sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Área verde do Passaré: casas começam a ser construídas

Em quase dois meses — de fins de Dezembro para cá — duas mil pessoas conseguiram o que parecia improvável: puxar energia elétrica, água e agora começar a erguer as casas em alvernaria. Tudo sob o olhar amedrontado dos moradores da Rua Otacílio Peixoto e adjacências.

A Prefeitura garantiu que eles não poderiam permanecer no local, mas até o momento não fez nada para impedir o avanço das obras.O diretor da Guarda Municipal, Arimá Rocha, garantiu que a retirada do grupo está com os dias contados. “O plano de desocupação está pronto e, em breve, irá ser realizado”.

Enquanto isso não acontece, os ocupantes se organizam. A líder comunitária da área, Eredir França Ricardo, justifica a ocupação e a pressa de quem aguarda definição como “necessidade absoluta por moradia”. Segundo ela, o grupo irá lutar até o fim para conseguir o objetivo de permanecer na área. “Não temos para onde ir e não podemos ficar debaixo de ponte”, salienta.Para Arimá, a ação da Prefeitura será definitiva, sem a obrigatoriedade de transferi-los para outro terreno. “Eles não são de movimento social legítimo, apenas se apropriaram de área pública para se dar bem”.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Ceará (OAB/CE), João Ricardo Franco Vieira, diz que a desocupação é inevitável, no entanto, é necessário garantir a tranqüilidade na hora da ação. “Por isso, a OAB interferiu. Para que não haja um confronto entre as partes envolvidas”.

Ele se mostrou surpreso com a velocidade com que os ocupantes estão agindo. “Se não houver uma atitude imediata, a situação tenderá a piorar”.Para o advogado, a Prefeitura precisa monitorar outras áreas para evitar novas invasões. “Também fico surpreso com a demora na retirada dessas pessoas do local”.

Matéria do Diário do Nordeste, de hoje 13 de fevereiro de 2009. Reproduzida unicamente para divulgação. Direitos autorais preservados.

Um comentário:

Robert disse...

É lamentável a demora de uma ação da prefeitura neste caso, é um absurdo esse tipo de acontecimento, tem que retirar e não deixar abandonado e de livre acesso poia área verde têm que ser preservada.