segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Aguapés encurtam passeio pelo Rio Cocó


A barulhada das crianças dá pra escutar de longe. Domingo no Parque do Cocó, a programação gratuita de lazer e esporte garante casa cheia. Na descida para o rio, quase debaixo da ponte da avenida Sebastião de Abreu, o barquinho de Gerúcio Valter, 36 anos, espera a clientela. Este pedaço da programação é pago e proporciona ao visitante ver o mangue mais de perto, ao som do motor a óleo de Marta, a embarcação.

O passeio é curto, porque os aguapés e algumas árvores caídas bloquearam o percurso desde a ponte da avenida Sebastião Abreu até a da avenida Engenheiro Santana Junior, então o barqueiro compensa indo mais além para o lado não obstruído. No meio do caminho, peixes saltam rápidos, pescadores jogam as varas e passarinhos sobrevoam a água.

Ao longo dos passeios acompanhados pela reportagem, alguns usuários reclamaram da duração do passeio. Gerúcio Valter, lamenta: “Esse trecho interditado é uma pena. O trajeto mesmo tem um quilômetro. Mas é preciso tirar os aguapés do meio”. O trecho depois da ponte da Sebastião Abreu tem cheiro mais forte e pouco horizonte adiante.

Mas Pedro, 3 anos, de começo, não gostou foi do zumbido de motor. Pôs as duas mãos no ouvido e afirmou imperioso: “Eu quero descer!”. A calmaria da mãe e do avô, no entanto, deu a palavra final. Depois de uns três ou quatro pinotes, sentou-se no colo da médica Vitória Gonçalves, 35 anos. Pouco mais, apontou para o salto do peixe, e desmanchou a pose com a mão nos ouvidos. “Foi ótimo”, o menino confessou afinal.

A própria Vitória fora ao passeio menina, quando a programação acontecia no Parque Adahil Barreto, Dionísio Torres. “Trouxe o Pedro e gostei de voltar, mas tenho a impressão de estar mais poluído”, compartilha a médica. Pai dela, o também médico Joary Lacerda, 75 anos, gostou da novidade: “Costumo passear de barco no litoral. Gostei da paisagem de mangue, é diferente”.

“Fotopasseio”

Mais a frente, a dupla de estudantes de publicidade, Artur Freitas, de 25 anos, e Eli Costa, de 24, faziam o que chamaram de “fotopasseio”. Cada qual com máquina em mãos, fotografavam um ao outro e a paisagem. “Moro há oito meses em Fortaleza, então essa é minha primeira vez no passeio. A paisagem é interessante”, afirmou o estudante e guia turístico, Artur.

Fonte: O POVO Online

Nenhum comentário: