piadas de 2016 vêm muitíssimo a calhar".

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Katrina e a Amazonia

O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) Niro Higuchi disse nesta quinta (8) que o fucarão Katrina foi resultado de uma série de fenômenos climáticos registrados na Amazônia. A tempestade causou milhares de mortes no sul dos Estados Unidos, em 2005. “O extremos deste ano não são piores que os extremos de 2005. O fenômeno dos temporais está relacionado com o furacão Katrina.

Tivemos um excesso de evaporação aqui na Amazônia, depois o excesso de chuva e maior evaporação no oceano. Para onde foram todos esses vapores? Para Nova Orleans”, afirmou o pesquisador, conforme nota do Inpa. Para mostrar que o clima é um grande mecanismo interligado, Higuchi lembrou da seca de 2005 e dos fortes temporais que atingiram Acre, Rondônia, Amazonas e Amapá no ano seguinte, além da grande cheia deste ano vivida pelos amazonenses. Para ele, reflexos das alterações no clima global. A solução aontada pelo pesquisador é reduzir o desmatamento na Amazônia, para que a região não colabore e nem seja vítima das mudanças climáticas.

Fonte: http://www.oeco.com.br/saladaverde

Cidade versus Floresta


Quatro décadas após a chegada da Zona Franca, Manaus ainda sofre os prejuízos sociais e ambientais causados pela explosão demográfica. Mais de 30 mil hectares já foram desmatados. Por Bernardo Camara. Leia mais http://www.oeco.com.br/

sábado, 10 de outubro de 2009

UFC lança nota oficial sobre agressão sofrida pelo aluno

A Universidade Federal do Ceará enviou para este Blog, por meio de sua assessoria de imprensa, uma nota oficial sobre a briga registrada no Campus do Benfica entre um segurança da Intituição e um estudante do curso de Arquitetura. Confira:
NOTA OFCIAL – UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

A Administração Superior da Universidade Federal do Ceará lamenta o episódio de violência registrado na tarde dessa sexta-feira (9), em área do Curso de Arquitetura, no Campus do Benfica, envolvendo aluno daquela unidade acadêmica e um segurança da Instituição. A agressão mútua, que resultou em lesões corporais e em medidas coercitivas flagrantemente arbitrárias, atrai o mais completo repúdio desta Administração.

É oportuno ressaltar, diante do ocorrido, que os estudantes são o bem mais precioso da Universidade e sua própria razão de ser. Daí a necessidade de se manifestar, de pronto, a condenação formal a qualquer ato de truculência ou arbítrio que, eventualmente, venha a sofrer um membro desse segmento, por parte da segurança do Campus.

O episódio aqui reportado é emblemático do que NÃO pode acontecer na Universidade Federal do Ceará e isto nos leva a tomar as medidas cabíveis,o que, num primeiro momento, implica determinar um completo levantamento do ocorrido e, logo a seguir, a punição dos culpados.

Administração Superior da UFC

A Praia Mansa e o Ícone

A Praia Mansa é o lugar mais bonito de Fortaleza. Bela quando vista da Beira-Mar, mais bela ainda quando vista de dentro. Francamente, ela merece mais que um cais de atracação de navios acoplado a uma prosaica estação de passageiros! Fortaleza exige que lá se construa algo monumental, uma obra da qual a cidade se orgulhe!

Em Niterói o governo construiu, em local de grande visibilidade, (uma ponta de terra elevada junto ao mar), um belíssimo projeto de Niemeyer, que à distância parece um disco voador. O Museu de Arte Contemporânea é hoje um símbolo da cidade. Identifica Niterói como a Estátua da Liberdade identifica Nova York. O MAC faz parte de um complexo de edificações conhecido como Caminho Niemeyer, composto de 12 obras projetadas pelo arquiteto, umas já concluídas, outras em andamento. Constitui o Caminho Niemeyer um esforço do governo local para valorizar a orla da cidade e incrementar o turismo. Isso se chama visão.

E aqui, na nossa Fortaleza...? Até agora, nada existe de grandioso projetado para o nosso mais belo sítio. Se algo existe, sumiu nos desvãos da burocracia.

Somos tímidos, pensamos pequeno. Parece que sofremos do "complexo de vira-lata", de que falava Nelson Rodrigues. Pelas informações correntes, planeja-se lá construir um berço de atracação de navios, e a estação de passageiros do porto. Só. Não duvido da conveniência de ser o embarque e desembarque de turistas isolado da área destinada a carga geral e descarga de grãos. Também não discuto a necessidade de nova estação de passageiros, dadas as carências da velha estação em uso, acanhada e pequena.

Mas terá que ser na Praia Mansa? Por que não se pensa em requalificar as áreas do porto, tendo em vista que, com a construção do Pecém, a tendência é aqui ficarem somente granéis sólidos e passageiros?

Por que desperdiçar a Praia Mansa, maravilha que Deus criou pra nós ao longo dos últimos 70 anos? Por que trocar a doce linha de praia hoje existente por muralha de concreto agressiva e feia? O porto do Mucuripe teve a construção iniciada há 70 anos. Hoje, envolvido pela cidade, incomoda. Justifica-se seu uso pelo terminal graneleiro que atende os moinhos, e como atracadouro pra navios de passageiros, sua real vocação. Na verdade, degrada as águas do seu entorno e impõe às ruas de acesso o tráfego de caminhões pesados. Há 70 anos não se pensava nisso.

Hoje vive-se esta realidade. Mucuripe é área nobre e a Praia Mansa, a quinta-essência. Que lá se plante o ícone da cidade, uma torre monumental arrojada, parte de um complexo turístico que orgulhe a nossa gente. De preferência envolvendo a praia do Titanzinho! Outro uso daqueles belos recantos será desperdício, e as gerações futuras vão cobrar dos responsáveis. Chamem os niemeyeres da terra! Eles, com certeza, trarão ideias, maravilhosas! Um lembrete: nada de estaleiro por perto! Seria o absurdo dos absurdos! A vocação da cidade, máxime daqueles sítios, é o turismo, a indústria do futuro!

Affonzo Taboza Engenheiro civil e militar, oficial reformado do Exército, empresário e diretor da Fiec ataboza@gmail.com

Aluno do Curso de Arquitetura é agredido por segurança no Campus do Benfica

Na noite de ontem, uma briga entre um segurança da Universidade Federal do Ceará (UFC) e um aluno do Curso de Arquitetura acabou na Superintendência da Polícia Federal (PF).
De acordo com testemunhas, o estudante Rodrigo Rodrigues teria discutido – e em seguida, lutado – com um dos seguranças do Campus. O aluno foi dominado e continuou sendo agredido, mesmo depois de caído. Após serem apartados, o segurança teria ligado para outros vigilantes, que o acompanharam até onde Rodrigo estaria sentado, agredindo-o outra vez. Algemaram-no e disseram que o levariam até a Polícia Federal.

No campus, alunos reuniram-se com o Vice Reitor Henry de Holanda Campos, enquanto outros seguiram o carro dos seguranças para garantir que eles fossem de fato à polícia. O POVO falou com o vice-reitor, que “vai abrir um inquérito para apurar o fato“. Mas já adiantou que caso o ocorrido tenha sido como as testemunhas relataram, trataria-se de “uma violência arbitrária, sem autorização da universidade".

Fonte Blog do Eliomar de Lima

Marina Silva recebe mais um premio internacional por defender o meio ambiente

A Senadora Marina Silva (PV/AC), ex-ministra do Meio Ambiente e provável candidata à Presidência em 2010, recebe neste sábado em Mônaco o prêmio Mudanças Climáticas, oferecido pela Fundação Príncipe Albert 2º de Mônaco.

A iniciativa premia pessoas e instituições por atuarem em favor do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável. O prêmio considera ações e iniciativas em três eixos: mudança climática, preservação da biodiversidade e acesso à água, além da luta contra a desertificação.A senadora vai receber 40 mil euros, além da homenagem com o troféu, que será entregue pelo Príncipe Albert 2º.

É o quinto prêmio que a senadora recebe desde 2008, quando deixou o Ministério do Meio Ambiente por discordar de algumas diretrizes da política ambiental do governo. O mais recente foi em maio deste ano, o Prêmio Sofia 2009, concedido anualmente pela Fundação Sofia a pessoas e organizações que se destacam nas áreas ambientais e de desenvolvimento sustentável.

Fonte: UOL

Paleontologia reúne pesquisadores no Cariri

Começa hoje, no Crato, a Paleo 2009 da região Nordeste, reunião anual da Sociedade Brasileira de Paleontologia (SBP), núcleo Nordeste, contando com o apoio organizacional da Universidade Federal do Ceará (UFC) e também da Fundação Paleontológica Phoenix. O evento acontece no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri (Urca), instituição responsável pela publicação dos resumos aprovados, e tem a realização da SBP. Também será reinaugurado hoje, durante o evento, o Laboratório de Pesquisas Paleontológicas da Urca, com nova estrutura física.

O encontro de Paleontologia contará com a presença de profissionais, estudantes, pesquisadores e demais interessados na Paleontologia do Nordeste brasileiro. O evento terá a coordenação do professor doutor Álamo Feitosa Saraiva (Urca), Wagner Souza Lima (Phoenix), Maria Helena Hessel (UFC), PhD em Paleontologia e Geologia Histórica. Ela afirma essa é a 13ª reunião anual regional. O último encontro aconteceu em Aracaju e o próximo acontecerá provavelmente em Salvador, conforme a pesquisadora.

Cerca de 200 pessoas devem estar no encontro, entre pesquisadores e estudantes de vários Estados como Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba e do Estado do Ceará. Os estudantes, em sua maioria, são dos cursos de Biologia, Geologia e Paleontologia. A Paleo 2009 tem o objetivo de promover uma troca de informações entre os participantes e atualização quanto aos estudos em toda a região, além de programar a organização, para o Congresso Nacional de Paleontologia, que no próximo ano acontecerá no Rio Grande do Norte.

Serão grandes nomes da Paleontologia e os maiores estudiosos dos fósseis do Araripe entre os participantes. Entre eles, Paulo Brito, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), maior especialista do mundo sobre os peixes do Araripe; Mary Elizabeth de Oliveira, da Universidade de São Paulo (USP), também maior especialista em Paleoflora do Araripe, e Rafael Gioia Martins Neto, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), especialista brasileiro em estudos de insetos fósseis. Já descreveu mais de 250 espécies de fósseis e publicou cerca de 350 trabalhos sobre o Araripe.

Fonte Diário do Nordeste

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Árvores já bateram no Rio o recorde de 2016


Se não for um treino de superfaturtamento para os jogos de 2016, a promessa de que o Comitê Olímpico Internacional plantará 24 milhões de árvores na cidade é a maior notícia ambiental do Rio de Janeiro desde 1565, quando Estácio de Sá inaugurou a guerra de quase cinco séculos entre os cariocas e a exuberância de sua paisagem.

Ali, uma das primeiras empreitadas civizatórias foi secar a lagoa que havia aos pés do morro Cara de Cão. Ela hoje só costuma ser recordada no melancólico epitáfio do padre José de Anchieta, que a dresceveu como “uma légua de água podre”. Vinte e quatro milhões de árvores soam como um número prodigioso, que roça o incomensurável. E o incomensurável, em contas públicas, sempre cria problemas. O major Manuel Gomes Archer, no Segundo Reinado, levou 13 anos plantando 80 mil mudas nas encostas da Tijuca. Com elas – e mais 20 mil do barão Gastão d’Escragnolle – deixou no Alto da Boa Vista a mata que, até hoje, as autoridades municipais enchem a boca para chamar de “maior floresta do mundo”.

Maior do mundo é puro ufanismo. O que ela sempre foi, e continua sendo, é o maior feito da engenharia nacional para abater a dívida ruinosa que o Rio de Janeiro contraiu com sua natureza. E o déficit vem de longe. Em 1502, quando foi descoberta no réveillon pela tripulação de Duarte Coelho, a baía de Guanabara parecia pronta para sediar qualquer competição internacional de musculatura geológica irretocável.

De lá para cá, a baía perdeu 36 ilhas, 46 praias, 104 quilômetros quadrados de restingas e 160 de manguezais. As grandes lagoas que coalhavam o núcleo histórico da cidade viraram, na melhor das hipóteses, pequenos jardins ou grandes praças. Elas abrigam atualmente os muitos morros derrubados para aterrá-las, inclusive o do Castelo, que não devia ser tão ruim quanto se alegava no desmonte final, da décadade 1920, pois foi em cima dele que vingou efetivamente a ocupação colonial.

Com base nessa vasta experiência de desinvestimento em seu patrimônio natural, o Rio de Janeiro acaba de ganhar a maratona de 2016, sacando mais numa vez de um dote de belezas naturais, que só por excesso de fartura não foi ainda exaurido. Nem a Floresta Nacional do major Archer escapou incólume ao avanço da cidade. Acabou sitiada por favelas, que governo nenhum levanta o dedo para conter. Na década de 1990, sumiram nas águas turvas da Guanabara 700 milhões de dólares de um programa de despoluição que poluiu mais a política carioca do que limpou a baía.

Durante mais de uma década, depositaram-se num lodo habituado a engolir chumbo, cádmio e mercúrio. São os metais pesados dos financiamentos a fundo perdido.De repente voltam à tona, com olímpica animação, projetos que deveriam estar concluídos há anos, inclusive porque foram inaugurados por mais de um governo. Fala-se outra em dragar canais assoreados por lixo tóxico, filtrar rios cuja vida vem do esgoto in natura ou recompor matas ciliares, em lugar tradicionalmente reservado a barracos e carcaças de automóveis. Tudo tão auspicioso que vale a pena ouvir de novo.

Mas nenhum tem o ineditismo e a escala dos 24 milhões de árvores. Se forem plantadas a sério, com o devido espaço entre as mudas, elas ocupariam no mínimo 144 mil hectares. Cobririam 45 parques nacionais como o da Tijuca. Mas, infelizmente, não caberiam no município, por mais verde que ele queira ser daqui para a frente, ou mesmo que tenha sido no passado distante. Parece árvore demais. E tudo o que é demais, neste país, acaba sendo de menos.

Matéria do Marcos Sá Correia para O ECO http://www.oeco.com.br/. Imagem da Cascata Véu de Noiva na Floresta da Tijuca no Rio de Janeiro por enquanto maior floresta tropical urbana do mundo. Foto Flickr Galeria de nlimonge

Maciço de Baturité: Mosteiro tem nova utilização


Tradicional centro de oração e meditação, o Mosteiro dos Jesuítas oferece espaços para novos eventos. No alto da serra, a 415 metros de altura, um lugar que convida à meditação, ao contato com a natureza e à desaceleração do ritmo de vida urbano. Ao longo dos anos, o Mosteiro dos Jesuítas, construído na Serra de Baturité, já teve diversas utilizações. Chegou a ficar sob risco de fechamento ou de ser vendido para particulares por conta dos períodos em que não há tanta frequência.


Porém, a mobilização da Igreja e dos moradores da cidade busca encontrar soluções alternativas e novas utilizações para o mosteiro. Em meio a adaptações e a abertura de novos espaços, a perspectiva é atrair um número maior de visitantes e hóspedes para o local.


As paredes de pedra com janelas azuis incrustadas, a arquitetura peculiar e as gigantescas palmeiras que adornam a construção chamam a atenção do visitante ainda na sede em Baturité, de onde pode ser vista, majestosa e imponente. Do lado de dentro, um jardim bem cuidado, uma fonte com peixes e um abrigo de animais apreendidos pelo Ibama dão vida e colorido para aqueles que procuram paz e relaxamento. Construído e administrado por padres jesuítas, a denominação de mosteiro, na verdade, tem uma origem popular.


"O mosteiro é um lugar que abriga monges e frades, o que não somos. Mas por conta do tamanho e da arquitetura, as pessoas tomaram o costume de chamar de mosteiro, acabou pegando", conta o padre Antônio Baronio, atual reitor da instituição, que conta com outro padre e três irmãos.


A edificação foi iniciada como parte das comemorações do centenário da Independência do Brasil, tendo sido construída entre 1922 e 1936. A pedra fundamental do mosteiro veio das ruínas de uma escola de jesuítas que funcionava em Aquiraz, primeira capital da então província do Ceará. Durante cerca de 40 anos, o espaço foi destinado para o funcionamento da Escola Apostólica de Baturité, a fim de promover a formação de padres e irmãos jesuítas. O mosteiro chegou a ter 100 alunos em regime de internato oriundos das regiões Norte e Nordeste. Em 1964, optou-se por fazer dali um local de acolhimento para retiros espirituais.


"O mosteiro passou a funcionar como um centro de oração e meditação, onde se praticam os exercícios de espiritualidade preconizados por Santo Inácio de Loiola, fundador da Companhia de Jesus ", explica o reitor.Para complementar a renda e não deixar a estrutura do mosteiro ociosa, decidiu-se, há alguns anos, abrir o local para a hospitalidade. Mas por conta das características do local, padre Antônio alerta que o acolhimento não tem um caráter comercial. Outra alternativa criada foi a abertura do local para a realização de festas, eventos de empresas e instituições.


Ainda assim, nem sempre as fontes alternativas de receita são suficientes para a manutenção do local, sobre o qual por muito tempo especulou-se que seria vendido para ser transformado num hotel ou numa instituição de ensino. "Mas houve uma reação muito bonita do povo e da Igreja, que queriam que o mosteiro permanecesse funcionando dentro da configuração atual. Atualmente temos cerca de 10 mil visitantes por ano, o que mostra que as pessoas gostam desse espaço, que é único", ressalta o padre.


Como forma de reação para atrair mais visitantes, foi criado recentemente o Museu Padre Artur Emílio Redondo, que busca recontar a história do mosteiro e do município de Baturité por meio de fotografias, mobiliário, estátuas, objetos de uso dos padres e até uma curiosidade peculiar: a primeira cadeira de dentista do Maciço de Baturité.


Outra ação importante é a parceria com a Prefeitura, que quer associar o município ao turismo religioso, com a promoção de romarias e programações especiais em datas como a Semana Santa e o Natal, que este ano terá a apresentação de um coral infantil nas janelas do mosteiro e a representação de um auto natalino. Neste sábado, o padre Antônio Maria estará no município para a apresentação na Praça da Matriz de Baturité, a fim de celebrar a romaria de Nossa Senhora de Fátima.


Reportagem de Karoline Viana e Fotografia de Patrícia Veloso para o Diário do Nordeste

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

PALEO 2009-NE

No próximo final de semana, entre 10 e 12/10, se realizará no auditório da reitoria da URCA, Crato, um encontro de Paleontologia de profissionais, estudantes e demais interessados na paleontologia do nordeste brasileiro, a PALEO 2009-NE. Gostaríamos de poder contar com sua presença, pois teremos no sábado à tarde palestras de renomados paleontólogos do sul e sudeste do Brasil, os maiores conhecedores da paleobiota da Bacia do Araripe em suas especialidades, conforme a programação em anexo, sendo uma ótima oportunidade de atualização sobre os famosos fósseis do Cariri.

Sejam todos muito benvindos e tenham um excelente encontro com colegas e amigos! Muito cordialmente Antonio Álamo Feitosa Saraiva (URCA)Wagner Souza Lima (Phoenix)Maria Helena Hessel (UFC)coordenadores.

Fortaleza prepara plano de preservação

Para garantir a preservação dos bens tombados, o Município quer agilizar o Plano de Ação das Cidades Históricas para Fortaleza (PAC das cidades históricas), que é uma iniciativa extensiva a 140 municípios brasileiros e 12 Capitais, sendo que Fortaleza está incluída entre as que serão beneficiadas com esses aportes.

Para tanto, a Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor) realizou, ontem, na sede do Clube dos Diretores Lojistas (CDL), a segunda oficina do Plano. O encontro contou com as participações de representantes de entidades particulares e de órgãos públicos vinculados a história e a cultura de Fortaleza.A secretária da Seculfor, Fátima Catunda, explicou que a reunião teve por objetivo fazer um diagnóstico de prioridades que devem ser enumeradas no plano, com a finalidade de captação de recursos.

"Não se trata apenas de tombar bens. Queremos, sobretudo, criar uma consciência social, de que a preservação é um dever de todos e não apenas do poder público. A oficina deve atuar numa área também educativa, além dos elementos favoráveis de instalação de preservação", ressaltou.O PAC das cidades históricas é um instrumento de planejamento integrado para a gestão do patrimônio cultural com enfoque territorial. O documento visa elaborar uma política nacional para o patrimônio cultural, partindo do princípio que o patrimônio cultural é elemento estratégico para o desenvolvimento social.

Nesse sentido, o superintendente do Instituto de patrimônio Histórico e Artístico (Iphan), Clodoveu Arruda, disse que esse é um momento único para se debater e conhecer as propostas que a sociedade tem para tornar concreto o projeto da cidade histórica.

Fonte Diário do Nordeste

Prefeita Luizianne sanciona lei que cria área de proteção no Cocó

Com a sanção, um trecho de dunas do Cocó ficará livre da especulação imobiliária. O projeto é de autoria do vereador João Alfredo (PSol). A Prefeita Luizianne Lins (PT) sancionou, nesta quarta-feira, sem festa e em seu gabinete de trabalho, o projeto de lei intitulado “Dunas do Cocó”, que cria a Área de Relevância e Interesse Ecológico (Arie) no trecho que nas imediações da Avenida Sebastião de Abreu até a Cidade dos Funcionários.

O projeto é de autoria do Vereador João Alfredo (PSol), ex-companheiro de partido de Luizianne e uma das poucas vozes de oposição à gestão municipal. Com a sanção, esse pedaço de dunas do Cocó ficará livre da especulação imobiliária, no que se espera a fiscalização constante por parte do setor público e da população. Luizianne sancionou a matéria no último dia do prazo.

Fonte Blog do Eliomar de Lima

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Marina Silva cobra política de metas para emissões

No Financial Times, Marina Silva cobra política de metas para emissões LONDRES - O Brasil deveria se comprometer com metas de redução de gases poluentes, afirmou a ex-ministra de Meio Ambiente e senadora Marina Silva (AC) ao jornal britânico Financial Times (FT), em entrevista que ganhou destaque na edição desta terça-feira. Conforme a publicação, o País deve se comprometer com uma redução de 80% do desmatamento até 2020, mas não está claro se aceitará metas para diminuir as emissões de gás carbônico (CO2) na conferência do clima marcada para dezembro, em Copenhague. A ex-ministra deixou o PT no mês passado e foi para o PV, partido pelo qual deve disputar a Presidência da República em 2010.

"Deveríamos assegurar que o Brasil está comprometido com metas, mas que devem ser globais - não apenas para reduzir o desmatamento, mas para cobrir todos os setores que realizam emissões", disse Marina. Ela defende que a redução dos gases poluentes deve ser parte de um compromisso mais amplo de mudança de modelo econômico nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. No entanto, avalia que falta visão ao governo para mudar a forma como a questão é conduzida. "O Brasil e outros países precisam fazer o ambiente e o desenvolvimento parte da mesma equação e não persistir no pensamento de que um está em oposição ao outro", afirmou a ex-ministra. "Não há exemplo no mundo a ser seguido. O Brasil precisa ser o exemplo."

O Financial Times diz que o País "é um dos grandes contribuintes para o aquecimento global, em razão da grande quantidade de floresta perdida para o cultivo e outras atividades a cada ano". Sob o comando de Marina, o desmatamento desacelerou fortemente, aponta o jornal. A ex-ministra acredita que uma liderança do Brasil nessa área encorajaria outros países, como China, Índia, África do Sul e México, a seguirem a mesma linha.

Futuro incerto

"Hoje parte de nossas emissões é capturada por florestas e pelo solo, então nós estamos sendo salvos dos seus efeitos. Mas o que acontecerá no futuro pode sera exaustão dessa capacidade de absorção", disse Richard Betts, chefe do setor de Impactos do Clima do MetOffice.

O MetOffice foi fundado em 1854 e seu primeiro presidente foi o Capitão Robert FitzRoy, comandante do Beagle, navio de estudos que levou o Naturalista Charles Darwin em sua viagem de estudos que deu origem a histórica publicação "Origem das Espécies", que revolucionou os conceitos de abordagem sobre a história e origem da vida no nosso planeta Terra.

Fonte Coluna Mírian Leitão economia@diariodonordeste.com.br

Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente

Estão abertas, até 16 de outubro, as inscrições para seleção às 18 vagas do Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente 2010 da UFC, nas linhas de pesquisa: "Proteção ambiental e gestão de recursos naturais" e "Organização do espaço e desenvolvimento sustentável". A seleção terá duas etapas: avaliação de conhecimento específico e prova de língua estrangeira; e avaliação de currículo, histórico escolar e pré-projeto de pesquisa, além de entrevista. Informações: www.prodema.ufc.br ou (85) 3366.9781.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

E o policiamento não existe, mesmo

A própria Polícia Militar e a Guarda Municipal reconhecem que é preciso reforçar o policiamento nos parques da cidade. Em pior situação, está o Adahil Barreto, um dos destinos mais procurados pelos copistas e famílias nos fins-de-semana.Lá, nem a Guarda Municipal nem a Polícia Militar mantêm efetivos permanentes na garantia da segurança do espaço. O comandante do Pelotão Ambiental da Guarda, Paulo Martins, explica que não foi possível manter o destacamento dentro do parque e comunicou o fato a Polícia Militar Ambiental. "Até porque o equipamento não é municipal e a corporação necessitou reforçar outros espaços".

O porta-voz da Polícia Militar, major Marcos Costa, confirma a saída da Guarda Municipal e a falta de patrulhamento a pé na área do Adahil Barreto. "Só mantemos uma viatura e moto cedo da manhã. Isso quando não existe uma outra demanda. Essa segurança é feita pela Companhia de Policiamento Ambiental. Sei que é preciso um trabalho mais permanente dentro do parque", concorda.

Já o policiamento no Parque Rio Branco, de responsabilidade da Prefeitura, é realizado pela Guarda Municipal. Um efetivo de três guardas garante a segurança das 6h30 às 18h30.O titular da Secretaria Executiva Regional (SER) II, Humberto Júnior, recebeu a comissão do Movimento Proparque, com abaixoassinado de 942 pessoas, e garante que está analisando pedidos da população.Entre as reivindicações dos usuários do parque, vigilância 24 horas, com a instalação de câmeras, banheiros e a sinalização interna.Segundo Humberto Júnior, existe o compromisso da Prefeitura de garantir a segurança e a manutenção das áreas verdes da cidade. "Por enquanto, estamos aguardando as medidas práticas do poder público", diz a coordenadora do Proparque, Luiza Vaz.

Da mesma reportagem do Diário do Nordeste.

Parques públicos não oferecem segurança


Em menos de um ano, três pessoas morreram dentro do Parque Rio Branco. Usuários exigem proteção para caminhar.Ser vítima de assalto ou presenciar a ação dos bandidos dentro de parques públicos em Fortaleza se tornou cena comum para quem costuma fazer caminhadas ou levar seus filhos para aproveitar as poucas áreas verdes da cidade. A falta de policiamento em locais como o Adahil Barreto, o Cocó ou o Parque Rio Branco, no bairro Joaquim Távora, agrava a insegurança e facilita a vida de marginais. No Rio Branco, por exemplo, três pessoas morreram dentro do parque em menos de um ano. O último, um garçom, foi morto a pedradas.


Uma leitora do Diário do Nordeste, Rosa Primo, enviou e-mail para a Redação, relatando que, no sábado passado, no Parque Adahil Barreto, foi abordada por um assaltante que já havia levado a bolsa de uma senhora. Ela estava em companhia da amiga, Ana Luiza Bessa, e de seus respectivos filhos.O grupo foi aproveitar o dia de sol perto da natureza e a aparente tranquilidade do equipamento público. "O passeio se tornou um momento de agonia", afirma a leitora.


Um clima de medo, temor e nervosismo, narra Ana Luiza, deu lugar ao sentimento de bem-estar e paz. "A impotência frente a uma situação como essa e sem que nenhum policial nos protegesse foi horrível", diz. Tanto que seu filho, de sete anos, está sem querer sair de casa. "É preciso fazer alguma coisa e rápido em prol desses parques públicos".Os assaltos acontecem em plena luz do dia, afirma o economista Daniel Ferreira de Albuquerque. Ele diz que só costuma fazer caminhada ao lado de um grupo de amigos entre 16 e 17 horas. "Mais tarde do que isso é pedir para sofrer algum assalto, mas já vi gente sendo roubada por bandido armado de revólver sem que nenhum policial aparecesse durante o dia".


A coordenadora do Movimento Proparque, Luíza Vaz, adianta que, depois da morte do garçom no Rio Branco, o desespero tomou conta de alguns usuários do local. "Sugeriram até uma cota entre os moradores do bairro para pagar um segurança particular, mas não podemos nos responsabilizar por uma tarefa do poder público", declara.Luiza informa que a entidade procurou o Ministério Público do Estado (MPE), requerendo a intervenção da Justiça. "É preciso fazer alguma coisa, sem dúvida, para se evitar que outras pessoas morram e o patrimônio público seja destruído nas mãos de vândalos e bandidos".


O Proparque registrou ação na Promotoria do Meio Ambiente, com a coordenadora Sheila Pitombeira. "Já temos uma primeira ação em andamento no MP".Quem costuma passar pelo parque aponta que os crimes são resultados da falta de policiamento. "Os parques servem de refúgio para assaltantes e usuários de drogas e nós, gente de bem e trabalhadores, ficamos impotentes perante a ação desses fora da lei", diz o comerciante João Pedro Barbosa.


Extensa reportagem da Jornalista Leda Gonçalves no Diário do Nordeste.

domingo, 4 de outubro de 2009

Projeto Mambembe em Aracati e Fortim ²

Por iniciativa dos estudantes de Arquitetura e Urbanismo, através da FNEA durante todo este fim de semana, começando na 6a feira e terminando neste Domingo, por volta do meio dia, houve este intenso "work shop" sobre a realidade do Litoral Sul do Estado do Ceará, uma realidade em transformação acelerada. Os temas abordados foram- preservação do patriminonio histórico, turismo internacional, pesca, carcinicultura, parque eólicos, ampliação do sistema rodoviário, aeroporto internacional de Aracati, extração de petróleo e também e notadamente os registros da ausencia de boa convivencia com meio ambiente e corretas posturas de apropriação de recursos naturais, em toda a região da foz do Rio Jaguaribe, desde os primórdios do processo de ocupação do território cearense.

Aproximadamente 60 estudantes dos Cursos de Arquitetura da UFC/ UNIFOR/ FANOR estiveram na região, em visita aos municípios de Aracati, Fortim e todas as situações relevantes ali presentes - sedes urbanas/ núcleo histórico de Aracati, Foz do Rio Jaguaribe, Comunidades do Cumbe e Estevão, Canoa Quebrada, Porto Canoa, Majorlandia, Quixaba, Parques Eólicos Bons Ventos, Colonia de Pesca do Fortim - refletindo sobre todo aquele contexto dos pontos de vista histórico - físico - geográfico - ambiental - urbano - politico - economico e cultural na tentativa de iniciar a construção de uma visão de futuro para a região.

As reuniões foram realizadas na Associação Comunitária do Moradores da Vila do Estevão, em Canoa Quebrada. As visitas técnicas guiadas e seminários foram orientadas pelos professores José Sales, Carla Camila Girão, Augusto Capibaribe e Raimundo Carlos Limaverde.

Lucio Alcantara fala sobre o Geopark Araripe

"Há poucos dias o jornal O Povo publicou matéria na qual informava que o Geopark Araripe, no Cariri cearense, por desleixo do governo do estado, está ameaçado de perda do selo internacional quando da avaliação a ser realizada pela UNESCO em 2010.

O Secretário das Cidades, orgão estadual, nega em declaração publicada no mesmo jornal, edição de hoje, que exista o risco. Existe, sim. Os que acompanham o assunto sabem disso há bastante tempo. Deus permita que a desclassificação não ocorra.

A tática do atual governo foi paralisar todas ações que vinham da administração anterior para retoma-las mais tarde fazendo parecer que eram iniciativas novas que lhes deviam ser atribuidas. Era preciso apagar o passado. Reescrever a história como se tudo começasse agora.

O preço pago foi a destruição das estradas, pela falta de conserva, a demora e o encarecimento na execução das obras, a interrupção de programas essenciais, e o sofrimento das pessoas, privadas dos benefícios sociais.

No caso do Geopark o custo dessa política poderá ser sua desclassificação internacional".

sábado, 3 de outubro de 2009

Projeto Mambembe em Aracati e Fortim

O Projeto Mambembe, da FNA/ Federação dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo, implementa viagem de estudos aos Municípios de Aracati e Fortim, com os estudantes de Cursos de Arquitetura e Urbanismo, dos Estados do Ceará e Rio Grande do Norte. Durante dois dias, a partir de 02/10 serão realizadas visitas técnicas guiadas e seminários, pelos professores José Sals, Carla Camila Girão, Augusto Capibaribe e Raimundo Carlos Limaverde, sobre as transformações do Litoral Sul do Ceará por conta da implantação de grandes projetos economicos - resorts, Fazendas de criação de camarão e parques eólicos - impactando as populações tradicionais ali instaladas.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Concurso: Beira Mar terá novo projeto urbanístico


Secretaria do Turismo deve lançar concurso nacional para projetos urbanísticos da avenida Beira Mar na próxima semana. Um concurso nacional para a escolha do novo projeto urbanístico da avenida Beira Mar deve ser lançado, na próxima segunda-feira, pela Prefeitura de Fortaleza. O edital será apresentado pela prefeita Luizianne Lins, em seu gabinete, no bairro Vila União. A promoção é uma parceria entre o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) e a Secretaria do Turismo de Fortaleza (Setfor).


Qualquer arquiteto pode participar. A secretária do Turismo, Patrícia Aguiar, adiantou parte dos detalhes do edital. Segundo ela, os arquitetos devem apresentar ideias para solucionar a "situação caótica" de desordenamento urbano da Beira Mar. Cada profissional tem a missão de elaborar um pré-projeto e submetê-lo à análise de uma comissão julgadora. A premiação prevista para o vencedor é de R$ 60 mil.


Patrícia explica ainda que os pré-projetos devem apontar soluções criativas e inovadoras para uma série de itens de infraestrutura urbana, como ciclovias, pistas de cooper, alargamento de passeios e de arruamento, locais para pedestres e espaços da orla. Já o presidente do IAB/CE, Custódio Santos, completa a lista incluindo itens como trânsito e feirinha da Beira Mar. Conforme ainda Custódio, IAB e Prefeitura foram os responsáveis pela formatação do concurso, com término no início de dezembro.


O arquiteto vencedor tem 120 dias para desenvolver o pré-projeto e seus estudos complementares, com verbas de R$ 1,5 milhão, segundo Patrícia. Já as obras, especificamente, têm investimento previsto de R$ 30 milhões, com verbas oriundas do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur). De acordo ainda com Patrícia, a previsão é concluir a licitação e iniciar a execução dos serviços na metade de 2010.


As obras devem acontecer no trecho entre a avenida Rui Barbosa e o Mercado dos Peixes. O vencedor do concurso não deve ser o único premiado. De acordo com a Secretaria do Turismo, o segundo colocado deve receber R$ 40 mil. Já o terceiro, R$ 20 mil. O POVO tentou apurar maiores detalhes sobre o concurso e seu edital, mas Patrícia e Custódio pediram para que as perguntas fossem feitas durante o ato de lançamento.
Fonte Jornal O POVO

Acredite, se quiser



A página da liderança do PT na Câmara dos Deputados informa desde ontem que uma pesquisa CNI-Ibope, realizada em setembro, mostra que a "condução das políticas para o meio ambiente tem a aprovação da maior parte da população brasileira". Ainda segundo a nota, "as ações do Executivo para o meio ambiente seguem uma linha crescente de avaliação e contam, neste mês, com aprovação de 61% dos entrevistados. Em junho, a aprovação era de 55%.

Outro dado relevante é a percepção de que, um ano após a troca de titulares da área, a gestão do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, tem a mesma aprovação da gestão da ex-ministra Marina Silva". No texto, o deputado José Guimarães (PT/CE) diz que o governo vem conseguindo conciliar a preservação ambiental com o desenvolvimento econômico na concessão de licenças ambientais. "Na hora em que concede licença o governo toma medidas imediatas para compensar danos. Isso á preservar". O Deputado José Guimarães é próprio autor de emendas em medidas provisórias para evitar o licenciamento ambiental de estradas na Amazônia.

Fonte O ECO. Fotografia por Aldem Bourscheit/ 2007 na Baía dos Porcos, em Fernando de Noronha.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Desse jardim brotam desculpas

Outubro chega e traz a reboque mais um atraso nas obras do jardim japonês que a Prefeitura de Fortaleza está construindo na Avenida Beira Mar. Os trabalhos foram iniciados em julho de 2008, com previsão de conclusão em 210 dias. Ou seja, os que acreditaram que o compromisso seria cumprido achavam que teriam a praça em fevereiro passado.

E já se vão - quem quiser pode contar nos dedos, mas usando duas mãos - oito meses de lentidão e espera. Mas para que as esperanças não ressequem nem percam o verde, é bom notar que pelo menos há algo florescendo ali com abundância. São as desculpas. Além disso...Ainda sobre os atrasos no jardim japonês: primeiro, foi dito que as chuvas atrapalharam. Depois, que faltavam elementos de ambientação essenciais para dar clima nipônico ao projeto.

Fonte Coluna Comunicado do Diário do Nordeste.

Praia de Iracema: 19 meses de obras

O prazo para a entrega da obra na Praia de Iracema está previsto para Dezembro/ 2008. A reforma completou 19 meses. Um ano e sete meses de reformas. A Praia de Iracema espera a conclusão do projeto de requalificação para dezembro deste ano, sem saber se os atrasos na execução do cronograma vão prorrogar pela terceira vez a entrega da obra.

O calçadão, em fase de acabamento, já melhorou o aspecto e a circulação no local. A reforma chegou até o trecho próximo à Ponte dos Ingleses, conhecida como Ponte Metálica, onde está sendo aterrado o trecho de orla que fica em frente ao restaurante Sobre o Mar de Iracema. Frequentadores da área relatam sucessivas interrupções dos trabalhos e estão descrentes com o prazo estabelecido. Do calçadão falta pouco: apenas acabamento de bancos e degraus, colocação do piso de acessibilidade e alguns reparos. Foi pintada uma faixa de pedestre no trecho da avenida Beira Mar em frente à estátua da Iracema Guardiã, onde estão sendo instaladas barras de apoio às rampas de acesso.

Os donos da lanchonete Bebelu Lanches, localizada no aterro, já foram notificados pela Procuradoria Geral do Município para a sua demolição. Alguns cidadãos acham desnecessária a retirada do estabelecimento. ``É um ambiente organizado, frequentado por turistas e famílias daqui``, comenta o vendedor Francisco José dos Santos, 39.

O aterramento em frente ao restaurante Sobre o Mar tinha prazo de conclusão previsto para a primeira semana de outubro, conforme noticiado pelo O POVO em 21 de agosto. A aposentada Mirtes Brasil elogia a reforma; mas faz uma ressalva. "Acho que devem esperar a prova do mar, já que a água costuma bater aqui".

Hoje faz 42 dias que a obra foi iniciada. Antes de assentar o piso definitivo, falta ser colocada uma faixa junto às pedras para evitar que o aterro seja desmanchado pela ação do mar, além da colocação de mais areia e sua compactação. O POVO apurou que a demora na execução do trecho seria devida ao atraso no pagamento dos trabalhadores.

A informação é negada pelo gerente do Projeto de Requalificação da Praia de Iracema, Rommel Ramalho. Ele afirma que a construtora responsável pelos trabalhos está recebendo dinheiro em liberações programadas. Ramalho assegura que toda a equipe está envolvida numa força tarefa para agilizar o máximo possível as obras da Praia de Iracema, principalmente em função das festas de Natal e Ano Novo.

Segundo ele, ainda não dá para dizer a data exata que o calçadão fica pronto, uma vez que o cronograma está sendo fechado. A gente faz uma programação, mais em função de alguns problemas burocráticos, podem ocorrer alguns pequenos atrasos, admite. O garçom Francisco Carvalho, 33, diz que só as reformas estruturais não trazem de volta o encanto da Praia.

Reportagem de Roberta Felix robertafelix@opovo.com.br para o Jornal O POVO.

Descuido: Peças históricas convivem com sujeira no Museu do Geopark

O Museu de Paleontologia de Santana do Cariri é considerado o coração do projeto Geopark Araripe, em Santana do Cariri. O POVO foi ver de perto como está o local, em refoma há um ano. Para resgatar como era a rotina do cenário, hoje em construção, a equipe contou com a memória do ex-coordenador de guias do museu e atual guia turístico da Prefeitura, Henrique Duarte.

Mas as lembranças começaram a ficar doloridas com a entrada no prédio.Livros da antiga Biblioteca, antes aberta à comunidade, permanecem numa estante, cobertos de pó. Dividiam o espaço do salão principal com os trabalhadores em plena finalização da obra. Os vestígios da reforma também tentam esconder expositores com fósseis dentro, réplicas de dinossauros, uma maquete que antes representava todos os estratos geológicos do Geopark, mobiliário, material de laboratório e equipamentos de informática.

O pó também não é suficiente para acobertar uma pilha de fósseis formada no salão principal do museu. Em outra sala, caixas de papelão rasgadas acolhem outros seres fossilizados, a poucos passos de um acesso lateral para a rua, sem segurança. Dá vontade de chorar. Eu sei o valor que isso tem, tanto científico como histórico", diz, segurando e explicando as peças onde bate o olho. "Esse fóssil aqui é tridimensional. Dá para saber qual foi a última refeição do peixe".

Questionado sobre o procedimento da reforma, o Reitor da Urca, Plácido Cidade Nuvens, que foi fundador do museu, declarou que O POVO "atinou para algumas negligências da empreiteira (responsável pela obra)" e, por isso, estaria "fazendo drama". Segundo ele, o cenário encontrado era insignificante diante da importância da reforma, que estaria quebrando um jejum de quatro anos sem investimentos.

Além disso, os fósseis do acervo do museu estariam divididos entre uma sala especial ou guardadas em estantes, trancadas à chave.Os fósseis encontrados no prédio em reforma seriam resultado de apreensão da Polícia Federal (PF) nas ações de combate ao contrabando e estariam sob a guarda do Departamento Nacional de Proteção Mineral (DNPM). De acordo com o Reitor, a previsão é de que o museu seja reaberto em outubro.

O Geólogo Artur Andrade, responsável pelo escritório do DNPM na região do Cariri, confirma a origem dos fósseis. No entanto, eles teriam sido doados pela PF ao Museu de Santana há cerca de quatro anos. "Se eles estivessem sob a guarda do DNPM, estariam no nosso escritório, não no Museu. (O material) não deixa de ter valor científico. Deveria estar num lugar melhor preservado, não junto com cimento, poeira, ao bel prazer."

Fonte Reportagem Larissa Lima para o jornal O POVO